MapleStory Online
36 NLC - The Haunted Mansion
Primeira linha, início do parágrafo. Início do período seguinte, segunda parte após a vírgula. Terceiro período. Poli período e segunda linha.
Início do segundo parágrafo e primeiro período, primeira linha, primeira frase, quarta oração. Fraze escrita incorretamente. Frase escrita corretamente. Frase incompleta porque. Frase heróica sem utilizar as normas ortográficas recentes e fim da terceira linha.Frase isoladaPrimeiro parágrafo com pontuação desde o parágrafo sem pontuação com todas as letras do alfabeto incluindo o Z, a letra depois do Y, do X e do W. Metade da segunda linha do quarto parágrafo, cor preta, fonte Calibri tamanho 11 arquivo do WordPad salvo com o nome de "Line36", fundo de papel branco sem divisão por páginas. Parágrafo mais longo até o momento.Não há o que narrar do cenário, pois um raio atingiu a torre de energia e deixou metade da cidade sem luz, e está tudo escuro. Também não se ouve "uuuuuuuuuuu!!!" pois a cena não se passa numa escola, e mesmo que se passasse, ainda assim estaria silêncio porque a maioria dos alunos está presa num jogo lutando pra não morrer em Snail, portanto não poderiam gritar pela luz ter acabado.–Vamos, 32, não há por que demorar tanto! — reclamou uma voz, prolongando as vogais numa impaciência monótona.Demorou mais alguns segundos, mas finalmente houve um som duro de alavanca e as luzes se acenderam, revelando uma sala apertada de paredes cinza-metálico cheia de fios espalhados pelo chão, ligados aos computadores que ocupavam duas paredes opostas e um homem musculoso muito zangado de pé no meio da sala.–Já era hora, aleluia! — ele falava alto para se fazer ouvir em meio ao som de dezenas de computadores reiniciando ao mesmo tempo — Como alguém pode levar tanto tempo pra ligar um gerador? Esqueceu onde ficam os fusíveis de novo?–Desculpe — atrapalhou-se 32 — Todos os geradores estão sendo usados para alimentar os sistemas de controle e energia do sistema, e não foi fácil encontrar um disponível.O homem não parecia convencido, o que deixou 32 ainda mais nervoso. Um dos operadores virou-se na cadeira e veio em sua defesa:–Ele tem razão, 25. Os geradores de energia estão com prioridade máxima para os dispositivos SODaLG, para evitar que os jogadores sejam desconectados. Há poucos livres para nosso uso no momento.–Que seja — 25 disse aborrecido, porém mais brandamente — 32, venha cá. Preciso de umas respostas.–Hum...32 não parecia muito animado, principalmente porque o homem musculoso o conduziu por um corredor até uma sala ainda menor, com apenas três computadores na parede do lado esquerdo à porta. Mandou que ele se sentasse, escolheu um computador e digitou alguns comandos. Uma lista apareceu na tela.1º — Italo(132/25,52%) — DS1965502º — Atklen(103/38,98%) AK9769378B3º — Guilber(102/65,59%) — PC1515454º — KillerZinhu(98/43,12%) — UG8372587B5º — Gatts(98/28,91%) — MF8920368B6º — Pedro Vítor(96/65,94%) — UE2839041B7º — Ariel(95/15,84%) — LG1204387B8º — MixTube(93/75,64%) — ZP3170569B9º — Nathyéli(92/67,69%) — AN50898310º — Donnie(92/63,87%) — MF8507956B–Aí — 25 disse — Olhe bem pra essa lista. O que ela te diz?–Ela... Mostra os dez jogadores com os níveis mais altos do jogo junto com a Experiência, as identificações por es...–Eu sei o que significa a lista, 32 — o homem interrompeu em tom calmo — Pare de fazer essa cara de tacho. Eu quero saber porque é que esse Italo — ele apontou para o primeiro nome da lista — Está quase trinta níveis acima do fulano abaixo dele, enquanto a maioria dos outros está acumulada abaixo do nível 100?32 olhou para o nome apontado e assentiu algumas vezes. Pigarreou, mas antes que pudesse responder, olhou para o lado e viu o olhar indiferente e perigoso do superior.–MapleStory Online era pra ser difícil, ficando cada vez pior à medida que seu nível aumenta. E olha só o ID dele, ele nem jogou o beta. Isso não é normal — ele fez uma pausa e seu olhar sobre o outro se intensificou, deixando-o ainda menos á vontade — Mas eu andei pensando. Ninguém pode chegar a um nível tão alto em tão pouco tempo. Não sem ajuda.–Espere... — 32 começou, mas o outro não tinha terminado.–E se alguém daqui estiver oferecendo ajuda? — insistiu — Pensei que ninguém seria tão idiota a ponto de fazer isso, já que temos ordens claras que qualquer um que interferir no jogo, sem autorização, será mandado para testar dungeons. Mas então eu me lembrei que o seu sobrinho se chama Italo.–Não é esse Italo — gaguejou o outro, tossindo e recompondo-se — Meu sobrinho está no nível 62 e embora também seja da classe dos guerreiros, é Soldado, e duvido que tenha algo a ver com esse Italo.Ele soltou um breve suspiro de alívio quando o olhar do homem musculoso se desviou para a tela, os dedos digitando comandos rapidamente e em poucos segundos, a tela exibia o perfil de um Italo.
