Mar Dourado

1 Quero me jogar no seu sonho


Notas iniciais
Essa é a primeira fanfic de One Piece que escrevo.
Dessa vez é algo bem fofo e inocente, mais para mostrar e informar como é a síndrome de La Tourette, que o nosso principal vai ter esse distúrbio.
Espero muito que gostem e boa leitura~~

A maioria das pessoas, adoram o cheiro de um café bem preparado pela manhã, acompanhado com um pão de queijo que se derrete completamente na boca, sentar próximo a uma janela de vidro que mostra a paisagem urbana da cidade.

Para Luffy preferia misturar café com leite, sendo que tinha mais leite do que café. Todo dia ele ia á cafeteria escrever para o que seria seu futuro livro publicado. Para um jovem de 19 anos, ele se esforçava demais para conseguir seu objetivo. E lá estava ele, todo dia as 15 horas da tarde, sentado em uma poltrona larga com o notebook e um caderno no colo, no andar de cima da cafeteria onde podia ter calma, digitando tudo que saía de sua cabeça.

Estava escrevendo um romance em um mundo onde se vivia a era da pirataria e a busca do poder da liberdade era alto e todos faziam seus sacrifícios para conseguirem o tão aclamado tesouro. Luffy já tinha reescrito os capítulos umas 3 vezes por achar que não estava bom o suficiente, e sempre revisa toda uma página dando uma última checagem.

Estava tão concentrando que não havia percebido que seu irmão tinha chegado e se sentado ao seu lado. Batia os dedos três vezes em sequência assim que formava uma frase com mais de 10 palavras.

— Ei Luffy, ta me ouvindo? – Disse o irmão mais velho acenando com uma das mãos.

— Ah, oi Sabo! Você chegou na melhor parte, o capitão do Sunny vai socar a cara de um burguês fascista haha, me lembrei de você quando bateu no diretor da escola – Luffy abriu um largo sorriso para o irmão.

— Mas é claro que bati, eu não ia deixar aquele canalha ignorante falar idiotices de você.

— É e por causa disso, nós dois fomos expulsos! – Luffy estalou a língua, apertou fortemente os olhos e voltou a olhar o irmão mais velho.

— E você queria o que? Achava tudo bem ser expulso da sala por causa da sua síndrome?

— Claro que não... ele merecia aquele soco mesmo kishishishi. – Luffy riu.

Sabo continuava olhando seu irmão caçula batendo os dedos no teclado enquanto escrevia seu romance. Ele amava seu irmãozinho acima de qualquer coisa e sempre iria protegê-lo, sempre estiveram juntos, todos os três irmãos. Ace que era o irmão mais velho sempre cuidou de Luffy e de Sabo, mas como era o mais rebelde nunca aceitava as ordens do pai e quando completou 17 anos foi embora de casa para seguir seu sonho de se tornar um grande artista.

E a responsabilidade foi passada para Sabo, não que Luffy precisasse de uma babá, na verdade era uma peste igual o irmão mais velho, não sabia aceitar regrar e sempre encarava o pai. Por isso o loiro tinha o poder de intervir e controlar a briga dos dois.

— Papai ligou de novo. – Luffy revirou os olhos, digitando mais rápido. – Ele quer marcar um jantar com a gente na casa dele.

— Claro, porque ele não iria me querer em um restaurante chique dando vexame – Luffy mexia sua perna rapidamente fazendo com que batesse na mesinha da frente. – Eu não vou!

— Não diz isso Luffy, eu sei que você não vai com a cara do papai, mas quem sabe ele tenha algo pra dizer.

— ‘’ Quem sabe ele tenha algo pra dizer’’ – Luffy repetiu baixinho, as mesmas palavras.

Estava irritado, continuava batendo a perna na mesinha, seu caderno caiu no chão, estalos na língua só aumentava. As pessoas ao redor se incomodaram com os barulho e o olhavam de escanteio cochichando uma com as outras.

O loiro tentava convencer o irmão á ir ao jantar, mas estava claro que iria falhar. Luffy era um garoto difícil de mudar de ideia. Principalmente em relação ás pessoas.

