Malfoy no País das Maravilhas
6 Socorro! Me apaixonei por um Malfoy!
Notas iniciais
Leia escutando: Verte de lejos
— Eu estou gostando do Malfoy.
Essa palavras foram como várias facas no coração da garota. Rose não sabia como reagir, e muito menos como responder a sua amiga depois daquilo. Anne tentou encarar a amiga nos olhos, sem sucesso. Ela olhava para todos os cantos do salão, esperando que Rose quebrasse o silêncio.
— Olha, por essa nem eu esperava. — Rose falou quebrando o silêncio, coçando a cabeça – Mas eu prometi que não iria contar para ninguém, então não vou falar.
— Na verdade eu te obriguei. – Anne fala voltando a encarar a amiga ainda com vergonha. – Mas vale de qualquer maneira.
— Mas agora me diga, entre tantos garotos em Hogwarts, você tinha logo que começar a gostar do Malfoy?!
— Você sabe que não mandamos no coração, né?! Além disso... duvido que Draco Malfoy sinta algo por mim, você acha que ele ficaria com alguém que é da Grifinória? Aposto que não, e muito menos uma nascida trouxa!
— Eu não teria tanta certeza disso. – Rose falou.
— O que você quer dizer com isso? – Anne perguntou de maneira suspeita.
— Bom, quando eu falei que quem realmente tinha motivos para se envergonhar de usar as fantasias era você e eu... e quando eu falei isso ele perguntou que tipo de roupa você usaria e ele ficou olhando bastante para você. – Rose falou de maneira maliciosa.
— Isso... isso... isso não quer dizer nada! – Exclamou a amiga.
— Hamham, claro... – Rose falou irônica – Ele ficou te olhando como um “idiota apaixonadinho”.
— Assim como você olha para o Jorge, e como ele também te olha? – Anne arqueou a sobrancelha, rindo um pouco, o que fez com que a amiga se envergonhasse o suficiente para ficar vermelha como um tomate.
— O-o quê?! Eu não olho para o Jorge como uma idiota apaixonada! – Exclamou ainda envergonhada.
— Claro, e eu acredito, afinal... você já é uma! – Anne falou sarcasticamente.
— Não sou!
— É sim!
— NÃO SOU! – Rose gritou de maneira com que chamou a atenção de todos no salão, principalmente de Jorge, com que a fizesse mergulhar na mais profunda vergonha — Mas, agora me diga, como foi que isso começou? – Rose perguntou de maneira curiosa.
— Eu... Eu... – Anne falava com dificuldade, aumentado ainda mais o vermelho em seu rosto. – Eu não sei... apenas surgiu esse sentimento...
Anne não sabia mais como reagir a tal situação, queria apenas sair correndo dali e enfiar a sua cabeça em um buraco e nunca mais sair de lá. Rose notou que Anne estava em um estado em que nunca viu sua amiga antes, ela colocou suas mãos nos ombros da amiga tentado animá-la.
— Olha, mas mudando um pouco de assunto... o que faremos para convencer com que o Malfoy aceite fazer a porcaria de feitiço no cabelo? Ele só vai deixar se você me deixa mostrar o desenho da sua fantasia a ele.
— Mais cedo ou mais tarde TODOS me verão com aquela “coisa”! Por que diabos ele insiste tanto?! Ele esperou nove meses para nascer, não pode espera alguns dias para a minha maior humilhação da minha vida?
Quando Anne terminou de fazer o “draminha” dela, uma lâmpada se acendeu em sua cabeça, mesmo sabendo que essa lâmpada poderia explodir de vez sem seguida... mas seria para o bem de todos, ou apenas para sua própria diversão...
— Me deixa ver o seu desenho! – Rose ordena.
— Ué, por quê? – Perguntou desconfiada.
— Para de frescura!
— Você vai mostrar o desenho para alguém?! — Ao terminar de falar Anne olhou para Draco, e o “alguém” cuja referia não era ninguém mais e ninguém menos que ele, o Malfoy.
— Não... não irei mostrar o desenho para ninguém, muito menos para o seu amado...
— C-calada! – Anne gagueja e rosna em seguida. Ela tira o desenho de seu bolso e o entrega a amiga. – Pronto, agora me devolva a porra do desenho!
— Mas que boquinha suja em?
— Apenas me devolve a porcaria do desenho!
— Claro, claro, mas antes... – Anne não entendeu o que a amiga quis dizer com aquilo, mas sabia que não era nada de bom.
Rose analisou mais um pouco o desenho e estava prestes a entregá-lo para Anne, mas não o fez, começou a correr com o tal desenho da fantasia da Lebre de Março em sua mão.
— MALFOY! – Rose grita chamando a atenção de todos e principalmente, e obviamente, de Draco. – TOMA ESSA PORCARIA DE DESENHO! VOCÊ VAI FICAR ME DEVENDO UMA! AGORA É MELHOR EU CORRER, POR LÁ VEM UM DRAGÃO ATRÁS DE MIM SOLTANDO FOGO PELA BOCA!!! – Rose gritou e correndo pelo salão e com Anne atrás dela. Rose entregou o tal desenho feito uma louca para o sonserino.