–Sim... Estou vendo. Não estão nem em mapas próximos. E não vejo seu nome na lista dos que deram itens a ele... Na verdade somos os primeiros a visualizar o perfil desse Italo. Ele não parece estar sendo ajudado.–Não haveria por que parecer — falou 32, recuando quando o olhar do colega voltou-se para ele rapidamente.–Mas isso não explica por que o nível dele é tão discrepante em relação aos outros. Há algum motivo em especial pra ele estar tão avançado?–Sim — 32 começou a responder, agora com um pouco mais de convicção — Esse Italo... Ouvi o pessoal falando sobre ele. Falam que ele não dorme, fica o dia inteiro matando monstros, só sai para ver como está o clã. Eu não acredito nessas coisas, mas eu vi quando o marcador mostrou cinco horas seguidas nas Feras, com uma garota... Não sei o nome dela, mas...–Leslie — disse o outro homem — Nível 69, Cavaleira Branca. Você devia saber dessas coisas, 32.–De-Desculpe...–Não chamei você aqui pra ouvir desculpas, 32 — interrompeu o superior, e 32 calou-se num soluço — A questão é que esse Italo realmente avançou sozinho, afinal de contas. Bom. Isso é bom...–Mas assim ele logo chega no 200...–Não fale do que não sabe — 25 respondeu bruscamente — Ele pensa que é fácil, mas do nível 140 ou 150, as coisas ficam mais difíceis, e ele vai morrer porque não vai haver ninguém que explorou as coisas antes dele.–Não estou entendendo...–Por que não estou surpreso? — 25 abriu os braços num gesto irônico — Tudo bem, vou resumir pra você. Normalmente, em jogos desse tipo, os jogadores lutam pelos lugares mais fortes, mas no começo do jogo, ninguém sabe o que vem nos níveis seguintes. Por exemplo, ninguém sabe o que tem nos mapas de nível 150. Há monstros com tipos de ataques que nenhum jogador conhece: geralmente, os primeiros jogadores que exploram essas áreas morrem, e então voltam já sabendo como eles atacam. MapleStory não foi planejado pra ser jogado sem morrer, nenhum jogo desse tipo é.–Mas não haveria o risco de ele ser cauteloso? — 32 sugeriu lentamente — Quer dizer, eles sabem que vão morrer se morrerem, então não seria mais prudente que eles agissem com...–Cale-se, cale-se, você e seus pensamentos! Por isso você não é pago pra deduzir as coisas, na verdade nem sei pra quê pagam você!–Desculpe — 32 disse sem jeito — Mas mesmo ele sabendo que pode morrer, será que ele ainda vai se arriscar a explorar?–Vai — 25 garantiu com convicção — Li uma matéria sobre esses jogadores, eles sempre procuram os lugares mais poderosos primeiro, pra avançar na frente e ficarem fortes mais rápido que os outros. Em MapleStory Online, não é diferente. Parece que a magia do jogo ainda os cega para o perigo, e quem se importa? — seu tom mudou, impaciente — São um bando de crianças! Você acha que algum deles vai ficar pensando em cautela, em ter cuidado que é "coisa de adulto" como eles diriam? Confie em mim. Cedo ou tarde, esse Italo vai escorregar, vai morrer e nossos problemas terão acabado.–A menos que ele seja fã de Dark Souls IV- 32 disse sorrindo — Aí ele saberia que deve sempre pensar antes de... Esquece. Jovens de hoje em dia não conhecem a franquia.–Não sei quanto aos seus joguinhos — 25 disse entediado — Mas sei que os desafios vão dar um jeito nele. Lembro que o Italo luta na Princesas Fantasmas. Há quanto tempo ele está lá? Vou ficar de olho — seus olhos brilharam — Crowblack aparece lá aleatoriamente. Quero ver a cara dele quando estiver lutando e se deparar com...Sua voz foi ficando mais baixa, ele inclinou a cabeça e olhou com suspeita para 32, que tinha a exata expressão de alguém que acabar de se lembrar de algo que deveria ter lembrado há muito tempo.–32...–Sim...?–Você já liberou a aparição do Crowblack pro mapa das Princesas Fantasmas, não é?–Bem... — 32 mordeu o lábio — Olha... Sabe o que é, é que... Bem, eu estava, e sabe, o 64...