Marcas Da Morte
7 Bay City
Notas iniciais
Sei que escrevo isso não na hora que eu postei o capítulo, mas sim em uma cadeira desconfortável em Julho de 2013. Mas desde já coloco tais informações aqui. Quanto mais leitores eu tenho, maior é a motivação!
Obrigado de novo! Curtam... e comentem!
Califórnia 14 de Fevereiro 9h44min
–Eu ADORO hambúrgueres!
–É verdade! E todo esse tempo eu achando que era nojento!
Os jovens Assassinos tinham bons motivos. Afinal, nenhum deles tinha estado em um continente como aquele, onde o hambúrguer era a comida número um.
–Garotos... Querem parar de se lambuzarem com isso e vamos logo procurar nosso companheiro?
–Espera um pouco! A cidade não é grande! Ele não vai muito longe para nós!
–É claro que ela é grande!
–Tá bem. Pode até ser – diz Felipe – mas ninguém está escondido quando nós estamos à solta!
Não fazia muito tempo de eles haviam finalmente pousado na cidade de São Francisco, na Califórnia. Haviam dito a eles que o tal Assassino estaria em algum parque da região. Mas, como era de se esperar, Kevin e Felipe decidiram experimentar a cultura local. Haviam desembarcado do avião normalmente no aeroporto. Mas o mais surpreendente e que ninguém deu muita bola para três adolescentes sozinhos e sem acompanhantes adultos.
Logo que terminaram o lanche, Kevin pergunta:
–Onde ele disse para nos encontrarmos?
Heloísa rapidamente pega um pequeno papel que carregava no bolso.
–“Leste do Golden Gate Park” diz aqui. E também em uma tal de “John F. Kennedy Dr”. Vamos checar então.
–Mas depois eu quero ir ver Hollywood – diz Felipe com entusiasmo.
Kevin agiu como se aquilo fosse a coisa mais óbvia do mundo.
–Hollywood não fica aqui.
–Não?! Onde fica então?!
–Los Angeles – diz Heloísa – e estamos em São Francisco.
–Ah! Fiquei tão empolgado!
–Tá... Heloísa?
–O quê?
–Temos que ir uniformizados ou não?
–Aqui no cantinho diz: “Sejam normais”
–Ah! – reclama Felipe – eu adoraria escalar e pular por aqui!
–Eu também – diz Kevin – mas primeiro encontrar esse tal de... qual é o nome dele?
–Aqui não diz nada – se preocupa Heloísa.
–Claro – diz Kevin – então ele quer que saímos por aí perguntando para o povo: “Olá! Por acaso você é um Assassino?”
–É, isso é um problema – reflete Heloísa.
–Talvez possa ser um teste – sugere Felipe.
–Que tipo de teste? – diz Heloísa.
–Já vi Assassinos fazendo isso: Eles não dizem quem é ou como são, mas se escondem em um lugar e um outro grupo tenta encontra-lo sem chamara a atenção.
–Nunca vi algo assim– diz Kevin.
–Raramente acontece, e se acontece normalmente são para os integrantes de novas equipes se conhecerem. – diz Felipe.
–Quer saber: Gostei! – diz Kevin – um bom desafio para começar o dia! Vamos lá gente!
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–Sabem; o fato de Assassinos nascerem com uma marca de nascença pode ajudar muito nessas ocasiões – reflete Heloísa.
Os três haviam acabado de chegar nesse tal Golden Gate Park. Era realmente um destaque no meio de uma mancha urbana como a área da Baía de São Francisco. O grande parque urbano parecia uma ilha tropical no meio do mar da cidade, com árvores e lagos, inclusive atividades naturais de lazer.
Mas não era por isso que os adolescentes, aparentemente comuns, estavam ali.
–Ta bem – diz Felipe – estamos nessa tal de John F. Kennedy alguma coisa. Por quem devemos começar?
–Acho melhor seguirmos o conselho da Heloísa: Vamos procurar por um adolescente que possua nossa marca de nascença.
–Pergunta – diz Felipe – e se ele estiver usando mangas compridas?
–Bem, vamos tentar procurar assim mesmo – diz Kevin – se não o acharmos, damos um jeito.
–Ele sabia que horas o nosso voo chegava? – diz Heloísa.
–O mestre me disse que sim – diz Felipe – alguma ideia de como começar?
