Marauder World
3 Capítulo 2- Os trouxas.
Notas iniciais
A noite estava limpa em Londres, as ruas desertas, no centro e nos bairros mais tranqüilos, a cidade tinha seu lado bonito e o lado sombrio. As pessoas ficaram informadas de mortes misteriosas nos últimos meses, pensavam que o causador de tudo isso era um assassino profissional para não deixar pistas, todos estavam mais assustados e reforçavam na segurança, eles só não sabiam que a causa de tudo isso eram de bruxos.
Um grupo, de cinco pessoas, apareceu na rua.
Todos andavam juntos e de vez em quando olhava para as janelas das poucas casas ao lado, procurando ver algum bisbilhoteiro, procurando achar algo interessante. Eles se movimentavam como sombras na noite, eram sorrateiros, faziam o mínimo barulho possível e pareciam desaparecer nas sombras por causa de seus sobretudos pretos.
Comensais da morte.
Tudo estava correndo muito bem, esses eram os pensamentos do grupo.
Até virarem a próxima esquina.
No meio da rua, um garoto andava cambaleante enquanto segurava uma garrafa de vodca, não conseguiu conter o equilíbrio e caiu de joelhos. A garrafa de álcool rolou alguns centímetros em direção ao grupo e parou. Eles escutaram o homem grunhir e tentar se colocar de pé. “Tentar” é a palavra correta, por que quando ele conseguiu se erguer no mesmo momento caiu de joelhos. Com muito esforço conseguiu ficar de pé, mas passou a procurar com os olhos a garrafa que estava bebendo até que ele a viu e se aproximou para pega-la. Quando o fez seu olhar recaiu nas cinco pessoas que estavam paradas com os capuzes cobrindo os rostos.
– Já é Hallowen?- o garoto riu com a voz embolada.
Os encapuzados nada responderam, apenas observavam o ser rir e perguntar onde fizeram as máscaras de prata do surfista prateado do filme “Quarteto fantástico”.
– Vocês estavam comendo churrasco? Por que ainda estão com os palitos- ele apontou para as mãos dos homens.
Apontava para as varinhas.
– Isso já está ficando entediante- um dos homens encapuzados falou e apontou a varinha para o trouxa.
No segundo seguinte o garoto caiu no chão se contorcendo, como se estivesse levando um choque de dez mil volts e gritando de dor, um som agoniante. Os comensais da morte riam, exceto um, o mais baixinho do grupo.
– Pare!- uma voz feminina, calma e ao mesmo tempo fria, falou- Deixe-o ir.
– Mas é apenas um trouxa miserável, milady, por que quer livra-lo?- outro comensal indagou curioso.
– Eu mandei soltá-lo, não mandei? E caso ainda não saiba, não devo explicações para servos que devem obedecer a seus superiores- a garota retrucou seca.
Os comensais se mexeram inquietos e até uns engoliram em seco. Ao que parecia a garota era bastante poderosa e próxima a um bruxo das trevas bastante conhecido por todos os bruxos. O homem que ainda apontava a varinha para o garoto que continuava se contorcendo a contragosto retirou o feitiço e o garoto parou, respirando pesadamente.
– Apague a memória dele- ela mandou e se afastou depois de lançar mais um olhar profundo para o garoto ao chão, como se estivesse planejando um propósito futuramente para o mesmo.
Três dos quatro comensais seguiram a mulher enquanto o último apagava da memória os últimos acontecimentos da noite e quando terminou se afastou na mesma direção que o resto deixando o trouxa para trás.
Deixando Felipe Castellan desacordado nas sombras.
2 anos depois...
– Solta Sirius!- Marlene mandou.
– Qual é Lene! Deixa eu ficar com ele- o garoto pediu com olhinhos brilhando.
– Eu sabia que você gosta de vestir roupas femininas, mas eu não vou deixar ficar com meu sutiã!- a morena berrou tentando pegar a peça das mãos do moreno.
– Eu gosto de guardar peças das garotas com quem eu fico- Sirius disse levantando a peça acima da cabeça, para a garota não pegar.
– Espera, nós nunca ficamos- Lene parou para olhar confuso para o garoto.
– Verdade... – ele fez uma cara pensativa- Vamos mudar isso!- abraçou a morena e os dois caíram no sofá, ele por cima e ela por baixo.
– SAI DE CIMA SEU CACHORRO MISERÁVEL FILHO DE UMA MÃE!- ela berrou se contorcendo.
– Assim eu me sinto lisonjeado amor- ele disse sorrindo e começando a beijar o pescoço da garota, que sentiu um arrepio na espinha, mas que o controlou.
