Marauder's Love

10 Capitulo Nove — A torre de Astronomia


Mais uma vez eles estavam na torre de astronomia, para mais uma vez falarem sobre o livro. James tinha conversado com Lilian brevemente sobre o que estava acontecendo logo depois do termino da partida no dia anterior (e levara um belo tapa no rosto por não ter devolvido o livro que Remus alegara ser perigoso). E, provavelmente, Sirius tinha conversado com Morgana quando foi “visita-la” na enfermaria a noite.

Eles (Morgana e Sirius) já estavam sentados nos degraus da torre de Astronomia, em cantos opostos, mas sem brigas e confusões, e pareciam esconder alguma coisa que Megan iria descobrir mais cedo ou mais tarde. Remus resumira a história para Lilian (a mesma que James tinha lhe dito no dia anterior) e explicou para as duas toda a história da maldição e do jeito que ele conseguiu para manter todos eles conectados e protegidos, de alguma forma.

Lilian não conseguiu evitar de corar quando percebeu que ela era a “aquela mais amada” de James e Morgana quis se enfiar debaixo da terra e de lá nunca mais sair quando o simples pensamento ela ser “a garota” de Sirius lhe passou pela cabeça, olhando de canto de olho para o garoto, que encarava o horizonte, perdido em seus próprios pensamentos.

– Mas... Não podemos ficar assim para sempre... Digo, com essa conecção – comentou Lilian mordendo levemente o lábio inferior, não conseguindo desviar seu olhar de James – Tem que ter alguma coisa que quebre essa maldição.

– Eu estou trabalhando para isso Lily – respondeu Remus suspirando abatido, coçando a nuca – Prometo pra vocês que vou encontrar alguma coisa para que isso acabe.

Megan tocou em seu braço, olhando-o preocupada: — Você está se responsabilizando por isso... E a culpa não é sua – sussurrou olhando de canto para os outros dois marotos – Remus, você não precisa carregar tudo isso sozinho. Podemos te ajudar com...

– Vocês já estão correndo perigo demais... – ele a cortou, afagando seu rosto com carinho – Tenho certeza de que, o balaço que atingiu a Morgana na cabeça não foi só por conta de Sirius. – comentou fazendo o amigo encolher os ombros, indiferente.

– Minha vassoura... – sussurrou Morgana temerosa – Antes do balaço eu... Eu não sei... A vassoura pareceu se mexer sozinha ou algo do tipo e, de alguma forma, me levar bem para a rota do balaço, ou melhor, levar minha cabeça para a rota do balaço – ela deu de ombros, fingindo não se importar, mas dando mais um motivo para que o temor de Remus se tornasse real.

– Viu? – perguntou ele para Megan, abrindo os braços e suspirando tristemente – Já aconteceu com ela, a próxima pode ser a Lilian, ou você Meggy. – ambas as garotas tremeram, Remus abraçou a namorada e James quis que ele tivesse aquela liberdade com Lilian para que ele pudesse abraça-la também, reconforta-la e dizer o que Remus disse para Megan – Se alguma acontecer com você – sussurrou ele fechando os olhos com força – Se alguma coisa acontecer com você eu sei que vai ser minha culpa.

Mas, enquanto James não era o namorado de Lilian, ele poderia tentar ser seu amigo. Se aproximou vagarosamente da ruiva, que parecia estar em uma interessante conversa com ela mesma e sussurrou em seu ouvido: — Não se preocupe, vou proteger você. – a ruiva se arrepiou, se limitando a assentir e a sorrir e, deixando todo o seu orgulho e esquecendo todas as vezes que brigara com ele, ela se atirou em seus braços, assustado com o repentino ato, James sorriu levemente quando assimilou a situação e afagou seus cabelos ruivos, aproveitando aquele abraço que ele tanto sonhara e inspirando fundo o cheiro de rosas que ele sentira em sua Amortentia.

– Eu não desconfio que fará isso Potter – sussurrou ela em resposta, bem perto de seu ouvido, apoiando o queixo em seu ombro. O sorriso de James se alargou, ouvindo, pela primeira vez, seu sobrenome sendo pronunciado com carinho, e não com raiva e desapontamento pela ruiva que ele tanto amava. – Só... – ela voltou a sussurrar, tão baixinho que ele quase não a ouviu – Só não faça nenhuma besteira.

