Manhunters

58 Enquanto alguns buscam respostas, um sujeito busca redenção


Notas iniciais
Fala, pessoal, tudo beleza? Cá estou aqui após alguns dias de atraso. E novamente peço desculpas a todos por isso. É aquela mesma história da onda de trabalhos da faculdade que tomaram boa parte do meu tempo. Infelizmente mal pude adiantar um capítulo novo e revisar este aqui. Agradeço pela paciência de vocês, galeríssima. Boa leitura a todos! ♥

Terça-feira, oito de novembro. O dia começou bem cedo para a dupla Sidle-Ivanenko. A segunda-feira foi dedicada exclusivamente na procura da suspeita, Hilary Gordon; as horas extras foram longas, inclusive. O relógio estava na casa das seis horas e os policiais já se preparavam para partir. Os dois chegaram ao aeroporto às seis e meia e já se encaminhavam para entrar no avião.

Bolsas de viagem prontas no caso de um imprevisto, Sara e Maksim chegaram à delegacia e depois seguiram de carro até o aeroporto. A informação da vez era que a localização de Hilary, possivelmente nos arredores de St. George em Utah. Os dois mal tiveram tempo de pensar muito; era partir ou deixar oportunidade escapar.

— Sei que essa é a melhor chance que tivemos até agora, mas recomendo manter naturalidade. — disse Ivanenko quando ambos terminaram de fazer o check-in.

Sara, que se mantinha presente, mas afastada em seus pensamentos, observou o parceiro momentaneamente. Foi estranho para ela ver que Maksim (ou Max) reparou em seu estado sem ao menos tocar no assunto. A ansiedade estava presente nela, mas tentou passar despercebido.

— É, eu sei. Mas não posso mentir dizendo que não tenho expectativas. — respondeu num tom leve, tentando descontrair.

O detetive tocou em suas costas por alguns segundos, o que chamou a atenção dela. Sara teve uma primeira impressão equivocada quando achou que ele seria mais um policial tentando passar por cima dela. A relação profissional começou bem e tinha uma previsão que terminaria tão bem quanto. Bem diferente de quando iniciou seu trabalho com Grissom.

Já dentro do avião, não levou muito tempo para que seguissem viagem. O trajeto duraria uma hora, no máximo. Sara, que gostava do assento próximo à janela, ficou boa parte do tempo olhando para fora na tentativa de se distrair com bons pensamentos.

— Você está bem? — Maksim, que não comentou muito durante a primeira metade do trajeto, virou-se para ela e perguntou.

— Quer mesmo que eu responda? — Ela brincou, ao se virar para ele e sorrir.

— Estou ouvindo. — Assentiu.

Sara balançou a cabeça rapidamente e desviou o olhar. Uma última observação na janela, e, enfim, virou-se para ele completamente.

— É complicado, sabe. — lamentou — Já enfrentei muita barra pesada nesses últimos anos, mas... nada que se comparasse com o que houve nesses últimos dias.

— Eu entendo. Isso acontece com todo mundo. — disse ele ao esfregar os olhos com os dedos da mão esquerda.

— Também está cansado, né? — Ela notou o breve reflexo de cansaço no detetive.

— Ossos do ofício, — respondeu — e... alguns jornalistas que ligam pra você a todo o momento.

— Pelo visto você é uma figura conhecida por eles, não é? — Sara brincou.

— Fico feliz por você não encarar o que eu tenho encarado ultimamente. Assim que puder vou dar um jeito de trocar de número.

— Desculpe, não quis ofender. — A detetive falou cabisbaixa.

— Não me ofendeu, não se preocupe. — Ivanenko ergueu a mão direita.

A morena assentiu com um sorriso de lado e logo em seguida voltou a olhar a janela. Maksim acompanhou seu movimento e a observou brevemente. Sua tentativa de disfarçar o cansaço e preocupação não foi muito bem-sucedida. Ele queria ajudá-la; viu em Sara uma pessoa que realmente tinha a vocação para o trabalho e a vontade em nunca desistir. Em pouco tempo uma admiração por ela foi criada.

