Mansão Shouthvill

3 2ª dia- Visões [parte 1]


Notas iniciais
1000 desculpas pela demora, é que to em semana de prova e vcs sabem como é né?? pois é, depois demuito tempo aqui está mais um capitulo !! *----* queria agradecer a minha amiga Lêh, que vem me incentivando para postar essa fic e a vc tbm Leohnan... rsrsr esses são meus dois leitores número 1!!!! Oops ia esquecendo tbm Thayris??? kkk ela que me aguentou no msn enquanto eu "tetanva" escrever esse capitulo, acho que ela me ajudou e deu inspiração Obrigado !! :D então tá vou parar de falar.. Boa leitura... DEsculpem qualquer eerro. e tudo mais !!

P.O.V Ryan

-Mate-a, mate-a, mate-a.

Acordei com aquela maldita voz que arrepiava-me, esfreguei os olhos ainda estava escuro pelo menos a dor de cabeça passou por um momento achei que fosse morrer.

Levantei-me e fui em direção ao banheiro do meu quarto sem tentar relembrar a cena que acontecera ali há poucas horas, liguei a luz e fui em direção a pequena pia abrir a torneira e com minhas mãos passava a água lentamente sobre meu rosto, pisquei meus olhos por um segundo e as luzes começaram a piscar por um momento não liguei, mas quando olhei-me no espelho dei-me conta o que eu passara em meu rosto não era água era sangue, tentei me acalmar e ao mesmo tempo limpava o rosto que estava coberto daquele liquido vermelho a torneira jorrava mais e mais sangue, tentava parar, mas não conseguia, foi então que olhei para o espelho mais uma vez e vi novamente aquele cadáver só que dessa vez percebi que era uma garota, foi então que mesmo morta ela falou comigo.

-Você precisa sair daqui. – Aquela voz roca e apavorante soou em meus ouvidos, e num piscar de olhos ela estava em minha frente foi quando...

-Meu deus! – Gritei apavorado, esfreguei meus olhos e percebi que como no meu sonho, ainda estava escuro. Tentei dormir novamente, mas assim que fechava os olhos mais pesadelos vinham.

Ah, que ótimo a dor de cabeça está voltando era só o que me faltava, fechei os olhos por um minuto e quando os abrir e percebi que a luz do banheiro estava ligada, mesmo com as pernas trêmulas resolvi levantar-me para olhar o que é. Minha cabeça latejando e minhas mãos e pernas trêmulas e suando mais que um obeso subindo escadas, abrir a porta lentamente e vi que não havia nada ali desliguei a luz e fechei a porta do banheiro, voltei para minha cama e deitei novamente.

Mais horas se passavam e eu sem o mínimo sinal de sono, tentei fechar os olhos, mas a cena daquela garota se repetia em minha mente. Droga será possível que eu não consigo dormir? Levantei-me e fui em direção a janela não existia nada naquela escuridão, virei em direção a minha cama e mais uma vez a droga da luz do banheiro estava ligada, andei até lá abrir a porta e apertei o minúsculo interruptor que ali tinha com violência.

-Será que você não pode me deixar dormir? Hein? Aparece. – Gritei sozinho para o nada. Fechei a porta e pude ouvir o som do interruptor se ligando de novo.

-AAAAAH! – Me virei, mas me arrependi, vi uma das cenas mais chocantes de toda minha vida. Aquilo era um monstro, um homem violentava aquela garota de agora pouco, só que agora estava em sua forma normal sem sangue e machucados, olhos verdes como uma esmeralda, cabelos loiros acinzentados, parecia ter mais ou menos uns 12 anos, ela gritava sem parar, os seus gritos eram de deixar qualquer um com pena, por um momento não tive reação nem palavras para demonstrar o nojo que eu sentia daquele homem, ela era apenas uma garota, ao me ver ele a largou e veio em minha direção.

-Agora é a sua vez....

-NÃO SAI DAQUI! – Eu gritava sem parar, tentando acordar daquele pesadelo, porém não conseguia, o que me salvou foi Laura que ao ouvir meus gritos veio até meu quarto e me acordou.

-Ryan querido, o que houve? Acordar! – Ela falava e ao mesmo tempo me abraçava.

-Oh meu deus! Isso de novo não. – Eu falava aos gritos.

-Calma querido, foi só um pesadelo. – Engraçado eu nunca me senti assim, realmente com Laura aqui ao meu lado eu me sentia mais protegido, como eu pude tratá-la daquele jeito nesses últimos dias? Eu sei que agora não é o momento certo, mas eu não vou conseguir ficar com essa culpa em minha cabeça.

-É.. Laura eu queria te falar uma coisa. – Gaguejei.

-Sim?

-Bom, eu queria te pedir desculpas por ter agido esse tempo todo contra você, eu não imaginava que você era uma boa pessoa que só queria o meu bem.

-Eu entendo o seu lado, afinal perder a mãe na sua idade não deve ser nada fácil. Suas desculpas estão aceitas e espero que daqui pra frente possamos nos entender. Agora vamos hora de tomar banho para tomar café.

-Ok, já vou descer, antes você pode me dá licença para tomar um banho?

-Ah ta, desculpe!- Ela disse retirando-se.

Por que será que estou tendo esses pesadelos? Coitada daquela garotinha tão pequena, imagino a dor que ela deve ter sofrido. Depois penso nisso agora tenho que tomar banho, mas como vou entrar naquele banheiro sem lembrar o que vi ali? Essa vai ser impossível.

Levanto-me e sigo devagar até o banheiro, abro a porta lentamente e ligo a luz, tudo está normal em seu devido lugar, tento me manter relaxado, o que está acontecendo comigo? Tudo aquilo foi só um sonho, não tenho por que ficar nesse desespero. Por um momento me acalmei tomei o tão esperado banho e fiz minhas necessidades diárias. Não demorou muito e desci, na mesa um maravilhoso café da manhã me esperava.

-Nossa, desse jeito eu vou ficar doente mais vezes. – Brinquei.

-Não fale isso nem brincando, ontem você nos assustou. – Meu disse dando-me um abraço.

-É verdade. – Disse Laura sorrindo.

-É.. O que houve agora de manhã? Eu acho que o escutei gritar. Aconteceu alguma coisa? – Indagou meu pai.

-Sim, foi apenas um pesadelo! – Respondi ao mesmo tempo que Laura, e retribuir-lhe o sorriso.

-Bom agora vamos ao café da manhã eu estou morrendo de fome. – Falei empolgado.

O café da manhã estava perfeito, assim como aquela maravilhosa manhã, a dor de cabeça não deu mais as caras e não vi nada sobrenatural, graças a deus.

-Ryan ajude Laura a lavar a louça enquanto eu levo as suas irmãs para dar uma volta por ai.

-Não querido, ele ainda está se recuperando, eu dou conta sozinha.

-Tudo bem, isso não vai me matar, pode deixar eu a ajudo.

Terminei de comer a maravilhosa omelete preparada por meu pai, enquanto via-o levar minhas duas irmãs para fora da casa.

-Você quer mais? – Indagou Laura.

-Não, já estou satisfeito. – Respondi. – Quem diria meu pai fazendo o café da manhã tão bom como esse!

-Na verdade fui eu que fiz, ele só falou brincando.

-Você está de parabéns então.

-Obrigada!

-Bom agora vou parar de enrolar, e vamos lavar a louça. – Falei rindo.

Quem diria que um dia eu um dia lavaria louça ao lado de Laura e ainda por cima conversar normalmente com ela.

-Ryan acabou o sabão sobe lá em cima e pega mais na dispensa, por favor.

-Ok.

A conversar estava ótima, mas eu pensei, será que eu devo contar a Laura sobre as coisas que ando vendo? Acho que ela vai me chamar de louco, subi as escadas calmamente até chegar à dispensa que era um pequeno quartinho quase ao lado do meu, abro a porta e vejo apenas a escuridão ligo a luz e vou em direção a uma prateleira onde o sabão está pego uma pequena barra e viro-me para sair daquele lugar abafado e estranho, porém a porta foi fechada por um minuto pensei que tivesse sido o vento, mas me dei conta de que nem janela havia ali, tento abrir a porta, mas não obtenho sucesso parece que a alguém do outro lado da porta a segura para que eu não possa abri-la. No começo achei que fosse uma brincadeira provavelmente de meu pai que devia ter chego enquanto eu estava aqui em cima, mas depois que as luzes começaram a piscar notei que estava acontecendo novamente só que dessa vez eu não estava dormindo estava acordado e isso me deixava mais desesperado.

-LAURA! – Gritava desesperado, mas nenhum sinal de que ela me ouvia era dado.

