Marauders Moments.
2 Telling them.
Notas iniciais
"Eu não posso mais manter isso em segredo, Sirius... Está me matando!" Dorcas disse desesperada, chorando até soluçar.
Sirius aproximou-se de sua melhor amiga e abraçou-a forte. "Não se preocupe, Doe. Eles irão entender..."
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Naquela noite, depois que Doe chegou em casa, tomou um longo banho ainda tentando pensar em como contaria a Remus sobre tudo aquilo. Eles estavam juntos há quase um ano e meio, e todas as noites, essa memória a incomodava.
Quando ela deixou o banheiro, Remus esperava por ela na cozinha, terminando de cozinhar o jantar deles. Ela sorriu fraco, admirando-o, pensando que aquela poderia ser a última vez que ele o fazia para ela. Mordendo o lábio inferior na tentativa de não chorar, Doe se aproximou de seu namorado. Remus a olhou com um sorriso largo.
"Ei, amor. Estou fazendo lasanha pra você. Está com fome, não é?" Perguntou-lhe gentilmente, fazendo ainda mais difícil para ela contá-lo tudo. Ela assentiu com um meio sorriso.
"Eu estou sempre com fome, você sabe disso. Ainda mais pra lasanha." Eles riram juntos.
A lasanha de Remus estava incrivelmente deliciosa, mas Dorcas não estava bem o suficiente para repetir o jantar como sempre fazia. O jovem a olhou, torcendo os lábios.
"O que houve? Está muito temperado?" Remus perguntou preocupado, fazendo-a negar com a cabeça. Com um suspiro alto, Dorcas colocou seu prato na mesa, esperando-o terminar seu jantar.
"Remus, eu... Eu tenho que te contar uma coisa."
"Uh... Okay." O tom da morena o havia desesperado, era perturbador. Dorcas, no entanto, olhou para Remus com visíveis medo e tristeza nos olhos.
"Bem, eu... Eu nunca fui uma garota quietinha, você sabe disso. E, uh... Antes de mais nada, eu não me arrependo. Nós não nos arrependemos. Mas, okay, vamos começar. Foi uma tarde divertida lá em casa, mas vocês foram embora muito cedo. Sirius e eu continuamos a beber, minha mãe e meu pai não estavam em casa e nós estávamos no jardim. O ponto é, Remus... Nós perdemos a virgindade juntos, naquele dia, e nós concordamos com isso. É muito embaraçoso pra nós dois, mesmo não nos arrependendo, porque, você sabe... Nós não nos amamos e nem nos amávamos naquela época também, mas confiamos um no outro. Eu vou entender se você ficar bravo conosco por isso, de verdade. É só... Eu não podia mais esconder isso de você. Nem o Sirius podia. A essa hora, Lene provavelmente já sabe também." Ela terminou, quase chorando novamente, os olhos negros marejados.
Remus estava quieto. Ele ouviu tudo sem ao menos suspirar, e isso estava deixando Dorcas ainda mais nervosa, porque ela não sabia realmente o que ele estava sentindo. Os olhos dele, no entanto, estavam selvagens e raivosos.
"Por favor, diga alguma coisa."
"O que quer que eu diga, Dorcas? Que estou feliz em um dos meus melhores amigos já ter transado com a minha namorada? Principalmente quando ele sabia que eu já estava totalmente apaixonado por você? Eu... Eu... Droga, Dorcas!" Remus gritou, socando a mesa, fazendo ecoar na sala o barulho dos pratos que se chocaram contra a mesa. A jovem mordeu o lábio inferior e limpou uma lágrima que caía em sua bochecha.
"Eu sinto muito, Remus. De verdade." Doe sussurrou, enquanto ele tentava se acalmar. Sirius sempre soubera que ela era a garota certa pra ele e que ele estava apaixonado por ela, e ainda assim... Droga, aquilo era tão difícil de aceitar! Ele sabia que ela não era mais virgem quando começaram a namorar, mas seria muito mais fácil de entender se Edgar Bones o tivesse feito. Não Sirius. E Dorcas... Ela era sua garotinha doce, sua frágil — bem, nem tão frágil assim, mas ele gostava de pensar que um dia Doe pudesse precisar dele — mulher... Merda, ele estava bravo. Muito bravo.