– Esses dois ainda vão namorar- Remus falou para Alice.
– Com certeza, eles são muito burros para não admitirem que se amam- ela concordou.
– EU MANDEI SAIR!- Marlene gritou quando quase não conseguiu segurar um gemido quando Sirius mordeu o lóbulo de sua orelha e o empurrou.
O garoto caiu sentado no chão rindo da cara de raiva da morena. Ela trincou os dentes e pegou a primeira coisa que viu e lançou.
– Nossa essa almofada me machucou muito- Sirius falou debochado.
– Morra!- a morena retrucou.
– Onde está o James?- Alice perguntou impaciente.
– Estou aqui- ele falou descendo as escadas.
O grupo estava na mansão Potter. Onde Sirius morava desde os 15 anos, quando foi “expulso” de casa e a família Potter o aceitou como segundo filho.
– Demorou, você perdeu o ataque do Sirius na Lene- Remus falou.
– Ele tentou cortar o cabelo dela de novo?- James perguntou surpreso.
– Tentou beijá-la- Alice respondeu rindo.
– Se eu não soubesse que esse é o Sirius, diria que ele está apaixonado- o moreno respondeu apontando para o amigo que se esquivava da enciclopédia dos gigantes.
– Vamos logo antes que eu o esfaqueie- Marlene disse se aproximando e lançando um olhar assassino em Sirius.
– Ok, nós vamos para a Mansão Castellani- Remus falou enquanto todos iam em direção da lareira.
– Mansão?- Alice indagou com o cenho franzido- Tipo, igual essa daqui?- gesticulou para a casa.
– É, mais ou menos, é menor que a de James, mas é grande- Remus explicou enquanto pegava um pouco de pó de Flu.
– Não seria melhor irmos do jeito dos trouxas?- James perguntou enquanto guardava o saquinho de pó depois que todos já haviam pegado um pouco.
– Não, está tudo bem. — o garoto discordou- Eles já devem estar nos esperando agora.
James e Sirius primeiro mandaram as malas de todos, de todos mesmo, no total de umas quatro... Dos meninos. Por que o das meninas era três para cada uma. Quando os garotos mandaram as deles se viraram para o outro monte de bagagem.
– Nós não podemos simplesmente queimá-las? Minhas costas já estão doendo- Sirius pediu olhando frustrado para as malas.
– Para que tantas malas? Só vamos passar um dia!- James também reclamou estalando as costas.
– É, podíamos apenas levar apenas o essencial, tipo vocês e uma malinha- Sirius sorriu sugerindo.
– Claro que não, nós precisamos de todas!- Alice falou amigavelmente.
– É, nelas há o que nós precisamos sempre: Roupas para dia, para tarde, para noite, roupas de cores diferentes, shorts, agasalhos... – “Mas nós estamos no verão!”, Sirius cochichou indignado para Remus. Marlene continuou- Sapatos que combinem com cada roupa, perfume, nossos itens pessoais, celular...
– “Quero dar”?- nem precisa dizer quem perguntou.
– Umas coisinhas que queríamos mostrar para Lílian e para... Outras pessoas- Ela falou com um toque de malícia que fez os garotos olhar curiosos quando Alice corou ate os cabelos.
Lene continuou com seu discurso de coisas indispensáveis para as mulheres.
A única coisa indispensável para mulher é homem, Sirius pensou entediado.
Enquanto via a morena falar, Sirius pensou em como uma garota problemática, chata e irritante podia ser tão gostosa como Lene era.
Passaram-se alguns minutos e a garota continuava falando, Sirius suspirou exaltado.
– Vamos tapar a boca dela e deixá-la por aqui- ele implorou juntando as mãos e olhando para James.
– Biquínis... – Lene continuou.
– Esqueça o que eu disse!- Sirius mandou e se virou para Lene.
– La tem praia?- perguntou.
– Não, mas na casa do Lipe tem piscina- Alice quem respondeu.
– Aqui não tem piscina- James fez bico.
– Por que aqui não tem piscina?- Sirius exclamou indignado.
– Eu não sei por que aqui não tem piscina- o moreno respondeu.
– Podem parar de “falar” piscina?- Marlene exclamou impaciente.
– Por que não gosta de piscina?- Sirius perguntou com cara de tonto.
– Estúpido- Lene revirou os olhos e se virou para a lareira.
Entrou nela e ficou de costas para ela, deu mais um revirar de olhos enquanto Sirius e James reclamavam que ali não tinha piscina. As malas já estavam dentro da lareira quando ela se posicionou, só precisou mantê-las firmes e jogou o pó de Flu aos seus pés e pronunciar o nome da mansão. As chamas verdes e negras subiram ao redor do corpo da morena, subindo cada vez mais rápido pelo seu corpo e finalmente ela sumiu pelas chamas.
