Mansão Shouthvill
10 7ª dia- Sonhos VS Pesadelos [parte 2]
Notas iniciais
Restava-me pouco tempo, Ryan estava entre a vida e a morte não havia mais nada que eu poderia fazer, sem pensar duas vezes o coloquei em meus braços e saí em direção à garagem, mas foi lá que tive uma surpresa, Pedro havia levado o nosso carro e restava apenas o meu na garage, um Opala completamente enferrujado.
-Droga! – Gritei sozinha. – E agora o que eu faço? – Falei novamente, se eu for com essa droga, provavelmente ele iria “morrer” na metade do caminho, assim como Ryan, esse é um risco que terei que correr, chamar um taxi também não vai dar tempo. “Entra logo nesse maldito carro Laura”, minha cabeça me dizia, uma forte sensação de que algo não daria certo pairava no ar, mas a ignorei e corri para o carro, coloquei Ryan sentado ao meu lado no banco do passageiro, apertei seus cintos e acelerei aquilo que eu chamava de carro rezando para que ele funcionasse a “viagem” toda. – Você vai ficar bem meu amor, aguenta firme. – Falei olhando para ele, mas sem tirar os olhos da estrada, outro acidente não seria nada bom há esta hora.
Tudo estava dando certo até que a droga do meu carro “morrer” de vez, assim como minhas esperanças de salvar Ryan. – Isso não pode está acontecendo comigo! – Gritei batendo as mãos no volante e tentei manter a calma esperando que fosse apenas uma falha técnica, porém não obtive sucesso, o carro nem saiu do lugar.
Parada no acostamento a 1,5 Km do hospital abrir a porta do carro, mas a estrada estava vazia, havia apenas eu Ryan e uma plantação de milho. Sentei no asfalto ignorando a quentura em meu traseiro e olhei o relógio onde marcava 11h42min o sol estava me matando, nenhuma alma viva passava naquela estrada, entrei em desespero, mas como um anjo enviado de Deus um carro aparecia no horizonte, fui diretamente para o meio da pista para não perder aquela única oportunidade, o carro se aproximando e dei graças a Deus por conhecer o motorista.
-Padre Nelson! – Gritei, deixando algumas lágrimas escaparem de meus olhos, ajoelhei-me ao asfalto enquanto o carro cessava sua velocidade, imediatamente o padre desceu de seu carro e veio ao meu encontro.
-Minha filha o que houve? – Indagou ele me ajudando-me a levantar. – O que faz aqui? – Continuou. — É uma longa história, não há tempo para contar ao senhor! Precisamos levar Ryan ao hospital, rápido!- Gritei enquanto corria em direção do carro, lá estava ele jazia na mesma posição que o deixei, padre Nelson veio logo atrás e me ajudou o levá-lo para seu carro...
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A sensação de medo agora permanecia em mim, “o que estou fazendo aqui?”
-Calma, não irei te machucar. –Falou ele encarando-me.
-O que houve com você? – Indaguei visualizando seu estado autopsio, roupas ensaguentadas, pele pálida e com leve toque esverdeado, seu pescoço estava com uma marca que me chamou atenção e me fez reconhecê-lo. Rápidas cenas se passaram por minha mente.
-O garoto enforcado. – Sussurrei, ele pareceuter ouvido meu comentário, mas deu de ombros e falou:
-Como eu já falei, não irei te machucar. – Disse ele. – Você deve está confuso, mas foi necessário eu te tirar da conversar com sua mãe. – Continuou ele.
-Você me fez voltar para esse lugar, e ainda diz que não quer me machucar? Ótimo! – Ironizei.
-Confie em mim...
-Confiar em você? – O interrompi. – Como confiar em um garoto que está morto? – Indaguei. – É assim que vai ficar se não me escutar! – Gritou ele, continuei em silêncio, apenas esperando sua continuação. – Por favor, se acalme e confie em mim, eu não quero que se repita com você o mesmo que houve comigo. – Permaneci calado atento a cada palavra que saíam de sua boca. – Venha comigo. – Disse ele apenas olhando para mim e seguindo até a sua casa. Fui andando em passos lentos e pesados com medo de que eu estaria preste a ouvir e presenciar...
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A caminho do hospital nenhuma palavra havia sido dita após entrarmos carro do padre, até que o silencio foi quebrado.
-Então esse é o garoto de quem você falava o que houve com ele? – Indagou ele.
-Foi a casa padre. – Falei exaltada.
-Éhh... Como assim a casa? – Gaguejou ele, isso me deixava de certa forma incomodada.
-O senhor sabe algo sobre a nossa casa? – Indaguei diretamente, ele continuou calado, sua testa dava os primeiros sinais de nervosismo, suor, seu rosto estava ficando completamente molhando, não estava tanto calor assim.
-Que corte foi esse na cabeça do garoto? – Falou ele mudando de assunto indiscretamente.
-Eu não sei, quando o encontrei já estava assim desacordado. – Disse passando a mão em seus cabelos levemente sujos de sangue. Não percebi quando chegamos ao hospital Santa casa de misericórdia, dei graças a Deus por sua pulsação apesar de fraca ainda estar ativa.