— SUA FILHA DE TROLL! POR QUE VOCÊ FEZ ISSO?! – Anne gritou e todos começaram a rir, mas ela finalmente se deu conta que Rose deu seu desenho ao sonserino, antes que ele pudesse finalmente ver os “trajes” que ela usaria na tal peça, ela o toma das mãos do sonserino.
— EI! – Exclamou o sonserino.
— Não lhe dei permissão... – A grifinória fala o tanto envergonhada. – Todos verão as fantasias de cada um mais cedo ou mais tarde... – Anne coloca o papel novamente em um dos bolsos de sua capa e o sonserino fica vermelho de raiva e dá costas para a garota. Diante disso ela sente uma pequena faísca em seu peito. Ela balança a cabeça e volta para amiga com um olhar diferente, como uma fera prestes a atacar sua presa. – Agora vamos voltar a você...
— V-você s-sabe o por quê eu fiz aquilo... – Rose recua.
— Eu sei muito bem o por quê fez isso! Eu só não te mato agora porque temos que apresentar uma merda de peça.
— Mas que boquinha suja em? Você anda lavando bem essa boca? Deveria lavá-la melhor! – Rose fala e todos começam a rir.
— Estou pouco me lixando para o que falo ou deixo de falar, eu não vou te matar, mas vou te encher de sopapos!!! – Anne diz e correr novamente em direção da amiga, mas foi impedida por Cerdrico, Jorge e Olívio. – M-me soltem!
— Só quando você parar de dar chilique, mulher! – Olívio fala e todos no salão continua a rir da situação constrangedora.
— Idiota! – Anne rosna e bufa em seguida. – Me soltem, eu já disse. – Ordena e os garotos a soltam. – Vou tomar um ar pra ver se acalmo os meus nervos, enquanto isso continuem as coisas sem mim.
— Você vai tomar um ar pra se acalmar? Assim vai acabar com oxigênio do mundo menina! – Fred fala e começa a rir.
— Sorte a sua que eu ainda tenho um motivo para ainda estar de bom humor hoje. – Anne diz e caminha em direção a saída e fecha a porta com uma fora moderada.
O silêncio reinou no salão, até que foi interrompido por alguém.
— Vamos gente! Vamos trabalhar que é melhor! – Gail fala batendo as palmas para chamar atenção de todos. – Essa porcaria de peça não vai sair sozinha!
Todos voltaram a fazer o que estavam fazendo antes de toda essa confusão, mas sem que percebessem um dos alunos ali presente saiu de fininho com que ninguém o notassem. Enquanto isso a grifinória caminhava em direção ao jardim, chegando lá ela senta-se em um banco e começa a lembrar-se da situação vergonhosa que acabara de ocorrer em instantes. Ela coloca as suas mãos em seu rosto tentando conter a vergonha.
— AAAAAHHHHH!!!!! POR QUE EU FIZ AQUILO?! QUE RAIOS DEU EM MIM?! — A grifinória gritou com todas as suas forças na esperança de aliviar a sua vergonha.
Enquanto isso, o sonserino procurava a garota que saíra do salão.
— Onde ela está? – O sonserino perguntou para si mesmo.
Draco continuou a andar a procura da grifinória, depois de alguns minutos a procura da garota, ele chega ao jardim. De repente o mesmo escuta uma voz feminina cantando, ele se aproxima cada vez mais para descobrir quem estava cantando. A cada passo que Malfoy dava a voz ficava mais alta. Logo após de um determinado momento ele finalmente descobre quem estava cantado, Anne estivera sentada em um banco que houvera no jardim, a música que a garota cantava era o tanto reconfortante, ele nunca escutou aquela música, muito menos a conhecia, logo pensou que era uma música feita por trouxas, mas aquela música tocava em seu coração de alguma maneira, não sabia se era por conta da letra da música ou se era porque Anne estava a cantá-la, ele só queria prestar atenção na letra da música, queria sentar-se ao lado da garota e ouvi-la a cantar, ou seja, tudo o que não podia. Ele apenas prestou atenção a cada palavra da música.
— Como explicar
Não deixo de pensar em você
Em nós dois
Como escapar
De uma canção que fale de você
Se você é minha canção
Posso viver como num conto
Se estou com você
Que revive, a cada pagina, o amor
Mesmo que tente já não posso mais, te ver de longe
Meus olhos já não podem ocultar este mistério
O céu me abraça e voo sem parar ao seu encontro
Chego a tempo e já não está, alguém ocupou o meu lugar
Lembre a ele que um dia nos encontraremos, e te perderá
Diga também, que é inevitável o destino, não me deterá
Você poderá viver como num conto
Mas comigo
Eu te beijarei e despertarei o amor
Mesmo que tente já não posso mais, te ver de longe
Meus olhos já não podem ocultar este mistério
O céu me abraça e voo sem parar ao seu encontro
Chego a tempo e já não está, alguém ocupou o meu lugar
Ter você é respirar
Como viver se você não está
Mesmo que tente já não posso mais, te ver de longe
Meus olhos já não podem ocultar este mistério
O céu me abraça e voo sem parar ao seu encontro
Chego a tempo e já não está, alguém ocupou o meu lugar
Tanto um como o outro sentiram que essa música foi feita para eles, mesmo Draco escutando-a pela primeira vez, ele sentiu um certo calor em seu coração.