— Eu já disse que não vou! – O moreno gritou.

O gerente do café já conhecia Luffy e nunca se incomodou. Mas naquele dia devido as reclamações de outros cliente foi o obrigado a falar com o moreno. Antes que o gerente chegasse, Luffy já havia enfiado seu notebook e seu caderno na mochila e seguiu pra fora do lugar, deixando seu irmão sozinho.

— Mesa oval, tapete vermelho, escada, balcão. – Luffy em seu caminho até a porta, contava os objetos que se encontravam pelo seu caminho. – Mesa oval, tapete vermelho, escada, balcão, garçonete, homem orelhudo. Mesa Oval, tapete vermelho, escada, balcão, garçonete, homem orelhudo, porta.

Continuava andando rápido, cada passo dado, ele apertava seus olhos com mais força e estalava a língua. Além de contar os objetos de forma ritmada. Nem viu quando esbarrou em um homem bem vestido e com tatuagens nos braços. Derrubando a mochila de Luffy no chão junto com a pasta do homem, misturando papeis e mais papeis.

— Seu idiota, qual seu problema GWAU não enxerga por onde andGWAU. – O moreno recolheu apressado as folhas que se soltaram do seu caderno.

— Você que se jogou em mim, pirralho! – O homem fazia o mesmo, pegando seus livros e colocando na pasta escura.

— Ninguém mandou você entrar no meu caminho! – Luffy bateu os punhos no chão. – Cego! Cego! Cego! Gwau! Gwau! Gwau!

— O que? – O homem o olhou assustado, nunca tinha visto alguém tão instável como o garoto. Era um louco!

O homem ficou espantado sem saber como reagir aos gritos do garoto. Aquele metro quadrado já tinha se tornado um palco de atração, já que todas as pessoas que passavam olhavam para a cena.

Luffy em um pulo se levantou depois de recolher seus pertences e correu o mais rápido para longe daquele lugar.

O moreno com tatuagens no braço pegou sua mala, limpou sua roupa e resolveu ir embora, mas percebeu que lhe faltava algo. Ao olhar para baixo, mais especificamente seu braço esquerdo, notou que sua pulseira havia sumido. Ele arregalou os olhos, não pode conter o desespero e começou a caçar a fina pulseira pelo chão, ela era prateada e com uma aliança presa no meio, não era difícil de ver. Voltando seus passos, sem tirar os olhos do chão, ele poderia ter derrubado enquanto andava, mas ele se lembrou de algo. O garoto!

Ele não era de acusar ninguém, mas a pulseira era algo muito importante em sua vida.

Seguiu as ruas do bairro procurando o garoto estranho, ele não podia ter ido muito longe. Até que o viu sentado em um banco revirando sua mochila enquanto batia seu pé no chão.

O moreno mais velho se aproximou receoso, e se o garoto tivesse outro ataque histérico?

— Ei.. – O chamou.

— Han? Você é o cara que esbarrou em mim. – Luffy levantou seu olhar, se lembrando do homem.

— Acho que você está com algo que é meu. – Rapidamente o homem viu sua preciosa pulseira enganchada no casaco do garoto. Pediu-a de volta.

— Ah sim, tsc— Luffy soltou um estalo enquanto desprendia a pulseira prateada de sua roupa. – Aqui está, me desculpe por isso. E também, tsc, me desculpe por ter te chamado de cego, não foi nada legal... eu estava um pouco irritado.

O homem suspirou ouvindo as desculpas do garoto, ele parecia arrependido mesmo.

— Você ta bem? Tem alguma coisa incomodando a sua perna? – O homem apontou para o membro do garoto que se debatia com frequência.

— Eu, eh – abriu um sorriso fraco – Eu não posso evitar.

O homem levantou uma sobrancelha, sem entender muito. Antes que ele pudesse fazer um interrogatório ali mesmo, um pequeno tumulto chamou a atenção dos dois.

Haviam dois homens mal encarados de altura média claramente importunando duas moças que estavam na praça. Uma delas gritava com os dos caras, o com os braços cruzados ria maliciosamente.

— TIRA A MÃO DE MIM SEU IDIOTA!