Sirius se sentiu desconfortável no meio dos amigos naquele momento, com todos eles dizendo palavras afetuosas um para o outro, queria sair dali o mais rápido possível e, por poucos segundos, seus olhos e os de Morgana se encontraram, ela estava com o medo estampado no olhar e, a última vez que ele a vira daquele jeito, fora no fim de semana que foram para Hogsmeade e ele a salvara. Morgana abraçou o próprio corpo, começando a pensar que tudo ao seu redor poderia te matar e sentindo o rosto queimar ao ver que Sirius a observava.

– Você... Você vai ficar bem. – o moreno tentou mais desconfortável que ela e coçou a nuca, olhando para a loira na esperança de decifrar o que ela queria naquele momento. Morgana o olhou com a bochecha esquerda apoiada no queixo e franziu a testa como se formulasse um pensamento.

– Estou pensando seriamente em recusar o seu antigo pedido de desculpas por ter pego o livro – ela murmurou e Sirius deu uma risada baixa em que a sonserina o acompanhou e em seguida ambos ficaram em silêncio tendo a certeza que o outro também estava repassando o momento que seguiu o pedido de desculpas. A pele clara de Morgana se tomou por um vermelho delicado e Sirius se pegou pensando que ela ficava adorável quando envergonhada. Ia se aproximar um pouco quando percebeu que todos os olhos da sala agora se cravavam nos dois. Morgana também pareceu notar porque tirou os olhos do rosto de Sirius e se focou nas pessoas atrás de si.

– Vocês... Vocês acabaram de rir? – James perguntou chocado e Lilian ao seu lado tinha uma expressão chocada no rosto, que se repetia no rosto de Remus e Megan escondia um sorriso.

Sirius se perdeu nas palavras, pigarreando e Morgana negou veemente com a cabeça.

– Não, o Siri... O Black – Morgana se corrigiu rapidamente, franzindo as sobrancelhas claras um tanto perdida – Ele engasgou! – disse como se fosse óbvio, se aproximando de Sirius e deu fortes tapas nas costas do moreno, que tossiu e arregalou os olhos numa encenação digna de programa de humor trouxa.

– É eu engasguei e a Mor... A Malfoy – ele fingiu mais uma crise de tosse e Morgana jogou os braços dele para cima na tentativa de parecer indiferente – A Malfoy ajudou.

– A Malfoy ajudou? – Lilian ergueu a sobrancelha e Morgana parou no movimento de bater nas costas do moreno. A sonserina recolheu as mãos, negando com a cabeça e deu um peteleco na nuca do grifinório que soltou um “Ai!” e fez uma carranca, parando de tossir subitamente.

– Claro que não. – ela deu uma risada debochada assustadoramente convincente mas apesar de ser incrivelmente boa naquilo, a situação não deixava ninguém se enganar. Morgana tirou a franja branca dos olhos, se encostando na parede de braços cruzados em uma pose relaxada e deu de ombros – Ele pode morrer, por mim.

– E ela pode morrer por mim. – Sirius rosnou revirando os olhos e mexeu as costas um tanto doloridas de tantos tapas para que “deixasse de engasgar”. Os quatro restantes se encararam com olhares desconfiados e Megan abriu um sorriso ainda maior.

– Aham, sei. – Remus deu um risinho, e Morgana arregalou os olhos. Sirius fez a mesma coisa.

– É sério! Não é, Si... Black? – Morgana se virou para Sirius em pedido de apoio e o grifinório concordou com a cabeça, fazendo sua melhor cara de sério.

– Morgana pedindo ajuda pro Sirius? Ih, a coisa tá preta. – James cantarolou para irritar os dois e os amigos deram uma risada, menos Morgana e Sirius que mantinham expressões irritadas no rosto. – Bom, temos que ir Almofadinhas – disse o moreno depois de um tempo – Precisamos conversar com o time, jogo com a Lufa-Lufa daqui a três semanas, você sabe. – Sirius assentiu se levantando e James deu um rápido beijo na bochecha de Lilian, que corou e ficou com os olhos arregalados com tal gesto – Até mais colegas, podemos conversar sobre esse negócio do livro mais tarde.