O garoto com ar mais certo, Remus, também seguiu para o mesmo local que Lene estava um segundo atrás e Alice o seguiu achando entediante os planos de pegar um pouco do dinheiro dos pais de James para fazerem uma piscina e dizerem que foi um presente que os dois planejaram para o Sr e a Sra. Potter. Alice e Remus olharam mais uma vez para os dois e sumiram juntos depois de mais uma rajada de chamas verdes brilhantes.
– Ai nós podíamos fazer uma festinha com algumas garotas- Sirius sugeriu com os olhos brilhando.
– Sirius, não acha que minha mãe e meu pai não iriam perceber, sei lá... Umas dezenas de garotas que eles nem conhecem e que são uns... Vinte anos mais novas?- James falou sarcástico.
– Quem disse que eles vão estar aqui na nossa festinha?- Sirius perguntou como se estivesse falando com um idiota.
– E não vão?- o outro perguntou confuso.
– Claro que não... Agente os manda para um retiro ou algo assim- Sirius falou sorrindo como se fosse a melhor idéia que já tivera.
– Não vou mandar minha mãe e meu pai para um... – James não sabia como terminar a frase por que estava com raiva.
– Retiro- Sirius completou idiotamente.
– Essa casa é deles, não podemos simplesmente empurrá-los pra fora- James retrucou.
– Não vamos empurrá-los, você não escutou o que eu tinha dito? “Agente os manda para um retiro”- Sirius repetiu lentamente como se falasse com uma criança.
– Vou sair daqui antes que eu pegue minha vassoura e taque em você- o moreno revirou os olhos e foi em direção a lareira.
– Ok, quando eu fizer a festa não vai ser convidado- Sirius falou pegando sua mala junto com o moreno.
– Por quê? Eu moro aqui!
– Você me deixa entediado é isso- o amigo respondeu entrando na lareira.
– Ah, eu te deixo entediado?-o moreno de óculos exclamou ficando ao lado dele na lareira- Nossa, me desculpe mesmo, vou tentar não te deixar mais assim- ele falou sarcástico.
– Obrigado, isso significa muito.
– É. Só eu te colocar para fora de casa que você não vai mais ver minha cara- James disse sorrindo irônico.
– James você é a pessoa mais engraçada que eu conheço, não consigo imaginar sem te ver mais- o outro sorriu.
– Eu sei que sou irresistível- James sorrindo passou a mão no cabelo.
– Ainda bem que eu não falei que já peguei a ruiva antes dele... – Sirius murmurou pra si mesmo, mas James ouviu.
– COMO É QUE É SEU FILHO DA...?- o garoto não terminou de dizer a frase.
As chamas verdes-esmeralda já o haviam engolido e eles sumiram.
Era uma sensação meio nauseante, você sentia como se estivesse rodando, mas sem fazer nenhum esforço. Lareiras e mais lareiras passavam por eles e tiveram que prestar bastante atenção para não entrar na errada. As malas uma vez ou outra batiam nas paredes de tijolos das casas e os próprios corpos eram puxados para os lados. Os braços de ambos estavam colados ao corpo como eles seguravam a respiração.
Eles pararam numa lareira ampla e alta.
Bateram as roupas para tirarem as cinzas e desceram do batente da lareira.
A casa era definitivamente uma mansão.
A sala era enorme, ampla e espaçosa, móveis bem espalhados e colocados em lugares que faziam o espaço confortável, muito diferente das outras que se viam nos filmes. Uma grande escadaria se via no final do aposento, com um tapete de veludo no meio. No outro extremo da sala havia um grande piano negro e atrás dele, onde pegava um lado da sala, uma instante de livros, onde as cores se variavam e você ficava hipnotizado e com a curiosidade de saber o seu conteúdo. O sofá era um daqueles que parecia com o daquela apresentadora coroa e que passou por várias tinturas de loiro no cabelo, a Hebe. Tinha uma grande TV de tela plana em um canto com algumas poltronas e junto com o sofá. Acima da lareira havia um belo quadro, com cores vivas e com detalhes tão perfeitos que só se podia ser feita por um grande artista, o retrato de uma família. Um homem de terno preto e cabelos da mesma cor era o maior no quadro, era um homem que parecia como aqueles chefões da máfia, mas a foto era estragada com a mínima linha de sorriso e o brilho naqueles olhos castanhos onde felicidade irradiava deles, ele estava prostrado do lado da poltrona que havia ali. Um garoto de uns 12 anos estava do outro lado, ele tinha cabelos loiros e olhos azuis, diferente do pai, que pai que estava em uma pose mais comportada, o garoto sorria largamente e usava roupas informais, roupas de uma criança normal e para completar fazia o símbolo de paz com os dedos. E por último uma mulher com uma menininha, de uns quatro anos, nos braços terminava a imagem, ela era a cópia do garoto, nos cabelos, nos olhos e ainda naquele brilho de felicidade nos olhos, estava sentada em uma cadeira daquelas de duques ou do presidente, os olhos dela eram hipnotizantes que dificultava desviar os olhos e a criança era de tudo parecida com o pai.