–Ao diabo com o 64! — ele bateu as mãos na mesa, com força — Você se esqueceu de ligar o Crowblack? Seu imbecil! Por que está aqui parado com essa cara? Vamos, mexa-se! Suma da minha frente!Ele parecia que ia estrangulá-lo a qualquer momento. 32 não precisou de mais incentivo: levantou-se, derrubando a cadeira e deixando rapidamente o local, milagrosamente sem tropeçar em nenhum fio. Seu superior grunhiu zangado, desligou o computador direto no botão e saiu, batendo a porta com estrondo.–------------------------------------------------------------------------------------------------------------O metrô era um lugar escuro e bem arrumado, embora estivesse sempre vazio e com um clima estranho e sinistro de abandono. Por esse motivo, o grupo mal pôde conter um suspiro quando saiu da escuridão para o meio da praça principal da Cidade da Folha Nova.Esperavam algo urbanizado e decadente como Kerning, mas ali era tudo muito limpo, novo e brilhante como uma cidade nobre. A saída do metrô era no centro de uma praça redonda de piso cinzento cheia de barracas de comida, lojinhas e até lojas maiores, quadradas e com telhados pintados, deslocadas como se alguém as tivesse arrancado do centro da cidade e as colocado ali no meio da praça.Por toda parte circulavam pessoas: jogadores e NPCs, comprando e conversando. Um casal parecia estar alugando um carro para dirigir pelas ruas que saíam serpenteando por toda a volta da praça, passando em meio aos prédios e arranha-céus.Mas o que chamava mais atenção eram as estruturas mais particulares por toda a cidade. Ali mesmo na praça havia uma enorme torre retangular, de telhado azul em forma de cone, com um imenso relógio de ponteiros como o do Big Ben. Ao longe, elevando-se atrás da silhueta dos prédios, havia um morro largo onde havia uma esfinge, só que com rosto em forma de Yeti. Num outro canto da praça, viram uma réplica da Torre Eiffel ladeada por duas casquinhas de sorvete gigantes, uma marrom cônica e uma rosa cilíndrica.–Isso aqui é demais! — exclamou South, impressionado.–E não é? — disse um homem baixo e gordo, de pele cor de chocolate e barba rala que crescia ao redor da boca. Ele tinha uma expressão bem-humorada e um nariz bem largo — Eu sou Slimm, o prefeito daqui. Sejam bem-vindos à nossa maravilhosa cidade! Eu posso lhes indicar os melhores pontos de visita, se quiserem — ofereceu — Temos a Torre Leffie, as pessoas adoram ver essa. Também a Egnifse, uma beleza, sempre dizem que é menor de perto, mas quando estão lá em cima... É outra coisa. Também temos um grande zoológico, o melhor da região, também uma excelente área para lazer e hotéis onde vocês poderão passar a noite, os melhores, com desconto se vocês fizerem algumas pequenas tarefinhas para a cidade — ele deu um sorriso — E então, o que vai ser?–Queremos ver a Casa Assombrada — falou Thugles.O prefeito fez uma careta.–Humpf. É sempre a Casa Assombrada, a única atração de NLC que não está em NLC, não é? Fica pra lá — ele indicou com o polegar — Se querem ir mesmo, recomendo passarem na Miki — e apontou para uma estranha garota de cabelos rosa presos num coque no topo da cabeça — Confiem em mim. Não vão se arrepender.Nisso ele virou-se parecendo decepcionado, indo falar com um grupo tímido de garotos que se aproximava. Os seis então resolveram seguir o conselho do prefeito, e de fato, não se arrependeram. Miki era uma menina muito alegre vestida no que parecia um uniforme de empregada ("cosplay do signo de Virgem, gostaram?", sorria ela) ao lado de vários caixotes de madeira cheios de poções, a maioria que eles nunca tinham visto. Havia, por exemplo, um Elixir do Feiticeiro, que carregava 1500 MP e vários outros que carregavam HP, MP ou ambos. Como esperavam, eram bem caros — o Elixir do Feiticeiro custava 1500 mesos, o que significava 1 MP por meso, mais do que os fracos Elixires de Maná que vinha usando. South e Zeru compraram várias poções, enquanto Thugles e Nick levaram a maioria das de MP. Viraram para seguir a direção que o prefeito indicava quando um homem fardado, de porte robusto e cabelos rentes à cabeça, foi falar com eles.