Maldosas

2 Mudanças em minha vida.


Notas iniciais
Eu sei,demorei um século pra postar,gente eu não demoro tanto tempo assim ta,nem sei pq demorei tanto tempo pra postar,mas aqui estou eu de novo,esse capitulo deve ser melhor que o outro,ou não,bom o próximo vou fazer que saia mais rápido,pra compensar um pouco a demora o capitulo ficou gigante!Então espero que gostem!
Boa Leitura!

No ultimo capitulo de Maldosas

“–Você não vai contar pra ninguém que eu matei sua irmã ,nem mesmo dizer que viu um palhaço,minta-ela disse e desapareceu,logo em seguida aí em um sono profundo por causa da extrema dor que eu sentia.”

Veio uma escuridão em seguida,mas era uma escuridão boa,eu me sentia bem com ela,então como em uma fumaça cinzenta fui parar em outro lugar,eu estava em uma floresta escura,era assustador,estava de dia,mas era um dia nublado,a neve cobria o chão e o vento era gelado,eu não sabia por que estava aqui,mas então vi uma garota loira correndo entre as árvores,mas ela estava longe,então me aproximei ,mas ela corria desesperadamente,não consegui alcançar ela,então um palhaço a sua frente apareceu,eu fiquei sem reação,simplesmente parei de correr na hora.Em um gesto rápido o palhaço enfiou a faca em sua mãe na barriga da garota,então a garota caiu no chão,ela estava sangrando muito,e uma dor me veio na hora,a garota estava ali morta no chão.

–Não- a palavra saiu como um sussurro,estava para ali,não consegui mover um músculo se quer.

Então o assassino começou a caminhar em minha direção,eu queria correr,fugir dali mas não conseguia,isso me assustava,minha respiração estava acelerada e era como se meus pés estivessem grudados no chão.Então o assassino estava cada vez mais perto de mim e eu não consegui fazer nada,simplesmente via a morte vindo em minha direção sem poder fazer nada pra impedir.Ele chegou mais perto e sussurrou em meu ouvido.

–Agora é a sua vez.

Em um susto abri os olhos,e me deparei com um quarto de hospital e vários fios grudados a mim.Como eu vim parar ali?O que tinha acontecido?

Olhei para os lados,vi um policial escorado na janela e então ele veio em minha direção,estava ainda meio tonta e completamente confusa.

–Até que enfim a senhorita acordou-ele disse,parecia cansado,por quanto tempo será que eu tina dormido.

–Quanto tempo eu dormi?-eu perguntei e notei que a minha voz tinha saído fraca,estava com muito sono ainda

–Hoje iria fazer uma semana-ele disse e eu arregalei os olhos,não poderia ter dormido tanto tempo.

–OQUE?-eu quase gritei e isso fez eu engastar ,então comecei a tossir,o policial veio em minha direção para tentar me ajuda.

Na mesma hora um homem de jaleco branco entrou no quarto,deveria ser o médico.

–O que esta acontecendo? –o médico perguntou meio assustado com o que poderia ter acontecido comigo.

–Ela engasgou e começou a tossir -o policial respondeu já que eu não estava em condições para falar.

Minha crise de tosse começou a diminuir e eu parei de tossir.

–Policial Marin acho melhor deixar perguntas para depois,a paciente acabou de acorda,ainda esta se recuperando-o médico falou com uma voz calma e agradável .

–Mas...-o policial tentou falar algo mas foi interrompido pelo médico.

–Sem mas,depois você faz as perguntas,agora ela precisa descansar-ele disse e o policial o encarou com um olhar mortal mas o médico o ignorou,então o policial saiu do quarto meio bravo.

–O que aconteceu comigo?-eu perguntei ansiosa,algumas perguntas precisavam ser respondidas para mim.

–Você não se lembra?-ele perguntou,então a voz do palhaço veio em minha mente” Você não vai contar pra ninguém que eu matei sua irmã ,nem mesmo dizer que viu um palhaço,minta” então pensando naquelas palavras respondi.

–Não- falei rápido demais e o médico pareceu meio desconfiado.

