Marcada
22 Capítulo 21
Notas iniciais
Jasper
A menina começou a ficar branca, os lábios estavam tremendo ligeiramente. Ela olhava para um ponto fixo no chão, seu corpo amolecendo à medida que os segundos se passavam. A preocupação e a tristeza que emanavam de Isabella eram inquietantes e eu tentei amenizá-las, mas a única reação que eu consegui dela foi um olhar irritado.
- Não tente me manipular, Jasper.
Eu vinquei a testa para ela. Não estava tentando manipulá-la, eu só queria ajudá-la. Ela me olhou novamente.
- Desculpe, Jasper, mas eu preciso sentir as emoções humanas agora.
Dei de ombros, não entendendo muito o motivo da escolha dela. Eu me aproximei e tentei confortá-la de outro jeito, a abraçando. Isabella pousou o rosto no meu peito, suas bochechas quentes passando um pouco de calor para minha pele fria.
Infelizmente ela estava nua também,e eu tentava pensar em tudo, menos nos seus seios comprimindo meu corpo. Ficar excitado era a última coisa que eu poderia fazer por ela agora.
Ela tremia, e isso estava me deixando preocupado,mas nada comparado à preocupação com o que eu estava fazendo. Por que eu havia a abraçado? Eu sentia seu coração batendo levemente agora, como se o susto tivesse passado e ela estivesse pensando com mais clareza.
Minha necessidade de apertá-la ainda mais me assustou, e antes que eu pudesse ceder,afrouxei o abraço e a deixei. Ela não se preocupou com isso, seus olhos ainda estavam fixos no mesmo ponto. Ela abriu a boca para falar algo, mas a fechou.
- No que está pensando?
Minha curiosidade venceu e eu perguntei. Ela olhou para mim, passando a mãos nos cabelos e jogando-os para trás.
- Vou para Forks, Jasper.
Se a situação não fosse tão preocupante, eu levaria Isabella a hora que ela quisesse para Forks, mas infelizmente meu cérebro de vampiro já trabalhava com uma rapidez sobrenatural, lembrando-me das conversas que havia tido com os vampiros que antes eu chamava de família.
Emmett havia me dito que alguns pertences meus ainda estavam em Forks, e eu não precisava de mais de um dia para pegá-los. Aliás, eu só não havia feito isso antes porque eu realmente não tinha uma residência fixa.
Isabella deixaria que meus pertences ficassem aqui? O que você está pensando, Jasper? Que Isabella é sua maldita namorada humana?
Eu poderia até ficar animado por ter alguns livros e objetos pessoais de volta, se não fosse pela notícia que Carlisle havia me dado no dia em que liguei para ele.
Edward e Alice infelizmente estavam em Forks. Minha ex-mulher, e o ex-namorado de Isabella, os dois malditos vampiros que eu menos queria ver em todo o planeta Terra estavam no mesmo lugar, onde Isabella estaria daqui algumas horas. Era muito azar para uma pessoa só. Por que tinha que acontecer algo justo na época em que Edward e Alice estavam em Forks para vender nossa casa?
Eu preferia ver Maria a ver os dois, isso era um fato indiscutível. Mas infelizmente Isabella precisava ver Charlie, e infelizmente ela não poderia saber do que eu sabia.
Optei por não contar nada a ela. Seus sentimentos já estavam um caos, ela não precisava de mais bagunça emocional.
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Isabella
Jasper estava tão imerso em pensamentos que eu poderia achar que ele tinha virado uma pedra. Ele não mexia um músculo sequer. Ainda estava com as roupas que havia saído, sua calça jeans estava um pouco molhada, a blusa preta que ele tinha passado a noite estava por debaixo do casaco.
Incrível. Em menos de minutos eu estava tendo um momento delicioso com ele, e agora ele estava petrificado e eu não sabia o motivo. Eu só sabia que a situação do meu pai não era grave, mas ele não estava bem também. Mesmo que Billy tivesse me poupado dos detalhes, eu conhecia bem demais meu pai para saber que não era qualquer evento que o mandava para um hospital.
Decidi por ir a Forks, mesmo que Billy tivesse me mandado ficar. Eu sabia que não conseguiria dormir tranquilamente sabendo da internação de Charlie. Deveria avisar Renée? Essa decisão poderia esperar. Olhei novamente para Jasper, ele continuava pensando em algo.
Saí da sala e caminhei para o quarto, a fim de começar a arrumar as malas imediatamente. Puxei a mala grande de dentro do armário e a coloquei sobre a cama, enquanto enfiava boa parte das minhas roupas nela. Eu coloquei apenas uma bota sem salto na mala, sabendo que o tempo chuvoso de Forks não me deixaria usar algo diferente.
