Marcas de um crime
1 Capítulo 1
Notas iniciais
é minha primeira fic original, então não sei muito bem como funciona.Foi bem difícil para escolher o nome da historia e mesmo depois te der escolhido não estou totalmente certa sobre o nome..enfim
boa leitura
Acordei cedo como fazia todos os dias, mesmo eu morando a 10 minutos da clinica, e meu expediente só começando mais tarde gosto de assistir o jornal pela manhã. Liguei a televisão e fiquei mexendo no controle remoto até achar o canal que passava o noticiário da manhã, aumentei o volume assim que encontrei a programação que me interessava.
— O que será que aconteceu para aquela jovem garota, ela tinha um futuro tão promissor?
Ouvi o jornalista falar com um repórter que mostrava imagens da família da moça. Estava passando aquele mesmo crime no noticiário, os jornalistas caíram matando naquela matéria, todo hora eles interrompiam uma parte do noticiário para falar sobre uma nova descoberta sobre o caso. Em uma cidade igual a minha que nunca aconteceu nada parecido com aquilo, os jornalistas clamavam para anunciar aquela noticia.
— Um dos crimes mais bárbaros que já aconteceu nessa minha cidade. – outro repórter falou enquanto continuava mostrando fotos de toda a família da moça.
Desliguei a televisão e comecei a me arrumar, iria mais cedo para o trabalho e tomaria o café da manhã por lá mesmo.
Cheguei a clinica e fui direto para minha sala, parando às vezes para cumprimentar os funcionários que trabalhavam no prédio, sentei na cadeira e comecei a tomar um café bem forte que a funcionaria tinha deixado em cima da mesa. Dois minutos depois ouvi umas batidas na porta e ela ser aberta pela minha chefa, uma senhora que aparentava ter por volta dos seus 45 anos de idade, um cabelo avermelhado, olhos verdes e algumas sardas.
— Senhor Sniper?
— Bom dia. – falei enquanto olhava minha chefa entrar e sentar em uma cadeira, cruzando suas longas pernas e me olhando fixamente.
— Eu preciso falar sobre um novo paciente que estou entregando ao senhor
— Um novo paciente? –falei um pouco intrigado, eu já tinha muitos pacientes, e ela do nada me entregaria outro?
— Sabe aquela jovem que está passando nos noticiários? Preciso que você a avalie e faça-a ser internada por transtornos psicológicos, ela não pode ir para a cadeia. – o olhar dela mudou para um verde escuro.
— Por que você quer um laudo de transtornos psicológicos?
—Por favor, só avalie ela e veja se ela precisa ou não da nossa ajuda.
Confirmei com a cabeça, a mulher que antes estava sentada na cadeira a minha frente agradeceu e se retirou da sala, deixando apenas um ponto de interrogação na minha cabeça.
O que você faria por um filho? Tiraria o pão da sua boca para dar a ele? Deixaria a sua felicidade de lado para ele ser feliz? Morreria por ele?
E por um irmão? Você brigaria com seus amigos para defender ele? Dividiria suas coisas com ele? Morreria por ele?
Essas são perguntas constantes que algumas pessoas fazem a outras, e perguntas constantes que eu faço no meu trabalho. Agora eu te pergunto, você morreria por ele? Ou reformulando melhor a pergunta, você morreria pelas mãos dele?
Nesses anos de trabalho conheci todos os tipos de pessoas e todas as personalidades que elas demonstram ter, desde a mais gentil até a mais difícil. Já passaram por mim psicopatas, pessoas com múltiplas personalidades, pessoas que tinham uma vida e uma careira pela frente e que enlouqueceram de uma hora para a outra, as vezes por causa de dinheiro, relacionamentos, e outras por conta do trabalho, mas todas tinham um motivo, um acontecimento marcante na vida delas que foi como uma fagulha que acendeu o gatilho e desencadeou tudo.
Mas essa é diferente, ela também tinha um futuro pela frente, primogênita de uma família rica, herdeira de um império, seu pai um dos maiores mineradores do país fez sua herança sozinho, conheceu sua mulher enquanto construía sua fortuna e lançava seu nome pelo mundo, os dois se casaram por ela ter engravidado, e logo teve ela, uma menina de lindos olhos verdes como os da sua mãe, uma pele branca e cabelos negros. Todas essas noticias eu li quando era mais novo no jornal de domingo, eu conheço a historia dessa família desde criança.
Agora ela está bem aqui parada na minha frente, olhando para esses olhos que parecem doces e angelicais que fitam o teto do consultório você nunca imaginaria que essa menina, que parece uma boneca poderia causar tudo aquilo, que poderia cometer um crime desse nível.
Levantei da cadeira onde eu estava sentado dei a volta na mesa ficando na frente dela e encostei-me à mesa apoiando os dois braços sobre ela dando visão para encarar a jovem na minha frente, se eu não fosse psiquiatra facilmente ficaria comovido com a aparência dela.
— Bom dia. – falei esperando a moça que estava na minha frente esboçar algum tipo de emoção, mas nada, ela continuava fitando o teto como antes fazia,
— Vejo que você não é de falar muito. – falei enquanto ainda fitava a moça.
— Bem, já que você não é de falar muito eu vou falar por nós dois, me chamo George Sniper, mas todos me chamam de Doutor Sniper. Como prefere que eu te chame? – falei esperando uma resposta, mas nada saiu na boca dela, ela nem prestava atenção no que eu estava falando, ela tinha um pequeno déficit de atenção, dava para notar.
Bati os dedos na mesa que eu estava encostado, eu teria que ter outro tipo de abordagem com essa menina, ela não aceita a abordagem direta, então vou ter que tentar outra coisa.
— A senhorita pode se retirar.
Falei abrindo a porta e dois policiais adentraram minha sala, algemando a jovem menina na minha frente e a levando para seu quarto. Observei todas as expressões e todo o comportamento dela, parecia que ela estava assustada mais não lutou com os policiais, apenas deixou ser levada. Voltei a sentar na cadeira, peguei meu notebook e mandei um e-mail explicando o caso dessa jovem para um amigo meu que também é psiquiatra, ele deve ter visto nos jornais o caso da família da paciente então deve estar familiarizado com o caso.
Lembrei-me de como ele tratava seus pacientes, e como que ele induzia os mesmo a falar, sem ele mesmo precisar falar uma palavra. Eu precisava disso com aquela menina, precisava que ela fala-se para poder ajudar, para poder recorrer a um tratamento psicológico perante o juiz. E ficaria difícil se ela não começar a falar.
Notas finais
me falem pelo amor de Deus, preciso da opinião de vocês para poder continuar.
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