Notas iniciais
Desejo boa leitura a todos!

Caminhando pelo campus do colégio interno de Manhattan, percebo que todos os estudantes estão unidos por uma coisa só, uma coisa que fazem pessoas que não tem, passarem fome e necessidade, Dinheiro, tem outra coisa mais poderosa que isso?

Mas não vamos falar de uma realidade antiga minha. Sento na minha árvore favorita, fica exatamente no centro do campus onde pode se ver o campo verde, bancos e as lanchonetes com fast foods gordurosos demais para ser ingerido rapidamente. Enfim, espero que minha inspiração chegue logo, preciso terminar meu conto para a aula de Literatura. Dou mais uma olhada em volta para me fixar em algo que me chame atenção o bastante para esquecer o que tem em volta.

Me distraio pensando na minha formatura no final do ano, já passei por todas as salas e seria muito emocionante se eu saísse daqui com meu diplominha em mãos depois das confusões que eu passei e que lembro mais ou menos. Sinto alguém e cutucando com um graveto, olho parar trás fuzilando quem quer que fosse.
— Calma Luminha, só sou eu – Fala meu grande amigo Erick Adams, o único garoto que não é ganancioso, de certo por que ele já tem tudo e é destinado a ter mais um pouco com o grande império de seu pai.
— Muito engraçado você, no primeiro dia de aula e já me irritando – Digo enquanto me levanto e abraço ele — Olha só minha gente – Falo um pouco mais alto — Erick Adams Jr. está maior que a Luma Mitchell
— Ainda bem né, agora você para de me encher o saco – Ele revira os olhos claros — Mas e aí, me conta o que fez longe de Manhattan durante as férias
— Foi ótimo ficar longe daqui um pouco. Escrevi muito para o clube de escrita. Paris é ótima para isso sabia? E pessoas entendem de arte lá.

O sinal soou mais forte que me lembrava.
— Acho melhor a gente ir – Falou Erick me puxando em direção ao grande prédio.

Como de costume, o grande prédio cinza, feito de pedras antigo que estava lá desde que a segunda guerra mundial acabou, estava impecável com obras de vários artistas consagrados e quadros dos diversos professores que ali ensinavam. Vários pequenos grupos de calouros olhavam admirados o tamanho do prédio e apontavam para as grandes estrelas do colégio. Aisha Baker e sua trupe de mini prodígios em qualquer coisa.

Continuando a caminhada para pegar os horários escolares no enorme painel em frente a entrada da biblioteca mais completa de New York e eu diria que é a mais bela também. Encontrei o clube de escrita que me cercaram me abraçando um por um. Avisando que eu não sou tão amada assim pelas pessoas, mas provavelmente só me deram oi para eu votar em quem vai escolher o próximo gênero.

— Você já viu com quem está dividindo o quarto? – Me pergunta Taylor Moore, minha melhor amiga de todos os tempos
— Ai meu deus, não creio que é contigo? – Eu falo super animada
—Infelizmente não – Ela me diz pondo sua mão em meu ombro — Mas seu quarto fica dois antes do meu, e você está com uma novata. Chamada Emma Scott, ela tem boas notas e já encheu o quarto de pôsteres
— Nossa, que maravilha. Eu só entrei e joguei minha mala na cama, não estava muito afim de já decorar – Digo meio triste —Cadê o Erick?
— Serve aquele ali? – Taylor aponta o dedo para o Erick conversando com Aisha, ela nota minha cara de desgosto — Dizem que passaram as férias inteira juntos — Completa ela
— Eu não ligo – Digo já olhando para outro lado
— Não conversaram depois que ele te beijou?
— Não e sinceramente, não me importo. Foi só um beijo de despedida como se fosse de irmão – Eu repito isso para mim mesma tentando me convencer ainda que esse beijou não rolou
— Com certeza foi como o irmão mais velho dando tchau para a irmãzinha. Não minta, ele que é um covarde e não te pegou de vez.

Taylor me puxa para sair do prédio, sol estava batendo na minha cara quase me deixando cega. Depois de ficar um pouco zonza por causa da luz, vi que estávamos quase chegando ao centro de entretenimento do colégio. Um lugar onde você pode se misturar, conversar, participar de clubes, jogar sinuca, escutar música e muitas outras coisas.

