Notas iniciais
Eis lo capítulo!

Cede Assassina na Dinamarca, ilha de Anholt. 12 de Fevereiro. 17h32min

–AAAHHH! Realmente o dia foi cansativo.

Eu estava me espreguiçando no meu quarto. Missões em que você passa dias fora e chega a dormir em papelão detonam você!

Tirar esse cochilo foi realmente muito bom!

Que foi? Assassinos também são dorminhocos!

Levantei-me da minha cama deliciosa lentamente. Eu e minha mãe morávamos em um apartamento na cidade. Na realidade, todos os Assassinos moram em apartamentos!

Tomei um demorado e mais delicioso ainda banho quente. Depois de me secar, fui vestir a única coisa que eu realmente me sentia “confortável”, se assim podemos dizer: Meu uniforme assassino.

Aquela conversa com a minha mãe desabafou minha mente. Mesmo que ela não tenha me explicado direito, ela estava certa. E eu estava tão acostumado com esse estilo de vida que eu até gosto dele.

Bem, não é exatamente “gostar”.

Hoje decidi ir até meu destino pelos telhados dos edificieis da base. Graças a Grande Feira, a base estava lotada de gente de todos os tipos.

E, cai entre nós, assassinos não gostam de multidões.

Tranquilamente eu pulei de um prédio ao outro. Estava tão acostumado a fazer aquilo que além de ser extremamente fácil era até gostoso. Me sentia livre, me sentia alguém que não é o tempo todo preso ao chão.

Até que pousei em frente aonde eu queria ir a um tempo...

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–O que quer hoje, Kevin?

O dono da Loja de Armas Assassinas da base tinha bons motivos para já me conhecer.

Eu sou fascinado em armas. É claro que todo o assassino que se preze é, mas eu tinha uma paixão maior a elas. Quero sempre a melhor que ele tinha. E já que o sistema “dali” era á base de trocas, achei fácil conseguir o que queria.

–Estou a fim de trocar umas coisas...

–Vou adivinhar: Algo enferrujou?

–Acertou! É incrível como se você não limpa as coisas elas enferrujam!

O dono da loja já foi um lendário assassino dos anos 1970. Mas com a idade, ele se aposentou e começou a trabalhar na loja de armas. Sua careca estava começando a aumentar e desmatar seus cabelos grisalhos e bem arrumados. Tinha uma pele pálido-assassino (Já que ficamos muito escondidos) e olhos verdes cansados. Vestia apenas um macacão branco.

Estava olhando a ampla variedade de produtos na loja enorme e, agora vazia, quando algo me chamou a atenção.

–John, quanto custa essas roupas?

–Não aceito menos que umas barras de prata, ou o que valha semelhante.

–Aceitaria um terno?

–Hum... depende. Do que é?

–Me deram ano passado e só acabei usando uma vez. É de ceda branca e tem uns detalhes em tecido e joias.

–Uh... interessante garoto. Acho que poderia pagar esse uniforme que vê e mais umas coisas.

O que eu queria era um uniforme assassino novo. Era quase idêntico ao meu, mas quando se usa o mesmo uniforme por dois anos fica apertado e meio desgastado. Isso além de aquele ter um espaço um pouquinho maior para suprimentos médios e munição.

–Me diga; qual é a diferença do uniforme masculino para o feminino?

Ele me olhou como se fosse a coisa mais óbvia do mundo.

–Não tá vendo que tem uma plaquinha em cima escrito “Modelo Feminino”?

Me senti um idiota.

–Ah tá... eu não vi – tentei disfarçar e recuperar minha dignidade.

Ainda um pouco corado, me dirigi até o balcão, onde haviam centenas de facas.

–Tem facas?

Ele me olhou de novo, só que desta vez com um olhar sarcástico junto.

–Não, o que você vê aí são bananas. CLARO que tem facas!

Olha, hoje estava difícil...

Ah, desculpe – disse mais corado ainda – pode me dar vinte facas de arremesso e uma de caça?

–Isso inclui o uniforme?

–Sim. Eu te entrego o terno daqui a algumas horas?

–Estou aqui até as oito da noite. Pode vir a qualquer hora até lá.

–Tá bem.

John colocou o que comprei em uma caixa grande e me entregou. Sai da loja carregando ela nas mãos. Mesmo com toda aquela agitação, saltar pelos prédios com uma caixa não é recomendado.

A praça estava muito tumultuada. Consegui distinguir gente de todas as partes do mundo. Mas ninguém me interessava muito e...

Esqueça tudo que eu falei...

–Billy Harry Jackson!

Quase deixei a caixa cair quando avistei o cara. Ele não era um simples Assassino... ele era o mais renomado e famoso Assassino de toda a Grã-Bretanha! É muito raro ver ele fora do Reino Unido! A não ser para missões, claro.

Ele era um James Bond Assassino. Admirado por muitos e idolatrado por alguns.

Não perdi tempo e fui correndo na direção dele. Seus longos cabelos loiros eram presos por um rabo de cavalo. Vestia um uniforme que chamávamos de “Assassino-Mestre”, que era mais adornado e mais belo do que um simples como o meu. Seus olhos azuis me fitaram com um pouco de surpresa.

–O que quer, garoto?

–Por favor, me dá um autógrafo?! – falei eufórico.

Isso fez Billy dar um belo sorriso, o que particularmente me deixou mais feliz ainda!

–Claro, por que não?

Rapidamente peguei um papel que estava junto da caixa, e ele pegou uma caneta.

–Para quem devo assinar? – pergunta, ainda sorrindo.

–Kevin Stival Altair, por favor.

–Hum... espere... aqui está! Foi um prazer.

–O prazer é todo meu.

Sai do lugar com um sorriso tão grande que eu não consegui conter...

Cara, era “O” Billy Harry Jackson!!! Era meu ídolo desde que eu comecei a treinar com bonecos! Não só eu como toda a sociedade aqui o admira! E ver ele na minha frente é... é...

Inexplicável!

O.K., eu acho que eu me extravasei demais, não?

Mas mesmo assim, vou guardar em um lugarzinho especial!

Esse dia passou de chato para muito bom!

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Depois de ter pego mais um autógrafo de Denise Altair, estava meio entediado, e fui refletir meu dia em um banco.

Eu sabia que tinha mais gente ali! Denise Altair é a líder da Base Assassina em Portugal. Sim, eu sei muito bem que o sobrenome dela e o meu são iguais. Mas as famílias assassinas são muito grandes! O parentesco pode ser distante! Mas não perco a esperança de ser próximo!

Vários Assassinos famosos tem o sobrenome Altair, que está ficando cada vez mais raro hoje em dia. A Denise é um bom exemplo! E sem falar de Marcos Altair, “o melhor” Assassino de todos os tempos!

Mas pena que ele acabou sumindo e...

–Kevin?

No início eu me virei esperando achar um qualquer e tudo mais, mas o que eu vi me faria cuspir café, se eu estivesse tomando, é claro.

–Mestre! – falei, fazendo uma reverencia – que surpresa o senhor aqui comigo.

–Na verdade eu queria falar algo com você.

Fiquei curioso e surpreso na hora.

–Sobre o que, senhor?

–Não seria legal se falássemos aqui. Você poderia ir amanhã de manhã até minha sala?

–Claro Mestre.

–E leve também Felipe e Heloísa. Eu ainda não os vi, mas é importante que estejam juntos na minha sala amanhã.

–Sim senhor.

Ele se despedia de mim e continuou vagando pela feira.

Mas o que será que é?

Notas finais
E aí? Mereço reviews?