Tentei me acalmar, mas o desespero era maior as luzes se apagaram totalmente e eu fiquei naquela escuridão sozinho. Agachei-me encostando minhas costas na porta e ao mesmo tempo gritava, foi então que do nada as luzes acenderam novamente e eu pude ver que não estava mais sozinho naquele quarto, havia agora ali um garoto com uma corda, uma parte em volta de seu pescoço e a outra amarrada no ventilador que se encontrava no teto, eu não sabia se sentia nojo ou medo, parte do seu corpo estava em decomposição ele não possuía roupas sua face estava totalmente deformada, assim como outras partes de seu corpo como, pernas, abdômen, braços e suas virilhas. Desconfio que aquele “monstro” foi quem fez isso com ele. Eu não pensava mais em nada, tudo o que queria era sair dali naquele momento e por uma salvação Laura abriu a porta, minha primeira reação foi de pular em seus braços as lagrimas de desespero.

-O que foi? O que houve?- Ela repetia.

-Olha lá! – Gritei, apontando para o cadáver, mas não havia mais nada.

-Olhar o que? Não estou vendo nada aqui, você está bem?

-Mas como? Estava ali agora pouco, eu não estou ficando louco. – Falava ainda desesperado, sair correndo e voltei novamente para a pia onde estava lavando pratos com Laura, joguei água em meu rosto e tentei me acalmar.

-Ryan você está bem? – Indagou Laura.

-Já disse que estou bem! – Gritei com ignorância. – Desculpe, é que estou nervoso.

-Tudo bem, acho melhor você subir e descansar. – Sugeriu ela.

-Vou ficar no quarto das garotas, lá é mais ventilado e com tantas janelas acho que ficarei mais calmo. Foi assim, segui ao quarto das meninas onde notei que estava bagunçado. – E ainda nos chamam de bagunceiros. – Ironizei.

Deitei em uma cama que parecia ser a de Carly, respirei fundo tentando esquecer o que acabara de acontecer, pensei durante alguns minutos e resolvi contar isso para alguém, essa droga está me dando dor de cabeça, primeiro vejo aquela garota morta no banheiro logo depois vejo aquele homem e agora esse menino. O que está acontecendo? Após esses últimos pensamentos ouvi novamente aquela voz arrepiante.

-Mate-a, mate-a, mate-a.

-AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH, será possível que você não me deixa em paz? – Gritei aquelas palavras enquanto me contorcia no chão.

-Ryan, o que está havendo aqui? – Aquela voz suave me fez voltar ao normal.

-Laura, por favor, me ajude, eu não sei mais o que fazer, por favor, eu vai ficar louco. – Falei aquelas palavras às lágrimas enquanto Laura abraçava-me.

-Calma, calma. — Aquelas palavras realmente podiam me acalmar, era como se eu ouvisse a voz de minha mãe me consolando, porém no corpo de Laura.

-Eu preciso falar uma coisa para você, por favor, apenas me escute. – Gaguejei. – Eu ando vendo coisas nessa casa, coisas que um garoto de 15 anos nunca deveria ver, isso está me deixando maluco, primeiro essa voz depois essas visões. Eu não aguento mais.

-Mas o que você está ouvindo e vendo? – indagou ela.

-É essa maldita voz dizendo... Ma...

- O que houve? – Meu pai falou interrompendo nossa conversar.

- O Ryan..

-Nada, interrompi Laura. – Estava pedindo ajuda a ela para que me ajudasse a arrumar o quarto das garotas, não é Laura?

-É.. Sim!

-Hum, ta bom. Qualquer coisa estou lá em baixo. – ele disse retirando-se do quarto.

-Não comente isso com ninguém. – Falei e sai do quarto sem dá explicação alguma. Por um momento me arrependi, mas segui em frente até meu quarto, o tempo havia passado rápido já era quase a hora do almoço. E o pior não estava com o mínimo apetite depois do que presenciei. Fiquei algum tempo em meu quarto, quando ouvir o som da porta.

-Sim, quem é? –Falei.

-Sou eu seu pai, o almoço está pronto.

-Estou sem fome, obrigado não vou descer.

-Tudo bem, qualquer coisa chame a mim ou a Laura.

-Certo.

O Tempo passava rápido, não me dei conta que já era noite então adormeci pensando no dia que tive vozes e visões.

Notas finais
E ai mereço reivews??? por favor perdoem pelos erros... ainda estou aprendendo... :(
agradeço sua leitura!!! abraços.. :D