–Eu tenho – diz Heloísa – vamos nos separar nesse lugar. Felipe, vá até a área litorânea. Kevin, você fica no centro do parque. E eu fico por aqui mesmo. Quem achar se comunica pelo rádio.
–Isso parece ter um pequeno tom de preguiça – observa Felipe – mas está bom. Foi o único plano até agora.
–Beleza então – se empolga Kevin – e tentem não chamar a atenção. Vamos encontrar esse fujão.
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Na verdade, mal tinham se passado dez minutos quando Kevin e Felipe ouvem seus rádios emitirem a doce voz de sua companheira.
–“Heloísa?” – diz Felipe.
–“Sou eu. Eu o achei”
–“E onde você e ele estão?” – pergunta Kevin.
–“No campo de baseball”
–“Beleza. Nos vemos lá” – diz Felipe.
–Você já esteve na Califórnia antes?
–Na verdade nunca estivem nem na América antes – diz Heloísa.
–Uh. Bem, você vai gostar daqui. É um bom lugar para se chamar de “casa”.
–É estou vendo por que!
–Aí vêm seus colegas de equipe.
O que Kevin e Felipe avistaram ao lado do campo de baseball foi Heloísa conversando com um garoto. Ele era um pouco mais alto que eles, e qualquer garota ficaria apaixonada por ele rapidamente. Seus músculos rígidos eram visíveis, mesmo pela camiseta vermelha de mangas curtas e pela calça jeans. Seus tênis eram brancos e bem limpos. Os cabelos eram de um tom raramente ruivo, que se estendiam até perto da nuca. Os olhos marrons fitavam agora os recém-chegados.
E, para a confirmação total, lá estava a marca assassina preta, se destacando na pele um pouco bronzeada do braço esquerdo do garoto.
Ao se cumprimentarem, Felipe começa a conversa.
–Então você é o Assassino americano?
–Sim, sou sim. Mas prefiro que me chamem de Luca. Meu nome é Luca Cahill. Sou um Assassino Guerreiro. E vocês?
–Me chamo Kevin Stival Altair. Esse é meu amigo; Felipe Klein. Somos Assassinos Normais.
–E essa – continua Felipe, apontando para a companheira – como já deve saber, é Heloísa Curray, a Assassina Arqueira mais bonita da Dinamarca.
Heloísa ficou corada na hora.
–Pare de ser puxa saco charmoso, Felipe – ela tentou se disfarçar – não está dando boa impressão ao nosso novo colega.
–Não se preocupe – diz Luca – também já tive um colega assim. E acredite: São as melhores pessoas para se fazer amizade.
–Valeu cara! – diz Felipe, cumprimentando Luca com um soco.
–Então... – Kevin tenta puxar assunto – você vive aqui?
–Sim, no internato da Sunset Valley High School. A mesma onde vocês irão se disfarçar.
–Eu vou morar na escola?! – Felipe pareceu reviver os piores pesadelos naquela hora.
–De certa forma, sim.
–Mas não precisamos ter sempre notas boas, certo? – se arrisca Kevin.
–Na verdade, precisam sim.
–Por quê?! – Felipe parecia um pouco desesperado.
–Ninguém nessa cidade além de mim sabe que vocês são Assassinos de uma Ordem secreta. E isso inclui o diretor e professores da escola. Ou seja: Tem que parecer alunos normais, que estudam e tiram notas para passar de ano.
–Que pesadelo! – diz Felipe – estudar e ser Assassino AO MESMO TEMPO??!!!
–E olha lá: É por um ano – diz Kevin.
–Pergunta – diz Heloísa – e se nós não soubermos nada do assunto?
–Terão que estudar.
–E espionar e matar ao mesmo tempo? – pergunta Kevin.
–Pois é.
–E falando nisso – continua – qual é nossa missão? Por que fomos enviados aqui?
–Espere cowboy! Porque não vamos guardar suas tralhas e conhecer a escola e a cidade primeiro? Vocês acabaram de chegar da Europa! Descansem um pouco antes de começarmos a falar de assuntos sérios!
–Ele tem razão, Kevin – diz Heloísa – um belo descanso vai fazer bem para nós!
–Por mim tudo bem, então – diz Kevin.
–Então vamos indo! Temos muito para ver...
Notas finais
Até o próximo!!!
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