Mar de Rosas

1 Martírio


Notas iniciais
Segunda fic postada em menos de dois dias... Meu Deus. Bem, escrevi para espairecer a cabeça e liberar espaço para atualizar minhas outras fics. boa leitura.

Um carro luxuoso parou em frente a um dos incontáveis motéis espalhados por uma Miami que, naquele momento, tinha seu sol tomado pela lua no firmamento negro da noite; motor foi desligado e o silêncio reinou absoluto durante alguns segundos. O motel ficava à beira da estrada; era o típico estabelecimento onde as mais variadas pessoas iriam buscar nada mais que sexo – um estereótipo, por assim dizer.

Detrás dos vidros – escuros pela película – do refinado bólido, uma mulher, adulta com seus trinta anos de idade, de feições finas e maduras traçava um sorriso travesso por seus lábios. Suas madeixas loiras, pálidas e encaracoladas caíam em cascata por seus ombros; orbes castanhos escurecidos por um ar mortalmente misterioso.

Fazer qualquer homem cair de joelhos com tamanha beleza não seria difícil, isso era certeza.

“Chegamos.” Ela disse; sua voz sensualmente rouca. “Não é... Excitante?”

“Por que não acabamos logo com isso?” Outra voz, de um homem, se fez presente.

Olhando para o banco do carona, a mulher riu; seu sorriso se alargou ainda mais enquanto mordia os lábios levemente.

Ao seu lado se encontrava o dono da voz de segundos atrás. Se tratava de um rapaz – não passava dos dezenove – de cabelos loiros brilhantes e olhos azuis feito duas safiras brilhantes; tais olhos estavam levemente cerrados e miravam um canto qualquer do ambiente. A pele bronzeada era protegida por um casaco ­– um casaco que ela iria com toda a certeza arrancar dali em questão de minutos. Por fim, as marcas semelhantes a bigodes...

Oh céus!

Aquela face adornada de leve beleza feminina ficava simplesmente adorável com aquelas marcas de nascença!

“Ah, não seja tão apressado, Naruto,” A loira se pronunciou. “Acabamos de chegar, ora pois. Nem saímos do carro!”

­“Eu sei,” Naruto respondeu. “é que não gosto quando me fica me olhando desse jeito.”

Ela riu – mais uma vez.

“O que há de errado em uma mulher admirar um belo exemplar de homem?”

“Existe uma diferença ente ‘admirar’ e ‘comer com os olhos’.”

Os orbes castanhos da mulher ganharam singelos – mas não menos intensos – toques de malícia.

“Não é só com os olhos que quero comer você.”

Naruto sentiu seu corpo gelar da cabeça aos pés; ele sabia muito bem que o que vinha fazendo há aproximadamente dois meses era mais do que pecaminoso; só o pensamento já o fazia ter vontade de vomitar.

Mas o dinheiro era necessário... E ainda faltava muito para a situação melhorar.

Ele tinha de ser forte para aguentar aquele martírio.

Por ele e por sua mãe.

“Vamos acabar logo com isso, senhora Rekenber por-“ O loiro foi silenciado por um dedo delicado em seus lábios.

“Já disse para me chamar de Anna, benzinho.” A loira falou enquanto acariciava a face rígida do Uzumaki.

Por um mísero minuto, Naruto achou que todo aquele ar de luxúria pairando sobre a mulher houvesse desaparecido, que um filete de compaixão a tivesse fisgado...

Oh, doce ilusão.

Saíram do carro e rumaram para a entrada do motel.

O Uzumaki usava uma simples calça jeans azul e tênis preto com detalhes brancos; seu peito era coberto por um casaco cinza e escondia uma camiseta laranja debaixo de si. Dentro do carro de sua acompanhante o loiro deixara sua mochila contendo seus livros da faculdade de direito.

Anna trajava um blazer negro e de tecido fino com uma blusa branca por dentro; saia e sapatos combinando com a peça anterior, as meias que chegavam até suas coxas completavam o conjunto. A loira era presidente de uma grande corporação que possuía investimentos em vários lugares do mundo.

Inclusive na faculdade de certo loiro.

“Não quero que me ligue nesse horário nunca mais.” O Uzumaki disse – ordenou! – subitamente.

A mulher piscou algumas vezes e lhe olhou de soslaio.

“Por que, senhor?” Anna zombou.

Naruto rangeu os dentes.

“Sabe que posso acordar minha mãe enquanto saio de casa.” Ele retrucou.

“Oh!” A mulher fingiu uma exclamação. “Você acabou de me dar uma ideia: que tal fazermos na sua cama da próxima vez?”

“Anna!” Naruto esbravejou.

A Rekenber agitou as mãos em negação; até ela sabia quando parar uma brincadeira – embora a imagem dos dois nus em cima da cama do loiro e correndo o risco de serem pegos por sua mãe a excitava.

Muito.

Caminharam até o recepcionista; Naruto fingindo estar entretido com alguma outra coisa enquanto a mulher fazia os trâmites para irem para o quarto.

“Anna Rekenber.” A loira dizia para o funcionário, este que começou a vasculhar uma lista de nomes. “Fiz uma reserva ontem à tarde.”

“Vejamos...” O recepcionista traçou. “Ah, aqui está: Anna Rekenber, quarto 69, boa estadia!”

“Obrigada.” Anna agradeceu já apanhando a chave do quarto.

Naruto a segui prontamente – deveras relutante. Não demorou muito e ambos já estavam em frente ao cômodo.

O loiro virou para a mulher mais velha e franziu levemente o cenho.

“Planejou tudo isso?” O Uzumaki indagou.

Anna sorriu.

“Meu marido teve de comparecer a alguns... Compromissos inesperados.” Tal afirmação causou estranheza no rapaz. “Não tinha nada para fazer e resolvi passar algum tempo com um homem de verdade, sabe?”

Anna abriu a porta e esperou o loiro entrar; segundos e passaram e ele apenas permanecia parado no mesmo lugar. Curiosa, ela o lança um olhar inquisidor.

“O jeito que você falou...” O jovem começou. “Parece até que fez algo propositalmente para ocupar o seu marido e vir me ver...”

A mulher soltou uma risada rouca enquanto segurava o queixo de Naruto com a mão direita. Aproximando seu rosto em direção à face riscada do rapaz, Anna lambeu os lábios de Naruto antes de lhe aplicar um longo e sedento beijo. O Uzumaki não ofereceu resistência quando sentiu a língua frenética da mulher dançando em sua boca.

Momentos depois ambos se separaram em busca de ar.

“Você é tão esperto... Meu loirinho lindo.”

“Anna... Isso é errado.” Ele grunhiu.

A loira deu alguns passos para trás, já adentrando o hotel e desabotoando a parte superior de seu blazer.

“Deixe disso, agora seja um bom menino e venha fazer uma mulher carente feliz.”

“Eu...” Naruto sussurrou.

“Se você fizer um bom trabalho, e me deixar com as pernas bambas como na última vez... Eu posso até dobrar o seu pagamento, lindinho.”

Para enfatizar seu ponto, a Rekenber puxou uma nota de cem dólares e a depositou no fundo de seu decote antes de chamar o loiro para a cama com o dedo indicador.

“Eu odeio tudo isso...” O Uzumaki disse mais uma vez, ainda num sussurro inaudível.

Resolvendo acabar com aquilo tudo de uma vez, o rapaz adentrou o quarto e fechou a porta. Uma vez dentro do cômodo, Naruto começou a despir-se ao rumar para a cama onde já se encontrava uma Anna seminua.

Sentindo uma repudia esmagadora sobre sim mesmo, o loiro pensava em apenas uma coisa.

“Por favor mãe, me perdoe.”

Notas finais
This is the end, folks. Achei tudo meio dark (que merda), mas gostei do resultado. Caso estejam se perguntando: sim; Naruto se deitou com Anna (minha OC) por dinheiro, e não foi a primeira vez. Obrigado se leu até aqui, até mais! OBS: Escrevi isso inspirado numa música e acho que ela combina bem com o texto, aqui o link: https://www.youtube.com/watch?v=MMuhgU_tUcc
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.