Notas iniciais
essa pequena e envergonhada história está participando do Desafio Relâmpago: As festividades do mês de Abril :3 esta tudo mto divertido e animado nesse mês venha pular a la bamba aqui também. o tema do desafio na qual ela foi embasada é a "mentira" a festividade esta´com muitas histórias interessantes baseados nos dias homenageados desse mês de abril, dê uma conferida :D

Malmequer

Ela flutua,

Dançando ao vento,

Solitária,

Indiferente,

Até que finalmente pouse no chão,

A última pétala.

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Ele puxou a cadeira e se sentou na frente da carteira dela. Olhando agora de perto, até que ela era bem bonita: seus cabelos eram longas mechas negras, possuía boxechas levemente salientes, e seus olhos castanho claros...nossa, com certeza eram seu charme.

Ela folheava ,distraída, o caderno.

O professor tinha mandado os alunos fazerem pares para responder um questionário da matéria, ele geralmente não ficava sozinho, era marquinhos que na maioria das vezes o acompanhava em trabalhos de dupla, e das pessoas que ele era mais próximo todas já tinham arranjado um par, por essa razão, ele acabou ficando com a garota, que, provavelmente, também devia estar na mesma situação que ele.

Algumas pessoas ainda não haviam se sentado, havia muita bagunça e conversa. O professor tinha dito que ia sair para beber água e já voltava, e que eles não precisavam parar de fazer o dever por isso. Eles eram os únicos em silêncio, que, aparentemente, concentrados na atividade.

Depois de um longo tempo, Pedro olhou para a porta da sala. O professor estava demorando demais voltar.

– O que você acha que o professor esta fazendo há essa hora para ainda não ter voltado?- ele tentou puxar assunto com ela .

Ela não respondeu, continuou calada, fazendo o dever.

Pedro olhou de novo para a porta da sala:

–Eu acho que a peruca dele descolou.

Ela não conseguiu se segurar: começou a rir

Ela tinha um sorriso lindo.

Ele se distraiu por alguns segundos.

–Aqui, é essa a resposta — ela apontou pra pergunta que ele estava tentando responder há horas.

–“É a mitocôndria a organela responsável pela respiração celular, ela quebra moléculas orgânicas como a de glicose e as converte em energia na forma de ATP.” – ele ditou.

–Sim, é assim que conseguimos energia para o corpo através da comida – Ela levantou o dedo em riste como uma professora.

Ele riu.

Passou-se um tempo em que eles continuaram resolvendo o exercício. Alguns outros alunos também foram deixando de lado as brincadeiras e começando a se empenhar.

O professor abriu a porta da sala e entrou, seu cabelo parecia estranhamente diferente e arrumado.

Ele anunciou a proximidade do horário do toque do sinal e encerrou a atividade. Os alunos usaram o restante do tempo para o fim da aula para reorganizarem suas carteiras.

Quando o sinal bateu, alguns alunos, entre eles Pedro, bufaram uma expressão de alívio, tinha sido um dia cansativo, e no último horário ainda pegar um trabalho de biologia...

Uma grande massa de gente com mochilas nas costas foi se espremendo pela saída da sala, em meio a confusão, Pedro resolveu das uma última olhada para trás:

A garota continuava lá.

Sentada em sua carteira, indiferente a todo o furor do toque do sinal.

Aline. Era esse o nome dela. Ele sabia porque a tinha visto uma vez responder a presença, era sempre aquela garota quieta e anti-social que sentava no fundo da sala, isso de certa forma chamou a atenção dele e o fez lembrar de seu nome. Mas ela não era exatamente estranha, na verdade, quando falavam com ela parecia demonstrar ter uma personalidade bem comunicativa.

Ele se virou pra conseguir passar por uma brecha. Ela provavelmente devia ter ficado na sala porque seus pais costumavam vir mais tarde para buscá-la, ou algo assim.

–Alô, mãe?- ele estava no pátio, encostado no muro da escola, perto da escadaria da saída.

–Como assim não vai dar pra vir me buscar? – Sua mãe era “cartunista”, isso mesmo, se tinha uma coisa que ele podia se gabar era de que ela tinha bastante tempo pra ele, o que no mundo uma “cartunista” estaria fazendo pra ter trabalho até tarde?