–Tem certeza que não lembra de nada?-ele perguntou,a que droga,não acredito que isso ta acontecendo comigo.

–Tenho apenas vagas lembranças,como borrões e minha mente-eu menti,me lembrava muito bem daquela noite,apesar de querer esquecer tudo.

–Então vamos fazer mais alguns exames para ver se você teve algum problema de memória-ele disse e eu assenti.

–Mas o senhor não respondeu a minha pergunta,o que aconteceu comigo?-eu perguntei e ele fez uma cara de preocupação,parecia que ele tinha medo de me contar algo que eu já sabia.

–Bem,não sabemos o que aconteceu direito,encontramos você machucada caída no chão do quintal de uma casa velha,e sua irmã e seu amigo morto-ele disse baixo,eu sabia o que tinha acontecido mas doía ouvir isso,uma lagrima caiu sobre meu rosto pálido e uma dor que eu não sabia da onde vinha me atingiu.

–Minha irmã morreu?-a fixa ainda não tinha caído,ainda tinha a esperança que ela estivesse viva,que só teria se machucado,ou que aqui tudo foi apenas um pesadelo.

–Sinto muito-ele disse abaixando a cabeça,não consegui olhar para os meus olhos,mais lagrimas caíram e o choro me dominou,os soluços vieram logo atrás e a dor aumentou-Eu sei que isso deve estar doendo mas você precisa se acalmar,precisa descansar,uma enfermeira deve vir daqui a pouco trazendo algo para você comer,vou preparar depois os exames para ver se você teve algum problema de memória,ok?-ele disse compreensivo e eu apenas assenti, então ele abriu a porta e saiu da sala,então sim que as lagrimas vieram e eu não consegui segurar o choro o choro.

Fui tentar secar meus rosto molhado de lagrimas,mas meu braço doeu e eu percebi que tinha uma cicatriz horrível no meu braço,então lembranças vieram em minha mente:” eu me desesperei na hora,e entrei em um quarto que estava na minha frente,era escuro e só tinha uma janela meio quebrada,não pensei duas vezes,eu pulei a janela mas estava no segundo andar,acabei me cortando quando passei pela janela”,as imagens perturbavam a minha cabeça,deveria ser assim que aquela cicatriz foi causada,não imaginei que ficaria assim um corte daqueles,sei que foi meio profundo mas,bem isso não importa agora,meu braço tava doendo quem liga pra como foi feito?

Meus pensamentos foram interrompidos quando a enfermeira entrou no quarto com uma bandeja na mão,ela mau falou comigo,simplesmente deixou a bandeja e disse algo como “o doutor já esta vindo,coma isso”,eu apenas assenti e ela foi embora ,nem liguei pelo modo como Ela me tratou já estava acostumada com o fato das pessoas me ignorarem e mau falarem comigo.

No momento queria dizer que não estava com fome,mas pra quem poderia mentir,eu estava faminta,então peguei a bandeja e comi,quase a bandeja foi para o meu estomago também,então depois que terminei de comer nem tive tempo para pensar pois o doutor entrou no quarto e me levou para fazer alguns exames,eu não queria fazer exame nenhum,mas pensei que se eu me recusa-se a fazer ele iria desconfiar e aí sim teria quase certeza da minha suposta “perda de memória”.

Os exames demoraram menos do que eu esperava e logo já estava na minha cama,bem aquilo não era “minha” cama,imagino quantas pessoas já deitaram ali,mas era aonde eu estava a praticamente uma semana,então isso a deixava “minha”.

–Por quanto tempo eu vou ficar aqui?-eu perguntei pra tirar o silencio que já me irritava.

–Não sei,mas você esta aparentando ter melhorado muito,logo deve tirar alta,talvez fique aqui mais uns 2 ou 3 dias se continuar assim-ele disse ainda olhando na prancheta .

–E meu pais,eles vieram me visitar?-eu perguntei,então ele me olhou com um olhar triste,como tinha olhado pra mim quando eu disse o que tinha acontecido comigo.

