Mantendo O Equilíbrio - Um Novo Amanhã (T4 + T5)
30 Quinta Temporada - Prévia do Cap. 1 e Abertura
Notas iniciais
[lembrando que as notas estao sem acentuaçao e 'tils' pela plataforma do Nyah continuar trocando eles por ? do nada. Tenho a esperança de que mude logo, isso me irrita!]
Sinopse:
MANTENDO O EQUILÍBRIO QUINTA TEMPORADA
O que Milena achava ser pagina virada nunca esteve tao eminente de saltar num capitulo de sua vida quanto ela poderia imaginar. Absorta no novo ano e em novas esperanças e odisseias, essa pequena grande mulher esta aprendendo a ministrar e dividir o controle. No entanto, insiste em querer provar que aguenta o tranco e que aquela corda da balança esta bem amarrada.
Em meio as duras penas do dia-a-dia, aos poucos ela começa a aprender novas liçoes, abrir seu coraçao e deixar que o peso da corda as suas costas alivie mais.
Do outro lado esta sua familia e seus amigos, os velhos e os novos companheiros. Sem mesmo que a Lins perceba, cada um segura a corda num ponto para puxar Milena de volta.
Se isso significar seu equilibrio, essa pequena mulher vai ceder?
Milena vai aceitar revelar sua vulnerabilidade?
Aqui apresento entao uma 'degustaçao' do capitulo 1.
Sem mais delongas, podem seguir viagem.
Alexis K.

Posso reconhecer muitos lados de Djane, conhecê-la como ninguém, mas tem uma coisa que ainda me faz tremer na base quando se trata dela: suas avaliações acadêmicas. E as de Silvana. Só de pensar já fico pilhada. Os outros testes que elas fizeram nesse ano, felizmente, não envolviam provas escritas, eram trabalhos mesclados, individuais e de equipe, seminários, artigos, estudos de caso, ensaios, que aliviavam a barra de encarar suas questões. Agora tô preocupada, pois faz tempo, desde o ano passado, que não faço uma prova dessas. E esse mês eu não iria escapar...
Mesmo que hoje, segunda, não seja o dia, quarta e quinta, tô só pensando por ansiedade. É desse jeito que tenho de ir para o estágio, trabalhar pilhada, encontrar mais dois pilhados, Gui e André – se bem que André não é o tipo de cara que se preocupa muito com essas coisas, mas também não é tão ignorável a ponto de ficar blasé pra uma prova dessas.
Na realidade, tô me sentindo meio zumbi, tô indo empurrada. Se fosse de minha escolha, preferiria estudar e cair no sono sobre os livros a ter que ir trabalhar hoje. Meus olhos ainda ardem da outra noite que tive (meu colírio sumiu de novo), quando os trovões apareceram. Houve uns progressos, senti, que consegui não me focar tanto no medo que eles me traziam e sim em me manter mais quieta e focada.
Até Murilo se admirou. Estávamos apenas nós dois em casa, Vini quis ficar, eu insisti que ele fosse para casa. De qualquer forma, quando começou a “tenebrosidade”, ele me ligou e ficamos os “três” em alerta, mesmo sob o viva-voz. Nem chorei como costumava, mesmo lá e acolá ter uns pequenos acessos de pânico. Se posso chamar de sorte, esses acessos foram em casa.
Poucas foram as vezes que aconteceu fora dela, uma foi até na faculdade. Foi há quase dois anos, Murilo ficou mais maluco que eu. Me escondi num banheiro que quase não é usado pelas garotas, permaneci lá até bem depois do fim da aula pra ninguém poder me ver até que meu irmão chegasse. Foi um dos meus dias mais difíceis, estando a público. Não é a toa mesmo o cuidado que tem sobre mim.
Essa última crise foi mais leve, já não tão horrível quanto as que costumava ter. Realmente acreditei que há esperança de lidar melhor com isso, principalmente se me sinto mais segura e confiante. É um processo, de qualquer jeito, que está a melhorar.
Isso, no entanto, não diminuía meu cansaço.
Só ajudaria muito se a crise não tivesse sido tão logo depois do meu aniversário. Já não me bastava toda a semana afundada nos estudos? Ainda bem que as provas terminam quinta e... talvez eu comemore meu níver de novo.
