Marcas Da Morte

20 Oferta Irrecusável


Notas iniciais
Buenas Días Pessoal!

As aulas estão me apertando, mas eu ainda estou operante!

Peço mais paciencia a vocês dessa vez. Acho que todo mundo aqui sabe como as aulas podem nos... "suprimir", e estão mesmo. Mas, graças a vocês, encontro dentro de mim um incentivo para continuar adiante!

Boa Leitura!

7 de Abril

–Aqui está, Diretor.

–Obrigado, Sr. Altair. Fico feliz em saber que agora a diretoria tem o número correto dessa vez!

–Também acho, senhor!

O papel passou da mão de Kevin para a do Diretor. No começo, Kevin nem acreditou que tinha conseguido o telefone tão mole com a Irmandade. Mas isso teve que ser nas tardes da noite de ontem. Kevin ainda lembrava...


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–Aqui está – um número aparecera na tela, ao lado da imagem de vídeo do Mestre – esse são os números dos pais de vocês. Já falei com eles a respeito disso, e eles vão tentar disfarçar ao máximo.

–Obrigado, Mestre! – dizia Heloísa

–Fizeram um bom trabalho em nos avisar e atrasar o diretor, Jovens Hashashins. Ele nem suspeita de nada?

–Sim, Mestre – disse Felipe – ele está na palma da nossa mão.

–Muito bem então – ele parecia bem satisfeito com o que acabara de ouvir – ainda não se chegou em uma conclusão com... o que aconteceu em seus últimos meses de Missão. Continuem com o bom trabalho. Quando concluirmos algo, avisaremos vocês.

–Sim Mestre! – disse Kevin

–Câmbio Desligo.


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–É só isso, Sr. Altair. Pode voltar a seus afazeres.

–Obrigado, Senhor – Kevin já estava se levantando.

–Eu é que agradeço – disse o diretor – estou ansioso para conhecer o Senhor e a Senhora Altair!

Kevin congelou na hora.

“Senhor...”

–Algo de errado? – Kevin devia estar parado ali há vários segundos.

–Não... nada não, senhor – parecia que ele tinha saído de um transe.

–Tudo bem então... – o diretor não parecia muito convencido com isso – pode ir então.

–Obrigado.


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–Ele caiu nessa? – pergunta ela

–Direitinho. Foi fácil como respirar.

–Fácil até demais... não acham?

Felipe não tinha dúvidas em questionar isso para Kevin e Heloísa. Os três estavam encostado na parede de um dos vários corredores do colégio. Mas já sabiam bem que poderiam falar um pouco disso por lá. Ninguém prestava atenção mesmo.

–Pode ser... mas aconteceu e deu certo – analisou Kevin – acaso der problema, isso a gente resolve depois.

–Tudo bem então... – responde Felipe.

–Quando a gente vai treinar de novo? Meu arco já está empoeirado – pergunta Heloísa.

–Hoje a tarde, quem sabe – conclui Kevin – ainda tem aquelas coisas de Geografia e Biologia, lembram?

–A única coisa que preciso saber de biologia é onde fica o coração daquele professor – diz Felipe – e, falando em trabalho, olha quem resolveu aparecer...

E, é claro, todos seguiram o olhar de Felipe.

–Maurício! – exclama Heloísa.

O garoto vinha aos tropeços para o trio. Vestia um jeans surrado, uma camiseta de botões vermelha e um tênis branco. Kevin e Felipe nunca foram muito com a cara dele, mas Heloísa afirma que ele anda sendo útil para várias coisas.

–Oi Heloísa! – ele pareceu notar os outros dois só naquela hora, mas deu um sorriso carismático mesmo assim – e aí Kevin! Como vai Felipe?

–Pior, agora que você tá aqui... – Kevin puxa o capuz da blusa para a cabeça e fica cabisbaixo.

–Uou! Que mal-humor! Talvez isso melhore!

–Hã? – exclama Felipe.

–Heloísa, lembra daquela pesquisa?

–Claro

–Olha, achei um livro na biblioteca que vai te ajudar! Tem um monte de fotos e textos sobre o assunto!

–Valeu, Maurício! – Heloísa aceita o grosso livro.

–De nada! – um sorriso vermelho é estampado na face dele – me fala: vai fazer o que hoje a tarde?

