Notas iniciais
Halo

Mais um cap.
espero que gostem!

Reviews, please.
Boa leitura.

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[http://www.youtube.com/watch?v=I6cdPeYJh0s&feature=player_embedded]

I\'m falling apart, I\'m barely breathing
Eu estou caindo aos pedaços, mal estou respirando

With a broken heart that\'s still beating
Com um coração quebrado que ainda bate

In the pain there is healing
Na dor ainda há cura

In your name I find meaning
Em seu nome eu encontro significado

So I\'m holdin\' on, I\'m holdin\' on, I\'m holdin\' on
Então eu estou aguentando, estou aguentando, estou aguentando

I\'m barely holdin\' on to you

Eu apenas estou me agarrando em você

A porta do quarto saia em um grande corredor com mais inúmeras portas. Segui as placas onde indicava a saída daquele local até chegar à sala de espera do hospital. Na sala de espera Tom estava escorado em uma das paredes aparentemente me esperando, o que sinceramente, eu não entendia o motivo.

- Hey! Espera um pouco. – Tom me chamou enquanto eu tentava passar despercebida pela saída do hospital.

- Desculpa! Não tinha te visto. – dissimulei continuando a andar.

-Você vai voltar para casa agora?! – perguntou.

- Sim! Eu estou realmente precisando de um banho e descansar.

- Imagino... Deixe-me te acompanhar.

- Não, não precisa você já fez muito por mim hoje.

- Não irá me dar trabalho nenhum. Quero apenas ter certeza de que você chegará bem em casa.

- Olha! Eu realmente agradeço a sua ajuda. Muito obrigada por ter se arriscado, mas eu posso seguir sozinha daqui pra frente.

- Tudo bem! Eu entendo se não quiser minha companhia. Mas me deixe pelo menos pagar um taxi para você.

- Não, não precisa.

- Por favor! Já está tarde, me deixe pelo menos saber que você foi segura. – disse já estendendo a mão para um taxi que passava na rua.

- Tudo bem!

O taxi parou em nossa frente. Tom disse alguma coisa para o motorista e lhe deu uma quantia de dinheiro que eu imaginei ser muito para o tanto que eu realmente iria precisar para chegar até minha casa.

- Pronto! Só diga onde você mora que a corrida é por minha conta.

- Obrigada! Realmente não precisava. – disse com um pequeno sorriso de agradecimento.

- Você deveria sorrir mais! – abriu a porta traseira do taxi para mim – Fica muito melhor sorrindo.

Não pude evitar sorrir outra vez. Entrei no carro e a porta foi fechada por ele logo em seguida. Tom acenou com a mão e se afastou do carro indo em direção contrária a minha. O motorista me olhou pelo retrovisor perguntando para onde eu queria ir.

- Vamos para Putney, por favor! – pedi.

O dia fora nublado. Londres começava a ficar fria de mais. O dia já estava quase no final, apesar das nuvens carregadas ainda era possível ver os raios de sol indo embora deixando o céu com uma linda cor avermelhada. Fui observando a linda cidade pela janela, ela é linda quando realmente podemos parar para contemplá-la, mas se torna uma cidade qualquer quando nada mais te importa.

O trânsito fez com que demorasse um pouco mais do que o esperado para chegar. Desci do carro e entrei correndo para casa, queria apenas descansar, mas é claro que não seria tão fácil.

- Mãe? Você esta bem? – perguntei enquanto pendurava o meu casaco vendo minha mãe tossir sem parar em cima do sofá.

- Estou! – disse entre tosses. – Por que demorou tanto?

- Aconteceu um imprevisto. – disse me aproximando. – Mãe você andou bebendo de novo?

- Não! Eu só tomei um copo para me acalmar.

- Só um copo! – ironizei vendo uma garrafa de uísque praticamente vazia em cima da mesa de centro. – Mãe você está bêbeda?

- Claro que não! – começou a tossir de novo tentando se levantar.

- Sua tosse nunca vai parar se continuar fumando! – disse pegando o cigarro da mão dela e o apagando.

- Garota por que você fez isso? – perguntou irritada ameaçando me agredir, mas seu estado alcoólico a incapacitou de fazer algo.

- Vem! Deixe-me te ajudar. – Disse a levantando do sofá.

Com certo esforço e contra a sua vontade levei minha mãe para o banheiro e lhe dei um banho, troquei suas roupas e a coloquei sobre a cama. Não demorou muito e ela dormiu. A cobri e lhe dei um beijo na testa, sai do seu quarto fazendo o menor barulho possível.

Ao passar pelo corredor foi inevitável não olhar para aquela porta. Simplesmente por impulso entrei naquele quarto sem realmente pensar na dor que me causaria. Tudo estava perfeitamente em seu lugar: a cama com edredom azul marinho, os livros empilhados em cima da escrivaninha, o violão encostado ao lado da cabeceira e o porta retrato em cima do criado mudo. Respirei o ar daquele cômodo e por um instante Kyle parecia estar ao meu lado, se não soubesse ser impossível, poderia jurar que ainda conseguia ver a imagem dele em cima da cama praticando tocar violão como fazia todos os dias nesse horário, mas era só uma ilusão. Joguei-me em cima da cama dele, o seu cheiro ainda fazia-se presente nos lençóis. Com o meu cansaço e o choro angustiante que me afligiam dormi ali entre soluços e lágrimas agarrada ao seu travesseiro.

Notas finais
beijos. :*