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Nem todo ser humano ficava aliviado ou contente ao voltar ao trabalho após alguns dias fora (e muita insistência) como Gil Grissom. Ele acordou um pouco mais disposto naquela terça-feira. Tomou seu café da manhã e se arrumou: calça jeans escura, sapatos marrons, camisa social de meia manga verde e uma jaqueta jeans preta. Grissom fez a barba e no dia anterior aparou os cabelos que já estavam grandes demais.

Ele pegou o carro e dirigiu até o prédio da polícia chegando lá às oito em ponto. Entrar naquele elevador lhe causou uma sensação estranha, como se não estivesse preparado para voltar ao batente. Claro, nada foi confirmado a ele que teria o trabalho de volta, mas só de pisar naquele chão todas aquelas lembranças e problemas retornaram à sua mente como toque de mágica; não que elas não estivessem presentes anteriormente, elas estavam, só que desta vez vieram mais fortes.

O sargento passou por todo aquele caminho da área principal rumo à sala do capitão Brass. No meio do trajeto cumprimentou algumas figuras conhecidas.

— Caçador, ei! — chamou uma voz familiar.

Logo de cara Grissom reconheceu a pessoa que lhe chamava. Era o detetive White, que se aproximou num pulo.

— Quanto tempo que não te vejo, Grissom! — disse ele após dar duas batidinhas em suas costas.

Grissom, que mudou rapidamente o semblante de sério para quase irritado ao ver aquele detetive, estava prestes a suspirar num gesto indireto de irritação, mas relevou.

— Oi, Ronald. — Assentiu.

— Que bom que você voltou. — O detetive falou sem mostrar segundas intenções — O pessoal aqui tava preocupado com você.

Grissom ergueu uma sobrancelha. Desconfiado, encarou bem o colega na tentativa de descobrir quaisquer mudanças em seu rosto que caracterizavam uma zombaria.

— Ah é?

— Claro! Bem-vindo de volta, caçador. — White tocou em seu ombro e sorriu.

Por mais que Ronald White fosse um babaca às vezes e um pouco irritante, ele não um homem de mau coração. Só era impertinente demais.

— É... obrigado, Ronald. — falou meio sem jeito o sargento.

O detetive se despediu e voltou para sua mesa. Grissom tomou seu caminho pensando no que acontecera agora a pouco. O dia já começou com uma surpresa; o destino da vez era a sala do Brass. Após bater três vezes, Grissom abriu a porta e entrou. Por sorte encontrou somente o capitão sentado em sua cadeira lendo um arquivo.

— Bom dia. — Cumprimentou Grissom ao fechar a porta e se aproximar da mesa. Estava um pouco tímido então não encarou o amigo nos olhos.

— Oi, Gil.

— Soube que me deixaram voltar pro trabalho. — disfarçou olhando para baixo.

— O bom filho à casa torna, não é mesmo? — brincou o capitão ao balançar a cabeça.

Grissom fez apenas um movimento com o pescoço e sorriu de lado.

— Vai, senta aí. — Apontou o capitão à cadeira à sua frente.

Sem entender muito, esperando que fosse logo liberado para trabalhar, Grissom fez o que lhe foi solicitado.

— Pensa que não, mas nós tivemos um trabalho aqui pra trazer você de volta. — Brass ergueu o indicador direito.

— Sofia me falou um pouco a respeito. — O sargento cruzou a perna.

— Escuta só, Gil. Você já deve estar sabendo, e eu repito: você tem que tomar cuidado. Seu pescoço está na mira do Ecklie.

— Eu sei... — Grissom assentiu neutralmente.

— Desde o incidente lá no posto uma nuvem caótica tem pairado sobre as nossas cabeças, principalmente na minha.

— Imagino.

— Não, não imagina, não. — brincou — O Ecklie têm me pressionado há um tempinho e o assunto não está favorável pra você. — O capitão se recostou na cadeira — Me conta o que tá havendo.