Depois de alguns minutos, eu percebi que estava nua. Abri o armário, colocando a lingerie e uma calça jeans mais confortável, enquanto fechava o zíper da bota de salto. Vesti uma blusa de manga comprida vermelha e joguei o casaco pesado na cama, caminhando para o banheiro.
Escovei meus dentes e coloquei os objetos pessoais de higiene em uma bolsinha. Desliguei a luz e saí rapidamente do banheiro. Foi quando eu vi a silhueta de Jasper no meio do quarto.
- Puta merda, Jasper, você não pode fazer barulho de propósito não?
Ele sorriu minimamente. Eu já devia ter acostumado com os passos silenciosos dele, mas infelizmente eu estava desorientada demais para me lembrar de que ele ainda estava no meu apartamento. Ele se sentou na cama, fitando a mala.
- Jasper?
Seus olhos vermelhos voltaram-se para mim e ele se apoiou na cama, jogando o corpo levemente para trás.
- Quanto tempo o atestado me deu?
Eu havia me esquecido que tinha um trabalho, e aulas; mas para o inferno com as aulas! Meu pai estava internado em um hospital. Porém, infelizmente eu não sabia se meu emprego estava garantido.
- Dois meses.
- DOIS MESES? Que merda é essa? O atestado disse que eu estava morrendo?
Jasper não respondeu, se limitou a sorrir torto. Eu não perdi meu tempo ficando irritada com ele. O que ele havia feito foi errado e absurdo, mas foi convenientemente bom para o momento. Fechei a mala e respirei fundo, tomando coragem para sair do apartamento quente e ir para a caminhonete. Teria que descansar depois de algumas horas de viagem, mas eu daria um jeito.
- Bom...
Jasper olhou para mim e eu corri as mãos pelos cabelos.
- Se quiser ficar no apartamento...
Antes que eu terminasse minha frase, ele estava de pé ao meu lado. Olhava-me como se eu tivesse o ofendido. Franzi o cenho, o que eu havia feito dessa vez?
- Não seja idiota! Eu vou com você, só preciso passar no hotel antes.
Ele pegou a mala da minha mão e ergueu as duas sobrancelhas para mim. Eu fiquei surpresa com sua atitude, mas o agradeci por isso. Com Jasper ao meu lado, parecia que tudo era mais fácil.
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Jasper
Eu podia sentir a ansiedade de Isabella à medida que entrávamos na cidade, e isso era ao mesmo tempo irritante e sufocante. Eu mandei uma onda de calma para ela e ela me olhou, mas ao contrário do que fez horas atrás,não brigou comigo, apenas se acomodou melhor no banco de passageiro.
- Quero ir direto para o hospital, Jasper.
Eu assenti para ela, acelerando pelas ruas de Forks. Sinceramente, eu estava tão nervoso quanto ela. Alice poderia ter visto nossa chegada, e se estivesse preparada, eu sabia que isso nos causaria problemas.
Eu peguei o caminho mais rápido para o hospital e estacionei na vaga perto da entrada. Ela saiu de sua caminhonete, pegando a bolsa de mão.
- Vai ficar aqui?
Ela me perguntou e eu revirei os olhos. Incrível como ela às vezes não pensava direito antes de fazer uma pergunta.
- Creio que não sou uma pessoa que Charlie gostaria de ver.
Ela parou por um momento, como se estivesse analisando a resposta, depois assentiu com a cabeça e fechou a porta da caminhonete.
- Eu volto já.
Eu podia escutar sua voz clara e limpa, mesmo que ela já estivesse um pouco longe da caminhonete, e ela sabia disso. Eu sorri, fechando os vidros do veículo para que ninguém me visse. Odiava aquela cidade, e conseqüentemente todos os que moravam nela. Os humanos de Forks tinham uma curiosidade fora do normal, o nível de tédio que emanava de seus corpos poderia ser tema de pesquisa científica.
Fechei os olhos, esperando por Isabella.
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Isabella
- Charlie Swan.
Eu disse para a recepcionista do hospital e ela verificou o nome em um computador velho a sua frente. Olhou novamente para mim, colocando os óculos na ponta do nariz.
- Isabella Swan?
Eu assenti para a mulher e ela voltou a colocar os óculos no rosto.
- Quarto 237.
Eu peguei a bolsa que estava no balcão da recepção e caminhei rapidamente pelos corredores. Não queria que ninguém me visse ali, se eu pudesse ser invisível no momento, isso me ajudaria muito. Eu achei o quarto de Charlie e respirei fundo, abrindo a porta.
Estava claro, Billy estava em sua cadeira de rodas ao lado da cama do meu pai. Ele estava ligado em vários aparelhos, que faziam seus barulhos habituais. Quando fechei a porta, os dois desviaram os olhos do aparelho de televisão e olharam para mim. Os olhos de Billy demonstraram alívio, os de Charlie brilharam, e eu não pude conter um sorriso. Eu estava com saudade dele.
- Bells!
Eu me aproximei da cama e peguei a mão do meu pai, estava fria; ele estava um pouco pálido, seu rosto tinha alguns arranhões. Isso me preocupou, eu nunca havia visto meu pai dessa forma. Sua perna direita estava enfaixada quase que completamente.
- O que houve?
Eu perguntei aos dois e Charlie não respondeu, apenas continuou a me olhar, fascinado pela presença da filha. Billy se prontificou a me dar a resposta.
- Seu pai estava chegando de uma pescaria e um urso o atacou. Felizmente ele fugiu para um lado da floresta. Charlie teve sorte.
Ele me deu um olhar significativo e eu não precisei de mais de dois segundos para entender. Eu sabia que a sorte de meu pai se chamava Sam Uley. Apertei a mão dele.
- Ele deve dormir daqui a pouco. Tomou remédio.
- Quando ele sai?
- Daqui alguns dias.
- Se depender de vocês dois, prefiro ficar no hospital.
Olhei para Charlie e sorri. Esse era seu jeito de chamar a atenção.
- Como está a faculdade, Bells?
Eu respirei fundo, sabendo que seria uma longa conversa.
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Jasper
Esperei em torno de duas horas até que Isabella finalmente saiu do hospital. Eu liguei o carro, esperando por ela. Ela entrou no veículo e olhou para mim.
- Como ele está?
Acelerei, saindo do estacionamento. Felizmente a caminhonete dela não era tão chamativa e conhecida como aquela sucata vermelha de antigamente.
- Está bem. Billy diz que foi atacado por um urso.
Eu apenas gesticulei para ela e continuei a dirigir.
- Jasper?
- Sim.
- Acha que Charlie foi atacado por um vampiro?
Eu revirei os olhos novamente, mas ela não percebeu o gesto, como de costume.
- Isabella, se um vampiro tivesse atacado seu pai, ele não estaria vivo. Ou senão ele seria mais parecido comigo agora.
Eu olhei para ela, seu rosto corando levemente, como se a garota tivesse percebido sua pergunta tola. Eu parei em um semáforo e esperei os caminhões passarem com as toras de madeiras em cima. Coloquei as mãos para cima.
- Não fui eu! Isso por te assegurar...
Isabella me deu um soco no ombro, e depois pegou sua mão, que eu tinha certeza de que estava dolorida depois do gesto estúpido.
- Não tem graça, Jasper!
Eu sorri para ela.
- Quero ir para casa do meu pai, estou cansada. Preciso dormir.
Eu assenti para ela e peguei a rua conhecida por todos os Cullen. A casa dos Swan estava do mesmo jeito; as janelas estavam fechadas. Eu podia sentir a ansiedade de Isabella, mas não fiz nada dessa vez. Eu sabia que parte da sua ansiedade era mais por causa da saudade de sua antiga casa.
Estacionei a caminhonete em frente à casa. Ela saiu do veículo e pegou sua mala.
- Consegue levá-la para cima?
Ela me olhou, um olhar irônico. Eu dei de ombros e enfiei as mãos nos bolsos da calça jeans escura que eu vestia. Minha mala ainda estava na caminhonete, mas eu poderia pegá-la depois.
- Não vai entrar?
- Preciso pegar minhas coisas na minha antiga casa...
Ela assentiu e entrou na casa, levando com um pouco de desequilíbrio a mala pesada. Eu sorri, mesmo que Edward achasse que Isabella era de vidro, ela sabia se virar perfeitamente. Eu olhei para a caminhonete, mas guardei a chave no bolso. Preferia correr.
Atravessei a rua e entrei na floresta. Senti o vento gelado bater no meu rosto à medida que aumentava minha velocidade. Eu sentia falta de correr, adorava a sensação de não precisar controlar a velocidade sobrenatural do meu corpo.
Dois minutos depois, eu pude ver a silhueta branca da casa enorme dos Cullen. Não havia ninguém, isso era mais que óbvio. Mesmo que estivesse anoitecendo, as luzes estavam apagadas. Não que vampiros precisassem delas, mas as janelas estavam fechadas. Porém, eu sabia que a porta estaria aberta. Ela sempre ficava aberta.
Eu subi os degraus da casa rapidamente e entrei. O cheiro de Alice e Edward estava fraco, mas foi o suficiente para fazer a raiva tomar conta de cada célula do meu corpo. Eu fechei os olhos, parando de respirar para não me descontrolar de vez.
Eu não precisei ir até meu antigo quarto. Havia uma caixa perto da porta com meu nome escrito. De alguma forma os Cullen acreditavam que eu iria voltar, e felizmente a caixa não estava com o cheiro de nenhum deles. Eu a peguei e saí da casa, fechando a porta com cuidado. Sabia perfeitamente que meu cheiro havia ficado onde eu estive, mas não me importei muito.
Eu só precisaria que os dois achassem que eu já não estava mais em Forks.
Voltei correndo pela floresta, o cheiro dos lobos estava fraco e eu me senti seguro a não olhar para os lados enquanto alcançava novamente a casa de Isabella. Caminhei para a caminhonete e joguei a caixa no banco de trás enquanto pegava minha mala.
Isabella havia deixado a porta aberta? Seria muita ingenuidade dela achar que eu ficaria na casa dos Cullen, e eu não queria arrombar a porta de ninguém...
Felizmente ela havia pensado com inteligência desta vez. Eu sorri ao perceber a mala perto da porta, como se a garota tivesse desistido de levá-la para o quarto. Peguei sua mala com facilidade e subi as escadas, pensando que eu nunca havia entrado pela porta da frente de sua casa.
O cheiro dela ficava mais forte à medida que eu me aproximava de seu quarto. Abri a porta com cautela, ela estava deitada em sua cama, não estava dormindo, mas não havia notado minha presença. Eu pigarreei e ela me olhou. Coloquei as duas malas no chão. Ela não parecia bem, eu sentia a angústia saindo de seu corpo e fluindo pelo ambiente.
- Algo errado?
Sentei-me ao seu lado e passei minha mão automaticamente no seu cabelo. O que é isso,Jasper Withlock? Isabella fechou os olhos.
- Forks não me faz muito bem, Jasper.
Ela não precisava dizer mais nada. Remexi-me na cama e ela continuou de olhos fechados. Realmente Forks não era um ponto de referência de felicidade para ela, e para dizer a verdade, nem para mim.
- Jasper?
- Sim.
- Pode me levar para uma caminhada na floresta?
- Amanhã eu posso, agora vá dormir.
Ela sorriu e se aconchegou um pouco melhor na cama. Uma vontade súbita de me deitar junto a ela tomou meu corpo, mas eu não fiz. Eu não precisava dormir, então eu não precisava ficar ao lado dela. Tentei me convencer disso enquanto ia em direção a poltrona e me sentava. A sensação foi estranha, voltar ao mesmo lugar onde tudo começou, mas com tudo diferente...
Eu estava diferente. Isabella estava diferente.
Respirei fundo e tombei a cabeça no encosto da poltrona no momento que escutava a respiração dela ficar mais pesada. Seria uma noite longa e tediosa.
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Isabella
Subi nas costas de Jasper. A sensação era bastante diferente de quando eu subia em Edward.
Edward sempre estava tenso, como se a qualquer hora eu fosse cair. Eu sabia que ele nunca respirava. Jasper não, no momento em que começou a correr, eu pude sentir seu corpo relaxando completamente. Eu me agarrei mais um pouco em seu pescoço e senti o cheiro de hortelã mais forte quando aproximei meu nariz de seus cabelos.
Ele estava de calça jeans, botas e blusa de manga preta. Já eu estava mais agasalhada.
Ele começou a desacelerar e eu olhei para frente. Estávamos em uma clareira, mas não era a minha clareira. Essa era mais parecida com um bosque, não era tão aberta e era menor, as árvores ainda eram densas e apenas um pequeno pedaço do céu era visível. Jasper parou exatamente no meio e eu desci de suas costas. O lugar onde estávamos era lindo e relaxante. Tudo o que eu precisava no momento.
Eu olhei para Jasper e sorri. Ele não entendeu.
- Obrigada.
Ele deu de ombros, mas sorriu também. Aproximei-me dele e peguei seus cabelos dourados, ele fechou os olhos. Antes que meus lábios pudessem chegar aos lábios deles, eu escutei Jasper rosnar e abri os olhos. Não era um rosnado de luxúria, era um rosnado de raiva.
Seus dentes estavam visíveis e a boca repuxada. Eu me preocupei e me afastei. Ele estava com olhos negros, mas ele não fez nada, apenas se afastou de mim e colocou a mão na minha barriga, como se pedisse para eu ficar onde estava. Ele olhava para um ponto fixo das árvores.
Eu acompanhei seu olhar e demorei alguns segundos para ver o motivo do seu rosnado. Jasper estava estático, eu conhecia perfeitamente o vampiro para saber que cada músculo do seu corpo estava contraído.
Surpreendi-me quando fitei Alice e Edward à minha frente.
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