Maps
1 The map that leads to you
But I wonder where were you
When I was at my worst
Down on my knees
And you said you had my back
So I wonder where were you
When all the roads you took came back to me
So I’m following the map that leads to you
Roxanne sorriu mais uma vez, mostrando os dentes brancos e perfeitos. Tudo estava dando certo para ela. Sua prima podia ter dificultado o máximo possível aquele joguinho, mas Roxy não era burra nem nada, e usava toda a sua beleza e inteligência para arrancar o máximo de informação sobre Dominique. Não conseguia acreditar que aquilo estava chegando ao fim. Por outro lado, estava receosa com o reencontro. Dominique era controladora e calculista, sempre tornando a vida de Roxanne um inferno, forçando a morena a fazer coisas que ela não queria. A garota nunca percebera o quanto a loira lhe manipulava, só quando ela realmente precisou de Domi. Quando ela ficou sem chão, quando sua vida se tornou um inferno na Terra e a loira sumiu.
- Srta. Weasley? – uma mulher chamou sua atenção e ela ergueu os olhos, sorrindo sem mostrar os dentes. – Sou Ravina Belladevine. Pode me dar um autógrafo e tirar uma foto comigo?
- Claro. Chame-me de Roxanne. – disse, pegando o papel e a caneta da garota com delicadeza e assinou seu nome, colocando uma boquinha bem-desenhada, apesar de ter feito aquilo rápido, no final. Entregou o papel para a garota e se levantou, sustentando-se sobre os saltos muito altos da Versace, enquanto se aproximava da moça e enlaçava sua cintura, para que Ravina tirasse a foto.
- Dominique mandou você parar de procurá-la. – disse a garota, quando terminaram de tirar a foto, bem baixinho em seu ouvido. Roxanne soltou sua cintura e franziu o cenho para ela, mas Ravina se limitou a sorrir para ela com doçura e sair dali, rebolando na saia Chanel. Roxanne revirou os olhos, se limitando a sentar de novo no banco.
Pouco depois, se encontrava sentada numa poltrona na primeira classe de um avião. Descansou a cabeça no encosto e desligou o celular, enfiando-o na bolsa. Acabou adormecendo durante todo o longo vôo, visto que já não dormia tinha dois dias. Acordou se sentindo completamente descansada, e o avião já estava pousando. Desembarcou e foi pegar sua mala.
Roxanne se sentiu mais relaxada depois de um bom banho no luxuoso hotel que ela tinha escolhido. Los Angeles era linda, a cidade perfeita para Dominique se esconder. Mas não iria procurar a loira imediatamente, queria ter certeza daquilo. No momento em que se encontrassem, todo o controle de sua vida voltaria a Dominique, ela seria de Dominique. Parecia estranho o quanto ela deixava a loira lhe controlar, mas era verdade que não conseguia resistir aos encantos da prima.
Quando deu nove horas, secou o cabelo e deixou que seus cachos aparecessem naturalmente. Passou maquiagem no rosto para esconder as olheiras. O típico batom vermelho, aquele que Dominique lhe dera, foi o que ela escolheu usar. Colocou sua saia de couro da Zara com um suéter Ralph Lauren soltinho por cima. Enfiou os pés num sapato vermelho da Mary Jane e checou a hora. Pegou sua bolsa preta e fechou o quarto, andando até o elevador. Quando chegou ao térreo, esperou pacientemente um táxi. Deu instruções para que ele a levasse num bar que haviam lhe dito que Dominique freqüentava.
Seu coração martelava no peito enquanto ela andava até o segurança na porta, apresentando a carteira de identidade. Ele ficou um tanto quanto boquiaberto por ver uma modelo tão famosa quanto Roxanne ali. Ela sorriu e pegou de volta sua identidade, entrando no bar, que estava lotado. Andou até o balcão, sendo reconhecidas por muitos, e pediu um Cosmopolitan. Quando o garçom lhe entregou o drink, ela sorriu sedutora e se ergueu, caminhando pela pista de dança enquanto bebia.
Achou uma loira numa mesa num canto, com uma porção de fritas na sua frente e um Lafayette na mão. Sorriu ainda mais e caminhou até ela, aproximando-se por trás e se abaixando um pouquinho, sussurrando no ouvido dela:
- Você sabe se esconder bem demais, Dominique. – a loira inclinou a cabeça para o lado contrário, sorrindo, e Roxanne beijou seu pescoço, virando-se e indo sentar-se na frente de Dominique. – E então? É esse o final do jogo?