Grissom o encarou nos olhos. Foi então que percebeu que não falava com o capitão Brass, mas sim Jim Brass, seu amigo de longa data.

— Tenho estado meio estressado ultimamente.

— Meio? — Brass ergueu as sobrancelhas.

— Sobre o que houve aquele dia entre a gente, eu... sinto muito. — O Sargento ergueu a mão esquerda e olhou para baixo. Tinha essa mania quando se sentia culpado.

— Esquece. Sei que tem muita coisa aí dentro pra te deixar nesse estado.

O homem fez um gesto positivo com o pescoço. Preferiu desviar sua atenção dele.

— São uns fatores pessoais. — comentou — Ultimamente eu tenho estado meio... desorientado.

— Isso não é por causa de mulher, não, é? — Brass perguntou desconfiado.

Rapidamente o sargento ergueu as sobrancelhas; engoliu em seco e olhou para os lados. Ao ouvir a palavra "mulher" o primeiro rosto que lhe veio à mente foi o de Sara. E aquilo não era bom.

— De vez em quando tenho duvidado de minhas próprias capacidades. — Ele descruzou as pernas — Estou te falando isso como amigo, não como policial.

O capitão observou o semblante dele por alguns segundos. Recostou-se em sua cadeira e franziu o cenho.

— Sabe que no momento em que estiver pronto você pode deixar a Força. — Brass falou com sinceridade, dando de ombros — Eu não quero que um dos meus homens se esforce além de sua capacidade e acabe pagando um preço alto. Da mesma forma que pode colocar a vida de civis em perigo.

— Eu tô bem, Jim. Isso é só um momento que eu estou passando. — Grissom retrucou, tentando amenizar a situação — Não pretendo deixar a Polícia agora.

— Se você diz... então... ao menos foi bom que te mandaram ir à psiquiatra. — O capitão fez um gesto com o pescoço.

— Psiquiatra? — retrucou na defensiva. Ainda que o fizesse já tinha em mente que não conseguiria o que desejava no momento, voltar logo ao trabalho.

— Nem tente argumentar, sabe que isso faz parte da rotina. — Jim fez um gesto com a mão. Estava irredutível.

— Sei disso, mas eu quero voltar logo para continuar no caso. Sexta-feira tá chegando e nada do que fizemos antes tem chance de impedir que Zodíaco faça uma nova vítima.

— Sem essa, Gil. Já tive um trabalho de merda pra pedir você de volta no departamento e a última coisa que queremos é que você pule estas etapas. — Brass foi direto — Primeiro você vai ao psiquiatra e depois vai passar por alguns exames.

— Quer que eu me sinta como um cadete novamente? — O sargento zombou.

— Você tá merecendo isso. — O capitão retrucou na mesma moeda.

Após alguns segundos de silêncio, Grissom, que olhava para os lados, perguntou:

— A propósito: cadê os dois? — questionou, referindo-se a Sara e Ivanenko.

— Foram para Utah em busca da suspeita.

Na mesma hora Grissom franziu o cenho.

— O quê?

— Estou surpreso que não soube disso.

— Por que Sara foi com ele? Ela não estava somente acompanhando o caso? — Nitidamente inconformado mesmo que tentasse disfarçar, Grissom ergueu as mãos num flash.

— Ela pediu para ir, e como o Max estava se dando bem com ela eu aprovei. — Jim deu de ombros — O que foi, não gostou?

— Não sabia disso e tô surpreso. — disse o sargento, tentando conter suas próprias palavras. É claro que ele não gostou do que acabou de ouvir, mas sabia que poderia se complicar caso revelasse o que sentia.

O capitão revirou os olhos e depois observou o relógio em seu pulso.

— Tá na hora de você ir falar com a psiquiatra. Vá logo antes que eu aumente o seu tempo de suspensão. — Ele apontou para Grissom — E olha que eu posso fazer isso.

