Maneira de Dizer
2 Se Vira Gatinho
Notas iniciais
— Eu não estou entendendo Marinette! A situação aqui é grave, precisamos de toda ajuda possível! — Adrien Agreste, no momento sob o manto de Chat Noir, esbravejou. E o semblante que ele exibia na transmissão, denunciava que não estava nada satisfeito.
— Por favor Chat, eu não posso sair agora. Vão ter que controlar a situação sem mim. — Respondeu Marinette.
— Marinette, é sério: Você está me preocupando. — Continuou, incrédulo. — Sei que nem em um milhão de anos deixaria de estar aqui por causa de um vestido de noiva. — Afirmou, ciente de que a namorada, embora fosse compromissada com suas clientes, era ainda mais com a sua missão de heroína. — Me diz o que está acontecendo! — Insistiu.
— Eu já disse. — Repetiu a asiática. — Por favor, confia em mim. Eu juro que estou bem. — Garantiu.
— Você está ciente que eu não vou poder usar toda a extensão dos meus poderes se a Ladybug não estiver aqui. — Lembrou, sério. — É bom que saiba o que está fazendo.
— Sinto muito. Mas eu sei que você consegue lidar com isso. — Sorriu fraco, antes de encerrar a chamada, sem dar chance da conversa continuar. Afinal, Adrien não podia perder tempo. E ela também não.
— Tá legal. — Começou, voltando-se para a pequena Kwami, que a olhava um tanto receosa. — Como pode ter tanta certeza de que estou grávida? — Insistiu. Afinal, a conversa que estavam tendo teve de ser, obrigatoriamente, pausada para que comunicasse a Chat Noir que não o acompanharia em missão, por um motivo que ela não tinha certeza, ma Tikki desesperadamente afirmava ser real.
— Você sabe que os Kwamis tem a habilidade de sentir a presença de todas as criaturas Marinette. — A pequena respondeu. — Essa habilidade estende-se a pessoas ainda não nascidas. Podemos sentir a energia vital de qualquer ser. — Explicou.
— Você descobriu isso na última transformação? — Indagou.
— Não. — Negou Tikki. — Bem, isso aconteceu depois. — Contou.
— Mas Tikki, a última vez que me transformei foi há aproximadamente três semanas atrás. — Lembrou.- Está querendo dizer que esse bebê tem menos que isso, e ainda assim pode senti-lo? — Perguntou impressionada, e um tanto desacreditada por realmente estar considerando a própria gestação. Não que duvidasse da veracidade das palavras da Kwami, mas a ideia era assustadora demais para ser verdade.
— Energia de vida Marinette. — Repetiu. — Pude senti-lo desde o princípio. — Emendou, abrindo um sorriso tímido.
— Céus, como isso foi acontecer?!!! — Desesperada, a asiática apoiou as mãos na cabeça e inclinou-se, até que a testa tocasse os joelhos. Naquele, instante, a Kwami sentiu-se aliviada pela portadora estar sentada no chão. Caso contrário, é provavel que despencasse.
— Eu gostaria muito de dizer que não sei como aconteceu, mas as vezes Plagg e eu conseguimos escutar vocês lá da cozinha. — Respondeu, sem dar-se conta de que tratava-se de uma pergunta retórica. Marinette ruborizou, ante o comentário, mas rolou os olhos para cima, a fim de espantar qualquer constrangimento. Havia assuntos mais importantes com que se preocupar naquele momento.
— Desculpa Tikki. — Pediu, levantando-se e sacudindo a própria roupa. — Mas eu preciso confirmar isso. — Explicou, apanhando a própria bolsa e caminhando em direção a saída do ateliê.
— Eu entendo. — A pequena joaninha a seguiu, preparando-se para acompanhá-la. — Vocês humanos tem dificuldade de acreditar nas coisas até quando os fatos são óbvios. Não há problema em querer confirmar, Marinette. — Completou, adentrando na bolsa.
— Certo. — Disse a portadora, checando a rua, que continuava tranquila. — Pelo visto, nada de confusão por aqui. — Comentou, enquanto trancava o ateliê. — Acho que consigo ir até o laboratório e voltar a tempo de deixar o vestido pronto até às 16h. — Ponderou, duvidando intimamente que tivesse condições de terminar a peça.
— Uma farmácia não resolveria? — Indagou a pequena, de dentro da bolsa.
— Preciso de uma confirmação com e menor margem de erro possível. — Decidiu, começando a caminhar.
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