Mereço, pois dona Bia teve que tirar uma semana de folga para resolver uns assuntos pessoais e eu que tenho me desdobrado pra cuidar das coisas de casa, porque Murilo tem feito muitos plantões ultimamente em seu serviço, algo sobre uma fase crucial de seu projeto no trabalho, junto com seu colega Armando. Bom, seu último plantão foi antes da minha crise, então é certeza que ele ande meio cansado por aí que nem eu.
Termino de passar uma água na louça do almoço para não atrair formigas e outros insetos, deixo para lavar quando chegar ou Murilo se aparecer primeiro que eu. Ele afirmou que ia me levar para o estágio hoje, assim me aprontei logo e almocei mais cedo para aproveitar o tempo estudando algumas matérias. Deus é pai, para a matéria de hoje já teve prova na semana passada e me saí bem.
Ainda que concentrada num estudo de caso que lia no caderno, ouvi o carro de meu irmão chegando. Estranhei primeiramente que ele não veio com ela animação de cada dia, quando dizia “cheguei, família” mesmo que fosse só pra mim. Pensei no cansaço dele, e suspirei por ter dado trabalho a ele no outro dia.
Logo que ele abriu a porta e que eu levantei o olhar dos livros abertos na mesa da sala, percebi que algo estava muito errado. Não era só cansaço não. Desanimado é pouco, Murilo chegou com uma expressão além de si que não tinha nome, parece que se arrastava, não que andava. Torci para que não fosse tão sério quanto aparentava, assim tomei uma abordagem leve:
- Que é que tu já tá todo “xôxo” assim?
- Nada.
Se a casa não estivesse em completo silêncio, acho que não teria ouvido sua resposta. Ele bem que tentou disfarçar, deu um meio sorrisinho sem graça antes de se arrastar para o corredor, passando por mim com uma cara que... me assustou. Porque no outro dia papai ligou dizendo que vovó teve uma recaída e... e se tivesse acontecido algo? Pulei da cadeira.
- Aconteceu alguma coisa, eu sei. É com a vovó? Me diz, Murilo.
- Credo, não! Ninguém lá de casa não.
Ó suspiro de alívio, não sei o que faria se acontecesse algo com ela. Ou com meus pais. Parado no corredor, Murilo se mantém inquieto, sem saber se vai pro quarto ou se volta. E assim ele solta, com a mão no rosto:
- É com a Aline.
Não falo nada. Porque não tenho o que falar... eles têm estado numa ótima fase de namoro e chamego, coisa marlinda de se ver e aporrinhar – e aporrinho muito, acredite. E num é que Aline tirou mesmo Murilo do meu pé? Quer dizer, não tirou de fato, mas ele tem maneirado muito. Eu não teria noção do que poderia ter ocorrido para deixá-lo desse jeito, não me parece que foi uma briga, não tem cara alguma de zanga.
Ao complementar, é que tudo faz sentido:
- Ela tá grávida.
...
CONTINUA,
Notas finais
[...]
Como disse anteriormente, o começo do fim teve partida na quarta temporada, agora fechada, aqui se inicia entao o 'meio pro fim'. Tem, claro, odisseias, loucuras, agitaçoes pra balançar essa galerinha que todos acompanhamos. Aqui tambem se definem muitos pontos para o fim dessa jornada.
Nucleos? Huuuuuum, to segurando o spoiler, hein.
Sou suspeita pra falar, mas acredito que o desenrolar deles ta bem a la MoE de ser e tem uns que... como posso dizer? Eh possível uns inesperados :D Quem deve ser? Hahaha, soh lendo, soh lendo. Espero nao decepcionar.
Apenas façam suas apostas :D
Soh queria dizer que a historia, Mantendo o Equilibrio eh um orgulho pessoal, começou com 20 paginas e dali nao se devia passar, desenvolvi bastante a escrita e a expressao, colhi muitas reflexoes, feels, e ensinamentos. Se acontecem com voces tambem, fico mais feliz ainda de saber!
Comentarios, quem quiser deixar uma opiniao, um surto, estamos ai, respondo sempre, gosto de ter um pouco de noçao do que tao achando. Assim, se se sentirem a vontade, sao bem-vindos.
Logo logo posts a vista!
Abs,
Alexis K.
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