Grissom viu que o amigo estava brincando, se bem que havia um pingo de ameaça em sua voz. Como não tinha argumentos para continuar com aquela conversa, ele se levantou, já preparado para deixar a sala. Deu meia-volta, mas voltou a ficar de frente para o capitão.

— Obrigado, Jim. — Assentiu.

— Vai lá e depois faça o que tem de fazer. Eu quero ver você tinindo quando voltar. — Ele sorriu, estendendo a mão para o sargento, que retribuiu o gesto encarando-o nos olhos.

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Foi um banho de água fria, mas ele já esperava por isso. Só a chance de poder voltar ao trabalho antes do estipulado tinha que ser considerado uma vitória para o sargento, que já não aguentava mais ficar em casa. Sua próxima parada era o consultório da psiquiatra que tinha o costume de atender preferencialmente os servidores públicos.

Na porta do consultório o nome "Hannah Jones" era evidente, junto de sua profissão, psiquiatra. Devia estar no lugar certo. Ao bater na porta e entrar em seguida, deu de cara com a secretária. O sargento se identificou para ela e a mulher logo permitiu sua entrada na sala da doutora Jones.

— Bom dia, sargento Grissom. — disse ela ao se levantar de sua cadeira.

— Bom dia. Creio que nem foi necessária a minha apresentação. — Ele brincou. Fechou a porta e então se aproximou dela.

Hannah era uma mulher alta, de pele bronzeada, cabelos longos e encaracolados da cor castanha. Seu rosto afinado e seus olhos verdes chamavam a atenção de qualquer um que a visse pela primeira vez. O sorriso imediato ao encontrar com o paciente transmitia uma calma sensação e deixava o indivíduo à vontade, ainda que fosse alguém desconfiado como Grissom.

Os dois apertaram as mãos e a doutora apontou para a poltrona, na qual o sargento se sentou. Hannah sentou-se na poltrona próxima a ele, em frente, para que pudesse encará-lo sem problemas.

— Então... — Grissom cruzou os dedos das mãos — Estou aqui. — completou encarando a mulher.

O início da conversa foi marcado por assuntos simples na tentativa de quebrar quaisquer barreiras que se formavam naturalmente. Levou um tempo para que o sargento aceitasse o decorrer daquela sessão, visto que de cara ele notou que a doutora tentava criar um "laço" com ele. Como não tinha escolha, Grissom acatou ao pedido. Os minutos se passaram e finalmente ele se apresentou um pouco mais aberto à conversa.

— Às vezes sinto que sou casado com o trabalho. — brincou — Não sei o que faria caso o deixasse agora.

— Desde quando admite isso a si mesmo?

Ele fez uma careta.

— Desde alguns anos atrás. — Deu de ombros.

— Arrisco-me a deduzir que essa consequência surgiu após-

— Após a morte da minha parceira? — Adiantou-se o sargento, fazendo um gesto com a mão — Mais ou menos...

— Sinto muito por ela.

— Ah, todos dizem isso. — Ironizou, mas de forma branda — Acho que sou o único que deveria sentir muito.

— Pelo visto... você se considera o responsável por sua morte.

— Você sabe da história?

— Li a respeito. — A mulher fez um gesto com o pescoço.

Grissom olhou para o lado esquerdo. Ele não queria passar por aquela situação novamente. Já conversou com Sara respeito e prometeu a si mesmo que seguiria adiante, na tentativa de se livrar da culpa que carregava há alguns anos. Mas isso não significava que ele estava 100% recuperado; era um processo gradativo, por etapas.

— Conversei com uma... amiga sobe isso. Ela está me ajudando superar... — Suspirou. Ao menos estava...

A doutora não deu prosseguimento à conversa, esperando que Grissom voltasse a falar e, assim, não passar uma impressão ruim ao sargento.

— A morte dela abriu os meus olhos. — Engoliu em seco — Por muito tempo eu valorizava mais o caso que a figura humana. Por causa disso... — O sargento balançou a cabeça — Deixa...

— Pode continuar, Gilbert. — Preocupada com a mudança de assunto, ela insistiu.