- Você sabe brincar muito bem de gato e rato. Claro, eu sou o gato. Eu jamais fugi, querida. Quem mandou Jeane lhe dizer que eu estava de passagem por Nova York foi eu. Quem mandou Calhya dizer que eu ia vir para Los Angeles foi eu. Mas Ravina não foi obra minha, só para avisar. Eu nunca te deixei. Você caiu direitinho. No vôo para cá, eu estava na poltrona atrás de você. Eu esperei até que me dissessem que você tinha chego aqui para me sentar.
- Eu te subestimei, querida. – disse Roxanne, sorrindo sedutoramente, e Dominique mordeu o lábio inferior.
- Você sempre o fez, amor. – retrucou, e a morena alargou o sorriso, roubando uma batata da porção da prima, dando um gole em seu próprio drink.
- Bom, digamos que eu já estava te procurando antes de Jeane. Eu fiz meu próprio mapa. E eu cheguei a te ver, mas me faltou coragem para te chamar. – ela puxou o celular da bolsa, abrindo o álbum e mostrando fotos de Dominique em Chicago.
- Muito bom. Agora, me diga, por que você me seguiu. Eu fiz sua vida um inferno. – Roxanne se levantou e sentou-se do lado de Dominique, encarando seus olhos azuis por uma fração de segundos, antes de lhe beijar.
- Porque eu te amo. – disse, quando se separaram. Roxanne se levantou e saiu andando até a porta do bar, sendo seguida por Dominique, e foram para o estacionamento, para a Mercedes da loira. A morena entrou no banco do carona e ficou calada, olhando fixamente para a frente, enquanto as luzes da cidade passavam por elas. Entraram em uma rua que não tinha casas, apenas mato de ambos os lados. – Está me seqüestrando? – brincou Roxy.
- Claro, porque mais eu te faria vir a LA? – Dominique entrou na brincadeira, e ambas sorriram. Depois, vieram mais e mais ruas iguais aquela. Sempre que parecia que a rua estava chegando ao final, Dominique virava numa outra rua. Todas ficavam imperceptíveis por causa do mato, e dava para ver que a loira conhecia bem o caminho. Por fim, Dominique virou numa rua e fez uma curva, parando na frente de um muro imenso, com um portão tão grande quanto. Puxou um alarme da bolsa e clicou no botãozinho do meio, e o portão se abriu. Era uma réplica da mansão que Dominique certa vez lhe mostrara, a “Mansão do Penhasco”. Roxanne amara aquela mansão quando Dominique lhe mostrou, a piscina enorme, a casa toda branca e meio retangularzinha... E sua prima lhe dissera que quando se casassem, sua casa seria idêntica.
- Minha casa, sua casa. – brincou Dominique, quando desceram do carro. Um empregado veio imediatamente guardar o carro, e a loira guiou Roxy pelo caminho de ladrilhos até a entrada da casa. – Vamos pra piscina, pode ser? – a morena assentiu, ainda meio incapacitada de dizer alguma coisa pela beleza da casa, que era igualmente bonita por dentro. Uma empregada veio e falou alguma coisa com Dominique, e em seguida enfiou um biquíni Marc Jobs na mão de Roxanne, puxando-a pela mão até o banheiro da piscina. A morena olhou para trás, mas a prima havia simplesmente desaparecido. Trancou-se e começou a colocar o biquíni. Em seguida, saiu do banheiro e caminhou até a piscina. Pulou, sentindo o corpo flutuar por uma fração de segundos no arzinho gelado da noite, e em seguida caiu com perfeição na água, movendo suas pernas, juntas, como uma sereia.
- Lindo. – falou Dominique, quando a morena tirou a cabeça da água. Roxanne se virou para ela, sorrindo sedutora, sem acreditar como poderia ter ficado tanto tempo sem ela. A loira andou até onde ela estava e entrou na água com calma. Aproximou-se da morena, prensando-a lentamente contra a parede, beijando ela com a mesma velocidade. Queria aproveitar o momento. Sem que elas percebessem, a empregada colocou um iPod do lado de fora, e colocou Maps. A música que Roxanne sempre dizia, brincando, que era delas. Sorriram uma para a outra. No final, elas realmente tinham tornado aquela música delas.
But I wonder where were you
When I was at my worst
Down on my knees
And you said you had my back
So I wonder where were you
When all the roads you took came back to me
So I’m following the map that leads to you

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