Notas iniciais
Olá pessoas.

Mais um aqui de cortesia.

Boa Leitura

Noite de 4-5 de Abril

–Tá pronto já?

Até que foi bem difícil conectar a coisa toda.

Estávamos em um quarto escuro, no meio da noite, tentando conectar aquele notebook inútil à internet. Quando nos mandaram a América, nos mandaram com um notebook, um pendrive e uma senha para nós fazermos contato. A gente já tinha usado aquilo milhares de vezes, mas ainda continuava difícil. Especialmente quando se está a milhões de quilômetros da pessoa com quem deseja conversar.

–Entrou! – Heloísa, Felipe e eu ficamos empolgados com isso. Finalmente esperar uma hora sentado em uma cama no quarto da Heloísa estão valendo a pena.

O sistema era bem complexo. Recentemente, a Irmandade instalou um sistema de internet impenetrável pelo mundo todo. Com isso podíamos ter acesso a informações e nos comunicar com uma dificuldade bem reduzida. E o sistema era bem protegido. Mesmo se um espertinho acessasse, não ia muito longe se não tivesse registros de nascimento e coisa e tal.

O único problema era ligar essa coisa.

–Apareceu...

–Digita o código da Base Dinamarquesa – disse eu.

–E qual é?

–Deve ser 00-7854369, ou coisa assim – Felipe estava lendo um papel. Duvidei na hora que ele soubesse isso de décor.

Enquanto a coisa sincronizava, Felipe tentou puxar conversa.

–Nem me lembro da última vez que falamos com o Mestre... quando foi?


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Cede Assassina na Dinamarca, ilha de Anholt. Manhã de 12 de Fevereiro. Após a Missão em Copenhague



–Muito bem! Acho que vocês melhoraram bastante desde a última vez.

Os três estavam conversando com o Mestre Assassino da Dinamarca já havia um tempo.

Logo depois que terminaram, seguiram direto para a sede da Ordem via barco. Como eles conseguiram o barco foi diferente. Assim:

Sempre martelavam na cabeça dos membros da Ordem isso: “Se servir a nossa causa, tomar emprestado deve”. Isso sugere que o meio de locomoção arranjado por eles, não era deles. Muita gente reclamou e ainda reclama sobre ter que roubar coisas na Irmandade, mas muitos acabam concordando, pois roubar coisas acaba sendo muito útil.

Acharam, em um cais, um iate que já teve dias melhores. Parecia bem velho, além de estar em mal estado. Depois de checar se o motor funcionava, decidiram usar ele mesmo, ai iria ocasionar menor perdas ao antigo dono.

Depois, chegar à base foi mais fácil, seguindo pelo estreito de Kattecat. Pararam quando chegaram à pequena ilha de Anholt. Tanto em folhetos quanto em todos os documentos públicos, Anholt é uma ilha quase deserta, que não tem quase nada e não é acessível ao povo.

E como essas notícias conseguem enganar o povo!

Realmente, alguém normal que chega a pisar na ilha não vê nada de interessante, a não ser um castelo pequeno e restrito, nada mais. Mas é nesse castelo que a mágica acontece...

A base inteira é no subterrâneo. Como ali é uma rota movimentada, algo na superfície iria chamar atenção demais. O castelo pequeno é a entrada para um grande elevador, que desce até um grande sistema no subterrâneo, que se estende até debaixo do leito do mar. Essa é o Centro Assassino da Dinamarca.

O negócio tinha de tudo: Desde coisa para começar uma festa até coisas para começar e vencer uma guerra. Era um sistema muito grande, com aviões e até alguns submarinos. Não são todas as cedes que tem tanta coisa. Na Europa, a base mais completa talvez seria a da Grã-Bretanha. Tinha o dobro do tamanho da cede dinamarquesa, além de muito mais coisas.

Logo que chegaram, deram uma descansada. Mas logo depois foram chamados pelo Mestre, para avaliação da missão. Uma boa parte de toda a base era feito de metal, e a sala não era exceção.

Parecia uma grande cúpula de vidro, que tinha uma bela e completa vista para o pátio central. Piso e teto eram feitos de placas lisas de alumínio. Além das postas duplas de ferro e as paredes que as seguravam, o resto das paredes eram substituídos pelos vidros que davam ao pátio.

A sala era bem decorada, tanto de algumas joias quanto de artefatos. Uma bela mesa de madeira antiga estava no centro, onde estava uma poltrona de um lado e três do outro. Além de pedestais, que continham vasos e escrituras, havia também algumas telas de computador, que quando estavam ligadas, forneciam comunicação entre o Mestre e outras partes da base.

–Acha mesmo?-diz Heloísa.-Acho que poderíamos ter facilitado mais.

–Não, foram ótimos! Bem, em comparação com os assassinatos anteriores a este, esse aqui foi muito produtivo!

A maioria dos Mestres, espalhados por todo o planeta, tinham mais de 70 anos, e o dinamarquês não era exceção. Tinha uma longa barba grisalha, que compensava a grande falta de cabelo. Vestia as roupas que quase todos os Mestres são obrigados a vestir: Uma túnica não branca e vermelha, mas preta e vermelha, e com vários detalhes a mais. Estava sem o capus, coisa que não se vê todo o dia.

