Malu, de verdade?

3 Perseguição?


Chegamos lá em 30 minutos, já era 23:30. O lugar estava cheio, tinha alguns carros estacionados, música alta e bastante gente. Quando entramos, a Fabi logo encontrou a prima dela. Elas desejaram feliz aniversário uma pra outra e nos apresentou:

– Gente, essa é a Susana, minha prima. Susana, esses são meus amigos: Malu, Mari e Fabrício.

Ela nos cumprimentou, nós desejamos feliz aniversário e ela disse que podíamos ficar a vontade.

Nós fomos pra fora. Tinham várias pessoas dançando e alguns observando enquanto conversavam, tinha bastante bebida, e depois de alguns minutos, a Fabi estava conversando com um grupo de pessoas, a Mari e o Fabrício estavam “dançando”, se é que me entende, e eu estava sozinha e observei que tinha um grupo de rapazes me observando, queria cavar um buraco e me enfiar dentro, e depois de alguns minutos, se aproximou um rapaz alto, com o cabelo escuro e olhos castanhos, que parecia ter uns 20 anos, e disse:

– Oi, você tá bem?

– Sim.

– Eu sou o Carlos, eu estudo com a Susana, e você?

– Eu sou a Malu, eu sou amiga da prima da Susana...

– Você tá se divertindo?

– Ah... Mais ou menos....Eu só vim porque hoje é aniversário da minha amiga, prima da Susana, a Fabi...

– Legal, então Malu, posso pegar uma bebida pra você?

Eu sei que não se deve aceitar bebida de estranhos, mas...

– Pode.

Enquanto o Júnior se afastava, veio alguém atrás de mim e me abraçou! Eu gelei. Comecei a me soltar, e quando eu olhei vi que era ele, o Alex.

Eu não consegui falar nada. Eu fiquei sem palavras. Ele me olhou de baixo pra cima e me abraçou, ele praticamente caiu em cima de mim. Eu queria me soltar, mas eu não consegui. Eu senti falta dele. Ele me soltou e disse:

– Malu, eu senti muito a sua falta.

Ele estava estranho. Então eu vi que ele estava bêbado.

– Malu, a gente pode conversar? Nossa você está uma deusa com essa roupa!

Ele realmente é muito decepcionante. O Carlos voltou com as bebidas e disse:

– Malu, quem é esse cara? Ele ta te incomodando?

O Alex logo olhou pra ele com cara de indignado e disse:

– Cara, ela é minha namorada! Quem é esse cara? Porque ele tá falando com você?

– Ex-namorada. E você não está bem!

– Malu! Quem essa cara pensa que é pra te trazer uma bebida?

– Carlos, muito obrigada, mas ele não está bem. Eu acho melhor a gente conversar depois.

O Carlos olhou com uma cara muito feia para o Alex. Eu achei melhor despistar ele, porque se ele brigasse com o Alex, ele iria cair no primeiro toque. A Fabi logo apareceu e pediu para a prima dela emprestar a chave de um dos quartos. Eu o levei até lá e o coloquei no chuveiro de roupa e tudo. Ele estava muito bêbado, ele passou muito mal, e em seguida eu dei uma toalha para ele se secar, e ele foi pra cama e disse:

– Obrigada, me desculpa... Eu só faço besteiras.

– Só faz besteiras mesmo, mas esquece isso. Eu só te ajudei como amiga, porque você iria acabar caindo lá de tanto beber. Tchau, boa noite.

– Malu

– Que?

– Você ainda gosta de mim?

– Não é porque eu te ajudei que eu já estou bem com você.

– Mas você se importa comigo.

– Boa noite.

– Boa noite.

Não demorou para a Fabi e a Mari começarem o interrogatório, e eu apenas disse que eu o ajudei, e nós fomos pra casa da Mari.

Chegando lá eu não conseguia dormir, a idéia de perdoá-lo ou não me atormentava. Eu resolvi ir pra cozinha comer alguma coisa, e meu telefone tocou. Eu atendi, e uma voz familiar falou:

– Alô? Malu?

– Oi, quem é?

Um telefonema às 1:00 da manhã? Estranho.

– Aqui é o Alan, desculpa ligar essa hora, mas eu não tinha ninguém pra ligar. Eu te acordei?

– De jeito nenhum, eu estava aqui na cozinha... Está tudo bem?

– Aqui nos States está chato de fim de semana! Eu ainda não estou acostumado com as pessoas daqui, eu não conheço ninguém direito, e meus amigos no Brasil a essa hora provavelmente estão em algum lugar se divertindo.

– Que pena! Como está sendo seu fim de semana?

– A mesma coisa de sempre: eu fui pra praia, surfei e depois fiquei no computador. Minha família aqui até que sai bastante, mas eles fazem coisas do tipo: andar de bicicleta no parque, visitar lagos e parques de diversões... Esses lugares que não tem nada a ver comigo. E o seu?

– Melhor nem comentar.

– Assim não vale Malu!

– Ok. Eu fui pra festa de 17 anos da minha amiga, depois fui pra um sítio, e lá eu ajudei o Alex, porque ele tava tão bêbado que não conseguia ficar de pé.

– Você o que? Nem conheço esse Alex, mas eu já notei que ele não vale nada.

– Eu não sei, ele está tentando se redimir...

– “Fazer papelões e beber até cair”, é assim que ele quer que você o desculpe?

– Mas e se ele mudou?

– Não seja boba, ele não vale o seu perdão.

– Assim como aquela garota não merece sua atenção!

– Você acha?

– Claro! Eu percebo o jeito que você fala dela, e ela não dá valor!

– Eu tenho pensado muito e acho que esse “tempo” que ela pediu, na verdade ela estava terminando comigo.

– Eu também acho, mas eu não acho que a razão principal é o intercâmbio.

– E seria qual?

– Não sei. Você deveria falar com um de seus amigos e perguntar sobre ela...

– Você acha?

– Sim.

– E quanto a você?

– Eu ainda não sei. Vou seguir meu coração.

– Você que sabe... Boa noite, e obrigada!

– De nada. Boa noite Alan.

– Boa noite Malu.

Notas finais
Comentem por favor (: