Malfred
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Já se passaram 6 meses da suposta morte de José Alfredo. No dia seguinte seria o casamento de Marta com Maurilio.
Josué: Comendador! É amanhã!
José Alfredo: Nem me lembre Josué! Não quero pensar na possibilidade da minha mulher estar em uma igreja se casando com o crápula do Maurilio.
Josué: Aí que você se engana, Comendador, a dona Marta preferiu ir à um cartório, preferiu não exagerar na cerimônia.
José Alfredo: Essa não é a Marta que eu conheço...
Josué: Bom, comendador, todos estão vendo a Marta de outro jeito, uma Maria Marta que você não conheceu... doce, dedicada, amorosa...
José Alfredo: Conheci sim... aquela Maria Marta de 30 anos atrás, conheci sim...
Eles encerram a conversa e Josué leva o Comendador para a casa de Isis. No caminho, José Alfredo recebe uma ligação de Cristina:
- Pai? Consegui as informações que me pediu.
- Ah, que bom Cristina, pode me dizer? Eu não tô me aguentando. — diz Zé ancioso.
- A dona Marta vai se casar em um cartório perto de Copacabana, o único cartório lá, às 15:00hrs.
- Então ela não quer mesmo se casar na igreja... tá bom minha filha, obrigado!
Zé chega no apartamento de Maria Isis, ele é recebido por beijos da ninfeta, que não esperava a visita.
Isis- Zé... meu amor! Que surpresa. Achei que não vinha hoje.
Zé- Eu estou aqui não estou? -disse ele com um sorriso tímido no rosto.
Os dois seguem para cama, como de costume, depois de um tempo Isis adormece e José Alfredo sem perceber, começou a pensar alto:
- Como eu vou fazer para impedir esse matrimônio? Vai ser meio fácil, porque eu sei que a Marta não vai dizer "sim" de primeira! HAHA, imagino ela saindo daquele cartório sem dar explicações a ninguém. E sei que é isso que ela vai fazer...
Isis escutava o que Zé dizia, mas resolveu ficar calada.
Na casa dos Medeiros, Marta não saia do seu quarto para nada, almoçava lá, tomava café e tudo mais, era assim há uma semana inteira.
João Lucas: A mãe ainda não saiu daquele quarto? — disse ele num tom preocupado.
Maria Clara: Não, eu tô começando a ficar preocupada já.
Maurilio: Por mim que ela estivesse trancada lá por um mês inteiro, oque importa é amanhã, se ela não sair de lá, eu vou tira-lá a força!
José Pedro: Se você incomodar a nossa mãe, vai se ver com agente. — falava ele representando os irmãos.
Eles saem da sala sem deixar Maurilio responder.
- Ai como que queria que o Zé estivesse aqui, apesar de tu das as brigas, sou bilhões de vezes mais ele que o cachorro do Maurilio... — disse ela aos prantos.
Marta se lembra da última noite com José Alfredo, e acaba adormecendo.
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Chegou o dia!
José Alfredo se levantou cedo, nem se despediu de Isis, foi direto a Santa Teresa aguardar a hora da cerimônia.
Já Marta, dormiu até 12:35, deixando todos preocupados.
Maurilio: A mãe de vocês, tem até as 14:00 para estar aqui em baixo! Eu não vou falar mais nada...
Todos o olhavam com cara de desprezo e nojo.
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Marta acordou, tomou seu banho, sua roupa para cerimônia era um vestido branco, que vinha até os joelhos. Ela estava como em um dia qualquer, mas sempre, muito elegante. Já eram 13:50, Maurilio estava eufórico, ele já ia subindo as escadas quando viu Marta descendo.
Maurilio: Olha só quem quem apareceu... está pronta?
- Você está me vendo pronta? Pois bem!
Os filhos da Imperatriz riram.
Maurilio- Deixe a ironia de lado e vamos.
Eles seguiam para o cartório, só estariam lá Marta, filhos e amigos proximos.
Chegando lá, saíram do carro e adentraram o local.
José Alfredo já estava escondido ali perto esperando oque havia imaginado.
O padre falou todas a palavras e logo perguntou a Marta:
Você está de acordo com essa cerimônia?
Maria Marta olhou para todos que estavam la, e sem falar nenhuma palavra, saiu correndo do local.
Os filhos da Imperatriz tentaram impedir a mãe, mas Maurilio não deixou ninguém sair do local, com esperança de que Marta voltasse (otário)
Marta saiu correndo do lugar e se esbarrou com um homem, era José Alfredo! Ela não acreditava no que via, simplesmente se soltou de Zé. Ela caminhava de costas lentamente. Zé gritou Marta, que logo pôs as mãos nos ouvidos, sem escutar as buzinas de um carro que vinha. José Alfredo correu e puxou Marta para a calçada. Ela não demonstrava reação alguma até que seus olhos começaram a piscar por cada segundo, ela ameaçou desmaio, mas não, continuou ali firme e forte. José Alfredo a levou par dentro do carro, o logo Josué deu partida.
- Marta? Me responde por favor... Você está bem?
- Você acha que estou bem? — disse ela deixando uma lágrima cair do seu rosto.
José Alfredo limpou a lágrima da esposa, e a deitou em seu colo, alisando seus cabelos e explicando o porque de tudo. Eles tiveram uma conversa bem franca e acabaram se entendo.
José Alfredo levou a Marta para onde estava, no bar de Emanuel, chegando em seu quarto levou Marta até a cama, ela precisava de repouso.
Josué: Comendador, eu vou deixar vocês a sós! Mas você pode me responder uma coisa?
José Alfredo: Oque foi, Josué?
Josué: E a Isis oque vai fazer um relação à ela?
José Alfredo: Eu cuido da Isis depois! Eu tenho que cuidar primeiro da Marta...
Josué saiu do quarto deixando o casal a sós.
Marta estava abrindo seus olhos, quando realmente acordou foi recebida por Zé.
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