Notas iniciais
A quem tiver acompanhando a fic... Divulgue!Faça essa autora feliz! Boua leitura pessoas ;-)

Diminui a velocidade dos passos e observei o que ele fazia.Seus olhos ainda negros estavam observando ao redor,em busca de alguém que o pudesse estar o observando eu acho.Fiquei numa posição na qual ele não me visse mas eu pudesse vê-lo.Então,ele deu uma leve meneada de cabeça,passou a mão no cabelo,nas roupas,pôs um sorriso na boca,e seus olhos voltaram ao tom avelã de sempre.Vi que ia em direção a minha casa,então acelerei os passos e chamei sua atenção,ainda meio incerta.

–Ei,novato!-Ele olhou para mim e deu um meio sorriso.Confesso,ele pode ser meio estranho,mas seu sorriso era tão...Esquece isso,não vou me deixar levar por um sorriso.

–Já estava indo para sua casa.São três horas agora.-Ele disse,ainda sorrindo.

–É,eu sei,eu só fui dar uma volta.-Disse,o chamando para entrar.-Senta aí no sofá,eu vou buscar as coisas que vamos precisar e já volto.-Ele se sentou e ficou me esperando.Subi para meu quarto e peguei o meu notebook,algumas folhas com e sem pauta,lápis,canetas,borrachas...Essas coisas.Quando desci,não o vi mais sentado no sofá,e sim com um portar retrato na mão,onde tinha uma foto minha um pouco recente.Pigarreei de leve chamando sua atenção.

–Ah,desculpe,essa foto é bem legal.-Ele disse,pondo-a no lugar e vindo me ajudar.

–Obrigada.-Eu disse passando algumas coisas para sua mão.Na foto eu estava no Grand Canyon com os braços abertos e os olhos fechados,como se fosse cair de costas lá em baixo.Era uma das minhas fotos favoritas.

–Então,esse trabalho não parece ser difícil.-Disse o novato.Eu tinha que parar de chamar ele assim.

–É,não deve levar muito tempo...-Eu disse conectando a internet.Foi aí que o problema começou.A internet não quis conectar.-Temos um probleminha...-Eu disse.Ele fez cara de confuso,então eu expliquei.-A internet deu problema.-O estranho foi ele ter sorrido com a notícia.

–Sem problema,lá em casa a internet tá boa,eu estava vendo algumas coisas antes de vir para cá.Tem algum problema de ir lá?-Por um momento eu pensei em negar.Não quis ir,tinha a impressão de que não devia,mas ouvi minha boca dizendo

–Seus pais estão lá?

–Sim,mas eles não incomodam,ficam na deles o tempo inteiro.-Parecia simples.Ir,fazer o trabalho,voltar para casa.

–Ok.Vamos lá então.-Eu disse,e fomos,levando as coisas para casa dele.Assim que pus o pé do lado de dentro senti uma energia diferente tomar conta de mim.Parecia que eu não devia estar ali,mas algo dentro de mim gritava que não queria sair dali nunca mais.

–Você pode sentar aí,vamos fazer o trabalho nessa mesa mesmo.-Assenti e esperei ele buscar o notebook.Fiquei admirando o lugar.Era bem arejado,comum e refinado ao mesmo tempo.Tinha um ar antigo e futurista.Era meio difícil entender aquela casa.

–Olá!-Disse alguém de repente me fazendo levantar no susto.

–Ah...Oi.O senhor deve ser o pai do Math.-Eu disse estendendo a mão.-Prazer,meu nome é Cléa,eu vim fazer um trabalho com ele.

–Matthew havia me dito que o trabalho seria em sua casa.-Ele disse,sem pegar minha mão.Eu a puxei de volta e já ia explicar,quando fui interrompida.

–A internet na casa dela deu problema pai.Tivemos que vir para cá.-Explicou Math.O homem se pôs a me analisar e eu fiz o mesmo com ele.Seu cabelo era diferente do do filho.bem rente a cabeça.Seus olhos era castanhos escuros,quase negros,sua estatura era baixa,e ele não sorria.