Os seus amigos se encontravam lá, em pé imóveis olhando para um lugar aos seus pés. James e Sirius deixaram suas malas ao pé da lareira e se aproximaram enquanto olhavam o lugar. Quando ficaram lado a lado com os outros pararam estáticos para a cena que se passava ali.
Como duas mulheres rolando pelo chão podem ser tão... Sexy? Sirius se perguntou olhando as curvas das garotas.
Uma delas, a que estava em desvantagem, era morena, cabelos negros como os próprios olhos, usava um short curto e uma regata branca, que fazia contraste com sua pele. O primeiro lugar que Sirius observou, foi parte do corpo para cima. Ela tinha uma expressão zangada e segurava os cabelos loiros da outra que tentava arranhá-la e se soltar. Ao contrário da primeira, a loirinha tinha olhos azuis e para a surpresa de Sirius era um pouco mais flexível do que as outras garotas. Elas rolavam, se estapeavam e gritavam uma com a outra e tentavam se morder.
James, Sirius, Alice e Emmelina que já havia chegado via Flu, encaravam as duas com as sobrancelhas arqueadas, mas Marlene e Remus seguravam o riso.
Duas garotas rolando pelo chão em uma casa enorme e que tinha muitas coisas legais, como uma TV de tela plana.
Será que eles aceitam aluno de intercambio? Sirius pensou enquanto um sorriso malicioso se formava no seu rosto quando a loirinha rasgou a parte da frente da outra.
– Não devíamos pará-las?- uma voz masculina foi escutada, vindo do canto direito da sala.
– E perder a minha aposta? Nem pensar!- outra voz, divertida respondeu.
Todos se viraram para as vozes.
Três pessoas estavam sentadas em pufes coloridos, em um tipo de... Canto da diversão.
Havia uma mesinha no centro, entre a TV e os pufes, cheia de Doritos e várias latinhas de Coca espalhadas ou jogadas no chão. A turma que havia chegado se lembrava muito bem daqueles garotos. Um deles, um de cabelos castanhos, um pouco encaracolados e de olhos também castanhos acenou com a cabeça na direção deles, sorrindo, e voltando a ver as duas garotas com um olhar de preocupação, ele estava usando uma camisa pólo azul escura, calça jeans e um All star preto. Sem perceber ele acariciava os cabelos de uma garota em seu colo. Era ruiva, ruiva verdadeira, não aquelas que tingiam o cabelo e que parecia vermelho morto, os cabelos dela tinham o brilho de uma ruiva de verdade, seus olhos eram verdes- esmeralda. Ela estava usando uma camiseta preta com os dizeres: NIRVANA, em prata, uma calça cargo, tipo aquelas de Skatistas, essa era camuflada e um All star preto, ela tomava uma coca e lia uma revista, mas parou para dar um sorrisinho pros amigos. James quase babou quando percebeu que o sorriso também era para ele, tecnicamente. O último, um loiro de olhos azuis, exatamente igual ao retrato que eles viram em cima da lareira lhes sorriu divertido, em seus olhos a empolgação era visível, ele usava uma camisa com mangas da cor cinza, calças jeans escura e pantufas azuis, e ele fez o movimento de se levantar pra ir recebe-los, mas quando ele se aproximou em nenhum momento deixou a cadeira que estava sentado.
Ele segurou as rodas da cadeira, uma mão em cada, e começou a rodá-las para frente. Ela foi impulsionada e logo ele estava ao lado dos bruxos.
– Bem-vindos... — ele saudou sorrindo- A mansão Castellani- ele gesticulou para a sala- Não liguem para a decoração careta, foi meu pai que escolheu- o garoto fez uma careta ao falar nele- Um coroa todo certinho e responsável... Hugh!- ele fez som de nojo- Não sei como posso ser filho dele. Ah! Meu nome é Felipe Castellani, mas podem me chamar de Lipe- Ele falou e depois ele percebeu as garotas do grupo e sorriu malicioso- Mas as garotas podem me chamar de “O deus da cama”.
