Notas iniciais
Sou um escritor e tudo mais, mas não é sempre que vão ficar paradões. Comentem, deem sugestões lá embaixo. Assim, podemos a cada capítulo melhorar essa história!

Boa Leitura.

“Querido Diário...”

Afe, eu sou horrível nessas introduções!

Já faz 4 anos que eu escrevo nesse diário. E até agora não consegui fazer uma introdução decentemente boa!

Ás vezes tento isso a todo custo. É muito prazeroso e desestressante olhar para uma frase ou escrever para um amigo que anime meu dia. Já que meu dia não é dos... melhores.

Bem, mas posso começar esse novíssimo diário com isso:

“Quem eu sou?

Giovanna Castellar

Nada mais nada menos do que uma simples adolescente em um colégio interno em São Francisco. Talvez as únicas coisas que me diferem são os cabelos cor de mel compridos e cacheados, incluindo um par de olhos verdes. Talvez eu não seja a garota mais popular da cidade, mas garanto que tento ser a melhor amiga que você puder ter.”

O.K., não ficou lá muito bom, não é?

Bem, vamos pular isso! Vou começar pensando e escrevendo o que aconteceu hoje, que na verdade foi um dia muito estranho e com surpresas.

Surpresas agradáveis e desagradáveis também, meus caros.

Bem, para acabar com esse suspense, que deve estar matando você, vamos lá.

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O sono ainda me bombardeava naquela manhã, mesmo depois de ter acordado há horas atrás. Mas o que eu iria fazer? As aulas começavam hoje mesmo, e eu tinha meu dever para cumprir.

Estava no banheiro, tentando colocar o rosto para funcionar de vez. Não faltava muito tempo para começar a aula, então eu poderia ficar tranquila por um tempo. A água fria pingava do meu rosto pálido e, agora, vermelho pela água.

Eu não era do tipo de pessoa que acordava fácil. Mas quando eu estão acordada, sou muito mais energética do que este zumbi que vocês estão vendo.

–Vamos lá, Giovanna! Tem matemática hoje e você não quer fazer igual ao ano passado, quer?

Eu até parecia uma esquisitona falando assim. Mesmo assim me encarei no espelho com um olhar de aprovação e determinação.

Mas antes eu levei minha mão ao amuleto que carregava e o tirei debaixo do sufoco da camiseta. Eu havia ganhado do meu avô ano passado, e o presente veio acompanhado de uma história sinistra por trás dele. Realmente eu não acredito que aquele belo disco de prata incrustado de cristais vermelhos e azuis claros fosse algo que um dia valeu a morte de 1.000 cavaleiros no passado, segundo meu avô. Só acreditava na parte que tinham cavaleiros envolvidos de algum modo por causa das marcas tribais e incompreensíveis em torno dos cristais, que o faziam parecer antigo, mas muito belo.

O.K., falei demais!

Saí do banheiro mais animada do que o comum. Mesmo tendo começado o primeiro ano este ano, não foi tão difícil encontrar minha sala de aula naquele mar de gente inicial.

A sala estava quase cheia. Dei graças a Deus por a aula ainda não ter começado, pois o povo estava boiando e se divertindo, enquanto a professora não chegava. Como eu não era lá de conversa, sentei no meio de uma fileira do canto.E foi assim, tranquila e sem incomodar ninguém, que as vozes me atingiram.

–O que foi? – pergunta um recém-chegado.

–Ouvi dizer que vai ter um garoto de fora aqui! – diz uma, toda empolgada.

–De fora?! – se aproxima outra – de onde?

–Ouvi dizer que é lá da Europa!

–Que chique – diz mais uma garota recém-chegada.

–Não é não – diz a primeira – ele deve ser um esquisitão! Imagine, nem tomam banho quando faz frio!

–Arg! Que nojo! – gritam umas três garotas na minha cara.

O.K., agora eu fiquei interessada! Nunca vi alguém que pudesse vir de tão longe! Imagine: Conhecer culturas! Ideias! Pontos de vista diferentes!

Não acreditava nessas bobagens das garotas. Não quer dizer que alguém é de fora que esse alguém é feio, burro ou... fedido?

O.K., acho melhor me sentar longo e ficar na minha. Mas até que estou muito curiosa sobre esse tal garoto! Nunca vi alguém de tão longe!

Como será que ele deve ser?

Quem vai saber...

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Enfim aconteceu.

A aula estava começando a ficar chata quando a porta se abriu, revelando um garoto.

De primeira eu já fiquei caidinha por ele! Aqueles belos cabelos negros, lisinhos e brilhantes, acompanhados por duas esferas negras e brilhantes eram encantadoras! Assim que eu e mais metade da classe o encarou, ele ficou quase tão tímido quando um repolho e vermelho como meu lápis.

Que fofo! Ele era tímido!

Mas quando ele começou a ir lentamente até uma carteira vazia, notei algo realmente assustador no seu braço esquerdo:

Todo o antebraço esquerdo estavam ocupados por um tipo de tatuagem que eu nunca vira antes. Era como um bracelete: Um anel no pulso e outro perto do cotovelo. Entre eles estavam símbolos tribais irreconhecíveis, tudo de uma cor preta muito forte. Mas o que mais me arrepiou foi o estranho símbolo no centro: Um tipo de triangulo sem base ou letra “A”, com uma cruz no centro.

Não sei porque, mas aquela tatuagem me deu um arrepio estranho. Não era algo medonho... bem, em parte eu sentia calafrios com aquilo! Era realmente uma coisa que eu nunca havia sentido.

–O.K., vamos continuar com a aula – diz a professora, nem ligando muito para o recém-chegado – qual é o elemento químico que...

Nem liguei. Fiquei o tempo todo olhando para o misterioso garoto do outro canto da sala. Ele era tanto atrativo quanto medonho. Não sei bem o porque e de onde, mas algum sentido, oculto dentro de mim, me dizia que aquele garoto era perigo mortal. Quase como um alerta vermelho interno.

Mas o mais esquisito aconteceu depois.

Assim que eu pensei isso, meu peito começou a formigar. Logo percebi que não era eu em si, mas era como se meu amuleto estivesse incomodando. Estranho, isso nunca havia acontecido.

Acho que deve ser só a corrente que está incomodando. É só eu pegar a corrente e...

Assim que eu tirei o amuleto da camisa da escola, tomei um susto na hora. As joias vermelhas estavam brilhantes, como se estivessem cheias de glíter líquido. Meu avô nunca havia me dito nada daquilo, mesmo se aquilo fosse obra de luzes elétricas. Assim que notei isso, tentei dar uma ocultada no amuleto, para que ninguém xeretasse, o que acabou não acontecendo.

Mas o mais estranho foi que, assim que eu vi as joias se iluminando nos meus olhos, aquela sensação de perigo saltou as alturas dentro de mim, acompanhada por outra coisa. Sei lá, era como se eu quisesse reagir, acabar com a origem desse medo.

E foi para ele que eu olhei.

Assim que fiz isso, percebi que ele também estava me encarando. Aqueles olhos negros me analisavam de cima a baixo. Mas notei quando ele desviou o olhar para o amuleto que eu carregava nas mãos.

Virei o olhar na hora, meio assustada, confesso. Mas ainda pude sentir um par de satélites me sondando o máximo possível a distancia.

Gente, aquilo era tanto estranho quanto muito, mas muito medonho!

Notas finais
Reviews?