— A única coisa boa desse castigo todo é que eu poderei ficar um pouco mais ao lado dele.— Anne suspirou, um pouco mais aliviada por causa dos acontecimentos que ocorreram a alguns momentos atrás.
Ao escutar aquilo Draco sentiu ao algo em seu coração. Ele não sabia se isso era bom ou ruim, não sabia a quem aquele “ele” se referia, ele apenas tinha certeza que não queria sair de perto da garota. Anne encara o céu mais uma vez antes de levantar-se, ela ainda não tinha percebido a presença de Draco. Ela levantou-se e virou-se para voltar ao salão. Ela tomou um choque ao perceber que Draco estava ali, encarando-a. Imediatamente nasce um rubor avermelhado no casal.
— D-draco?! O-o que v-você está f-fazendo a-aqui?!
— Eu quem pergunto, você não deveria estar ajudando os outros com a maldita peça?
— Vim aqui tomar um ar para acalmar os nervos por conta daquela... palhaçada. E você? Não deveria estar tirando as medidas para a sua fantasia?
— Aquela fantasia é ridícula, ainda não acredito de Dumbledore nos castigou dessa maneira.
— Fazer o que, né? Depois daquela “batalha”, acho até que merecemos... mas ele não nos deu um castigo, mas sim uma tortura.
— Você fala isso porque não está no meu lugar, você não é um garoto que tem que usar vertido!
— O Cedrico vai usar também...
— Mas não durante a peça inteira, e ainda para piorar a sua amiguinha estava querendo fazer um feitiço para o meu cabelo crescer!
— Melhor do que ter que usar peruca ou ter que pintar o cabelo de loiro. Pintar o cabelo é ruim demais, e peruca pinica muito. E falando na Rose, aquela garota me paga!
— Vocês duas estavam parecendo gato e rato no salão! – Malfoy começa rir.
— Tudo culpa dela... – Anne fala, mas sabia que a culpa não era apenas da amiga, mas também de Malfoy, entretanto não tinha coragem o suficiente para admitir isso. Ela desvia o olhar de Draco e começa a caminha em direção ao salão. Draco percebe e para de rir no mesmo instante, a segura pelo braço, impedindo-a de mover-se. Anne não sabia o que Draco estava fazendo naquele momento, muito menos ele. – Draco?
Ele leva um tempo para se recompor e solta a garota, ele dá costas a ela e caminha em direção ao salão. A garota fica sem entender o que acabar de acontecer, ela balança a cabeça e começa a caminhar, o tanto trás de Draco, até que consegue alcançá-lo.
— Me fala uma coisa... por que você não quer mostrar o desenho da sua fantasia? – Draco pergunta curioso tentando quebrar o silêncio entre os dois.
— E-ela é m-muito c-constragedora... – Anne fala criando um grande rubor avermelhado em suas bochechas. – Se pudesse eu trocaria de personagem com qualquer pessoa, mas não pode... – Anne bufa.
— Concordo... – Draco tenta disfarçar um pouco a sua vergonha.
— Eu não sei se isso ajuda, mas o vestido da sua fantasia será azul... – Anne faz uma pequena pausa, já chegando em frente ao salão. – Azul combina com você... realça os seus olhos... – Anne fala envergonha já entrando salão.
Malfoy fica mais envergonhado ainda, fazendo com que suas bochechas fiquem vermelhas o suficiente para ficar igual a um tomate. Ele nunca pensou que realmente teria uma conversa com a garota, e que ainda poderia estar tão perto dela, e muito menos que seria elogiado por ela.
O sonserino entrou novamente no salão cautelosamente para que não o percebessem, ele procura Rose no salão e caminha até ela.
— Onde você estava Malfoy?
— Isso é da sua conta?
— Calma! Não precisa descontar a sua TPM em mim não!
Draco rosna para Rose e dá as costas para ela, e começa a caminhar vagarosamente.
— Está esperando o quê? Não vai tirar as medidas para a merda da fantasia? – Draco fala ainda de costas para Rose.
Rose arregala os olhos por causa das palavras de Draco.
— Virou pedra foi? A minha paciência tem limite, se caso você não tirar as medidas agora mudarei de ideia.
— J-já vou! – Rose pegou todos os materiais para tirar as medidas do sonserino, a garota estava confusa, afinal não sabia o quê, quem, como ou muito menos o porquê o garoto mudou de ideia de uma hora para outra, mas tinha certeza que essa mudança repentina se chamava Anne...
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