Manhattan's Elite

1 Capítulo 1- Wake up, Bitch!


Prólogo:

Ela nem acreditava no que estava acontecendo, sua mãe iria cometer o maior erro de todos. Se casar novamente com um cara comum não era problema, mas ela estava se casando com o homem que criou o diabo em forma humana.

Pegou as flores de cima da penteadeira olhou-se no espelho pela última vez, e seguiu seu caminho, preparada para ver sua mãe destruir sua vida apenas com uma pequena palavra de três letras: “Sim.”

Capítulo 1- Wake up, Bitch!

Ainda não havia se adaptado totalmente com a nova casa, ás vezes se encontrava perdida entre um corredor e outro. Estava residindo no maior apartamento de Manhattan, e isso era demais até para ela.

Naomi Liftwood, 17 anos estudante da melhor e mais cara escola de Nova York, faz parte da Elite de Manhattan ocupando junto com sua família a posse dos mais ricos de toda Nova York.

Mas, nem tudo sempre foram luzes para nossa querida Mi, quando tinha três anos seu pai morreu graças a uma briga de bar, aos cinco seu querido avô e sua única figura paterna também se foi, deixando ela e sua mãe bilionárias.

Desde então todos os seus luxos foram atendidos, entretanto há mais ou menos três semanas uma tragédia aconteceu. Sua mãe se casou com o pai de Tianna Flintt, sua maior inimiga.

O que acontece é o seguinte, o colégio em que ambas estudam pode ser grande, mas só suporta uma “rainha”, e as duas vivem brigando para sentar no “trono.” O problema é que as duas são iguais em absolutamente tudo: Beleza, quantidade de dinheiro, lugares conhecidos, objetivos e até mesmo no estilo de roupa, então com tantos empates fica difícil de escolher uma vencedora.

Agora que sua mãe havia cometido um grande erro, Naomi só tem como tentar contornar a situação, fazendo com que a querida Tianna sofra, não só na escola como em casa também. “É tudo um jogo, vadia.” Foi o que ela disse a sua nova irmã alguns minutos antes de sua mãe entrar no altar.

Depois de um pouco de esforço conseguiu chegar finalmente na sala de estar, onde um enorme café da manhã a estava esperando, junto a sua nova família. Pães de todos os tipos estavam servidos, bolo de chocolate, torta de morango, panquecas, waffles, suco de laranja, de uva e de maracujá e claro café.

—Bom dia, querida.- Disse sua mãe, parando de comer sua panqueca para cumprimentar a filha, Naomi apenas sorriu e sentou-se, seu novo padrasto a cumprimentou também, da mesma forma seca de sempre e Tianna permaneceu calada, nem deu atenção para a presença de Mi na mesa, como o já esperado.

Tianna já estava de uniforme, enquanto Naomi ainda nem havia tirado a camisola.

—A limusine já está aqui embaixo, é melhor apressar-se Naomi.- Avisou seu nada amigável padrasto, ela concordou com a cabeça, pegou um copo de suco de uva e subiu novamente as escadarias, rumo ao seu quarto, para vestir-se com aquele estúpido uniforme.

Enquanto ainda ajeitava os cabelos, alguém bateu na porta três vezes.

—Entre.- Ela gritou, preocupada demais com sua aparência não notou quem estava atrás dela, até que a pessoa dissesse:

—Ora, ora parece que a piranha mor do colégio está um pouco mais selvagem esse ano.- Brincou Tianna, com um sorriso malicioso nos lábios.- Gargantilha, salto alto preto, batom vermelho sangue, e aparentemente resolveu não abotoar todos os botões da camisa. Duvido que te deixem passar dos portões.

—Pague para ver.- Respondeu Naomi com um sorriso nos lábios, pegou a bolsa em cima da cadeira e saiu do quarto.

St.Theodore, a escola em que estudavam não era muito rigorosa quanto o uniforme, contanto que as meninas estivessem de saia azul, camisa branca e meia até o joelho e os meninos de calça e casaco azul.

—Boa aula, meninas.- Desejou sua mãe, na porta do apartamento quando as duas estavam saindo.- E não se esqueçam da festa que daremos hoje a noite.

—Como poderíamos esquecer mãe? Você falou disso o fim de semana inteiro.- Constou Mi, que já não suportava mais olhar para a cara da mãe, a porta fechou-se atrás dela, e ela e sua irmã postiça entraram no elevador.