E ambos os morenos saíram da torre de Astronomia, mesmo assim, continuavam ouvindo altas gargalhadas de James e Sirius praguejando alto, xingando-o de “filho da puta”, “filho da lula-gigante”, “filho da puta da lula-gigante” entre outros. Lilian revirou os olhos com o inicio de um sorriso se formando em seus lábios e Megan reprimiu uma risada.

– Eu também tenho que ir – suspirou Lilian – Prometi que ajudaria Marlene com Poções, porque, digamos que ela não está se saindo muito bem. – ela colocou a mochila nos ombros, arrumando os cabelos – Até mais. – se despediu cruzando a porta.

– Acho que eu... – comentou Morgana, mas foi interrompida pela amiga.

– Não, você fica. Remus, eu preciso conversar sobre algo muito importante com a Morg, pode nos dar licença? Eu te procuro mais tarde – pediu ela com a voz doce e um sorriso angelical se formando em seus lábios.

O loiro assentiu, sabendo exatamente o que ela iria fazer: — Sem problema – respondeu colocando a mochila no ombro direito – Até daqui a pouco então – e lhe roubou um selinho rápido, passando por Morgana e fechando a porta atrás de si.

Quando finalmente ele saiu, Megan abriu um sorriso malicioso, cruzando os braços e apoiando-os no peito: — Tudo bem, conte-me o que foi aquilo a-go-ra.

– Não sei do que você está falando Meggy – ela tentou contornar, mas Megan sabia muito bem no que aquela conversa ia dar.

– Sabe claro que sabe. Você e o Sirius! Está tão obvio que aconteceu alguma coisa entre vocês! – Morgana deu de ombros, com um rubor começando a subir por suas bochechas, deixando-as claramente vermelhas – Você não me esconde nada Morgana Malfoy. – a sonserina colocou uma mecha de cabelo atrás da orelha, ainda tentando fingir indiferença – Vamos Morg, eu te falei que gostava do Remus, porque você não fala que gosta do Sirius?

– EU NÃO GOSTO DO SIRIUS! – gritou ela com os olhos arregalados – Ele beija bem, mas eu não gosto dele...

– ELE FAZ O QUE BEM? – gritou Megan com um sorriso de orelha a orelha. Morgana bateu a mão na testa, amaldiçoando a si mesma por ser, às vezes, absurdamente idiota. A morena ria descontroladamente enquanto ia a pulinhos abraçar a amiga – Não acredito que se beijaram! E foi um beijo, beijo, não foi? Que tem borboletas na barriga, fogos de artifício e anjos cantando? E quando foi isso? Não me diga que...

– Meg – disse Morgana com as bochechas absurdamente coradas para sua pele branca, segurando a amiga pelos ombros – Olha... – ela suspirou pesadamente e desviou seu olhar dos olhos azuis animados de Megan – Foi sim um beijo, beijo. E sim, foi ontem quando ele foi me ver na enfermaria e... Talvez teve esse negocio de borboletas, fogos de artifício e coro de anjos – um leve sorriso se formou nos lábios da sonserina, mas ela logo o desfez, balançado a cabeça, tentando reprimir a lembrança da noite anterior – Esquece okay? Nós nos odiamos, e nada vai mudar com um beijo.

– Eu e o Remus começamos com um beijo. – murmurou Megan sorrindo, olhando para a amiga de maneira maliciosa.

– Com você e o Remus é diferente – comentou Morgana revirando os olhos – Vocês sempre se gostaram, eu e o Sirius nos odiamos desde o berço. Sério, sem brincadeira. Minha mãe fala que a gente tacava coisas um no outro quando éramos bebês. – Megan gargalhou com a cena do bebê Sirius e da bebê Morgana atirando brinquedos um no outro.

– Minha cara amiga – ela deu tapinhas amigáveis em seu ombro – o ódio e o amor andam de mãos dadas. O amor pode se tornar ódio, assim como ódio pode virar amor.