–LIPE CASTELLANI!- uma das garotas que rolavam pelo chão gritou com raiva.
– Eu só quero deixar uma boa impressão para os visitantes- Lipe se defendeu descaradamente.
– Se você não parar eu que vou deixar uma impressão na sua cara- ela avisou.
– Podem me chamar só de Lipe- ele falou sério.
– Ai que saudades de você!- Marlene abriu os braços e foi andando em direção a ele.
Lipe sorriu com os olhos brilhando e abriu os braços esperando Marlene o abraçar. A garota no último segundo se desviou e o garoto abraçou o ar. O menino confuso virou a cadeira de rodas em um ângulo de 90º para ver onde Lene tinha ido. A garota estava abraçando o outro garoto. Líly tinha uma expressão carrancuda enquanto massageava a cabeça.
– Ai minha cabeça!- Líly protestou com raiva.
– Jessie ficou mais gato desde a última vez- Lene elogiou.
– Obrigado Lene- Jessie disse rindo- Você também ficou muito... Gostosa- ele disse olhando para as curvas da garota.
– Desde quando vocês viraram tão amiguinhos?- Lipe perguntou alterado.
– Desde que você me trocou por aquela loira falsificada na festa do milionário rico!- ela retrucou.
– Mas foi ela que me agarrou!- ele protestou. Lene o olhou com os olhos semicerrados- Depois de eu ter dado umas coisinhas para ela beber, MAS FOI ELA QUE ME AGARROU!
– Você não ligou muito pelo fato de ela ter te agarrado, não é?- Lene indagou sarcástica.
– Vocês ficariam parados se uma mulher estivesse se esfregando em vocês?- o loiro perguntou para os garotos que haviam se sentado no sofá.
– Com certeza não- Sirius respondeu de imediato- Se ela tiver grandes... – ele colocou as mãos na altura do peito e depois riu, e Lipe o acompanhou.
– Eu ficaria- Remus respondeu sério.
– Hum... Depende... Se a garota fosse uma ruiva, de olhos incrivelmente verdes e que tem o costume de me chamar de Potter... — James falou olhando para Lílian.
– Vai sonhando Potter- a garota disse calmamente.
Jessie olhava para James, desde que ele tinha começado a falar sobre uma ruiva, com os olhos um pouco cerrados e atentos em direção ao moreno. James percebeu que estava sendo observado e desviou o olhar de onde Lipe e Sirius, onde estavam falando de encher um barril de queijo quente, para Jessie. Eles não desviavam o olhar, pareciam travar uma batalha para descobrir os segredos de cada um, James conseguia imaginar a cabeça do cara a sua frente trabalhando como as engrenagens de um relógio, pensando no que ele realmente queria dizer sobre Lílian. Os olhos castanhos de Jessie perfuravam os castanho-esverdeados de James com desconfiança e ameaçadores. James não quebrou o olhar não por que era teimoso, mas por que desde o quinto ano, quando o viu beijando Lílian ficou curioso e com uma raiva tão imensa que poderia mover um trem com tal poder e por esse motivo ele tentou demonstrar em seus olhos, para que o homem que beijou o amor de sua vida soubesse da ira que ele sentiu. E tudo o que ele sentia deu uma reviravolta quando Jessie desviou o olhar e colocou o braço direito na cintura de Lílian, que estava conversando com Alice e Emmelina.
–Fique calmo James!- Remus colocou a mão no ombro do amigo.
– Como eu posso ficar calmo com esse cara tocando na minha Líly?- James sussurrou com as mãos fechadas em punho.
– Você fez uma promessa, na frente de Lílian, que iria mudar para finalmente ela perceber que você não é o que ela pensa. Demonstrar raiva só por causa de um ato tão... Simples, vai estragar tudo o que você conseguiu- Lupin tentou tranquilizar e colocar razão na cabeça do amigo.
– Eu não consegui nada Remus.
– Ah não? Então como explica o modo que ela vem falando com você em Hogwarts? Você percebeu que ela não anda mais te xingando desde que você parou de chamá-la para sair uma vez por dia, desde que ficou a xavecando, desde que parou de ser um sacana com ela?- Remus pressionou.
James fechou a boca quando estava para retrucar e o entendimento preencheu em seu rosto. Ele ficou quieto por um segundo, sem se mexer, as mãos frouxas sobre seus joelhos. Ele levantou a cabeça lentamente e a virou para Lílian que estava conversando com Lipe e Sirius, mas, não sabia se era apenas impressão, mas ele podia jurar que ela tinha olhado para ele.
– Talvez você tenha razão Remus- James disse enquanto um sorriso brotava nos seus lábios.
– Eu tenho razão- Remus riu.
– Talvez, Remus. Talvez.
– Ah! Desculpem, nem me apresentei- o garoto, forte e de cabelos um pouco encaracolados se pronunciou, enquanto mantinha os olhos fixos em James- Meu nome é Jessie, Jessie St. James.
– Eae Jessie- Sirius cumprimentou- Sirius, Sirius Black- passou a mão no cabelo.
– Emmelina Vance, mas pode me chamar de Emma- Emmelina falou tímida.
– Sou Alice, Alice Finnigan- a loirinha disse sorrindo.
– James, James Potter- o moreno respondeu segurando o olhar de Jessie.
– NUNCA MAIS CHEGUE PERTO DO MEU NAMORADO, SUA VACA!
– SOLTE MEU CABELO, SUA IDIOTA, VOCÊ NÃO VAI ME IMPEDIR DE CONVERSAR COM ELE!
– SE EU VER VOCÊ DE NOVO SE OFERECENDO PARA ELE EU ACABO COM VOCÊ, SUA...
– É tão bom ser amado- Lipe confidenciou num suspiro enquanto via as duas garotas rodarem pelo chão.
– Chega, isso está ficando fora de controle!- Jessie se levantou e já se dirigia para as garotas quando Lipe parou na frente dele.
– Jessie, meu chapa- o garoto colocou o braço por cima dos ombros do amigo- Por que não deixamos do jeito que está?- ele tirou uma nota com a cara de Lincoln do bolso e colocou na mão de Jessie.
Jessie olhou para sua mão por um segundo e se voltou para Lipe.
– Você acha que consegue me subornar por cinco pratas?- perguntou descrente.
– Não, claro que não- Lipe riu e colocou mais uma nota na mão do garoto.
– Um dólar?
– Ta bom, ta bom- Lipe resmungou e pegou outra nota no bolso e a entregou.
Jessie a pegou balançando a cabeça como se pensasse quais eram os problemas cerebrais que Lipe tinha quando olhou para nota. Ele levantou a sobrancelha e meneou a cabeça para o lado direito.
– Que. Nota. É. Essa?- Jessie perguntou pausadamente.
– Uma nota de vinte dólares- Lipe sorriu.
– É falsa. – o outro falou.
– Não é- o loiro fez uma cara de ultrajado- Por que acha isso?
– Por que não existe ainda uma nota com a cara do Obama- Jessie disse como se fosse óbvio.
O loiro ficou calado por um segundo e pegou a nota do moreno olhando para ela.
– Me enganaram!- gritou.
– Como esse cara que tem milhões na conta pode se enganar com uma nota de 20 dólares com a cara do Obama- Marlene sussurrou incrédula para Líly que apenas deu ombros.
– Por favor, Jessie quebra essa por mim, elas já estão quase sem roupa!- Lipe implorou.
– Lipe... – Jessie colocou o braço ao redor do ombro do amigo e o levou para um canto mais afastado.
– Jessie teve uma ideia- Líly comentou distraidamente.
– Ele sempre pensa em como fazer as coisas do jeito que deve ser... – Marlene concordou com o que Líly disse- Ai, ai, ai... Não sei por que ainda não o agarrei- ela suspirou e depois olhou para Líly que procurava alguns Doritos dentro do pacote- Ah é- respondeu a própria pergunta.
– Jessie, faz isso por mim, tenho certeza de que a Líly não se importaria de você ficar olhando ate elas estarem sem roupa- Lipe tentou convencer mais uma vez.
– Lipe, você não percebeu ainda?- Jessie perguntou cético- Você não pensou na possibilidade de que Sophie- ele apontou para uma das garotas que rolavam pelo chão- está quase se matando para ver se você a ama o suficiente para separa-la de uma briga?
O garoto loiro ficou calado por cinco segundos com um olhar vago e foi um susto que ele se virou.
– MEU AMOR!- disse alto empurrando as rodas com velocidade em direção as duas no chão.
– E eu ganhei a aposta... – Líly comentou distraidamente enquanto se espreguiçava.
– Para meu amor, eu te amo e eu não te trairia com ninguém... JESSIE,VEM ME AJUDAR AQUI SEU FILHO DA PUTA!- Lipe gritou desesperado.
– Agora você quer ajuda?- Jessie disse sarcástico.
– Não é hora para ser engraçadinho, esse é meu trabalho, agora vem me ajudar!- Lipe gritou.