—Sabe? Chega a ser divertido, nossos pais acharem que a gente não se conhecia antes deles se casarem, e ficarem achando que nós só: “Estamos nos adaptando a essa nova fase.”- Tianna disse gargalhando, cortando o silêncio enquanto a porta do elevador se fechava.

—Você ri dessa desgraça?- Perguntou Naomi, fechando o pequeno espelhinho que ela estava usando para retocar o batom.- Eu estou rindo internamente da desgraça que é essa sua bolsa.- Riu baixinho desdenhosamente, Tianna em sinal de vergonha deu uma leva escondida na bolsa, encarou o teto e deixou com que o silêncio permanecesse até chegarem na escola.

—Mi!- Gritou Lindsay ao ver sua melhor amiga atravessando os grandes portões de St.Theodore.

—Lins!- Naomi gritou de volta a amiga, correndo para abraça-la.

—Então como está sendo morar com a cobra?- Perguntou a amiga, com um ar de preocupação.

—A vadia é bem calminha em casa, parece que o pai sabe como domar a fera.- Respondeu Mi, com desdém.- Mas, é primeiro dia de aula, último ano, vamos nos divertir!

—É assim que se fala!- Concordou Lindsay, as duas se abraçaram de lado e seguiram para dentro da escola.

Lindsay tinha um corpo lindo, assim como o rosto. Era muito rica, seu pai era dono de uma grande empresa de resorts e hotéis e sua mãe uma ex-coelhinha da Playboy, sua vida sempre fora um pouco conturbada, mas ela era muito divertida, era a melhor amiga de Naomi desde o oitavo ano.

— E então como foi no Havaí?- Perguntou Naomi, guardando suas coisas no armário antes de ir para sua primeira aula.

—Lá é lindo, e o novo resort do papai vai dar o que falar!- Ela riu de si mesma.- Mas eu já estava cansada, sabe? Toda noite uma mulher diferente entrava no quarto do meu pai que era ao lado do meu. Isso é nojento.

—Cada um lida com a crise de meia-idade à sua maneira.- Consolou Naomi, de uma forma nem um pouco consolável.

—Realmente você devia ser psicóloga Mi, as pessoas iam se matar logo depois da primeira consulta com você.

— É por isso que eu quero ser designer, entendo mais de roupas do que de pessoas. Por exemplo, nunca vou entender como minha foi se casar com um homem tipo o senhor Flintt, ele é sério, seco e ríspido. Não que minha mãe seja uma pessoa muito legal, mas ela merece um pouco mais do que aquele traste.

—Como você disse, cada um lida com a crise de meia-idade à sua maneira.- Brincou Lins.

—Engraçada você.- Naomi fez uma careta.- A propósito falando sobre a minha mãe e seu novo marido, hoje tem essa festa estúpida de negócios lá em casa, já que o senhor Flintt quer se “socializar” melhor com as pessoas do seu meio de trabalho. Você vai, né? Não quero ficar lá sozinha, tentando entender as conversas daqueles loucos.

—Pode contar comigo.- Respondeu Lins, o sinal tocou e elas foram para a aula.

Jonathan Woodsen:

Pode-se falar qualquer coisa sobre os Woodsen de Nova York exceto de que não são uma família perfeita. Todos invejam a senhora Woodsen porque: Mesmo cheia de eventos de caridade consegue cuidar muito bem do filho, e administrar os problemas da casa. Todos invejam o senhor Woodsen porque: Mesmo tendo várias coisas no trabalho, e tendo que administrar todo aquele dinheiro, ele consegue dar atenção a seu filho e a sua esposa, como nenhum outro marido. E por fim, todos invejam Jonathan, o filho do casal porque: Ele é o filho exemplar, chega em casa sempre na hora determinada pelos pais, faz todos os deveres de casa , tem notas exemplares, e também nunca se mete em problemas.

Pobre elite de Manhattan, mal sabem o quanto as aparências enganam.

Jonathan estava sentado, lendo um livro de Tolstói quando avistou seu melhor amigo Philip.

—Ah cara, quando você vai deixar de ficar lendo esses romancinhos para meninas?- Perguntou Phil.

—Oi, tudo bem Phil? É, minhas férias foram boas, obrigado por perguntar.- Brincou Jonathan, da maneira sarcástica de sempre.

—Eu ia perguntar isso, senhor precipitado.- Respondeu Philip.- Mas a propósito, minhas férias foram boas, fui a Inglaterra como sempre, e conheci meu primo de quinto grau ou sexto grau, William.

—É meio estranho ter um cara da família real em Nova York, sabia?

—Você acha? Eu uso isso para conseguir as gostosas.- Brincou Phil, Jonathan rolou os olhos.