"Aham, tá." Respondeu ele, caminhando até a porta.
"Aonde você vai?" Perguntou Doe, seguindo-o preocupada. O lobisomem a parou, virando-se pra trás, gesticulando que ela parasse.
"Não, Dorcas. Não me siga." Remus disse, suspirando em seguida. "Eu só preciso pensar." Concluiu, saindo em direção à praia.
Droga, Dorcas estava devastada. Ela chorou o tempo todo depois daquilo, mesmo enquanto lavava as vasilhas. Seus olhos estavam inchados e suas bochechas ainda molhadas pelas lágrimas. Depois que arrumou toda a cozinha, ela voltou à sala e olhou pela janela para a praia. Ele ainda estava lá. Estava ficando mais frio, o vento estava mais forte. Doe colocou um suéter e pegou uma das jaquetas do namorado, deixando a casa também. Caminhou silenciosamente até onde ele estava, colocando seu agasalho sobre os ombros dele sem dizer nada antes de se assentar na areia, ao lado dele.
"Obrigado." Ele sussurrou e ela assentiu.
"Você está bem?"
"Eu vou ficar." Remus respondeu, a fazendo suspirar baixo.
"Eu sinto muito."
"Eu sei." Ele disse, colocando sua mão sobre a dela.
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Sirius estava no sofá, brincando com uma bolinha em suas mãos quando a porta da sala se abriu e Marlene adentrou a casa com um sorriso nos lábios.
"Hey, Black. O que está fazendo aqui?" A garota perguntou antes de selar-lhe os lábios, deixando as chaves na mesinha. Eles estavam namorando há alguns anos, mas sabiam que morar juntos era uma decisão difícil para os dois.
"Eu, uh... Eu preciso falar com você, Marls." Ele disse, coçando a nuca.
"O que foi?" Ela perguntou com uma expressão confusa, porque conhecia-o bem o suficiente pra saber que ele havia feito algo errado.
"Bem... Doe e eu achamos que deveríamos... Contar a você e Remus sobre nossa primeira vez." Sirius começou, já notando as bochechas da namorada ficarem rubras.
"A primeira vez de vocês?"
"É, Lene... Você sabe. Transando."
"Espera, espera, espera um minuto... Você e quem? Dorcas?" Ela perguntou com raiva, revirando os olhos e bufando. "Você tem que estar brincando comigo. Não é?" Marlene o encarou, esperando que ele negasse, mas ele não o fez. "Deixa eu ver se eu entendi. Você e Dorcas transaram?" Sirius assentiu, fazendo-a rir. "Você é patético, Black. Até minha melhor amiga?"
"Não, Marls, você me entendeu mal. Eu nem sabia que já te amava naquela época, estávamos no quinto ano e..."
"O que você disse?"
"Que estávamos no quinto ano." Ele repetiu com a expressão confusa.
"Não, idiota. Você já me amava naquela época?"
"Ah. Isso." Ele disse, e Marlene ficou ainda mais estressada com ele por não confirmar ou repetir. A garota pegou uma almofada do sofá e começou a bater em Sirius, descontando sua raiva.
"PORRA, BLACK, VOCÊ É UM CANALHA, UM IDIOTA, UM GRANDE FILHO DA PUTA E EU ODEIO VOCÊ." Ela gritou enquanto batia nele, começando a chorar enquanto o fazia. Sirius não tentou escapar da almofada, no entanto. Ele a ouviu chorar e ousou aproximar-se, abraçando-a, que tentou batê-lo ainda mais. "ME SOLTA, SIRIUS! ME DEIXA..." Ela tentou, mas para ser realista, ela precisava daquele abraço.
"Você está certa. Eu sou mesmo tudo isso." Ele começou, enquanto afagava os cabelos dela. "Mas eu já te amava naquela época. Eu só não sabia disso ainda."
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