Taylor me levou em direção a um grupo de seis pessoas totalmente desconhecidas, com exceção do namorado dela. Oliver Parker, um menino da Califórnia que ainda não aprendeu que usar chinelos não é bem visto por aqui.
— Essa é a Luma que eu falei para vocês – Sorrio desesperadamente como se eu tivesse pedindo socorro, como se estivesse não. EU ESTOU PEDINDO SOCORRO — Esse aqui é Andrew, Wendy ,Valentina, Robert, Dylan e o Oliver – Ela aponta cada um quando fala seus nomes
— M-Muito prazer – falo sem jeito
— Fala algo sobre você – Fito a Taylor com um pouco de ódio, essa loirinha só me fode mesmo
— Ah, sou Luma Mitchell, tenho dezessete anos, nascida aqui e quero ser escritora
— Isso mesmo, ela é escritora. – Grita Taylor — Ela pode ajudar vocês a compor músicas – Ela abre um sorriso muito sinistro
— Compor música?
— Sim, somos uma banda – Fala a Wendy — Eu canto, Andrew toca bateria, Robert baixo, Dylan guitarra, Valentina teclado. Ainda não temos nomes, mas um dia vamos ser famosos – Ela falou com muito entusiasmo que até me anima um pouco —Temos duas músicas mas não é grande coisa – Ela fita o Robert
— Legal, espero um dia ouvir vocês na rádio, mas não sei compor. Desculpe – Me viro e saio andando até que alguém me puxa pelo braço
— Não precisa compor, é só escrever
— Ah Oliver, você nem faz parte da banda – Reviro meus olhos
— Na verdade, sou futuro empresário – O que era verdade já que queria seguir a carreira do pai que gerenciou nada menos que Victoria Justice —Andrew é meu primo, então por favor dá uma ajuda a eles. Dylan vai te ajudar a compor a melodia e algumas letras
—Dylan? – Olhei de volta ao grupinho e diretamente para Dylan, um cara com uma aparência não tão amigável — Não pode ser o Robert?
— Se depender do Robert tu vai escrever sobre drogas e sexo. – Ele olha para trás — Ao menos que você queira – Diz dando risada da minha cara. Robert, um cara que usa camisa polo e tênis de marca, toca numa banda de rock. Certamente ele é o que menos me assusta, mas sabendo disso, melhor repensar.
—Escrever é diferente de compor- Digo finalmente
—Mas você ganhou duas vezes o concurso de poesia – Lembra, Oliver
— Continua diferente – Fecho a cara
— A por favor Luminha – Ele faz biquinho — Dá uma força para eles, eles estão desesperado por uma nova música
— Ta bem, mas só uma letra e depois nunca mais – O biquinho se desmancha e transforma em um sorriso, ele coloca o braço em volta do meu ombro e me leva de volta ao grupinho esquisito
— Ela disse que vai fazer – Todos gritam num uníssono, ansiosos que eu prepare um novo sucesso para eles. Espero que consiga fazer uma letra decente, mas não boa o bastante para que me chamem novamente para compor.

Depois desse pequeno desvio de rota, vou para meu quarto. Conhecer a novata e ajeitar alguns livros na minha mesa. Esse ano vai ser sem fofocas, brigas, escândalos e tudo que foi ruim para mim no ano passado. No caminho para o dormitório, passo na cafeteria e peço um expresso descafeinado com uma rodela de limão para a viagem. Ignoro o olhar de estranheza da atendente e vou para a fila.

Não demora muito o meu pedido e nem minhas ideias que começam a perambular na minha mente. Ótimo, justo agora que estou ocupada segurando um copo quente em minhas mãos. Sento nos bancos que a cafeteria tem. Deixo meu café na mesa, abro meu caderno e pego minha caneta, tiro a tampa dela com a boca e começo a anotar com uma letra o tanto feia, para as ideias não escaparem.
— Com uma rodela de limão por favor – Escuto uma voz masculina no balcão
— Esses jovens de hoje, tão estranhos – Fala a atendente, olhando para mim e depois para o rapaz em sua frente. O rapaz se vira e vai a minha direção. Depois de tomar um gole do meu expresso, olho para ele parado do lado da minha mesa
— Dylan? – Quase engasgo com o resto do café na minha boca
— Oi – Ele nem se meche
— hum – Olho para a atendente e depois de volta para ele, ele se vira e logo vai até o balcão para pegar seu café, depois volta para mim — Então gosta de um expresso romano? – Pergunto para não ficar esse silencio constrangedor
— Sim – Ele nem sorri, só fica parado olhando para meu caderno. Fecho ele imediatamente antes dele conseguir ler alguma coisa — Já está escrevendo as músicas? – Ele pergunta, finalmente sentando na minha frente
— Não – Falo rapidamente — Nem pensei nisso direito – Digo tomando mais um gole do expresso.
— Então escreva – Ele me olha, acho que está esperando que eu faça uma letra em cinco minutos
— Não sei por onde começar
— Hum – Ele resmunga, tomando o café olhando para a janela. Fico parada sem ter o que fazer na frente dele. Então só ficamos ali, tomando um café juntos em silêncio. — Bom, então eu passo no teu quarto as 19:00 com meu violão – Ele saí levando seu café e seu perfume que tem um cheiro estranhamente agradável, azedo porém doce, mas nem um pouco nojento.
— Luma, por que diabos você está pensando no perfume dele? – Falo alto para mim mesma
— Perfume de quem? – Olho para frente, e nem vi o Erick se sentar. Dá para ver o ponto de interrogação gigante na cabeça dele.

Notas finais
Hey! Não saia sem antes deixar um feedback, se gostou ou tem críticas construtivas, comente, acompanhe curta! Ficarei muito feliz e motivada a melhorar a escrita.

Até a próxima.