Marauders Tales
7 Jantar à dois
Notas iniciais
— Eu amo tanto você — riu Marlene, beijando com carinho a bochecha de Sirius. O namorado tinha preparado um jantar para os dois, improvisando uma mesa no pequeno apartamento . Velas flutuavam pela sala e uma música suave tocava ao fundo.
— Ama? — perguntou o Black, fuçando o cabelo da McKinnon, abraçando-a por trás.
Marlene riu, porque achou que fosse uma brincadeira, mas quando sentiu Sirius enrijecer atrás de si, começou a pensar que talvez ele estivesse falando sério.
— Está realmente me perguntando isso? — ela se retorceu nos braços dele, colocando os braços ao redor de seu pescoço, seus dedos torcendo os fios macios na nuca de Sirius. Ele havia cortado o cabelo recentemente, e Marlene percebeu que existia alguém mais bonito que Sirius Black de cabelo longo, e essa pessoa era Sirius Black de cabelo curto. Ficava tão quente. — Claro que eu amo, Sirius.
— É bom saber — o moreno sorriu ternamente, enquanto aninhava o rosto da loira entre suas mãos e a beijava suavemente. O que começou suave e lento, acabou se tornando apaixonado, urgente e quente como o inferno. — Eu adoraria continuar o que estamos começando de forma tão entusiasmada, mas deu algum trabalho preparar esse jantar e tudo mais.
— Se você insiste — sorriu Marley, entretida dando beijos no maxilar do moreno, mordiscou de leve o local e se afastou. — Mas nós não terminamos isso aqui.
— Totalmente ciente disso — riu ele, acertando o traseiro de Marlene enquanto se distanciava.
Cada dia com Sirius parecia parte de um sonho, e aquela parte dela, cheia de inseguranças e paranóias, parecia cada vez mais esquecida. Seria um sonho se do lado de fora daquele pequeno refúgio não estivesse acontecendo uma guerra. Se eles não estivesse tanto preocupados com os amigos e familiares, com o amanhã.
Sirius sorriu, acariciando sua mão por cima da mesa. Ele era tão… Surpreendente! Marlene tinha considerado o mau humor do moreno quando pensaram em morar juntos. Havia considerado sua implicancia, tenacidade, irresponsabilidade. Estava mentalmente preparada para lidar com toda as futuras brigas e discussões. O que Marlene não tinha pensado era que Sirius poderia ser tão… gentil. Gentil, suave, carinhoso, amoroso. Ela estava acostumada a ser arrebatada pelo fogo que ardia em Sirius, mas não havia pensado que se sentiria tão aquecida por ele, tão em casa.
— Lene… — murmurou Sirius, olhando por ela com aquele olhar de cachorrinho, que sempre fazia com que a garota se derretesse. — Eu fiz isso porque eu… Eu queria que você soubesse. Durante esse tempo todo, eu nunca pensei que eu teria… isso. Um lar. Eu não estou muito acostumado com pessoas cuidando de mim, se importando. Eu tenho meus amigos e eu, francamente, não pensei que um dia teria alguém mais… Alguém que eu me importasse tanto. Quero te ver feliz, te ver alegre, quero saber o que aconteceu no seu dia, e o que você espera do futuro. E eu quero fazer parte de tudo isso… com você.
— Oh, Sirius…
— Eu fico louco durante o dia quando não estou com você, com medo de que algo te aconteça. Se eu tenho um pesadelo, ele é sobre te perder. Então eu acordo e vejo que você está ali, bem ao meu lado, e é como… Respirar novamente. O que eu quero dizer é que eu estou completamente, absolutamente apaixonado por você. E saber que você sente o mesmo por mim… Significa mais do que eu poderia dizer.
— Sirius… — Marlene riu, enquanto algumas lagrimas piscavam em seus olhos. — Eu mal sei o que dizer… Eu te amo tanto, mas tanto… Estar com você é como ir para casa. Eu começo a pensar que tudo vai dar certo, que tudo vai ficar bem. É um sentimento que eu não quero perder — e da forma que Marley tomava as suas melhores decisões, impetuosamente, como dizer oi para estranhos chorosos que se tornaram grandes amigos, ou lutar batalhas que ela desconhecia, ou beijar o moreno irresponsável da grifinória, ela tomou uma decisão. — Sirius… Quer se casar comigo?
Sirius olhou descrente para a namorada, não conseguindo conter o riso.
— McKinnon, acho que você roubou minha fala? — disse ele, tirando uma anel prateado do bolso.
As lágrimas corriam livremente pelo rosto da loira agora, enquanto ria e se jogava em Sirius.
— Sim, sim, sim, sim!
Duas almas solitárias, que se amariam pelo resto de suas vidas… Embora elas não fossem durar muito. Mas eles se amaram, pelo tempo que tiveram.
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