Man Down! I Repeat!
1 Man down!
-Comandante! Temos visão do campo de produção!
-Ótimo. Capitão Franche.
A voz pelo comunicador responde:
-Sim senhor!
-Ataque a base quando quiser. Não importa como, mantenha a atenção de todos voltada para seu esquadrão.
-Afirmativo senhor!
Dentro da pequena nave que rumava para o campo de produção de dróides, Franche dá as últimas ordens:
-Essa é uma missão de resgate! Bater, e correr! Explodam e destruam o máximo de dróides que conseguirem. NINGUÉM, absolutamente NINGUÉM deve dar uma de herói, e tentar destruir a fábrica! Entendidos?!
-Senhor, sim senhor!
A aterrissagem é feita ao sul da fábrica. Apesar de alguns dróides estarem de vigia na entrada, os soldados não foram vistos durante a aterrissagem.
-Lionel, você vem conosco!
-Mas senhor, se ele for morto...
-Ninguém será morto nessa missão, Rookie. Ninguém. Fui bem claro?
-Sim senhor!
-Ótimo. Vamos!
A tropa composta por sete soldados avança pela noite, cobrindo-se da luz gerada pelos holofotes de vigia. Logo, o capitão faz o sinal com a mão, e Arc prepara o lança misséis. Com mais um gesto de mão, todos colocam seus capacetes, e ligam o comunicador interno.
-Torre de transmissão, 0900 horas.
O soldado ajoelha-se, e prepara a mira da arma.
-Atirar.
É disparado o míssel. Antes que os dróides pudessem ver de onde o tiro viera, a explosão da torre de comunicação derruba alguns deles.
-Atacar!
Todos os soldados começam a atirar nos dróides de guarda, que retornam fogo. Era preciso segurar a atenção dos inimigos, até que recebessem a informação. Todos os dróides dispostos do lado de fora da fábrica avançaram até o ponto do tiroteio, para parar o inimigo.
Enquanto isso, dois soldados infiltravam-se pelo lado leste da fábrica.
-Ok. Plante os explosivos na torre de controle, enquanto eu preparo nossa entrada.
-Afirmativo!
Os dois se separam, cada um preparando o que lhe foi ordenado. O primeiro logo chega até a torre de controle de produção, pelo lado externo da mesma, escalando a arquitetura. O segundo preparava os explosivos silenciosos na porta, para evitar atenção desnecessária. Pegou o comunicador, e chamou:
-Evo, e aí?
-Quase pronto Jump...
Terminou de colocar o último explosivo CE-7, e então, desceu da torre de controle. Ao encontrar com Jump, disse:
-Explosivos plantados.
-Ok.
Jump alterou a frequência do comunicador, e chamou Franche:
-Capitão, prepare o médico e o suporte dele para entrarem.
-Afirmativo. Aguardando o sinal.
Evo então ergueu seu detonador. Jump fez o mesmo. Recuaram alguns passos da porta, e apertaram os botões juntos. A torre de controle explodiu, e lentamente começou a desmoronar. Com isso, os dróides que estavam defendendo a entrada sul ficaram desnorteados, e pararam de receber reforços. Logo, os dois soldados selecionados tinham o caminho livre. Arc atirou mais um missel, desta vez, na porta de entrada sul, permitindo a passagem da dupla. Passaram por duas salas, e chegaram a uma sala onde um soldado da USP estava sendo mantido prisioneiro. Ao ter a luz das lanternas apontadas para seu rosto, virou-o de lado.
-He...eu sabia que não iriam me deixar aqui...
-Regra 43: nunca abandone um soldado! Vamos.
Soltaram-o, mas antes que se colocassem a andar, o médico aplicou alguns medicamentos no rapaz.
-Pronto, isso deve bastar por enquanto. Consegue andar?
-Com certeza...
-Ótimo. Aqui está.- disse o suporte, entregando-lhe um rifle.
Engatilhou a arma, e fez que \"sim\" com a cabeça. Logo, já estavam rumando de volta para o grupo. O comunicador interno do capacete chamou:
-Gunner, Ás, onde vocês estão?!
-A caminho senhor!
-Rápido! Os bombardeiros estão chegando.
-Afirmativo!
Alguns segundos depois, os três soldados aparecem correndo pela porta. Chegam até o capitão, e logo, Gunner informa:
-Ok senhor. Pode mandar a confirmação.
-Base, aqui é Franche! Temos o pacote! Sinal verde para os pilotos!
Sem esperar resposta, ele muda a frequência, e chama pelos dois soldados infiltrados:
-Jump, Evo, onde estão? Estamos de retirada!
-Já estamos chegando senhor!
Quando terminaram a conexão, Jump e Evo escutaram barulhos de tiros e gritos dróides.
-Intrusos!
-Afirmativo!
Antes que pudessem passar pela passagem de onde vieram, Evo grita de dor.
-Aaaaaack!
-EVO!
Franche ouve os dois, e logo pergunta:
-JUMP?! O QUE ESTÁ ACONTECENDO?! JUMP!
-HOMEM FERIDO! HOMEM FERIDO! O EVO FOI ATING...AAAAAAAAH!
Chiado. A comunicação acabara.
-Jump! Responda! Jump!
Antes que Franche desse a ordem de busca, os bombardeiros começaram o ataque à fábrica.
-MERDA!
-Senhor, temos que nos retirar antes que sejamos atingidos. Fazer a busca de noite não nos será de ajuda nenhuma.
Franche sabia que o piloto estava certo, mas queria ir procurar pelos dois mesmo assim. Olhou para o esquadrão, e ordenou.
-Recuar...
O capitão ainda não estava disposto a desistir de seus homens.
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