–Sim,uma vez,é que eles andaram meio ocupados com o enterro de sua irmã,aí eles não conseguiram vir muito-“vir muito”,foi gentileza dele dizer isso,eles vieram apenas uma vez, mas pelo menos vieram,mas sério,nem quando eu estou no hospital eles me dão um pouco de atenção,talvez não devesse ficar tão surpresa com isso,mas mesmo assim doía.

–Minha irmã já foi interada?-era de imaginar,já se passou quase uma semana,mas eu não pude nem dar o ultimo adeus para ela,eles não poderiam ter feio isso comigo,eles deviam ter esperado eu acorda,me dar um pouco mais de atenção,eles deviam ser pais melhores.

–Sim e seu amigo também -a revolta era tanta em mim, eu ama os dois, e se eu tive-se feio tudo diferente, eles poderiam estar aqui agora,eu agora estava me odiando por dentro.

Tive que segurar as lagrimas antes que elas fossem derramadas, então alguém bateu na porta e o médico foi atender,minha visão estava meio embaçada por causa das lagrimas mas pude perceber que ela um policial.

Limpei meus olhos,e pude ver melhor,eram dois,o mesmo que estava hoje quando acordei e outro que parecia ser um pouco mais velho que ele com fios de cabelos brancos já,mas seu chapéu cobria a pequena quantidade de cabelos que o restava.O policial falou baixo e eu não pude ouvir direito o que ele disse,mas deu pra entender que ele falou “preciso falar com ela!”, o doutor fez uma cara de repreensão e saiu pra fora do quarto junto aos policiais.

Pela janela que tinha no quarto percebi que ali fora o doutor discutia com os policiais e isso me deixava aflita.Então depois de uns 15 minutos os policiais foram embora e o medico entrou de novo no quarto.

–O que eles queriam?-eu perguntei aflita,tinha medo do que poderia acontecer,mesmo não tendo a mínima idéia do que seria a minha vida daqui PR frente.

–Bem,eles queria falar com você mas eu disse que agora você precisava se recuperar,esta fraca ainda,amanha eles vem falar com você- ele disse e isso me preocupou,eu não poderia falar a verdade,e também eu teria que mentir mais uma vez,meu medo maior é que os exames dessem que eu não tinha nada e que estava mentindo.

Perguntei pra ele que horas eram e ele disse que eram 9 da noite,também me disse que estava me recuperando rápido e que talvez daqui a 2 dias eu ganha-se alta.Fiquei feliz com a noticia,mas fiquei preocupada como seria quando saísse dali.Como será que as pessoa vão reagir?Não quero que elas tenham pena de mim,nem nada,mas sei lá,talvez isso seja inevitável.

Depois de algum tempo acabei caindo no sono.

Acordei no outro dia com a Luz do sol batendo em meu olhos e a enfermeira abrindo a porta para me trazer o café a manha.Minha manha foi chata,na pequena teve que tinha em meu quarto só passava seriados antigos que não tinham graça nenhuma,eu até gostava de alguns seriados antigos mas o que passavam era muito velhos e chatos,mal conseguia entender oque eles falavam e a voz deles me irritavam.

Infelizmente o que eu mais temia aconteceu ,os policiais abriam a porta,e quando vi já estava em um interrogatório meio medonho.

–Qual foi a última coisa que você se lembra?-uma policial perguntou,no momento tinha ela e outros policial,o mais velho que tinha visto na outra noite.

–Bem..eu não me lembro direito...mas a ultima coisa que me lembro,é do baile,eu dançando no baile,era um baile normal,todos fantasiados,eu tava no ginásio,era aonde estava acontecendo a festa,depois tudo é como um borram preto,não me lembro de mais nada-eu disse,me sentia mal por menti,mas acho que eles acreditaram.

–Você tem certeza?Não se lembra de mais nada?-o policial perguntou,eu me fiz de ofendida.

–Mas é claro!Eu acabei de perde minha irmã e meu melhor amigo tudo que eu mais quero agora é que encontre o assassino,por que o senhor acha que eu estaria mentindo?-eu disse alterando o meu tom de voz,fiquei impressionada de como menti bem.

–Porque talvez você seja o assassino-ele disse alterando também o tom de voz,tentando me desafiar,eu paralisei na hora.