Philip era seu melhor amigo, há três anos, quando ele e sua família vieram para os Estados Unidos, ele tinha parentesco com a família real, e adorava se gabar com isso.

— A propósito- Phil continuou- O que você fez de bom na Califórnia?

—Dancei Twerk com a Miley Cyrus.- Jonathan continuou com o mesmo tom sarcástico.- Sai um pouco com uns amigos que moram lá, bebi, conheci umas meninas legais...

—Perdeu a virgindade?- Phil foi direto ao ponto.

—Por quê você se importa tanto com isso?

—Isso é um não, então. Cara, você se importa muito em “manter o nome da família.” Se solta mais.

—Não é isso, só estou a procura de alguém especial.

—Isso é soou muito gay, você sabe né?

—É eu sei, tá é verdade, eu quero zelar o sobrenome da minha família, antes que tudo desmorone.

—Cara, seu pai vende cocaína, tudo bem isso é errado, mas ninguém sabe, enquanto todo mundo pensar que todo o dinheiro dele vem dos prédios que ele construiu no Upper East Side, vai ficar tudo bem. Não precisa se preocupar, seu pai sabe como contornar a situação.

—Eu sei que ele sabe, mas minha mãe não sabe que ele trabalha com o tráfico, e acho que seria demais até para ela, se descobrisse.

—Então trate de deixar isso bem escondido cara.- Disse Phil, dando tapinhas no ombro de Jonathan, ele assentiu com a cabeça e os dois continuaram a conversar no pátio.

Naomi Liftwood:

O pátio da escola era enorme, linda árvores e arbustos o enfeitavam, a grama era provavelmente a mais verde de toda Manhattan, muitos dos adolescentes que frequentavam St.Theodore sentavam ali para almoçar, conversar ou até mesmo estudar, por mais que o colégio tivesse uma enorme biblioteca. As escadarias da entrada também ficavam lotadas no horário do almoço. O colégio não permitia que meninas e meninos estudassem na mesma turma, então as únicas horas em que os dois sexos se misturavam eram: Entrada, almoço, tempos livres e saída.

— E então eu virei para ele e disse: “Sem chance de eu fumar esse baseado com você.”- Completou Lins, e todos que estavam na mesa riram, inclusive Naomi.

—Ah, que história engraçada.- Disse uma voz conhecida, quando Naomi virou-se ali estava sua nem um pouco querida irmã postiça.

—É, eu sei.- Concordou Lindsay.

—Sabem o que é mais engraçado?- Perguntou Tianna, retoricamente.- Essa foto, do baile do último semestre.- Ela disse, tirando o celular da bolsa e mostrando uma foto de Naomi cheirando cocaína, com os seios de fora.- Mais que falta de classe Naomi.

Mi encarou a foto, junto a Lins.

—Como você conseguiu...?

—A foto? Bem, tenho meus contatos.

—Sua...- E Naomi se preparou para pular em cima da piranha e arrancar todos os seus fios de cabelo, mas a mesma prevendo o que ia acontecer, a interrompeu dizendo:

—Ah não, melhor não fazer isso. Se você encostar um dedo em mim eu mostro essa foto para a sua mãe, e outra coisa você não quer começar uma briga aqui no pátio, não é mesmo? Nossos pais teriam que vir aqui na escola, e iam descobrir nossa “pequena” rixa.- Ela disse, guardou seu celular na bolsa, e antes de virar-se, aproximou-se de Naomi e disse:

—É melhor andar na linha, senão já sabe o que acontece.- Mi a olhou com ódio, ela virou-se para as amigas e disse:

—Vamos meninas!- E seguiram caminho, cochichos começaram a rodar na mesa.

—Ok gente, não precisa ficar cochichando não, é só uma foto estúpida. Acabou.- Lins disse, e abraçou a amiga de lado.- Sinto muito por sua irmã postiça ser uma vaca.

—Eu também.- Mi concordou, encarando o vazio.- Mas, é bom ela não se dar por vencida.

—Assim que se fala!- Disse Lins, ajudando Naomi a levantar, quando o sinal tocou.- Vem vamos para a aula, e depois da aula vamos para sua casa nos arrumar para a festa mais tarde, ok?- Ela perguntou, Mi assentiu com a cabeça.- Vamos fazer a vadia engolir aquela foto.

As duas seguiram caminho até o edifício onde teriam aula.