Ela explicou o motivo, mas ele não estava ouvindo.

–ok...não, não tem problema, eu vou a pé mesmo hoje, não sério........ta certo então, tchau..........beijo- ele clicou no botão pra encerrar a chamada.

Um suspiro.

Ele morava bem longe, iria caminhar muito. Se virou para apanhar a mochila que ele tinha deixado descansando no chão.

Aline estava parada, em pé, no alto da escada.

Ele se assustou e acabou se atrapalhando um pouco a mochila escorregou das suas mãos e caiu com um baque no chão.

–oi- ele disse por algum motivo um sorriso desajeitado apareceu no rosto dele.

–oi- ela sorriu.

–você...tava me ouvindo?

–não, eu estava indo pra casa, e sem querer acabei pegando o final da conversa, você não tem carona hoje, é isso?

–foi, minha mãe vai ficar até mais tarde no trabalho, eu vou ter que ir a pé hoje. – “eu estava indo pra casa”, então ela não estava esperando alguém vir buscá-la na sala?

Ela continuou parada no alto da escada. Ele não esperava que ela fosse ficar ali, em pé, parada, esperando ele .

–Sabe, o trabalho dela nem exige essas coisas, eu moro no residencial 1 vou ter que caminhar um bocado.

Ela levantou uma sombracelha, surpresa:

–Fica no caminho para a minha casa.

–Sério?

–Sim, eu moro no residencial 2.

–o que fez uma apresentação pro fest...

–festival cultural no ano passado, sim, sim.

Os dois riram.

–eles foram muito bem, o residencial 2 ficou bastante conhecido.

–Sim, apesar de que eles tiveram umas divergências. E são um grupo pequeno, tem gente pressionando pra eles tentarem o campeonato estadual próximo ano.

Ele concordou com cabeça

O sol já estava se pondo ao longe, depois do pátio. O céu era uma arte abstrata de vários tons de alaranjado.

–Bem, ta tarde, você...- ela fez um gesto com a mão apontando em direção da saída

–Claro, vamos.- ele respondeu prontamente.

– Bem mas... antes, eu... acho... que eu ouvi alguma coisa de vidro quebrar quando sua mochila caiu no chão. – ela apontou cautelosa para a mochila

Pedro lembrou do pote de geléia que tinha comprado no caminho da escola.

Aline era uma garota muito interessante, era muito inteligente e divertida. Pedro parecia muito entretido.

As ruas estavam vazias a esse horário, eles andavam e conversavam animosamente. Alguns minutos atrás eles fizeram as apresentações tardias, Pedro fingiu que não sabia o nome dela.

Ela era muito magra, e seus cachos negros eram demasiado grandes, cobriam muito das laterais do rosto, o que a fazia os ficar escondendo atrás da orelha a cada 5 minutos. Ela praticamente não possuía seios, ou se os tivesse deviam ser muitos pequenos, porque ficavam totalmente escondidos por baixo da blusa branca pólo padrão da farda da escola. Vestia jeans e usava um tênis all stars comum, já bem surrado, não era normal Pedro prestar atenção nos tênis das pessoas, mas era que ele adorava aquela marca. Ela inteira exalava um ar de fragilidade, tanto seus braços, dois gravetinhos magros que pareciam que se quebrariam com a menor tensão, como o corpinho magro que também parecia que se desmancharia se fosse abraçado com muita força.

Pedro estava falando sobre as atividades de alguns alunos da classe, e eles acabaram caindo no assunto da miss da sala.

– A Rayane vai sair esse ano- ele comentou.

–É, com a Íris a disputa ta quase desigual.

–E você.- Pedro evidenciou também.

Aline parou de andar

Seu rosto parecia surpreso, como se ouvisse algo que não esperava de maneira alguma

–Estou falando de você, com você a Rayane não também não tinha chance.

–Você ta brincando?

–É claro que não- Pedro começou a ficar com raiva.

–AH OLHA- Aline apontou para cima de um dos fios onde dois passarinhos pareciam namorar.

