Notas iniciais
O fim de uma transformação, assim como o começo, era sempre muito dolorido. Mas apesar disso, quando tudo acabava e Remus estava com seus amigos, ele se sentia a pessoa mais sortuda do mundo.

[Marotos | Drabble]

No último dia de lua cheia da semana, quando as primeiras luzes do dia começavam a aparecer, Remus costumava terminar sua transformação, voltar a forma humana, em meio a um monte de membros peludos de um cervo e um cachorro, aquele cheiro forte de sujeira e animal, e suor da sua própria pele. Após completarem seu passei noturno, eles voltavam à casa dos gritos, fechavam as portas e dormiam, mas Remus sempre acordava quando a transformação chegava no fim, em parte porque doía muito. Literalmente, cada osso doía, cada músculo, cada órgão, era como ser quebrado, e refeito e quebrado novamente, e refeito. Mas sempre no último dia de cada semana, Remus costumava arrancar uma das tábuas do lugar, observar a paisagem, aconchegado em dois animais enormes e peludos, com um rato no colo. Esses dias ele podia jurar que era a pessoa mais sortuda do mundo.