Já eram 18:30, a festa começou ás 18:00, iria acontecer no terraço de sua cobertura, lá tinha uma grande piscina, mesas cheias de gente, um barman servindo bebidas, garçonetes de um lado para o outro servindo comida, uma música tocando para lembrar a todos de que aquilo era uma festa e pessoas conversando.

Naomi ainda não tinha certeza de que queria descer, estava usando um vestido de renda branca e uma sapatilha dourada, estava vestida de uma forma muito formal, ela não se sentia ela mesma com aquela roupa tão “conservadora” que sua mãe havia a obrigado a vestir.

Já Lindsay totalmente desavisada, estava vestindo uma saia rosa com uma blusa que deixava não só o umbigo como também o busto bem á mostra, e um salto de no mínimo quinze centímetros prateado brilhante.

“Esse salto não tem nada haver com a roupa” Mi pensava, mas preferiu ficar quieta.

Seu cabelo estava em um coque, usava um gloss leve, o blush deixava suas bochechas mais rosadas, e havia passado muito pouco rímel. Realmente, ela não estava nada a ver com a verdadeira Naomi, parecia uma bonequinha doce ao invés da tigresa selvagem que ela costuma a ser.

—Vamos descer, já devem estar dando falta da gente.- Disse Lins.

—É.- Concordou Mi, e as duas desceram de mãos dadas graças ao nervosismo.

As pessoas nem perceberam a chegada das duas meninas, estavam conversando muito para perceberem, uns bebendo, outros comendo, mas a maioria conversando, e Mi já sabia qual era o assunto: “Negócios e mais negócios.”

—Filha!- Sua mãe sorriu forçadamente para ela, e fez um sinal com a mão para que se apressasse, Naomi fez um olhar de “Já volto”, para Lins e foi a encontro da mãe.- Esses são senhor e senhora Woodsen, e esse é Jonathan Woodsen, ele estuda no St. Theodore assim como você.- Sua mãe disse, Naomi o encarou, não o conhecia, e estava longe disso. Ele era provavelmente o único garoto bonito da escola que Naomi não havia ficado ou transado. Ele estava vestido com um terno preto, estava sorrindo para Mi, ele tinha um sorriso encantador.

—Prazer, sou Naomi Liftwood.- Ela disse, ele apertou sua mão.

—Sou Jonathan Woodsen.

—Por que vocês dois não conversam um pouco?- Sugeriu sua mãe descaradamente.

—É, pode ser.- Jonathan disse.- Me acompanha?- Ele perguntou, por mais que Naomi amasse contrariar sua mãe, não podia recusar uma oferta dessas, os dois foram juntos para o quarto de Mi.

—Então, como você pode estudar no St. Theodore e eu nunca tê-lo visto?- Ela perguntou.

—Sou bastante ofuscado pelo meu amigo.- Ele disse.

—Seu amigo é o que? Um príncipe?

—É quase isso, já deve ter ouvido falar dele, seu nome é Philip.

—Ah o quinto na sucessão do trono.- Ela lembrou-se.

—Isso mesmo.

—Agora me lembro de você.

—Lembra? Pois eu só te reconheci pelas fofocas que contam de você.- Ele disse.

—Lisonjeada.- Ela brincou.- Mas, sim. Sei quem você é. Você não é tão ofuscado quanto pensa.- Ela sorriu maliciosa se aproximando.- É bem popular entre as meninas, é só que de cara não reconheci o tão famoso Jonathan Woodsen.- Ela continuou ostentando aquele sorriso, mas agora já estava próxima o suficiente para beijá-lo, e foi isso que fez, ele respondeu ao beijo, e assim que se separaram ele disse:

—Realmente, você é tão rápida quanto dizem.

—É, eu sei disso, Woodsen.- E ela continuou o beijo, e ele se partiu apenas quando Jonathan percebeu que eles já estavam deitados e ela já havia tirado a camisa.

—Olha, eu... Eu sou virgem.

—Sério?- Ela perguntou arregalando os olhos.

—Sim.

—A menos que peça para eu parar, eu paro. Não me importo se você é virgem.

—Continue.- Ele pediu, ela assentiu e eles continuaram, continuaram até ficarem completamente nus. E o tão conservador Jonathan Woodsen acabou se rendendo as tentações da tão conhecida Naomi Liftwood.

Notas finais
Oi gente! Então, depois de muito ponderar, finalmente tomei a coragem necessária para compartilhar minha fic com o público ( novamente).
Então, esse foi o primeiro capítulo de uma história que ainda tem muito o que acontecer. Quero muito saber as opiniões de vocês então não deixem de comentar!
Até a próxima!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.