Man Down! I Repeat!

4 A morte de um companheiro


Vamos logo! Mygg, Snow, Scout, andem! Precisamos ser rápidos, para evitar tropas dróides!

-Sim senhor!

Fai e sua tropa seguiram para o hangar, correndo. Armas carregadas, armaduras vestidas, Fai enviou Scout até a sala dos pilotos, para contatar o que seria o da missão.

-Hey, Fang!

-Sim senhor!

-Vamos nessa!

-Afirmativo!

Colocou o capacete, e correu com o sargento, até a nave. Entraram na nave, os cinco, e prepararam-se para decolar.

-Senhores, apertem os cintos. Aqui é Fang, piloto da RC-032 preparando-se para decolagem.

-Entendido! Vamos!

A nave fez um alto barulho causado pelo motor, e logo, decolaram.

-Muito bem tropa, prestem bastante atenção. Evo e Jump muito possivelmente estão soterrados. Nada de bombas, a não ser que eu ordene.

-Sim senhor!

-Mais uma coisa: uma pequena tropa independente partiu, um pouco antes que nós, para procurar pelos dois.

Nenhum dos soldados se exaltou, ou questionou tal comportamento.

-Quais foram?

-Shark, Ás, Shock e Airbone.

-Típico deles...

-Senhor, captei no radar a nave RC-047. O que faço?

-Siga o curso, Fang. Eles podem saber de nossa posição, mas não podem saber, que sabemos deles.

Scout então perguntou:

-Por que não senhor? Seria bem mais fácil assim, não acha?

Após alguns segundos de silêncio, olhando pelo vidro da nave, Fai responde:

-Isso mancharia a honra deles.

Todos mantiveram-se quietos. A nave 047 estava pousada, e camuflada, quando os quatro soldados viram a 032 sobrevoá-los.

-Lá vão eles. Agora, é tudo ou nada. Vamos.

Entraram por uma saída de exaustão que fica um pouco afastada do parque industrial principal daquela área. Wolf mantivera-se próximo à nave, vigiando-a.

Ao caminharem um pouco para dentro da saída, Shark disse:

-Muito bem...visão noturna...ativar!

Todos ativaram a visão noturna de seus capacetes, e seguiram em frente.

Na base, quando Franche soube que sua tropa havia saído, sem seu consentimento e autorização, ele dirigiu-se para a frente do monitor do satélite, esperando vê-los algum momento. Não sabia a estratégia deles, por isso, não os vira durante nenhum segundo.

-Franche.

Olhou para trás, e viu Cordebas encarando-o.

-Seus soldados saíram...

-...da base sem minha permissão e consentimento, sim, eu sei.

-E por que está assim, calmo? Deveria recuá-los agora mesmo.

-Cordebas...qual é a regra 13-A?

Cordebas manteve-se quieto. Sabia a regra, e percebera o que Franche quisera dizer. Porém, Franche continuou.

-Regra 13-A: \"nunca abandone um companheiro à morte.\".

-Eles já estão mortos, a essa altura, meu amigo...

-O visor de meu capacete não indica isso. Ainda estou recebendo sinais vitais e de calor deles, apesar de fracos...então, estou no aguardo.

-Franche, eu...

-Cordebas!

Os dois se calaram, até que Franche concluiu:

-A morte de um companheiro...não é o suficiente para fazer meus homens desistirem de nossos irmãos.