Manual do ex-relacionamento
2 Capítulo 1
Esses textos servem de conselho, não são regras. Assim como todo conselho, você deve analisa-lo e ver como se aplica na sua situação, se não é assim que você segue conselhos, então sinto te informar que você está seguindo de forma equivocada.
Não há lei universal dos relacionamentos, claro que há algo em comum em todos, mas essas coisas em comum não vão ser necessariamente iguais. Por exemplo, é como uma sala, a função que faz aquilo ser uma sala é a mesma para todas as salas, mas a sala de cada um vai ser de um jeito, cada uma vai ter seu tamanho, seu tipo de mobília ou então mobília nenhuma, mas será uma sala até ser mudada a função dela.
As pessoas também são diferentes, mesmo que se aja de forma “igual” o resultado que você pode ter daquilo pode ser diferente, pois são pessoas diferentes. O que você fizer pode gerar resultados diferentes dos de outras pessoas. Somos pessoas diferentes, casos diferentes, resultados diferentes.
Em um relacionamento as certezas têm as suas margens de erro, mesmo você “tendo” 100% de certeza sobre o comportamento de quem você se relacionou, há uma margem de erro. Até porque nem mesmo a própria pessoa tem total certeza sobre as atitudes que ela pode tomar no futuro.
O que eu quero dizer com isso?
O que aconteceu no seu relacionamento que acabou NÃO é regra, então favor não perder a fé no mundo, na “raça” humana ou em relacionamentos. As “regras” do relacionamento vão sendo construídas por quem os vive, com concordância de ambos. Os “erros” que aconteceram com você nesse relacionamento passado, pertencem a ele, pode acontecer de repetir, mas não é lei.
Coloquei a palavra erros entre aspas porque o que pode ter sido erro na sua visão, na do outro pode ter sido uma tentativa de acerto ou até mesmo a coisa certa, existem dois lados nessa moeda.
Por agora, outra coisa que é necessário você saber? Tudo acaba. Nada é infinito. O finito é normal. Existem coisas prolongadas, algumas são prolongadas até o fim das nossas vidas, outras duram apenas segundos. O que importa não é a duração, mas o valor que você dá as coisas. Esse seu relacionamento que acabou teve seu valor. Não estou dizendo que valha a pena voltar, mas que se ocorreu um relacionamento, por um tempo ele fluiu e funcionou. Então independente disso, não desmereça o valor que ele teve. Não cuspa no prato que comeu. É muito maduro admitir que o relacionamento acabou sem invalidar o tempo que passaram juntos. ‘Ah, mas eu fiz papel de otária’ ‘Ela me fez fazer papel de bobo’... Todos nós somos “bobos” e “otários” quando estamos apaixonados, entender isso que é o grande diferencial para diminuir o sentimento ‘Como fui babaca, nunca mais farei isso de novo’. Até porque você fará novamente, e deve fazer mesmo. Não é porque um relacionamento acabou que outros não podem continuar... e acabar.
Quando você racionaliza que as coisas são feitas para acabar, você começa a viver mais livre e mais leve, ao invés de se prender ao término, ou ficar horrorosamente atrás do ex-relacionamento, você apenas deixa as coisas irem e se desprende desse sentimento de posse.
Ciúmes e possessão são um dos motivos de términos de relacionamentos, então diminuí-los é muito importante para um relacionamento saudável. E entendendo que as coisas não são suas e que podem acabar a qualquer momento independente de você querer ou não, mas de forma racionalizada, fará com que esses sentimentos diminuem. Sentimentos esses que mesmo pós-término estão com a gente. Então diminuí-los fará com que sua fase de ex seja mais tranquila.
O truque é se doar para o relacionamento como se você fosse da pessoa, mas não ter expectativa sobre a pessoa ser sua.
É como diz aquela famosa frase “Deixe todas as coisas que você ama livres. Se voltarem, é porque as conquistou. Se não voltarem, é porque nunca as possuiu.”.
Resumindo:
– Nada é igual, mesmo que seja bastante parecido
– Não há uma regra universal para relacionamentos
– Não generalize
– Há perspectivas diferentes sobre a mesma coisa, respeite e tente entende-las.
– As coisas são finitas
– Não desmereça o tempo do relacionamento. Dê valor!
– Quando estamos apaixonados somos bobos
– Deixe de lado o sentimento de posse
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