–Selva — cumprimentou — Ouvi vocês falando sobre querer ir para a Casa Assombrada, é isso mesmo? Eu e meu pelotão estamos indo pra lá agora. Gostariam de uma carona?–Sim! — disseram. South virou-se para os demais, sorrindo como quem diz "Essa foi fácil!".O homem os conduziu até uma parte da rua cheia de jipes militares e homens fardados, mandando que entrassem em dois dos jipes, já que cada um comportava três caronas. Thugles, Nick e South foram em um, enquanto Anna, Zeru e Vampiritico entraram no outro. Os jipes aceleraram, viraram uma curva e seguiram um caminho asfaltado em direção ao noroeste.
A estrada limpa e polida logo deu lugar a um caminho mais estreito feito de terra, e a cidade ficou para trás. De cada um dos lados da estrada, o caminho era formado por uma larga planície de grama alta, sem pessoas, construções ou mesmo sem monstros. A paisagem só mudou quando entraram num pântano, onde o caminho curvo que seguiam era o único terreno firme.Cerca de vinte minutos desde que embarcaram, os jipes frearam bruscamente, jogando seus caronas contra os bancos da frente. Desembarcaram e os demais soldados seguiram caminho pelo pântano, afundando quase até os joelhos, mas marchando com determinação. O soldado que os tinha convidado não estava ali, mas outro deles, um moreno alto, aproximou-se.–Aqui é onde nos despedimos — ele disse — Desejo a vocês uma boa missão.–A vocês também — South respondeu com animação.A uma indicação do soldado, o grupo continuou seguindo caminho pela estrada, que ficava mais estreita a cada passo. O lugar todo era um imenso lodaçal, com a estrada passando no meio dele.–Não era dia quando estávamos na cidade? — Nick comentou olhando para o céu. Realmente, havia escurecido, e ele só tinha se dado conta disso ao descer do jipe.–Estamos indo pra Casa Assombrada — explicou Thugles — Deve ser um daqueles mapas onde é sempre noite, pra criar aquele efeito sombrio e assustador. Ou você já viu uma história onde os caras entram no lugar assombrado de dia?Havia árvores por ali, mas para incrementar o "efeito" que o rapaz tinha mencionado, estavam todas mortas, grossos troncos marrons secos com galhos curvados quase tocando o chão, criando uma atmosfera melancólica e deprimente, que os seis ignoraram. Finalmente, ao passar por um grupo de árvores, a Casa Assombrada surgiu diante deles.No meio do pântano e cercada por árvores mortas, erguia-se uma imensa mansão de madeira marrom, com torres azuis(sendo uma delas de cabeça para baixo) saindo do topo. Duas torres maiores e mais largas ficavam uma de cada lado, mas estavam curvadas para fora como se um dedo tivesse dobrado as pontas. A estrada terminava exatamente na frente da casa, e a entrada eram duas portas duplas de madeira quadradas, curvadas na parte de cima e uma pesada argola de ferro no meio de cada uma.–Certo — Nick hesitou na frente da casa — Alguém quer ser o primeiro?–Suponho que seria má idéia ser cavalheiro e deixar a Anna entrar antes — disse Thugles. Ele não fez nenhum movimento para entrar.–Que bando de maricas — South resmungou — Deixa comigo. Se a barra estiver limpa, aviso vocês.–Duvido muito que esteja — Vampiritico disse com sarcasmo. Zeru aproximou-se, sério.–É melhor eu ir. Estou mais equipado, e acho que sofro o menor dano entre nós aqui. Além disso, tenho 6500 HP, minha armadura dá HP extra.–Eu tenho 950 de HP — disse-lhe Thugles — Proteção Arcana, com licença. Eu entro primeiro.