Jessie foi até onde Lipe e as garotas estavam e tentou separar as duas, enquanto Lipe se inclinava na cadeira e passava os braços ao redor da cintura da loira. O moreno, Jessie, conseguiu se colocar no meio das duas e segurar a morena pela cintura e a apertou contra o próprio corpo, impedindo que os arranhões da outra garota a machucassem, Lipe puxou a loira, fazendo com a que a menina sentasse em seu colo na cadeira de rodas.
– ME SOLTA JESSIE!- a morena se debateu entre os braços fortes dele.
– Para você voltar a bater na Sophie? Acho que não!- Jessie a apertou ainda mais os braços que contornavam o corpo da garota.
– ESTOU AVISANDO AGORA FELIPE CASTELLANI, SE NÃO ME SOLTAR EU JURO QUE CORTO AQUILO QUE TE TORNA HOMEM!- Sophie ameaçou lançando um olhar cortante.
– Tudo bem- Ele a soltou.
Sophie avançou na direção de Jessie e Penny, esticando os braços para voltar a segurar os cabelos da outra. Jessie rapidamente voltou a pegar Penny que tinha se soltado para avançar na loira e a virou até a mesma ficar em suas costas. A loira foi segurada pelos pulsos por Jessie que tentava se defender das unhas longas e que também tentava impedir a garota atrás de si conseguisse dar chutes em Sophie.
– LIPE! SEGURE-A DE NOVO!- gritou com raiva.
– Para ela cometer o ato mais imperdoável para as mulheres do mundo? Não, eu to bem, obrigado- ele disse fingindo-se de desinteressado.
– Cara... Se você não segurá-la... EU MESMO TE CASTRO- o outro gritou enquanto recebia chutes e tapas.
– Sério, que mania é essa de querer machucar o Casty?- perguntou assustado.
– SEGURE-A... AGORA!- mandou.
– Me mandam soltar, me manda segurar, que gente complicada- Lipe bufou e tentou segurar novamente a loira.
Mas dessa vez Sophie se esquivava tanto de Lipe como de Jessie e finalmente tinha conseguido segurar nos cabelos de Penny que tentava inutilmente se soltar de Jessie e das mãos da loira.
– Isso não está dando certo... – Remus disse.
– Eu vou ajudar- James avisou se levantando.
– Não precisa- James parou e olhou para Lílian, que sorria de uma maneira... Maléfica- Ele já está vindo- avisou olhando para a entrada. E como se fosse treinado, como se já tivessem combinado, no instante em que ela falou a porta se abriu.
O som dos passos era abafado, mas as meninas e os marotos perceberam que eram firmes e leves, como se estivesse determinado a fazer algo, como se já tivesse feito de tudo. Emmelina e Marlene não sabiam por que estavam sentindo aquilo, mas por alguma razão elas estavam ansiosas para que a pessoa aparecesse no portal.
E então as duas amigas prenderam a respiração quando finalmente o som parou.
Ele tinha um pequeno sorriso no canto de seus lábios.
– AH! FINALMENTE!- Lene gritou e correu na direção dele e o abraçou.
– Puxa, eu não sabia que era tão amado- o garoto brincou enquanto recebia beijos da garota.
– Cala a boca Bryan, eu senti tanto a sua falta!- Lene o abraçou mais forte se é que era possível.
Sirius pigarreou alto, desconfortável com aquela cena, que na opinião dele, era desnecessária. James riu da cara do amigo, mas se calou no momento em quem Líly beijou a bochecha dele. Ele semicerrou os olhos e teve que aguentar as risadas de Sirius. Lene deu outro abraço em Bryan e já ia se afastando quando ele a segurou pelo braço, a impedindo de sair.
– Me dá só mais outro?- pediu fazendo biquinho.
– Tudo que você quiser- Lene disse e o abraçou.
– Filho da puta de sorte- Lipe bufou olhando pros dois por cima do ombro.
– Bryan, para de perder tempo e vem ajudar aqui!- Jessie disse estressado.