Luffy percebeu que as meninas estavam sendo intimidadas e sem pensar correu até elas, ficando de frente para os homens, os encarando.

— Fiquem longe delas! Tsc Elas não querem vocês por perto! Tsc – Luffy apertava seus punhos com força. Se segurando pra não socar um deles.

O maior se aproximou de Luffy, o empurrando no peito. O moreno piscava os olhos rapidamente e rangia os dentes.

— Não se mete fedelho, volta pro hospício!

Luffy empurrou o homem e cuspiu na cara dele. Deixando todos chocados, principalmente o jovem de tatuagens que se aproximava.

— Droga, ele vai levar uma surra. – O moreno de tatuagens sussurrou pra si, e foi até a confusão intervir, ou pelo menos impedir que piorasse.

Mas já era tarde demais.

O companheiro do homem que estava importunando as meninas agarrou o braço do Luffy se preparando para socá-lo. Luffy, guiado pelo seu instinto chutou com força no meio das pernas do cara. O outro já havia ficado furioso com o cuspe e olhava para Luffy com o olhar assassino.

Antes que percebesse, ou o ele mesmo percebesse, o rapaz que estava com Luffy atingiu um soco no nariz do outro homem mais alto, o deixando tonto até cambaleando para traz.

Umas das meninas chutou o joelho do outro cara fazendo o cair no chão.

Ao longe um guarda percebeu a movimentação e se aproximou do local, o rapaz das tatuagens o tinha visto primeiro, e achou melhor saírem da cena o mais rápido ou daria problemas desnecessários. Ele agarrou por impulso o braço do menor e correu para longe. Luffy fez o mesmo, segurando a mão de uma das meninas pra fugirem.

Pouco tempo depois de despistarem o guarda, já estavam cansados e suados de tanto correr.

As meninas se aproximaram com um sorriso grande nos rosto.

— Vocês foram demais! Hahaha obrigada por ter cuspido bem na cara daquele nojento! – A menina mais alta falou.

— Sim, ele merecia. – A mais jovem abraçou e beijou o rosto de sua companheira. – Valeu mesmo.

— Não há de quê tsc – Luffy sorriu para as meninas enquanto elas iam embora de mão dadas.

Os dois ficaram paradas perto de um bar para recuperar o fôlego.

— Você...não pensa antes de agir ?

-‘’Você não pensa antes de agir?’’ – Luffy tampou a boca para as palavras não saírem tão alto.

— Hehe, as vezes – Luffy sorriu. – Foi um belo soco que você deu naquele cara!

— Sim... e eu nem sei porque fiz isso. – Ele continuava olhando para o garoto, o analisando. Que era o que muita gente fazia. Luffy não gostava disso, mas tinha que aprender a lidar com isso. Já que seus ‘’cacoetes’’ eram tão espalhafatosos.

Luffy não pode deixar de perceber que o rapaz o olhava. O menor estendeu a mão para o maior.

— Meu nome é Monkey D Luffy. Tsc.

— Trafalgar Law. – O moreno apertou a mão do mais jovem. – Por que você age assim ?

— Eu tenho a síndrome de La Tourette, é um distúrbio na minha cabeça que me faz ter esses tiques e impulsos sem que eu possa evitar. – Luffy abriu um leve sorriso.

— E você é assim toda hora? – Law tentava entender o que se passava com o garoto.

Luffy entortou a cabeça para o lado sem entender a pergunta.

— Não, tsc, eu paro mais quando to escrevendo meu livro.

— Você escreve? Isso é legal. – Law demonstrou um grande interesse na resposta do garoto.

Luffy concordou com a cabeça, piscou os olhos algumas vezes e começou a andar. Tinha que encontra um caminho para voltar para sua casa, já que perdeu seu caminho original com a corrida que deram.

Law fez o mesmo, se apressando para alcançar os passos do garoto.

— Por que está me seguindo?

— Só estou indo pra casa.

— Hmm, esquisiTSC.

Law o olhou divertido, foi chamado de esquisito por um próprio esquisito. Ele não entendia o porquê, mas sentia afeição por aquele garoto, ou era pela coragem, ou pela petulância. Não sabia direito. Ele agarrou o braço do menor e o levou para o lado oposto da rua.