Heloísa desvia o olhar para os dois colegas por um tempo.

–Foi mal, Mau! Eu tenho um compromisso muito importante!

–Sério? O que é?

“Eita curiosidade do mal...” – pensa Kevin, ouvindo a conversa.

–É particular, Mau! Coisa de garota!

–Ah! Entendi! Então tudo bem!

–Por que?

–Não era nada! – aquele sorriso já estava deixando Kevin enjoado – já vou indo então! Até mais!

–Até!

Assim que Maurício desaparece no corredor, Kevin se aproxima de Heloísa.

–Não gosto desse cara. Ás vezes ele parece tão... gay.

–E daí? Tem algo contra?

–Não. Só que não gosto dele.

–Bem... problema seu. Ele já me ajuda bastante com essas coisas!

–Se você diz... – dessa vez foi Felipe quem disse – pelo menos ainda vai treinar com a gente.

–Fui eu mesma que sugeri, não vou pular fora fácil assim. Adoro dar uma exercitada nesses braços!

–Beleza então – diz Kevin – pelo menos isso você...

Kevin parou de falar na hora. Conhecia aquele som de passos no corredor. Só tinha uma pessoa viva que ele conhecia que usava aqueles tênis esportivos.

Assim que se virou, a voz familiar explode na cara dele.

–Frangote! Precisamos conversar!

–Oi Jimmy – Kevin estava mais entediado do que na aula de artes – o que foi? Esqueceu como amarrar os sapatos e precisa de ajuda?

–Hahá! Muito engraçadinho! – a raiva de Jimmy ficou bem clara – venha cá!

A impaciência de Jimmy foi ao limite. Com o braço direito, ele agarra Kevin pelo colarinho da blusa, e o soca na parede.

–Kevin!

Heloísa e Felipe até reagiriam, mas os “amigos” de Jimmy logo foram pra cima dos dois, encarando-os e dizendo:

–Isso é só entre Jimmy e o seu amigo magrelo.

–Você é que vai virar seco depois da surra que vou te dar, Mané!

–Calma, Felipe – Kevin estava anormalmente calmo, porem um pouco de nervosismo e surpresa podia ser notado na voz.

–Melhor ouvir ele – disse um dos colegas de Jimmy.

Enquanto isso, Jimmy ainda segurava firmemente Kevin na parede, empurrando-o ainda mais para a parede.

–Sua onda acabou, fracote! – Jimmy gritava no rosto encapuzado de Kevin – eu te desafio!

–Me desafia? – debocha Kevin – achei que ainda não tinha superado a Educação Física de Fevereiro.

–Claro que não esqueci, lesado! Eu quero revanche!

–Os únicos lesados desse corredor são você e esses seus cúmplices. Não consegue enfiar na cabeça que você vai perder de qualquer jeito.

–Uh! – dizem os companheiros de Jimmy.

–Calados! – grita Jimmy – enquanto a você, Mané: Amanhã, Sábado de Manhã. No pátio atrás da escola. Nove em ponto. Não vá faltar. Estarei te esperando.

–Obrigado pelo convite – diz Kevin, calmamente – agora já pode me soltar.

–Como queira, “senhor”

Jimmy obedece, mas faz isso jogando Kevin pelo corredor. Kevin quase perde o equilíbrio e caí no chão.

–Vamos! – grita Jimmy para seus colegas.

Assim que Jimmy e seu grupo dobram a esquina do corredor, Felipe e Heloísa não perderam tempo e correram até Kevin.

–Você está bem??

–Aham. Estou sim, Heloísa.

–Se fosse comigo, esse safado já teria perdido as bolas à muito tempo.

–Não se anime, Felipe – refletiu Kevin.

–Porque não reagiu? – questiona Heloísa.

–Fiquei interessado. Ele não investe assim há meses. Deveria ter um bom motivo.

–E tinha... – reflete Felipe – você vai?

Todos olharam para Kevin no momento com uma devida atenção. Se Kevin fosse, tinha chance de ser derrotado, humilhado, ou até mesmo pego. Se não fosse, seria ainda mais humilhado e perseguido por Jimmy. Era uma coisa ou outra. Era tudo ou nada.

–Eu vou – disse Kevin, enfim – vou mostrar pra esse retardado que nunca deve se meter com um Assassino.

Notas finais
Mereço Reviews?