–Sem problema.-Ele disse,se retirando,ainda sério.Voltei a me sentar.

–Não liga pra ele não,esse é o jeito dele.-Disse Math,pondo o notebook sobre a mesa.-Vamos começar?-Ficamos torno de duas horas fazendo o trabalho.Era estranho as reações de Math quando falávamos sobre alguma reação corporal causada por pressão sanguínea ou coisas do gênero.Acho que o assunto inteiro do trabalho o perturbou.-Quer um suco ou alguma coisa?-Ele disse quando acabamos.

–Aceito um suco.-Eu disse.Ele saiu e menos de um minuto volto com dois sucos.

–Me fale mais de você.-Ele pediu de repente.Pensei em dizer "não há nada a dizer,eu só vim fazer o trabalho e nada mais!",mas pensei bem,ele estava sendo legal,não havia mal numa conversa civilizada.Contei a ele várias coisas sobre mim.Sobre como meus pais estavam quase sempre viajando,como eu tive que me adaptar a uma vida sem eles,e sem ajuda ao menos de uma empregada.Sobre como conheci a Dri...E ele me falou sobre ele também.Várias coisas sobre ele.Seus pais,seu irmão mais velho que permaneceu no lugar de onde eles se mudaram,como foi difícil a mudança...Mas quando eu perguntei a razão da mudança ele ficou estranho.

–Não foi por nada demais,meus pais queriam um lugar diferente para morar,e eu topei,meu irmão não.É nós viemos para cá.Só isso.-Ele disse rápido.Eu estranhei,mas concordei,mesmo que não fosse verdade,eu não tinha que ficar forçando a barra para que ele me respondesse.

–Já tá tarde né,é melhor eu ir...-Eu disse,começando a pegar minhas coisas.

–Eu te levo até sua casa.-Ele disse,cavalheiro.

–Não precisa,eu moro aqui na frente,literalmente.-Eu disse sorrindo.Ele sorriu de volta e eu tive que prender o fôlego para não suspirar com aquele sorriso.Estiquei a mão para pegar o trabalho ao mesmo tempo que ele.Sua mão tocou a minha.Ela era...fria e morna ao mesmo tempo...Sei que isso é estranho,mas foi o que eu senti.Vi seus olhos fitarem nossas mãos,depois seguirem para meu rosto.Sua mão estava subindo por meu braço,sem que seus olhos saíssem dos meus...Vi ele se aproximar lentamente de mim,seus olhos se fecharem,e o seu hálito cada vez mais próximo.Ele depositou um leve beijo,no canto da minha boca,fechei os olhos com a boa sensação que eu senti com aquilo,mas os abri rapidamente,estava me deixando levar de novo...Seus olhos também se abriram.Ele deu mais um daquele sorriso de lado,e soltou minha mão,dizendo.

–Até amanhã então,Cléa...-Sorri de volta,um pouco constrangida,e fui para casa.Assim que entrei,corri para o quarto,taquei um travesseiro na cara e dei um daquele gritos sufocados...Que efeito estranho esse novato tinha sobre mim...Primeiro o medo,depois a sensação de já conhece-lo,agora essa atração estranha...o que estava acontecendo comigo?Assim,com o travesseiro na cara,com a mesma roupa,e as seis e meia da noite,me peguei dormindo...

Seus olhos eram mais negros que a noite.Ele caminhava pela madrugada,em busca de sua preciosa alma.Ela havia conseguido fugir novamente,mas ele não permitiria que isso acontecesse de novo,seu tempo estava acabando,e se isso acontecesse,seria seu eterno fim.Ouviu seu choro fraquinho a distância...Como ele gostava de vê-la daquela forma.Com medo,assustada,sem saber o que fazer...Aquela era a melhor sensação do mundo pra ele,com certeza.Fechou os olhos saboreando a cena a distância,então,se aproximou,sem que seus pés tocassem o chão.A levantou do chão sem precisar toca-la.Sufocou-a sem apertar seu pescoço.Os olhos sela já perdiam a cor,seus gritos já não se ouviam.Ele abriu a boca,e algo como um vapor dourado saiu dela,indo para ele.Ele se alimentava dela,ou melhor dizendo,roubava,sugava sua alma...O corpo dela caiu no chão,e desapareceu lentamente,e ele,apenas lambeu os lábios,com a sensação gostosa do renovo de seus mil anos...