(...)

Megan fora a última a sair da torre de Astronomia, o sol estava alto no céu, indicando que a hora do almoço estava próxima (mas ela ainda tinha alguns minutos livres com Remus na biblioteca). Colocou a mochila nos ombros e, quando fechara a porta da torre, sentiu algo estranho no peito, como se algo fosse acontecer. Como se algo realmente preocupante fosse acontecer. Mas, tão rápido quanto ela apareceu, a estranha sensação sumiu.

A garota balançou a cabeça. “Não é nada Megan” disse ela para si mesma “você só está preocupada com esse negócio de maldição. Está tudo bem”, mas, por mais firme que a vozinha no fundo de sua cabeça lhe dizia, ela não estava. Sentia um medo que nunca sentira em toda sua vida.

Andou pelos corredores até a biblioteca com os ombros encolhidos, notando que Hogwarts parecia estranhamente vazia, se sentindo constantemente observada. Não pelos quadros, era como estar sendo caçada.

A cada corredor que virava, ela queria que a biblioteca chegasse logo, uma parte de sua consciência dizia que, se chegasse lá a tempo, estaria a salvo. Mas... A salvo do quê?

De repente, ela ouviu passinhos apressados e um rosnado rouco atrás de si. Por puro instinto ela se virou. Uma criatura horrenda, pequena, um pouco maior do que um elfo doméstico estava parado na frente dela, tinha a pele acinzentada e enrugada, bracinhos finos e dedos com longas e afiadas unhas.

A criaturinha olhou com ódio para Megan e, antes que a garota pudesse sacar a varinha, o animalzinho pulou em cima dela, cravando suas unhas em seu rosto e peito, rumando para perto do coração. Megan só conseguia gritar, os braços estavam presos ao chão, ela sentia o sangue escorrer por sua blusa branca e formar uma poça ao redor de seu corpo. A visão falhava e, antes que se rendesse completamente para sua morte, ela gritou novamente, o único nome que veio em sua mente.

– REMUS!

(...)

Remus estava na biblioteca a um bom tempo, na Sessão Reservada, esperando Megan chegar para que eles pudessem namorar um pouco antes das aulas da tarde começarem. Ele estava determinado em encontrar algo para acabar de vez com aquela maldição o mais rápido possível.

Andava tranquilamente pelos corredores da biblioteca quando ouviu um grito. Um grito de dor e medo. E ele soube na mesma hora quem é que gritara. Largando os livros em cima da mesa sem se importar se eles caíram ou não, ele correu para a entrada da biblioteca, onde Madame Pince e os outros alunos que também estavam no lugar caminhavam para ver o que estava acontecendo.

– Não, não, não. – murmurava o loiro correndo o mais rápido que podia, desviando de alunos e mesas – Ela não. Por favor, ela não. – ele rapidamente sacou a varinha, se preparando para qualquer coisa que encontrasse.

– REMUS! – berrou Megan com a voz transbordando de dor e terror na mesma hora que o loiro conseguiu cruzar as portas da biblioteca. A visão que teve em seguida, o atormentaria pelo resto de sua vida. Tornando-se até o seu bicho papão.

Uma estanha criatura estava em cima de Megan, fazendo profundos cortes em seu peito e rosto, e suas mãozinhas de dedos finos e garras afiadas rumavam para perto de seu coração. Ela iria morrer. Uma poça de sangue estava se formando ao redor dela, e Megan já não se debatia.

– Estupefaça! – berrou o loiro, jogando a criatura metros adiante, correndo na direção da garota, enquanto Madame Pince gritava com a voz tremendo para alguns dos alunos pegarem uma maca e chamassem naquele momento a Madame Pomfrey – Meg, por Merlin... Meggy olha pra mim. – pediu ele num fio de voz, se ajoelhando do seu lado, pegando em sua mão e não se importando se a calça se empaparia de sangue. Um horrível cheiro metálico invadiu suas narinas e ele fez o possível para que o sangramento parasse – Megan... Olha pra mim... Abra os olhos...