Pedro olhou, eram dois bem-ti-vis muito bonitos suas penagens coloridas pareciam muito brilhantes em contraste ao pôr do sol atrás, Pedro lembrou de quando seu pai o tinha levado uma vez ao interior e o ensinou o nome de vários passarinhos que eles viam pelas trilhas na quais os dois costumavam brincar.

–Me desculpe.- Ela falou

Os passarinhos levantaram vôo, bateram fortemente suas asas, e começaram a planar a uma altura considerável. Pedro olhou para ela, seu rostinho magro parecia bem amuado.

– É que, eu não chego nem perto de competir com as meninas. — Aline exclamou, um pouco sem jeito.

Agora quem parecia surpreso era Pedro.

–Sério?

Os dois foram recomeçando a andar.

–É você sabe, elas...- ela fez um gesto na frente do próprio busto e do próprio corpo para enfatizar que não tinha tanto “atributo” quanto o das outras meninas da sala.

–Ora, mas para mim que ganhava esses concursos de beleza que ocorrem por aí não eram as mulheres com mais corpo, mas sim as que eram mais esbeltas. E pra mim, você é bem mais bonita do que a Rayane ou a Íris.

–Sério!? você acha mesmo que eu conseguiria ganhar contra todas as outras meninas da sala nesse concurso?

–É claro- ele deu um grande sorriso pra ela.

–Bem, então...eu acho eu vou participar- Ela olhou com ternura para ele .

Pedro desviou o olhar, para evitar o impulso que ele sentiu de apertar o rosto dela entre os dedos.

Depois de um tempo, Aline parou em frente de uma casinha com cercado, e apontou com o polegar para trás de si.

–Bem, essa é minha casa.

ele olhou para a casa, depois foi descendo lentamente o olhar para ela.

Os dois ficaram se olhando por alguns instantes.

–Aline...-ele foi pegando carinhosamente na mão dela. Ela baixou o olhar. Quando o voltou para ele, nenhum dos dois conseguiu mais resistir.

Eles se beijaram.

Como resumir para os dois?

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Pedro fechou o punho com toda a força e fez um movimento exagerado de vitória.

–ÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉ. Ele deu um sorriso de satisfação

Ele ria como um bobão, mais o pior, era que o sorriso simplesmente não conseguia sair da cara dele.

Ele continuou o caminho para a casa caminhando de um jeito que provavelmente faria uma pessoa de fora pensar que ele devia ser internado em um manicômio.

Depois de beijar Aline, Eles se despediram, eles continuaram se olhando até Aline entrar em casa. Pedro caminhou alguns metros, e, quando se certificou quando não estava mais no campo de visão da janela da casa dela, que ele previamente tinha decorado ficar ao lado porta, ele fez sua comemoração de vitória.

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Aline fechou a porta atrás de si, suas mãos ainda estavam na maçaneta, ela deu um grande suspiro e então olhou para o telhado da casa, ela não conseguia parar de sorrir.

–Eu vi aqui da janela, garoto bonito. –A mãe de Aline exclamou, à essa hora ela já estava sentada na mesa bebendo. Aline a ignorou, nem sua mãe estragaria aquele momento.

–Mas...ele sabe?- ela saborou o devagar o último gole do copo antes de descer o copo na mesa e enxugar a boca com as mãos.

Aline foi subindo a escada, “você é bem mais bonita do que a Rayane ou a Íris”, “ é claro” Aline relembrava apaixonadamente cada detalhe, Pedro era tão fofo, ela sabia que, provavelmete não era tão bonita quanto qualquer uma das duas, mas por algum motivo, ela acreditava nele.

– Que você na verdade é um homem?

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;)

Notas finais
nossa, demorou um senhor tempo pra organizar tudo, eu ja tinha a idéia na cabeça, mas o que demorou foi construir os acontecimentos, mesmo sendo uma história pequena, eu não queria de imediato criá-la, de pedacinho em pedacinho, entre preguiça e preguiça ela foi criada por isso estou dizendo que uma historinha tão pequena me deu trabalho pra ser feita, desisti umas 5 vezes dela rs, quase não volto a escrever, ainda estou com trauma do trabalhão q deu pra fazer a última que escrevi, que por sinal é bem maior e com mais enredo. Anyway, se vc chegou até aqui, muito obrigado,sério, apatir de agora somos companheiros de alma rsrsrs >
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!