Notas iniciais
Mais Hilson ♥♥♥♥♥ Eu simplesmente amo essas manhãs frias que me fazem ficar divagando como se não houvesse amanhã e como se eu não precisasse levantar da cama! Me avisem se encontrarem algo que precisa ser arrumado, sim? Até as notas finais e tenham uma ótima leitura!

Era uma manhã fria e cinzenta de outono e, enquanto chuviscava do lado de fora da janela, Wilson se espreguiçava de forma preguiçosa contra as cobertas sobre a cama.

O quarto era levemente iluminado pela claridade cinzenta que vinha de fora da janela, os pingos insistentes contra o vidro fazendo sombra no piso do quarto.

Wilson se sentia extremamente sonolento e quase deu graças a Deus por ser domingo e não ter plantão no hospital.

Rolou até o outro lado da cama, fazendo com que a coberta embola-se contra seu corpo, e foi então que notou que ela estava vazia. Buscou o relógio com os olhos pesados e se perguntou o que House estava fazendo fora da cama as 08h15min de um domingo chuvoso. Durante a semana, quando tinha que estar no trabalho as 07h00 ele apenas chegava as 09h00, e agora que podia dormir até mais tarde ele estava de pé?

Wilson bocejou enquanto se encolhia em um arrepio, não importava. A perna de House costumava doer mais durante o frio e como já era quase inverno parecia claro que era aquele o motivo do sumiço do mais velho.

Se concentrou em tentar voltar a dormir sob as cobertas pesadas que o cobriam, quando notara o som que vinha da TV. Lembrou-se de House dizer que comprara um DVD de algum filme do Clint Eastwood, mas Wilson estava sonolento demais pra se lembrar do título do filme.

Virou-se para o outro lado, sentindo o tecido quente do sono que estava tendo há poucos minutos, e tentou ignorar o som abafado que vinha da sala. De certa forma era bom estar sozinho na cama. Com todo aquele espaço à mercê de seus caprichos. House podia ser bem espaçoso quando queria.

Concentrou-se no calor do colchão e cobertas contra seu corpo, na pouca iluminação confortável no quarto e no barulho gostoso da chuva. Não demorou para que caísse num estado de dormência delicioso e merecido.

Seu sono era tanto que preferiu ignorar os passos incertos em direção da cama. Sabia, mas ignorou o barulho da porta, o silêncio repentino na sala, os passos e o corpo que se esgueirava entre as cobertas pesadas e quentes.

O peso de House contra o colchão fez a cama balançar levemente, mas foi apenas quando ele veio se encaixar no corpo de Wilson que o moreno esboçou alguma reação.

Sentiu a pele arrepiar quando House se acomodou contra si. O peito úmido do banho recém tomado roçando em suas costas e a barba por fazer que o grisalho fez questão de raspar contra o pescoço sensível de Wilson. O menor gemeu com o fundo da garganta quando sentiu os braços compridos de House abraçarem sua cintura de maneira apertada.

–Bom dia – a voz rouca soou no seu ouvido.

–Bom dia, House – Wilson respondeu com a voz arrastada. – O que você estava fazendo acordado a essa hora?

–Os Imperdoáveis – disse apenas.

Claro, era esse o nome do filme.

–Bom – Wilson conseguiu dizer.

–Não só bom – rebateu contrariado. – É um clássico.

House brincou com o nariz em sua nuca, roçando o rosto pela pele quente de Wilson e por entre os fios castanhos bagunçados. Wilson escutou o som molhado da boca de House se abrindo e se arrepiou por completo quando ele mordiscou ali.

–Eu estou dormindo, House – Wilson estava com tanto sono que tinha preguiça de formar as palavras nos lábios.

–Não preciso que esteja acordado – ronronou. – Só preciso que esteja de costas.

Wilson abriu os olhos ao som daquelas palavras. Era impossível.

–Cale a boca.

Wilson forçou o corpo, virando em direção ao rosto de House apenas pra encontrá-lo com um sorriso inocente nos lábios muito finos.

–Você é um saco, sabia? – Wilson alfinetou.

–E você é um menino certinho demais, Jimmy.

O sarcasmo na voz rouca fez os pelos de Wilson se eriçarem, mas ele ainda tinha o sono se arrastando pelas suas pálpebras.

House aproveitou que o menor havia se virado pra esgueirar as suas mãos frias pelas costas largas do moreno, o puxando pra mais perto de si. House estava fresco pelo banho enquanto Wilson ainda estava tão quente por conta do sono, o contato frio fez com ele se retraísse, mas House o manteve colado ao seu corpo.

O grisalho aproveitou da proximidade entre os corpos e juntou os lábios ao queixo liso do moreno, o beijando brevemente. Wilson fechou os olhos enquanto sentia a aspereza da barba de House em sua pele e a maciez de seus lábios beijando-lhe o rosto.

Wilson aventurou suas mãos até o peito úmido de House, acariciando seus mamilos com a ponta dos dedos, enquanto as mãos do grisalho desciam e dançavam entre o tecido mole da calça de dormir até as suas nádegas.

Wilson foi preso pelo aperto firme das mãos de House em sua pele, enquanto era intimado por um beijo lento e profundo. Sentiu o gosto da língua de House na sua e não pode evitar o gemido dentro da garganta.

Era sempre tão bom ter o grisalho perto de si. Sempre parecia a primeira vez. Haviam perdido tanto tempo se negando àquilo que quando se tocavam, ou se beijavam, era como se todo o restante deixasse de existir. Era um clichê, mas o que mais esperar de si mesmo? House gostava de dizer o quanto ele era dramático e clichê. Como ele era o lado feminino da relação. Bem, era a verdade no final das contas.

Tudo deixava de ser importante, e para Wilson, que era um Messias que queria salvar o mundo todo, aquilo era quase um absurdo. Um absurdo e um alivio inimaginável. Quando estava com House era como se estivesse no seu próprio mundo, como se tudo que estivesse do lado de fora não pudesse o atingir. Queria que House sentisse o mesmo. Queria, desesperadamente, que todo o sofrimento que sempre rondara House sumisse quando estava com ele. Que o grisalho pudesse se sentir seguro ao seu lado.

Era um clichê.

–Como está a perna? – Wilson perguntou quando os beijos cessaram e as caricias se tornaram suaves.

–Parece que arrancaram um pedaço do meu músculo – foi sarcástico. – Ah, não, realmente arrancaram um pedaço!

–Ainda bem que foi só uma perna – retrucou. – Acho que não iria aguentar o dobro da sua personalidade problemática.

House sorriu com o canto da boca e fitou os olhos de Wilson com aquele azul perfurante. Wilson sabia que House adorava quando ele revidava.

–Está doendo como nunca – foi sincero. –, mas eu ainda não pretendo ter uma recaída.

Wilson se aconchegou mais nos braços quentes de House, pegando daquele cheiro e da maciez daquela pele.

–O calor costuma ajudar, certo?

–Sempre – o grisalho soou malicioso.

É verdade que Wilson gostava de ter a cama só pra si, mas ter House ao seu lado era ainda melhor, ainda mais naquelas manhãs tão frias.

Notas finais
Ai, como eu amo escrever Hilson, senhor!! Se você chegou até aqui, me deixe um comentário com as suas impressões sobre esse devaneio. É muito importante! Espero que tenha gostado e nos vemos nos comentários o/
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!