–O que?-minha fala saiu num fio de voz,me escorei novamente no travesseiro ,eu não podia acreditar que isso estava acontecendo -mas porque eu faria isso?-perguntei no mesmo tom de desafio como ele tinha feito antes.

–É isso que vamos descobrir,você não me engana mocinha-ele disse,senti tanta raiva dele naquele momento que se não fosse os fios grudados em meu corpo eu teria pulado no pescoço dele no mesmo momento.

–Você ta louco,só pode-eu disse num tom de desgosto e ele olhou feio pra mim.

–Olha como você fala comigo -ele disse ameaçador- posso te prender por desacato a autoridade menina!-ele praticamente berrou isso na minha cara.

–Isso prende alguém que já ta preso numa cama de hospital e que ta com a irmã e o melhor amigo mostos e que ta sendo acusado de ter matados eles,vai prende,alguém que já ta preso por não lembrar nada,vai prende-eu disse isso e indo pra frente dele,só não pude ir mais pra frente por causa daqueles malditos fios,lagrimas caiam cobre meu rosto,mas não eram de tristeza e sim de raiva,raiva dele por desconfiar de mim.

Ele iria responder mas a outra policial colocou a mão sobre meu peito ,me deitando de volta a cama.

–Acho melhor agente ir policial Lincon,elas não pode se estressar esqueceu-ela disse olhando para os meus batimentos cardíacos que já passava de 120.

O medico entrou no mesmo momento e ficou assustado com a cena.Pediu que eles se retirassem,a policial teve que praticamente arrastar o outro policial pra fora,logo que eles saíram o medico disse para eu me acalmar,então respirei fundo e fiz o que ele pediu,logo os batimentos acalmaram.

As horas foram se passando e o medico já tinha o resultado dos exames,ele disse que nos exames não deu nada,mas que talvez por causa do trauma minha cabeça apagou as memórias,mas que eu devo lembrar elas com o tempo.

1 mês depois ....


Estava em minha cama ouvindo Diana,a minha empregada,que pra mim era como uma mãe,dizer que eu tinha que ir para a escola.Desde que sai do hospital minha vida virou de cabeça para baixo,eles se tornaram mais frios comigo e descobri que eles desconfiam que eu seja a assassina,isso me deixava mal,mas tentava não ligar pra isso,o que é impossível.

–Mas eu não quero ir Diana- eu disse tentando com vencê-la ,mas ela me olhou com aquele olhar de mãe repreendendo o filho,Diana tinha um filho,que já era velho e morava com a família no Canada,visitava ela lá de vez em quando,então isso me tornava a segunda filha de Diana.

–Mas tem que ir-ela disse,suspirei e levantei da cama,fui até o banheiro,tomei um banho gelado,para ver se me acordava,ajudou um pouco,mas ainda estava morrendo de sono.

Depois do banho fui me arrumar,desci as escadas,a casa estava em um silêncio irritante, sentia falta de Mya,da gente se atrasando porque ela estava se maquiando,dela acordando cedo para se arrumar,e eu brigando com ela porque ela fazia muito barulho e me acordava.Sorri com a lembrança,eu me sentia um pouco mais feliz na época.

Diana estava colocando o café na mesa,comi rápido e fui para o colégio,se lembra que eu achava que eles teriam pena?Então tire isso da sua mente,eles com certeza não tinham pena de mim,motivo:eles achava que eu era a assassina,porque?Porque aquele policial idiota que eu quase pulei em cima deve ter dado um jeito de ter colocado isso na imprensa, eles não tinham prova nenhuma,o crime era quase perfeito,e eu não podia falar nada,e isso me deixava frustrada.O caso já estava sendo quase arquivado mesmo não tendo encontrado o assassino,e eu ficava irritada com isso.

Bem agora eu tinha que ouvir piadinhas como,”Sophi,menina má”,e outras tinham medo de mim,via as garotas saindo correndo do banheiro feminino quando entre,apenas uma garota loira metida,que agora devia ser a chefe de torcida no lugar da minha irmã ficou no banheiro, não sei porque ela ficou se todas as suas seguidoras “fugiram” do banheiro.