— Quero te levar pra um lugar.

— Ahn..Okay. – Luffy sorriu.

Luffy seguiu Law curioso até chegarem á uma ponte perto do cais. Era um lugar iluminado com luzes amarelas que deixava o lugar confortável e romântico.

Qualquer pessoa acharia estranho ser levado para um lugar com uma pessoa desconhecida. Vai saber quem é a pessoa, poderia ser um ladrão, assassino, sequestrador. Qualquer um em sã consciência negaria o suspeito convite.

Mas Luffy não via problema em ir com o Law, já que ele o ajudou a salvar as meninas daqueles caras idiotas, então a afeição do jovem aumentou cada vez mais. Então não haveria problema em seguir o homem.

— Uau, aqui é muito lindo – Os olhos do menor brilharam ao ver o por do sol tocando os lençóis azuis do mar. – Sempre passei por aqui, mas nunca parei pra olhar direito tsc.

— Eu gosto de vim aqui pra esfriar a cabeça de todos os problemas – Law se apoiou na grade, pegou sua pulseira e a acariciou com um sentimento nostálgico.

Rapidamente voltou sua atenção para o garoto. Luffy olhava distante, entre piscadelas, para o horizonte.

— Seria legal se aqui resolvesse os problemasTsc ou os sumisse... – Luffy suspirou

— Você ta falando da Tourette certo?

— Umhum, gostaria de não ter nascido com isso...

Law se virou aproximando mais do moreno. Dando toda sua atenção.

— O meu pai me odeia por causa disso, não suportava me levar pro jogo com meus irmãos que eu atrapalhava com meus gritos, ele gritava comigo para que eu parasse, mas eu sempre dizia a mesma coisa: Não podia evitar. Eu simplesmente não podia. Por isso sempre amei meus irmãos, eles sempre cuidavam de mim. – Luffy abriu um grande sorriso olhando para os olhos cinza de Law.

— E isso não tem cura?

— Nop, a partir da idade pode diminuir e parar de vez, o que é muito raro. A minha Tourette diminuiu um pouquinho tsc, quando eu tinha 14 anos tinha espasmos muito violentos no braço, até ... fiz algo terrívelGwau á uma amiga... – Luffy balançou a cabeça para esquecer da lembrança – Mas todos os meus tiques vão continuar comigo por muito tempo, e só piora quando fico muito nervoso.

— Desculpa por ter esbarrado em você, realmente não sabia – Trafalgar pegou uma pedrinha e atirou no mar, vendo as ondas se formarem.

— Não é culpa sua tsc, tinha me irritado com meu irmão mais velho, ele queria que eu fosse jantar com o nosso pai.

— Eh, ninguém gosta de jantar com familiares problemáticos – Law sorri de lado para o garoto. — São um saco! Você devia ir pro jantar e fazer os sons mais estranhos só pra irritá-lo.

Luffy ri.

— Bastaria falar do livro que estou escrevendo, pra ele é uma perda de tempo e que escritor é tudo vagabundo, mas eu não ligo pra isso.

— Você não me disse que livro é esse.

— E você ta bem interessado no meu livro né. – Luffy pôs as mãos na cintura e se inclinou na direção do moreno mais velho.

— Ah é que eu trabalho em uma editora, e estamos sempre procurando jovens autores para trabalhar com as obras.

— Isso é bem legal! Mas.. ainda vou demorar pra terminar o livro, nem sei pra onde que essa história vai hahaha. – O moreno piscou os olhos e virou-se em direção para o mar. – Seria bom se do outro lado do mar existisse um mundo totalmente diferente desse, onde a grande força que moveria esse mundo seria a pirataria, o desejo da liberdadeTsc, onde correríamos atrás de nossos sonhos sem que outros decidissem se você é capaz ou não. Que uma deficiência não decidisse o resto de sua vida. Tsc, Tsc.

— Parece ser incrível – Law se encantava com os olhinhos sonhadores do menor.

Luffy sorriu, encheu os pulmões de ar e subiu em cima dos bancos.

