Notas iniciais
Hoje é dia de quê??? CAPÍTULO NOVO! Olá, pessoal! Sejam bem-vindos a mais um capítulo novo. Estou super animada, sabem por quê? Não sei (haha)! Quero muito agradecer a todos que estão lendo essa fic, antes de postá-la eu não sabia que receberia um feedback tão grande, mas vocês me surpreenderam demais! Muito obrigada, mesmo! Um super beijo pra todos! Vamos à história! Acho que vocês vão gostar desse capítulo em relação aos nossos policiais favoritos, haha! Obs: quem quiser saber qual o local para onde eles vão, acessem esse link do Google Maps: goo.gl/po69Xi

Corra. CORRA!

O caminho estava escuro, quase impossível enxergar um palmo de distância, mas ela sabia que tinha de correr sem parar e que a morte se aproximava por trás. Era ele, o assassino sem rosto e sem nome. Quando ela olhava para trás era possível enxergar apenas o brilho reluzente de sua arma cortante em punho. Vinha rápido, como uma besta enfurecida vindo a capturar sua presa.

Não pare de correr!

No momento em que ela olhou para sua frente levou um susto. Lá estava ele, esperando por sua chegada. Não teve tempo de parar e fugir, foi parada com força. O monstro pegou-a sem piedade e jogou-a no chão. Então começou. Apunhalou-a uma, duas, três, quatro vezes e continuou até que o relógio contasse 24 horas.

— AH! NÃO!

O sargento gritou, levantou bruscamente da cama e levou as mãos ao peito, temendo que não fosse ele. Ofegava sem parar, estava desesperadamente assustado, tanto, que podia sentir a adrenalina correndo em seu sangue. Chegou a sentir falta de ar, como se o próprio corpo fosse entrar em colapso.

Era só mais um sonho, Gilbert. Um maldito sonho... Se acalma, droga, se acalma!

O sonhador foi atormentado novamente por um assassino a quem nunca viu, mas que o assombrava a cada dia que passava. Dessa vez foi mais real que antes. Ele pôde sentir cada uma das facadas que aquela mulher sofreu, como se ele mesmo estivesse no lugar dela. Era horrível sonhar que era ou que estava no corpo de outra pessoa.

Hank, preocupado com o amigo, levantou e subiu em sua cama na tentativa de acamá-lo. Mas parecia que nem o cachorro conseguiu conter o nervosismo do homem. Grissom deu uns tapinhas no pescoço do animal e depois desceu da cama. Antes disso olhou para o relógio do criado mudo: três e sete da manhã. Ele esfregou os olhos, acendeu o abajur e caminhou até a janela no canto superior esquerdo de seu quarto. Deslocou a cortina e abriu a janela para ver o que estava lá fora. Luzes dos postes iluminando a rua deserta, um carro passando e dois homens a conversar enquanto caminhavam.

— Respira, homem. — falou para si mesmo, enquanto fechava os olhos.

Mas mesmo respirando o ar fresco por algum tempo ele continuava inquieto. Então fechou a janela e correu de volta para o criado mudo, abriu a segunda gaveta de baixo e começou a vasculhá-la sem parar num ritmo frenético. A ansiedade o estava consumindo de tal forma que mal conseguia raciocinar direito. Seus pensamentos estavam demasiadamente acelerados e sua mente, sobrecarregada. Grissom lutava uma batalha interna na qual ninguém tinha conhecimento. Não uma, várias, na verdade.

O sargento tentou a terceira gaveta e achou, finalmente, o que procurava: Um maço de cigarros. Hesitou num primeiro momento em pegá-la e amaldiçoou a si mesmo por mantê-la já que há dois anos vinha tentando parar de fumar. Pegou um cigarro e seguiu para a cozinha, de onde pegou um palito de fósforo, porque jogou o isqueiro fora no intuito de proibir-se a fumar.

Gilbert pôs o cigarro na boca e acendeu o fósforo. Porém, ficou observando o fogo aceso no palito. Por breves segundos pensou em sua mãe, a quem pedia a todo o momento para cessar o hábito. A única pessoa que sabia de seu vício. Nem mesmo Catherine, sua amiga de longa data, tinha ideia do que ele passava.

Ah... mãe!

Por fim, o homem, decepcionado consigo mesmo, apagou o fósforo e jogou o cigarro fora.

— Droga, droga!

Grissom voltou novamente para o criado mudo e abriu a primeira gaveta, na qual retirou um adesivo antitabagismo e colou em seu pescoço. Depois retirou a camisa molhada de suor e voltou para a cama, pedindo a Hank que saísse dela. Permaneceu por um minuto inteiro deitado, olhando para o nada, tentando se reorganizar internamente. Pegou um livro na segunda gaveta e começou a folheá-lo. Leu umas quatro páginas e depois o guardou. Esticou seu braço para desligar o abajur e fitou a sua arma, pronta para ser usada caso precisasse. Não se podia imaginar qual seria o próximo alvo do Zodíaco.

