Malhação 2013
3 Capítulo 2
Guilherme telefona para o hospital:
- Bom dia. Eu gostaria de saber o estado de saúde da paciente Stephany Alves, do quarto 304.
- Quem deseja saber?
- Um amigo dela.
- Nome?
- Guilherme.
- Ela está bem agora, perdeu muito sangue e está tomando soro nas veias.
- Ok. Muito obrigado.
- De nada. Tchau.
- Tchau.
Ele suspirou, foi para o banheiro, se arrumou e foi para a escola. Assim que chegou lá, Diella, Jessica, Lucas, Agatha e Daniel queriam saber dela:
- O quê houve? Ela tá bem?
- Sim, eu liguei para lá. Eu irei visitá-la hoje á tarde.
- Nós também.-disse Jessica
- Podemos comprar uns presentes para ela.- sugeriu Agatha
- Boa ideia.- elogiou Lucas
O sinal toca.
- Vamos, gente.- falou Diella
Ninguém quase fez nada nas aulas, no recreio...
- Eu estou com muitas saudades dela.- disse Guilherme
- Ah, Gui, fica assim não. Ela vai ficar boa, quer ver? Amanhã, ela já vai aqui.
- Tomara, Agatha. Que Deus te ouça.
Na hora da saída, os seis amigos foram o hospital. Stephany estava de muleta, sentada na cama, bebendo chá.
- Oi, Ste. Tudo bem?- saudou Guilherme
- Oi. Tudo.
- Stephany!- gritou Diella
- Menos, Diella!- disse Jessica
- Trouxemos presentes.- disse Daniel
- Nossa! Obrigada, amigos.
- De nada, você merece.- falou Agatha
Ela abriu.
- Bombons! Flores! Cartões! Muito obrigada!
Todos sorriram.
- Vou ter alta hoje.
- Tomara, Ste.- falou Guilherme
O médico veio e deu alta para Stephany. Agatha e Lucas resolveram ir para casa de Stephany de ônibus, Daniel e Diella foram a pé, Guilherme e Jéssuca foram no carro do pai dela.
- Ste, me desculpa.- disse Gui.
- Por que?
- Eu que fiz você ir para a praia.
- Eu também peço desculpas.- falou Jessica
- Por que? Você não estava lá.
- Mas, o meu irmão estava. Eu e ele estavámos perto. Ele te viu e...
- Ah. Bem, vocês estão perdoados. Teve matéria importante hoje?
- Você sabe que a gente não anotou nada hoje? Ficamos tão preocupados com você.- disse Jessica
- È mesmo.
Enquanto isso, na rua... Diella e Daniel.
- Do quê gosta de fazer, Diella?
- Falar meu nome. Diella. Diella. Diella.
- Nossa.
- E você?
- Eu gosto de andar de skate, estudar...
- Hum... Você tem irmão?
- Não. E você?
- Também não. Bem, não até agora, vai que minha mãe aparece grávida um dia.
- Hahahaha... Você é engraçada.
- Obrigada. Onde você estudava antes?
- Num colégio em São Paulo.
- São Paulo?
- È.
- Você gosta de alguém da escola?
- Gostar como?
- De se atrair.
- Bem... sim. Ele é lindo, adora viajar, adrelina, mas os pais dele não gostam de mim.
- Ah.
- E você?
- Bem, eu também. Ela é sensível, romântica, engraçada, adora falar seu nome...
- Você tá falando de... mim?
- Sim. Eu gosto de você. E muito.
- Mas, eu... Desculpa, Daniel, eu não sinto nada por você. Somos só meros amigos, eu te conheci ontem.
- E daí?
- Foi muito rápido. Espere meses ou anos e vai que um amor por você floresça em mim.
- Ok.
Daniel foi para a sua casa e sua mãe estava assistindo TV.
- Oi, filho. Tudo bem?
- Tudo.
- E sua amiga Stephany? Está boa?
- Sim.
- E aquela menina que você gosta? Contou para ela?
- Sim. E...
- E...
- Ela não gosta de mim, eu disse para eu esperar meses ou anos e vai que um amor por mim floresça nela.
- Hahahahaha.
- Do quê você está rindo?
- Nada. Vai trocar seu material para amanhã. Hahahaha.
- Ah, mãe.
- Filho! Você estuda onde mesmo?
- Espíndola Rodrigues.
- Oh, não.
- O quê?
- Eu vou trabalhar lá, filho! A diretora me contratou! Ah, que bom! Agora, vou fazer parte do seu cotidiano escolar!
- Ah, não! Ninguém merece!
- Xi...
A campainha toca.
- Mãe, deixa que eu atendo.
- Oi, Daniel. Estava mesmo querendo falar com você.
- Vo... Você? Aqui?
Fale com o autor