–Obrigada-ela disse olhando sinicamente para mim.

–Pelo que?-eu disse no mesmo tom ,só que com desgosto.

–Por ter tirado Mya do caminho,todos sabem que vocês se odiavam,obrigada,mesmo não querendo me ajudou-ela disse dando um sorriso falso,eu tive que me segurar pra não dar um soco naquela carinha bonita e quebrar todos os dentes dela.

–Você não sabe do que esta falando,mas não vou ligar para o opinião de mais uma vadiazinha nessa escola-ela iria me dar um tapa mas no mesmo momento alguém entrou no banheiro,uma menina morena de olhos negros,então a loirinha alquisigenada saiu do banheiro furiosa.

Saí do banheiro e fui para a sala de aula,o sinal tinha batido e a professora entrou na sala, para ter idéia o apelidinho “Sophi menina má” que os idiotas do time de futebol inventaram pegou,e até a professora me chamou disso na hora da chamada mas logo se corrigiu.

A aula estava passando e eu estava muito entediada e não conseguia prestar atenção,era aula de matemática e eu estava toda enrolada com essas letras e números.

–Então senhorita Williams,fez a conta?-ele disse apontando para o quadro que tinha uma conta gigante,em outros tempos eu faria aquilo rapidinho mas estava cheia de mais pra conseguir responder,apenas assenti dizendo que sim,talvez ele me deixa-se em paz-Então resolva ela aqui no quadro-ele disse frio,era só o que me faltava,me levantei da cadeia,fui até o quadro,meu passos era lento esperava que algo me tira-se daí,mas o que?

–Professor preciso falar com a senhorita Sophi Williams,agora- respirei aliviada,então o professor deu permissão e eu fui com a diretora até a sala dela.

–Sente-se -ela apontou para a cadeira a sua frente e eu me sentei -senhorita Williams,depois de todo o ocorrido,com sua irmã e você eu tive uma conversa séria com a direção,eles acham que você estudando aqui,pode trazer uma imagem ruim para a escola-eu fiquei paralisada na hora e a interrompi.

–O que?

–Eu te entendo,tentei protestar ,mas não teve jeito,então peço que se retire o mais rápido possível -ela abaixou o olhar e eu a olhei incrédula.

–Ta bom,que tal agora-eu disse me levantando da cadeira e indo para a porta.

–Não precisa ser agora-ela disse segurando o meu braço.

–Mas eu quero agora-eu disse e ela soltou o um braço e suspirou,sai da sala da diretora e fui até a classe.

Entrei meio brava na sala,todo mundo me olhou,guardei meus materiais na minha bolsa , peguei a mesma e fui até a porta,mas antes de sair me virei e disse.

–Adeus bando de alunos fúteis.

Recebi olhares feios mas nem liguei para isso.

Sai daquela escola,fui até uma pracinha ali perto e me sentei num banco.Liguei para os meus pais.

–Oi pai,não vai acreditar,me expulsaram da escola-eu disse muito mais triste mas ele nem ligou pra isso.

–Imaginei que isso iria acontecer-ele disse calmo,parecia que nem tinha ouvido o que eu disse.

–E não fez nada?-eu disse incrédula.

–O que queria que eu fizesse?-ele perguntou me desafiando.

–Deixa pra lá-eu disse -tchau- falei e desliguei o telefone.

Fiquei pensando um pouco,não agüentava mais ficar naquela casa,se não fosse por Diana não sei o que seria de mim,eu tinha que me mudar dali,o mai rápido possível.

Liguei para Mary,a assistente do meu pai e amiga da família,ela devia me ajudar com isso.

–Oi Mary,preciso de um favor-eu disse esperançosa.

–Oi,ta bom pode falar-ela disse doce como sempre.

–Quero que alugue um apartamento mobilhado em Montpelier –eu disse com meda da resposta.

–Ta,pra guando?-ela disse ainda calma.

–Tipo agora,eu vou pra lá hoje mesmo-eu disse.

–Ta bom,acho que consigo,vou procurar agora tudo bem,mais tarde te ligo dizendo aonde é-ela disse -mas Sophi seus pais sabem?

