Mansio Infernalis
5 Capítulo 4
Notas iniciais
MIlhoes de desculpas pela demora!!!! a falta de criatividade me afeta!!!! Me ajudem!!!! Espero que gostem! COMENTEM!
Caminhamos pelo longo e escuro caminho até novamente chegar ao corredor das portas. Parou em frente de uma pequena, tirou uma chave do bolso e a abriu. Entramos. O quarto era gigantesco, haviam várias araras com roupas onde cada uma tinha um lembrete com o seu gênero.
— Que pena você não ter gostado dessa roupa. — olhou para mim – Escolha o gênero que quiser e... Ali na esquerda há roupas humanas, caso queira matar um pouco da saudade.Saudade? Como poderia ter saudade daquela vida desgraçada?
— Venha! Quero te mostrar a minha roupa favorita! – continuou abrindo um sorriso e me puxando pela mão até um dos lotes. Abriu uma caixa e dela tirou uma camisa social azul marinho e uma calça jeans preta – Essa é a minha roupa humana favorita. Feche os olhos caso não queira me ver sem roupa, você tem problemas com isso. — Como assim tenho problemas com isso? — Ah Alethia... não se finja de tonta. Toda vez que eu falo para você coisas do tipo “Você é muito bonita”, ou “Senti a sua falta todos estes anos” você faz uma cara de Esse cara é um total pervertido!, então só posso chegar a conclusão de que nunca “ficou” com alguém ou que gosta de mulheres. – disse tentando imitar a minha voz. — Eu não gosto de mulheres! E... é claro que já “fiquei” com alguém... E desde quando o “senhor” usa gírias humanas? — Desde que fui pai. E tudo bem... Eu só estava brincando, não precisa mentir. Não vou contar para ninguém. – olhava para mim de um jeito acolhedor. O que havia de errado com ele? Onde estava aquele cara idiota? – Mas... você também não vai se importar se eu... — Não! – estava gritando — Ótimo! Eu não estou com vontade de ter que me esconder que nem uma garotinha de você – levantou a cabeça e começou a rir. Parou de repente e olhou para mim, provavelmente esperava alguma reação minha. Tirou a roupa rapidamente e colocou a nova. Deixou a camisa aberta assim dando para ver seu peitoral. O pouco de luz que entrava pela única janela do quarto iluminava seu cabelo preto, sua pele branca e faziam seus olhos azuis brilharem. Parecia até um santo. Tentei esconder a risada mas não consegui. Em que lugar do mundo um demônio iria parecer um santo? — Algum problema? – disse sério. — Nenhum. – ainda restava um sorriso em meu rosto. – Bem eu vou por a roupa. – Tentei me esconder atrás de uma das araras, mas de qualquer forma Kesabel conseguiria me ver. Fingi que estava sozinha, queria logo arranjar algo mais confortável. Olhei para baixo onde haviam várias caixas. Uma delas me chamou a atenção, estava escrito “Roupa Angelical”. Dei uma risadinha, esse era o último lugar que eu esperava encontrar uma caixa com este nome. A abri e ri novamente. — Do que você ri tanto? – disse mostrando-se incomodado — Vestidos brancos me perseguem – olhei para ele tirando o vestido da caixa. Ele era muito parecido com o que eu usava em meu sonho. Mangas compridas, decote e uma valorosa abertura em uma das pernas. Junto com ele também estava um cinto que era composto de três fivelas para apertar a cintura, uma luva de couro preta, outra bota preta de salto fino só que agora de cano maior, e um colar camafeu que parecia ser bem antigo. Tirei o corselet, a saia, a bota e coloquei o vestido e seus acessórios. A abertura da perna vinha até o meu quadril, o cinto ocupava a minha barriga inteira e fazia a minha cintura parecer mais fina; as luvas vinham até acima de meu cotovelo tampando quase por completo a manga do vestido; as botas vinham até a metade de minha coxa, e terminavam com o formato de uma espécie de “V” de ponta cabeça. Sai de trás das araras para me encontrar com Kesabel. Este estava olhando para a brecha de luz no teto, era como se quisesse sair dali, ou como se estivesse perguntando para alguém onde ele estava. Será que mesmo após tantos anos ainda não acredita que fora banido de Éden? Ao escutar o barulho feito pelas minhas botas se aproximar, abaixou a cabeça e virou para mim. — Belo anjo demônio. – abriu um sorriso quebrando a anterior expressão de dúvida. — Nossa, obrigada. Na caixa estava escrito “Roupa Angelical”. — Mas esta não é exatamente um roupa que um anjo usaria, ela deveria ser mais recatada e não ter preto. O idiota que escreveu aquilo na caixa deveria saber disso. Depois que eu virei um demônio é que percebi quão era difícil ser um anjo, afinal até os homens tinham que andar com roupas fechadas. — Então quer dizer que gosta de ficar mostrado o seu corpo? – levantei uma das sobrancelhas e cruzando os braços. Ele sorrio. — Não exatamente, mostro para quem eu quero, mas também não gosto de roupas frechadas até o pescoço. — O que pretende então com esta camisa aberta? — Não pretendo nada, só gosto de andar com esta camisa aberta. Ele me lembra meus anos de humano. Foram anos bem interessantes... – abriu um sorriso malicioso. — É, e também foram anos que ferraram com a sua vida. – disse séria — Depende do ponto de vista – colocou as mãos no bolso – Eu me sinto mais a vontade aqui. E já ia me esquecendo uma coisa. — O que? — Preciso te levar para o campo de treinamento. Venha. – virou as costas e foi em direção a porta. Fui atrás dele. Abriu a porta e fez sinal com a cabeça para que eu passasse em sua frente. Entramos novamente no corredor cheio de portas. Atravessamos o corredor e ele abriu a porta da frente. Estávamos fora da mansão. O céu era vermelho e o jardim era composto de plantas mortas. — Aonde estamos? – perguntei assustada — No campo de treinamento. Fica nos fundos da mansão. – disse calmo. Olhei para seu rosto e este estava direcionado para frente como se estivesse em busca de alguém. O vento balançava seu cabelos e a cor do céu refletia em seus olhos como fogo. — Bem vinda Alethia. – disse uma voz atrás de nós.Notas finais
Continua galera.... Aguardem! Obrigada por terem lido! Logo eu posto o proximo capitulo, mas vai demorar um pouquinho.... desculpa
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