— Não... deixa. Se você sabe o que aconteceu com Holly, também deve saber o que houve comigo e o...

— Aquele caso. — Hanna o completou, percebendo que houve uma pausa em sua fala. Assentiu em seguida.

— A partir destes... eventos, eu comecei a enxergar o mundo com outros olhos. Sempre busquei entender como funcionava a mente de um assassino... ainda tento, mas chega um momento em que eu tenho o desejo de jogar tudo para o alto e disparar uma bala na cabeça do criminoso. — disse rigidamente, sem medo de críticas — Sei que pensar assim é errado, ainda mais na posição em que eu estou... indo contra boa parte do que "preguei" ao longo dos anos.

— Eu entendo. — Ela respondeu, sem alterações em sua voz.

— Estou lutando comigo mesmo, doutora. Quando se está no meu lugar você enfrenta uma luta constante. — Ele se acomodou na poltrona e apoiou seu corpo sobre o braço direito — Conheço alguns que no meio do caminho se entregaram à cocaína, álcool e outros vícios. Eles acabaram sucumbindo a tanta pressão do trabalho. — Deu de ombros — Não os recrimino, eu quase caí também.

Houve um silêncio por parte do sargento após dizer aquilo. Ele engoliu em seco e olhou para o lado. Era delicado falar sobre assuntos profissionais que atingiam o pessoal.

— Quero fazer a coisa certa. Já decepcionei muita gente e cometi erros demais.

— Isso ainda é uma resposta aos eventos que ocorreram com você, Gilbert.

Ele pressionou as mãos sobre os braços da cadeira. Quieta, Hannah observou o ligeiro movimento; era evidente o incômodo que o sargento sentia.

— Pode ser. — Foi sarcástico — Talvez tudo que eu tenho feito até agora seja uma tentativa minha de redenção por tudo que eu não fiz a eles e... — Ele ergueu a mão direita e a levou até a testa — Eu... só quero fazer a coisa certa.

Grissom se inclinou para a frente, juntou as duas mãos e as levantou na altura do rosto. Baixou a cabeça.

— Segundo o relato do próprio xerife, o incidente que ocorreu a você no posto de gasolina tem a ver com questões emocionais que impediram você de reagir.

— Ecklie te falou isso, é? — O sargento riu — De certa forma. — respondeu baixo ao gesticular com o pescoço — Eu nunca vou me esquecer daqueles sons naquele apartamento. Eles soaram da mesma maldita forma no posto. Eu fiquei desnorteado, doutora Jones. Só alguém que presenciou o que eu presenciei entenderia aquele momento. Já enfrentei inícios de tiroteio em casos após a morte de Holly, mas... aquilo aconteceu justamente quando ela estava longe de mim! Foi um gatilho, sim, mas foi específico. Meu período de estresse pós-traumático passou.

— Senhor Gilbert. Entendo que o seu amor pelo trabalho e todos esses eventos o trouxeram a esta busca incansável na resolução destes crimes. Mas... está fazendo isso por quem?

Curioso, ele franziu o cenho, já que não compreendeu a pergunta de cara.

— Por quem está lutando, senhor Gilbert?

O sargento franziu a testa ligeiramente. Nunca chegou a se perguntar para quem ele lutava; se era para os vizinhos do prédio, o porteiro, seus colegas de trabalho, sua mãe ou seus escassos amigos. Após tanto tempo a resposta desapareceu.

— Eu luto para... — Ele fez uma pausa e mudou o final da frase — é o meu trabalho. — respondeu, sem muita certeza já que não tinha a verdadeira resposta em sua boca.

Notas finais
Nosso Gil tá voltando, hein. E o Zodíaco também tá voltando, hein! E logo a dupla Sidle-Grissom também vai voltar, aos trancos e barrancos, mas vai voltar kkkkkk Enfim. Calma, galere, logo nossos policiais favoritos vão se reconciliar, tá tudo no esquema! Muito obrigada a todos que leram! Um grande beijo e até o próximo capítulo! ♥