Grissom deitou e apoiou os dois braços atrás de sua cabeça. Ficou encarando o teto por alguns segundos. Finalmente ajeitou-se numa posição confortável e fechou os olhos. Seus últimos pensamentos antes de cair no sono foram em Sara, e se ela também estava se protegendo contra o assassino.

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Quatro dias se passaram. Finalmente conseguiram uma autorização para seguirem até o Parque da Grande Bacia e continuarem com a investigação. Visto que o parque era localizado no condado de White Pine, havia certa burocracia com questões como aquela. De Las Vegas, Grissom e Sara procuraram por alguma informação eu pudesse confirmar ou negar a possível conspiração. Eles pesquisaram sobre a empresa terceirizada que fazia a manutenção dos aparelhos eletrônicos. Não havia registro oficial de uma visita nas últimas semanas (antes do assassinato de Vanessa). Ainda assim os dois não descartaram o envolvimento de um dos técnicos. Tudo o que conseguiriam adiante seria indo para lá.

— Espero que esteja preparada para dormir fora. — disse o sargento a Sara, enquanto se ajeitava dentro do carro.

— Sei disso, pai. — A morena sorriu em deboche. Ela pôs o cinto e se olhou pelo retrovisor carona.

Ambos estavam prontos a partir. Seria uma longa viagem que duraria ao todo oito horas, contando ida e volta. Como planejado, os dois precisariam passar a noite (ou noites) num hotel, pois não tinham uma ideia fixa de quanto tempo as investigações durariam, uma recomendação das diretrizes da polícia. Uma viatura com dois policiais estaduais os acompanhou para um auxílio e força extra.

O primeiro quilômetro foi em total silêncio. Nenhum arriscava trocar duas ou três palavras, e raramente se olhavam de lado. O trânsito estava bom, então chegariam lá às onze e pouca da manhã, já que foram ao departamento de polícia uma hora mais cedo, às sete.

Grissom, quieto, ligou a rádio e deixou numa estação musical. Sara, percebendo isto logo se manifestou:

— Ligando a rádio? Não deveria estar desligado caso haja alguma emergência? — Ela apontou para o comunicador acoplado no painel do carro.

— Podemos ouvir um chamado muito bem caso alguém o faça. — O sargento se defendeu — E além disso, está quieto demais aqui.

Sara olhou para o lado. Até mesmo ela estava incomodada com o silêncio.

— É só a combinar aqui e ninguém conta pro Brass. — Ele virou-se rapidamente para ela, sorrindo intencionalmente.

— Ora, ora, o sargento Gilbert Grissom burlando uma regrinha. Quem diria. — A detetive disse brincando.

— Eu não sou de ferro. — O homem deu de ombros.

É, mas parece. Pensou a morena.

Na rádio começou a tocar a música “Black Honey”, da banda Thrice.

“I keep swinging my hand through a swarm of bees ‘cause I...

I want honey on my table

(Eu continuo balançando a minha mão dentro de um enxame de abelhas porque... eu quero mel na minha mesa)

And I’ll do what I want, I’ll do what I please

I’ll do it again till I got what I need

(E eu farei o que quiser, eu farei o que me agrada, eu farei novamente até ter o que quero)

Sara conhecia aquela música e sem pensar duas vezes começou a cantar. Grissom ergueu uma sobrancelha e virou-se para ela rapidamente, enquanto ela, sem ligar, continuou.

— Gostou que eu liguei a rádio, agora? — perguntou o sargento em tom leve.

— Gostei, sim. — Assentiu ela, lançando-lhe um sorriso provocativo.

Grissom voltou-se para a estrada, sorriu timidamente e balançou a cabeça.

Uns minutos depois a detetive se manifestou, enquanto batia os dedos na porta do carro para acompanhar o ritmo de outra música que começou a tocar:

— E aí, o que achou naquele registro da loja de armas?

— Estive verificando os clientes nesses últimos dias. Ainda faltam uns cinco que não tive tempo de checar. Os outros estão descartados. As armas compradas não eram da espécie, ou a presença deles não bate com os outros crimes.

— Hum... Posso ajudar você depois. — comentou.

Grissom virou-se para ela num instante.

— Está bem. — Assentiu olhando para a estrada — Assim que terminarmos lá no parque.

No caminho adiante as primeiras duas horas do percurso foram produtivas, até. Finalmente quebraram o silêncio e gelo entre si, e conversaram bastante sobre o caso que se mostrava como um terrível e grande emaranhado de fios que exigiam paciência e tempo para desembaraçá-los. Talvez, e só talvez, se continuassem assim poderiam resolver o maior caso de suas vidas antes que o assassino completasse o relógio.

A detetive pegou da bolsa uma garrafa térmica com água e a bebeu. O tempo estava quente e um pouco seco, nem mesmo o ar condicionado do carro resolvia o problema. Percebendo a ação, Grissom virou o rosto para ela, chamando a atenção da mulher.