— Sim! E eu Tsc seria o capitão mais forte de todos os mares, eu tomaria os mares com a minha tripulação e conseguiria o maior tesouro do mundo e me tornaria o rei dos piratas! HahahaGwau – Luffy pulava, rodopiava em êxtase só de pensar em como seria esse mundo. Batia palmas e ria alto.

— Não se preocupe, vai ter um espaço no meu navio pra você Law!

— Ein?! Eu não sigo ordens de ninguém, seria um capitão bem mais forte e poderoso do que você Luffy.

Luffy pulou para fora do banco ficando próximo ao maior.

Law admirava calidamente o menor sorridente e com tiques no olho á sua frente.

— O que foi? – Luffy obviamente percebeu os olhares nada sutis do moreno.

Ele riu.

— É que você me lembrou uma pessoa muita especial pra mim. – O moreno tocou de leve na aliança que estava junta da pulseira.

Luffy direcionou seu olhar para o mesmo.

— Era o dono dessa alianTscça?

— Sim, era um antigo namorado...

— E onde ele ta agora?

— Morto. – Law suspira.

O menor ficou uns segundos sem reação, ele não tava esperando esse tipo de resposta.

— Eu sinto muito. – Falou tristonho.

Law bagunçou os cabelos negros do menor pra tirar-lhe um sorriso.

Interrompendo os dois, o celular de Luffy tocou, era seu irmão Sabo, preocupado com a demora do menor. Luffy atendeu.

— Luffy, onde você esta?

— Eu estou no cais Sabo. Tsc, Tsc

— No cais? Ahr, enfim, não demore e venha logo pra casa entendeu, não se esqueça que próxima semana você tem exame.

— Tá, tá, eu já to indo. – Desligou o celular. Virando-se em direção ao maior.

— Eu tenho que ir, meu irmão ta me esperando. – Luffy fez uma pausa, ele não queria se despedir de Law, o homem que tinha o conhecido naquele momento. – Eh..tsc, tsc, foi um prazer..

Luffy fechou seus olhos, apertou as alças de sua mochila e preparou-se para ir embora, quando o maior o impediu, o segurando pelo braço.

— Espera!

O menor o olhou curioso, esperando o que Law tinha pra lhe dizer.

— Eu sei que a gente se conheceu a pouquíssimo tempo, hoje mesmo e de um jeito bem estranho, mas eu gostei de você, Luffy e não é todo dia que isso acontece... – Law coçou os cabelos, tentando achar palavras certas que formassem uma frase com no mínimo sentido. – Pode ser que nunca mais nos encontremos, então ... Não queria que terminasse em apenas um ‘’Tchau’’ e depois nos arrependemos de não ter avançado mais ...

Law balançou a cabeça, ele não tinha certeza se Luffy estava entendo, na verdade nem ele mesmo estava entendo.

Luffy riu baixinho, olhou nos olhos cinza do maior e se aproximou com um sorriso bobo no rosto.

Ele segurou as mãos de Law, o fazendo olhar em sua direção, ficou de ponta de pés e beijou levemente os lábios do mais velho.

O maior deu um passo para traz, havia se admirado com o gesto do menor, não era exatamente isso que esperava, ou era, mas estava tão em seu íntimo que não conseguia expressar seu desejo. O que parecia ser diferente para o menor. Law sentiu um calor confortante nos lábios daquele garoto.

Vagarosamente passou uma das mãos nas costas de Luffy e a outra segurou sua nuca o trazendo para mais perto

A cada toque, o calor só aumentava e uma sensação de êxtase envolvia os dois, nenhum deles queria largar o outro e não sabiam por quê.

Luffy empurrou de levo o peito de mais velho, se desfazendo do abraço. Os dois se olharam, sem dizer mais nada, apenas recuperando o fôlego. Luffy abriu um grande sorriso. Deu alguns passos para trás sem tirar o olhos de Law. Law sorriu para o garoto.

Luffy continuou andando até que se virou para a rua e sumiu da vista de Law.

Foi como uma despedida sem palavras desnecessárias. Apenas um olhar, poderia significar muito mais.

Notas finais
Tá, mas o que é a Síndrome de La Tourette ?
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!