–Olha só, de repente todo mundo ficou corajoso. Não vá morrer e nos deixar sem cura — brincou Vampiritico.Thugles pisou nas tábuas de madeira, que rangeram sob seus pés. Tarde demais, pensou que aquilo poderia ser uma armadilha e que poderiam abrir um alçapão bem ali, mas isso não aconteceu. Pôs a mão numa das argolonas de ferro e a bateu duas vezes contra a porta. O som que se ouviu não foi o de metal batendo pesadamente na madeira, e sim o de um sino. A porta se abriu.–Interior escuro? — desdenhou Vampiritico, olhando para dentro da casa — Deixa comigo.Ele usou a Visão Noturna, ficando transparente como um fantasma — sua bandana com listra prateada ficava mais transparente do que o resto, deixando que se visse o alto da cabeça dele por detrás dela. O garoto entrou e desapareceu na escuridão.–Hm... Tem uns monstros aqui, mas podem entrar, não são tão fortes.–Como você sabe disso? — South quis saber quando os demais entraram. Vampiritico sorriu para ele.–Habilidade de Gatuno. Em lugares escuros, posso detectar monstros até cinco níveis acima do meu, e achei esses aqui. Se houvessem monstros muito mais fortes que isso, eu sentiria borrões deslocados, mas não há nada disso por aqui.Eles se prepararam para continuar, mas Thugles ficara para trás.–Ei gente, olha isso! — ele dizia, pensativo. Abriu a porta, revelando o pântano atrás deles, depois tornou a abri-la. Ele recuou uns bons passos, então voltou para fechá-la. Abriu-a novamente e a fechou outra vez.–Thug, idiota, o que você tá fazendo? — reclamou Nick.–A porta da casa... Não fechou sozinha quando a gente entrou! Estão vendo? — ele tornou a abrir e fechar a pesada porta de madeira — Continua aberta mesmo depois de a gente ter entrado! Caramba... Que jogo mais original!–E você ainda se surpreende? — Nick revirou os olhos aborrecido — Vamos logo.Os seis seguiram pelo tapete vermelho que passava pelo meio do que parecia ser uma sala de estar. O lugar era imenso e o tapete passava no meio do aposento cheio das coisas mais bizarras. Relógios flutuavam acima do chão de madeira. Escadas rangiam e alguns degraus tinham luzinhas pisca-pisca de natal. Pelas paredes havia grandes portas de madeira dos mais variados tipos e formatos, desde uma verde-limão com desenhos de gatinho até uma marrom lascada e denteada suja de sangue na parte de baixo. Um homem careca de terno preto estava de pé perto dela, e tudo o que dizia era "Olá, eu sou Steward. Prazer em servi-los"Decidiram subir a escada, que rangia sob seus passos. O andar de cima era um corredor que ficava ao redor do primeiro, com pequenas colunas de madeira ornamentada formando um corrimão. Viram uma caixa de brinquedos colorida e com desenho de estrelas no chão.–Já vi isso antes — exclamou Vampiritico — São caixinhas surpresa!Antes que alguém pudesse protestar, ele cravou uma adaga nela. A caixa desapareceu e uma cara de palhaço com orelhas que pareciam barbatanas de peixe surgiu dela balançando numa mola, elevando-se duas vezes mais alto do que eles.–Seu idiota! — Nick gritou assustado, precipitando-se para uma abertura na parede de pedra: uma imensa lareira, alta o bastante para que ele passasse. O garoto tropeçou num pedaço de lenha e sumiu na escuridão.Os demais hesitaram, mas tinham duas opções: recuar e descer pela escada, ou então ir para junto de Nick ver o que tinha acontecido com ele. "Foda-se!", South exclamou, e pulou na lareira, com os amigos seguindo logo atrás.Ele apareceu na esquina de um corredor retangular, paredes, chão e teto de tijolos de pedra, um caminho à frente e outro à esquerda. Apoiou as mãos no chão ao cair e se levantou, perplexo. Nick não estava ali, apenas o corredor vazio.Ele tinha dado um passo à frente para que os amigos não se chocassem nele, mas ao se virar, viu que a parede por onde tinha entrado era tão sólida quanto as demais. Pela primeira vez, ele sufocou um grito de pavor.Não havia saída daquele lado, e ele estava sozinho exceto pela criatura que se aproximava do corredor da esquerda.
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