Abri os olhos com a sensação de estar sendo sufocada por mil travesseiros ao mesmo tempo.Atirei o travesseiro para longe e respirei com certa dificuldade.Fui direto para o banheiro e tomei um longo banho.Eram quatro e vinte e três da madrugada.Não dormi mais aquela noite.Esperei a hora da escola e tomei outro banho,me arrumei,e saí,um pouco mais cedo.Cheguei na escola fui direto para sala e me sentei no fundo.Dri não iria para escola.Resolveu dar uma fugidinha com o namorado.A aula começou alguns minutos depois.

–Antes de começar a aula,quero apresentar o novo aluno.-Estranhei aquilo,afinal,Math já havia sido apresentado.-Esse é John.Ele começa hoje,espero que vocês o trate bem ok?-O professor perguntou/exigiu.-Sente-se ao lado de Cléa,John.-O novato 2 se sentou ao meu lado,mas ao contrário de Math,começou a falar assim que se sentou.

–Meu nome é John,prazer.-Ele disse estendendo a mão.A apertei e disse.

–Sou a Cléa.-Conversamos um pouquinho mais,e eu senti uma coisa estranha enquanto conversava com ele.Não sei se era o cinza dos olhos,ou o sorriso meia boca,algo nele me era muito familiar,de uma forma positiva.Logo o Math chegou,porém,ao ver o novato,teve uma reação estranha.

–John,o que faz aqui?-Ele perguntou parecendo com raiva.

–Mudei de ideia,irmão.-Se eu tivesse bebendo água,rolaria uma cusparada na hora.Aquele era o irmão do qual Math havia me falado?Como eles eram diferentes mas...parecidos ao mesmo tempo.Math se sentou uma cadeira a frente de nós,e suspirava com raiva de dois em dois segundos.O dia foi inteiro assim.Suspiros enraivecidos,conversas engraçadas com John,almoço com algumas meninas da outra turma...Enfim,acabou a aula.

–Me solta,eu tenho direito de fazer o que quiser,você não manda em mim,eu sou o mais velho,lembra?-Era a voz de John.Corri para ver o que acontecia.Math e John estavam brigando e a coisa estava feia.

–Eu não me importo,você não devia ter vindo!-Gritou Math de volta par ele.

–Agora é tarde irmãozinho!-Disse John,sem se exaltar.Math avançou pra cima dele,e os dois estavam rolando no chão,várias pessoas filmando.Corri até eles sem saber porquê.Quando cheguei perto,senti uma energia muito negativa emanando dos dois.Eles continuavam a se socar.

–Parem!!-Eu gritei bem alto.Alguns vidros perto até se quebraram,e eles pararam,instantaneamente.Se separaram,se levantaram,e ficaram se olhando com raiva.-Parecem duas crianças,os dois!-Eu disse,sabendo que aquilo surtiria efeito.Eles bufaram,e começaram a ir embora.A energia negativa ainda estava presente,e o mais estranho,estava me enfraquecendo.

–Isso não fica assim menor!-Gritou John de longe.

–Com certeza não mais velho!-Gritou Math de volta.Eles foram embora,e eu corri para casa,me sentindo cada vez mais fraca.Assim que cheguei,tranquei a porta e ia direto para cozinha beber água,mas nem deu tempo,senti uma dor muito forte na cabeça,e desmaiei,ali mesmo.

Notas finais
E aí,o que acharam?Comentem,divulguem!! Bjux sabor cereja! Bay bay!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.