Mas a garota não se movera, fazendo com que as lágrimas que se formavam nos olhos de Remus caíssem e ele apertasse sua mão com mais força: — A culpa é minha... – sussurrou – Me desculpe eu... – então ele sentiu um leve aperto dela em sua mão, e aquele simples ato o aliviou de tal forma que ele não conseguiu explicar – Megan...

Madame Pomfrey o tirara do lado dela, fazendo alguns curativos rápidos, com suas mãos trabalhando habilmente. Dois alunos setimanistas da Corvinal a colocaram na maca e a curandeira os conduziu apressadamente para a enfermaria, Remus respirou fundo, olhando para onde tinha jogado o animal, mas ele não estava mais lá. “Bichinho desgraçado. Um dia eu acabo com você” pensou enquanto caminhava atrás de Madame Pomfrey.

– Me desculpe querido – disse a senhora o barrando na entrada da enfermaria – Mas você não pode entrar. Talvez daqui a pouco. – Remus tentou argumentar, mas as grandes portas de carvalho foram fechadas com um aceno da varinha da bruxa. Ele cerrou o punho, socando-a com força, prendendo um grito com as mandíbulas trincadas.

Ele não sairia dali tão cedo.

(...)

A primeira coisa que Megan fez ao abrir os olhos foi olhar ao redor, buscando desesperada aquela criaturinha que a atacara, com os olhos arregalados ela tentou se levantar quando um braço a impediu.

– Hey – disse a voz masculina e doce que ela tanto amava. Remus sorria aliviado para ela – não pode se levantar assim. Você foi atacada pela merda de um barrete vermelho – explicou cerrando os punhos e contraindo os músculos.

– O-o que são... Barretes vermelhos? – perguntou confusa – Me lembro de ter lido sobre eles em algum lugar...

– São criaturinhas anãs que vivem onde houve derramamento de sangue... – ele parou para pensar um pouco, provavelmente pensando se devia ou não falar – São também um agouro de morte.

Megan engoliu em seco, com a boca levemente aberta e com as mãos começando a tremer. Seu olhar percorreu perdidamente as paredes da enfermaria, com sua cabeça pensando milhares de coisas que poderiam ter acontecido quando foi levada novamente para realidade. Remus ergueu delicadamente seu queixo, fazendo-a olhar dentro de seus olhos âmbar e com o polegar fazendo círculos em sua bochecha. Pela primeira vez, Megan viu o medo estampado em seus olhos. Medo e culpa.

– Você... – disse colocando as duas mãos em seu rosto, com os dedos da mão direita percorrendo a fina cicatriz que ele tinha na bochecha esquerda – Você não é culpado por nada disso que está acontecendo. Vocês não são culpados. Vocês não teriam como saber o que estava escrito no livro. No que poderia acontecer...

– Eu nunca disse que... – murmurou ele desviando seu olhar do dela, mas Megan o forçou a continuar olhando-a nos olhos – Eu nunca disse que me sentia culpado – completou num sussurro quase inaudível.

– Mas eu sei que você se sente – respondeu Megan no mesmo tom, trazendo-o para mais perto de si e beijando-o com ternura – Você se culpa por não ter insistido aos garotos, você se culpa por tê-lo lido e por não conseguir encontrar uma solução para isso.

Remus cerrou os lábios em uma linha fina. Ela estava certa. Mas, Megan Figg sempre estava. Ele fechou os olhos, sentindo o toque suave de seus dedos na cicatriz que ele tinha desde pequeno, que lhe mostrava todas as vezes que se olhava no espelho, que ele não era um rapaz normal. E que, às vezes, não merecia a namorada que tinha. Megan também estava com uma fina cicatriz na bochecha, mas ela desapareceria em poucos dias com os cuidados de Madame Pomfrey.

– Remmy – ela o chamou, acordando-o de seus devaneios, eles ainda estavam muito próximos e o garoto conseguia sentir seu hálito quente em sua pele – Eu te amo. – sussurrou fazendo-o sorrir e beijá-la novamente.

– Eu também te amo Megan. – sussurrou baixinho, com suas testas coladas e puxando-a para mais um beijo demorado.