-Vou chamar uma enfermeira. – Disse o padre saindo do carro e adentrando ao hospital. Poucos minutos depois ele volta com uma maca e dois enfermeiros. Sem esforços eles pegam Ryan e o põem na maca e seguiram para dentro do hospital comigo e padre Nelson logo atrás.
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Seguindo-o até a janela pude ver os moradores da casa, era o garoto com sua irmã, mãe e pai, provavelmente felizes, uma lágrima escorreu sobre o a pele pálida do garoto que observava atentamente a ele mesmo dentro da casa.
-O que aconteceu com você? – Indaguei colocando a mão sobre seu ombro direito.
-A mesma coisa que está acontecendo com você. – Falou ele sem tirar os olhos de sua família.
-O que quer de mim, por que me trouxe aqui? – Perguntei.
-Você precisa saber o que está para acontecer, sua vida e a de Laura correm perigo. – Falou ele agora olhando diretamente em meus olhos.
É parece que todo mundo conhece Laura.
-Como nos conhece, qual seu nome? –
-Meu nome é Troy. – Respondeu ele.
Troy. – Fiz uma pausa. – Nunca ouvir nem vi falar de você, apenas em meus “sonhos”. – Falei com ênfase a palavra sonho com um pequeno gesto de dedos. Troy agora andava pensativo em direção a casa, o segui curioso para saber de tudo.
-Espere Troy... É... Conte-me o que tem para falar. – Falei antes que ele pudesse se afastar mais de mim.
-Siga-me. –Foi tudo o que ele disse, o obedeci e andei rapidamente para acompanhá-lo. Abrimos a porta de entrada e ficamos frente a frente com uma senhora que eu deduzi como sua mãe, ele a tentou tocá-la, mas sua mão atravessou o rosto da senhora, fiquei assustado com aquilo, mas depois ignorei, continuei acompanhando-o até a sala de star onde se encontravam todos. – Nós éramos felizes. – Disse ele olhando para sua mãe.
-Percebe-se pelo seu sorriso. – Disse enquanto observava, seu pai estava lendo algum panfleto juntamente com sua mãe, enquanto o garoto ajudava sua irmã na lição de casa pelo que parecia.
-Não Alice, o valor PI é 3,14, é tão fácil de saber, são apenas três números.
-Mas eu me confundo!- Protestou ela.
-Acho melhor estudarmos amanhã de manhã, acordei cedo okay? – Falou o garoto.
-Certo. – Confirmou ela e logo após se despediu subindo escada acima.
-Você também pode ir dormir querido, a louça da cozinha é do seu pai. – Disse sua mãe dando um pequeno risinho.
-Rum. Não gostei disso. – Protestou o homem.
-HAHA, certo. Boa noite. – Despediu-se ele subindo as escadas.
Eu mal percebi quando tudo desapareceu inclusive seus pais, agora restava apenas eu e Troy na sala.
-É agora. – Disse Troy. – Venha. – Continuou, o segui enquanto subia as escadas até nossa dispensa, ou melhor, seu quarto.
Ele abriu a porta e então entramos aparentemente o local estava calmo, mas depois de algum tempo tudo começou a mudar, moveis, paredes, tudo sumiu, restou apenas eu, Troy e respectivamente Troy vivo. O lugar se expandiu, tornando-se um imenso campo, Troy permanecia ao meu lado apenas observando a ele mesmo deitando ao chão. O garoto abriu os olhos assustado e se levantou rapidamente tentando analisar o local onde se encontrava.
-De novo não. Gritava ele. – Vá embora. – Provavelmente ele já sabe o que lhe espera.
-Estupro! É isso que vai acontecer. Aquelas palavras me deixaram paralisado.
-Oi, e ai preparado? – Indagou aquela coisa ao pobre garoto que agora corria desesperadamente em busca de ajuda.
-Se afaste. – Falava ele sem parar de correr, mas foi impedido por uma mão puxando seus cabelos levando-o ao chão.
-Não...
-Pare! – Fui interrompido. – Não há nada a se fazer, o que passou não tem como mudar. – Disse ele virando-se de costas para aquela cena. Sem ter o que fazer o segui para fora dali, também não queria presenciar aquela ato covarde.
-Você tem sorte!- Disse ele.
-Como? – Perguntei confuso.
-O encontrou duas vezes e escapou. – Respondeu.
-Eu estou quase morto, você diz que tenho sorte? – Exclamei.
-Mais sorte do que eu. – Disse ele deixando escapar lágrimas de seus olhos, não tive coragem de dizer mais nada, realmente eu havia tido sorte. Andamos para fora da casa até voltarmos para o quintal onde tudo começou.
-Preciso lhe pedir uma coisa.
-Fale. – Foi tudo o que disse.
Continua........
Notas finais
e ai bruninhá gostou???? HAUSHUAHSUAHSAUSA' agrade sua leitura abraços a todos!! :D
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