Notas iniciais
Haaallo.

mais um cap.
obrigada as meninas com os reviews.
ama todos *--*

Boa leitura.

\"\"

[http://www.youtube.com/watch?v=5yY1Nrznh4I]

I\'m six feet from the edge and I\'m thinking
Eu estou a seis passos do precipício e eu estou achando que

Maybe six feet
talvez seis passos

Ain\'t so far down

não sejam tão distantes assim.

Cheguei na hora exata no trabalho. Magda não pode reclamar dessa vez. Comecei o dia organizando pilhas e pilhas de relatórios que Magda havia me dado.

- Magda. Posso te perguntar uma coisa?

- Sim.

- Desde quando o filho do Senhor Batista está trabalhando aqui? Eu nunca havia o visto.

- Ah sim. O Tom. Bem, desde ontem eu acho. Ele se formou agora em administração, provavelmente vai ajudar o pai nos negócios daqui por diante.

- Ah tá.

- Por que o interesse?

- Nada, é só que eu nunca tinha o visto.

- Ah claro! Agora por favor, volte ao seu trabalho.

- Sim senhora.

Continuei meus afazeres e algo não muito comum aconteceu, terminei tudo o que deveria fazer antes do final do meu expediente. Magda me liberou para ir embora uma hora mais cedo. Desci pelo elevador de serviços e parei na máquina de café para os empregados que ficava no térreo. Peguei um capuchino e continuei andando até a saída do prédio.

Há alguns metros do prédio um carro estacionado me chamou a atenção. Um Audi R8 branco, não muito comum, mas que eu já havia andado nele. Encostei-me em uma coluna do prédio, de modo que quem saísse dele não conseguiria me ver. Por alguns minutos permaneci ali, terminando de tomar meu capuchino.

Não demorou muito até que eu ouvisse uma voz grossa se aproximando falando ao celular. A sombra projetada nos raios fracos do sol na calçada me deu a certeza de que era Tom quem se aproximava. Apesar de trabalhar com o seu pai em uma empresa séria, ele usava roupas um pouco grandes de mais, combinando ainda mais com suas trancinhas, incrementando seu estilo hip hop.

Ele passou por mim sem me ver, indo em direção ao seu carro e terminado a ligação no meio do caminho.

- Hey! Posso falar com você.

Ele parou por um segundo, mas continuou andando como se não tivesse ouvido nada.

- Eu só quero que você me responda uma coisa. – supliquei.

Parou novamente, mas dessa vez olhou para mim. Não disse nada, apenas respirou fundo e cruzou os braços dando a entender que era pra eu continuar.

- De onde você conhece meu irmão?

Olhou-me com um sorriso sínico e curto, fechando a cara novamente em poucos segundos, voltando a andar em direção ao seu carro, fazendo-me segui-lo.

- Estudamos juntos na faculdade. – respondeu seco.

- Ele nunca me falou de você.

- Talvez porque eu não seja o tipo de pessoa que você está acostumada a lidar. – disse cuspindo as palavras e apressando o passo.

- Olha eu não... hei, espera.

Tom já estava na porta de seu carro a abrindo para entrar. Segurei em seu braço fazendo-o soltar a maçaneta e fechei a porta.

- Mas o que você quer afinal? – perguntou um pouco enraivecido – Eu acho que você deixou bem claro que me odeia. Não se preocupe, eu não irei incomodar você novamente.

- Eu nunca disse que te odiava.

- Garota, você é muito bipolar. – Tom disse abrindo a porta do carro novamente e sentando no banco do motorista.

- Eu não cai na linha do trem. – eu quase gritei segurando a porta para impedi-lo de fechar.

Tom olhou para mim com uma expressão de interrogação na face. Dei um passo para trás e soltei a porta, por um instante meu consciente me alertou que eu havia falado de mais, entretanto, eu apenas terminei de dizer todas as palavras que havia se formado em minha mente.

- Eu me joguei na linha do trem. – confessei com a voz mais baixa – Eu só não queria que você tivesse me tirado de lá, não deveria ter arriscado a sua vida por uma que não vale nada.

Notas finais
AAH
eu acho que já tava meio óbvio que ela tinha se jogado, não?!
mas enfim...
acho que a partir do cap. que vem as coisas entre os dois podem ficar mais interessantes.

beijos. :*