Bryan se separou de Lene, rindo junto com ela e foi até onde os quatro estavam. Olhou por uns segundos e pegou a mão da loira que estava segurando os cabelos da morena e obrigou a soltá-la, depois gentilmente a empurrou ate que Lipe conseguiu segurá-la de volta em seu colo. Depois, segurou Penny contra seu corpo, dando um descanso para Jessie que caiu pesado no sofá. Sophie continuou tentando se livrar do loiro que a segurava e brincava com ela, mas Penny subitamente parou o que estava fazendo, ela já não escutava as risadas de Líly, Lene e dos outros garotos enquanto viam Sophie da um tapa em Lipe e ele morder o pescoço dela como se fosse um vampiro, não, ela não escutava mais nada, ela não sentia a brisa entrando pela janela aberta, não escutava o som dos pássaros lá fora, ela apenas sentia o garoto em sua frente a abraçando. O perfume dele invadia suas narinas, fazendo suas pernas bambearem, seu corpo todo não respondia mais a si próprio, era como se ela tivesse entrando em um torpor. Ela inspirou disfarçadamente e levantou lentamente seu rosto e acabou percebendo a grande proximidade deles. Ele olhava e ria com o que quer que seja que Lipe e Sophie faziam, nem estava percebendo a garota que o olhava em transe, sem saber o porquê de estar sentindo as mil borboletas em seu estômago. Ela continuou parada até que viu Bryan franzir as sobrancelhas de leve e virar o rosto para ela. O coração dela falhou uma batida. Ela se perdeu naqueles olhos negros confiantes e arrasadores, e se ela já pensava que estava próxima não pensou que se ele simplesmente virasse o rosto os lábios de ambos ficariam dois centímetros de distância. Penny sentia que poderia ficar ali até que não aguentasse mais olhando para aqueles olhos, aquela boca, que cada minuto seria especial na vida dela. Ela sentiu que poderia ficar ao lado dele, abraça-lo e sentiu subitamente a vontade de...
Ela arregalou os olhos e se afastou com um empurrão.
Ele cambaleou pra trás e a olhou com o cenho franzido, provavelmente se perguntando o porque desse subito movimento. Penny já sentia suas bochechas começarem a corar e ela fez o que sempre fazia de melhor. Colocou um sorriso debochado na boca e o olhou com a sobrancelha erguida, parecendo, na opinião de Bryan, superior o que o fez revirar os olhos por dentro com aquela atitude. Não importa quanto tempo passe, ela sempre vai ser metida, ele pensou suspirando.
– Esta olhando o quê? Nunca viu uma mulher na vida? Ah deve ser isso, não é?- Penny começou a zoar enquanto se aproxima lentamente, sua voz era baixa para apena Bryan ouvir- Você nunca provou uma... – ela sussurrou na orelha dele, com a voz rouca e baixa fazendo com que por impulso os olhos dele se fechassem ligeiramente, mas ele os abriu rapidamente, como se não soubesse o porquê de ter feito aquilo.
Penny também não sabia o porquê de estar fazendo aquilo, tudo era muito confuso para ela, e quando começou a falar, não conseguiu se conter, seu corpo também parecia estar agindo por conta própria e quando percebeu estava colada novamente ao corpo dele, mas dessa vez ela estava no comando, dizendo coisas que ela jamais diria, apenas se por acaso estivesse bêbada depois de várias caixas de Whisky. Mas... Na hora tudo pareceu tão... Propício. Tudo foi envolvente e ela, a mente dela achou que era o momento perfeito para provocações. Quando terminou de dizer as palavras ela não queria se afastar, algo parecia atrair ela a ele, o que o esforço dela a cansava... Seria tão mais fácil se ela apenas relaxasse...
Que nojo, ela disse mentalmente quando se lembrou de que estava falando de Bryan e se afastou.
Deu mais um sorriso debochado para cima do moreno e foi se sentar junto com os outros que riam de alguma coisa que Sirius tinha dito.
– E então eu coloquei um feitiço no vaso e quando ele tentou se levantar ficou preso, ai quando ele apertou a descarga, o feitiço de regurgitação que tinha lançado fez com que...
– Ah, por favor! Poupe-me das suas brincadeiras sujas- Lene pediu enojada, ao lado dele.
– Ah Lene... Você iria gostar muito das brincadeiras que eu posso fazer- sussurrou na orelha dela, para ninguém mais ouvir e dando uma pequena mordida no lóbulo disfarçadamente, fazendo com que todo o seu corpo se arrepiasse.
– Sirius, Sirius... – Lene balançou a cabeça em reprovação, mas, Graças a Deus! , pensou ela, conseguiu esconder o que o garoto estava provocando no corpo dela.
– O quê Lenizinha? – Ele perguntou em tom de provocação enquanto passava as mãos nas suas costas, por debaixo baixo da blusa, dando círculos pequenos em sua pele.
– Você é muito gostoso, mas... – ela finge um sorriso triste- Seu irmão é muito mais e ele é melhor, sabe por quê?- indaga com uma sobrancelha levantada- Por que ele não se contenta em apenas deixar as mãos nas costas- Lene morde o lábio pra esconder o sorriso vitorioso ao ver a cara de espanto de Sirius.
Ela se levanta e olha lançando um beijinho de deboche e vai se sentar junto com as outras garotas.
– Ah Lene... Vou te mostrar o que mais essa mãozinha pode fazer – Ele diz sorrindo maliciosamente.
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