— Você quer? — Ela perguntou, estendendo sua garrafa.

— Quero sim, por favor.

— Então por que não trouxe uma pra você? — A mulher puxou de volta, franzindo a sobrancelha.

Que cara de pau!

O sargento fez uma careta de quem não gostou, só não disse.

— Eu esqueci. — disse quase rangendo os dentes.

— Ah! No final de tudo foi você que acabou se esquecendo de algo, não é?

— Era mais fácil ter dito não! — Ele retrucou.

— Claro que não!

Que homem folgado.

— Achei que estávamos progredindo aqui. — O sargento soltou aquelas palavras sem pensar. Parecia que ia falar algo mais, porém se conteve.

Sara queria responder. Retrucar, na verdade, mas também se segurou. Alguns segundos depois de total silêncio, a morena disse:

— Ah... Toma! — Sara pegou sua bolsa e retirou uma garrafinha de água, abriu-a e entregou para ele — Só não está tão fresca quanto a minha, ao menos vai aliviar a sede.

Aquela atitude o pegou de surpresa. Ele realmente achou que não iria ganhar nada da parte dela.

— O... brigado...

Ela estendeu a garrafa para entregá-lo. Como Grissom não podia tirar os olhos da estrada por muito tempo, por três segundos suas mãos se tocaram e se afastaram rapidamente com o susto que isso causou. Por pouco o sargento não derrubou o líquido no carro.

— Desculpe. — disseram ao mesmo tempo.

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Após umas quatro horas e meia de viagem, Grissom, Sara e os policiais chegaram ao destino. Quando Grissom estacionou o carro, Sara não perdeu tempo, pegou sua bolsa e saiu do automóvel. Esticou-se e respirou profundamente o ar puro e fresco do parque, já que ficou por horas dentro do carro fechado com o ar condicionado ligado.

— Ah, até que enfim... — disse para si mesma, mas logo se recolheu devido a baixa temperatura do parque. Bem diferente do calor abafado de Las Vegas. Não demorou muito para que voltasse ao carro e pegasse o sobretudo de cor escura que estava no banco de trás.

O sargento discutiu com os dois policiais alguns detalhes sobre o que faria no dia, e após terminar caminhou em direção a Sara, que ainda estava perto do carro. Ele notou que a detetive observava quase que admirada a vasta paisagem do parque, que se estendia por quilômetros em quase todas as direções.

— Primeira vez aqui? — Perguntou ele, após tocar em seu ombro direito.

Sara, que estava de costas, virou-se rapidamente para ele. Mas logo se recompôs do breve susto.

— Sim... Mas não se preocupe, estudei os mapas e as fotos da cena do crime se é isso que quer saber.

— Ótimo, vamos. — O sargento assentiu, levando sua mão nas costas dela para que o acompanhasse.

Subindo um pequeno aclive, lá estava a cabana com a placa da guarda florestal. Feita de madeira, tinha a aparência de mais uma casa aconchegante das montanhas, com chaminé e tudo mais. Era possível enxergar, ao longe, uma grande cerca de arame e uma outra cabana, menor que a primeira.

— Uma pena que uma reserva natural seja reservada apenas para quem paga. — A detetive comentou enquanto caminhavam — Parece até que estamos numa base militar ao invés de um parque.

— Hum.

Por fim entraram na cabana. Deram de cara com um jovem, branco e de cabelos pretos baixos. Vestia uniforme da guarda e andava pra lá e pra cá. Grissom foi o primeiro a se aproximar do rapaz que ao notar sua presença, deixou de olhar os papéis em sua mão.

— Olá... bom dia. — disse um pouco apreensivo.

— Polícia de Las Vegas. — Grissom estendeu sua mão para apertar a do jovem — Sargento Grissom e detetive Sidle. — completou apontando para si mesmo e a parceira — Viemos falar com o encarregado daqui.

— Oh. Sou Lucas, o ajudante do chefe, guarda Hawnkins. Um momento, por favor. — Respondeu um pouco apático. Em seguida caminhou até o fundo onde havia uma porta com uma inscrição: Supervisor Chefe.

— Que recepção calorosa... — A morena disse ironicamente, depois cruzou os braços.

— Não o culpo. — Grissom comentou, e deu alguns passos a rondar o saguão. Observou cada detalhe enquanto descansava as mãos no bolso do sobretudo. — Além disso, somos policiais, que tipo de gente realmente nos recebe com um sorriso no rosto?

Não demorou dois minutos e o jovem Lucas retornou, avisando aos dois que poderiam entrar. O sargento e a detetive se entreolharam por um breve momento. Estavam prontos.

Notas finais
Muito obrigada a você que está acompanhando a fic. Beijos e até o próximo capítulo. Obs: e não é que nossos policiais estão indo bem!