–Vão saber,obrigada por tudo Mery,tchau- eu disse antes que ela fizesse mais perguntas.

–Tchau -ela disse e eu desliguei.

Fui até minha casa,conversei com Diana,e depois de muito insistir ela aceitou,arrumei minhas malas,então fechando as malas Mery ligou.

–Oi Mery -eu disser .

–Oi,eu consegui o apartamento,mandei o motorista de seu pai colocar o caminho no GPS do seu caro,o dono do prédio disse que deixou a chave do apartamento na portaria,é só falar seu nome lá que eles te dão a chave,ok?-ela disse meio rápido mas entendi tudo.

–ta bom,obrigada Mery -eu disse um pouco feliz.

–Que isso,é meu trabalho,boa viagem?-ela disse.

–Obrigada- então desliguei.

M e despedi de Diana,sentirei muita falta dela,mas preciso ir,com algumas lagrimas no meu rosto fui até o carro,coloquei a malas e segui viagem.

Antes de sair da cidade passei em uma floricultura e comprei flores,depois voltei ao carro e fui até o cemitério aonde as pessoas que eu amo estava enterradas.O cemitério estava vazio,eu estava sozinha lá,era apenas eu e vários túmulos,o tumulo do meu amigo e da minha irmã ficavam por coincidência um do lado do outro,fiquei ali parada olhando pros túmulos,então lembranças vieram a minha cabeça,me lembrei de como conheci Kevin:”Estava no corredor daquela escola que eu não gostava,estava ali meio que por obrigação,nesses pensamentos acabei me batendo contra um pessoa,então as coisas dela caíram no chão,percebi que era um menino,bonitinho até,fui ajudar ele com as coisas ela eu fiz ele derrubar,eu ajudei a pegar o livros e entreguei a ele:

–Oi eu sou Kevin,sou novo por aqui-ele disse meio tímido quando entreguei os livros para ele.

–É eu bem que percebi que nunca tinha visto você aqui.

–É.

Então fomos conversando até a sala de aula,ele era legal,a aula era em dupla e sentamos juntos,então disse para ele.

–Você é a única pessoa que não é fútil que eu encontrei por aqui,e olha que eu estudo aqui a mais de um ano-eu disse e nos dois rimos.

–Você também é a única pessoa que eu falo além de meus pais desde que cheguei a cidade,e já faz 2 messes que cheguei a esse lugar-aí sim rimos mais,aí a professora deu aquele olhar mortal pra gente,e paramos na hora,segurando as risadas.”

Sorri ao lembrar,ele foi meu único amigo,eu o conhecia a tanto tempo,nessa época tínhamos 12 anos e agora tínhamos 16,nunca imaginei que nossa amizade iria terminar assim.As lagrimas caiam e eu nem percebi,pelo menos ninguém estava ali pra ver .

Me lembrei das brigas infantis que tinha com a mina irmã,ri ao lembrar ,mesmo não gostando muito dela eu a amava,ela era minha irmã,que irmãos não tem brigas?Então como um último adeus eu disse.

–Vocês sempre vã estar em meu coração,amo muito vocês -a ultima lágrima caiu e então saí daquele lugar.

Um vento gélido passava pelo meu rosto,entrei correndo em meu carro que era um MP4-12C Spider,eu amava demais o meu carinho e tive que implorar pra conseguir ele,essa é a sorte de ter pais ricos,mas eu queria que eles fossem mais presentes.

Fui dirigindo até Montpelier,tinha anoitecido mas eu não quis para, a viagem era um pouco demorada,mas fui rápido,tomei muito energético e então não estava com um pingo de sono,cheguei lá quando esta amanhecendo,vi que eram 7 horas da manha,a viagem era muito longa,mas cheguei viva.

Estacionei meu carro e fui até uma cafeteria,entrei no local e vi uma pessoa com a cabeça encostada na janela,parecia estar com os pensamentos longes.Então me dei conta de quem era,era ...

Notas finais
Bom gostaram?Espero que sim!
Foi o maior capitulo que já escrevi,prometo que o outro sai bem mais rapido ok?
Bom acho que é isso!
Bjs Lalah.