–Realmente concordo. Nossos assassinatos anteriores foram meio...

–É, meu caro Kevin, não foram bons. Teve uma vez que vocês deixaram uma mulher escapar em Aarhus, e com ela sabendo que vocês tentaram fazer isso. Quase estraga tudo publicando uma coisa no blog. Mas vocês conseguiram apagar e resolver o problema antes que piorasse.

–É. E teve também aquela vez em Budapeste...

–Sim, Felipe. Aquela foi ainda pior. Vocês foram vistos em plena luz do dia por quatro civis, quebrando a 2ª regra mais importante da Ordem. Mas que bom que tudo se resolveu.

–Então, passamos no teste?-pergunta Kevin.

–Hum, isso é uma coisa mais complicada. Como sabem, mandei vocês para esta missão de um nível mais elevado para testar suas habilidades em situações distintas. Optaram por fazer do modo mais difícil ao invés do mais fácil. Matar por tiros poderia ser chamativo demais. Muito bom para todos vocês.

–Mas teve aquele problema de mim saindo como escoteira.

–Bem, isso é de menos. É claro que a polícia real da Dinamarca vai tentar caçar quem fez isso. Mas o máximo onde vão chegar é no cais onde vocês pegaram o barco. Bem, com isso conclui uma nota para vocês de 0 à 10: Suas notas são 9.0!

–Que honra, mestre.-diz Felipe.

–Bem, qual seria nossa próxima missão?-pergunta Heloísa.

Em períodos normais, ter uma missão atrás da outra era comum. É claro que Heloísa foi tanto direta apressada, mas é uma coisa vivenciada pela maioria dos assassinos.

–Meio direta, mas tudo bem. Acho que vão ficar felizes. Não tenho uma missão para vocês por enquanto.

–Não?-pergunta Kevin

–Pois é. Claro que missões tem. Mas resolvi passar e testar os outros grupos, assim como fiz com vocês. Aproveitem a oportunidade! Relaxem, joguem futebol, vivam a vida!

–Se assim deseja, faremos.-disse Felipe.

–Estão dispensador por hoje.

Ambos se levantaram. Depois disseram em sintonia, em quanto faziam reverência ao Mestre.

–Adeus, Mestre Magnus!


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–É... Fevereiro... – isso realmente trazia boas lembranças. Pra Felipe e pra mim também.


Foi quando uma imagem conhecida apareceu na tela.

–Mestre! – a gente falou em uníssono.

–Boa Dia... ou Boa Noite... – ele analisou nossa situação quando se corrigiu. Aparentemente, era de manhã na Dinamarca.

–Tudo bem com o senhor, Mestre? – Felipe perguntou.

–Claro! – eu adorava esse cara. Tinha uma questão de respeito em jogo e tal, e todo mundo fazia isso. Mas Magnus não era muito conservador nesse tópico.

–Mestre, temos uma informação que pode te interessar – eu tinha que começar de um jeito.

–Atualização da Missão de vocês, meus Jovens Hashashins?

A gente se encarou um pouco antes de responder. A coisa ia ser complicada de falar e de entender. No final foi a Heloísa quem teve que começar.

–Bem...


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Quando terminamos de explicar, fiquei assustado, curioso e nervoso. O Mestre ficou com um olhar pensativo e meio esbugalhado.


–Hum... CERTEZA que foi isso que aconteceu?

–Sim, Mestre! Nunca mentiríamos para o senhor – diz Felipe

–Tudo bem... Meus jovens, na verdade eu não tenho certeza do que isso pode se tratar.

–O que faremos então, Mestre? – perguntei

–Eu gostaria de discutir com os outros Mestres, grandes amigos meu, sobre esse caso. Tem suspeita de ser algo bem simples e banal, mas também tem suspeita de ser...

Ele não terminou aquela frase, o que nos deixou ainda mais aflitos.

–Mas – ele voltou a falar – fizeram um trabalho razoavelmente bom por enquanto. Quero que continuem se disfarçados e coletando o máximo de informações que conseguirem sobre isso.

–Claro, Mestre!

–Assim que eu tiver mais ordens ou informações a respeito, eu mandarei um recado avisando-os. Fora isso... o rendimento com os Americanos vão bem?

–O Americano – disse eu – que está com a gente anda meio sumido, mas acho que é por justa causa. Ele anda bem ocupado com a Base.

–Verdade... Não temos muitas bases nos Estados Unidos... Acho que chegamos ao fim. Vou desligar. Ah, e a família de vocês mandou um “Oi”. Estão com muita saudades!

–Obrigado, Mestre – dissemos.

–Fiquem Sempre Alertas. Até Mais.

Depois que a tela do computador apagou, ficamos estáticos. De tantas coisas que passamos juntos, nunca pensamos que a coisa poderia ser tão drástica assim. Ficamos minutos sem falar, apenas tentando absorver o choque.

–Gente... – murmurava Felipe no escuro do quarto.

–O que...? – tive a coragem de responder.

–Acho que estamos numa fria. E das grandes....

Notas finais
Espero que tenham gostado!

Se quiserem, colaborem com um review!!!