Malditos Ingleses

1 Porque Somos a Loira Aguada e a Salsicha Humana.


Notas iniciais
Bom essa é minha primeira fic, então pfvor digam o que acharam e o que precisa ser melhorado.Muito obrigada a escritora veterana Júlia Duchannes pelas dicas, te amo miga ♥. Espero que gostem e boa leitura...


Dois segundos. Dois malditos segundos podem fazer toda diferença em uma maldita missão, para acabar com um maldito metido a espertinho de uma maldita... Ah já chega, nunca que eu, Elissa Petrover, deixaria esse desgraçado acabar com a minha reputação na minha primeira missão como líder.
Nunca, nunquinha, nem morta.
Vamos Elissa acalme-se, nem tudo está perdido, você ainda pode se dar bem com tudo isso. É só você começar de novo.
Entre o tempo que eu usei para consultar o que ainda tinha que fazer, ele detonou mais um lote do nosso carregamento. E era o das armas.
O. DAS. ARMAS. NÃO. Agora sim esse cara vai morrer. Era hora de agir no estilo Petrover.
Sai da sala de controle e corri pela base militar até Karina que estava ajudando no Arsenal. Não liguei para os olhares que as pessoas me lançavam e continuei correndo com o computador em baixo do braço.
Quando cheguei lá, ela estava treinando com a turma de iniciantes. Alguns abaixaram o olhar, outros ficaram assustados e algum ainda teve a coragem de rir de mim. É eu não devia estar muito bem depois de correr mais de dois quilometros atrás dessa loira aguada, mas eu ainda era superior a eles, e ninguém ia rir de mim assim.
-Todos pra fora, agora, temos assuntos confidenciais para tratar.
Quando todos já tinham saído, o que não demorou muito porque eu os ameacei com meu computador, fui até a mesa das facas e empurrei tudo para o chão.
-Vem logo loira eu preciso da sua ajuda.
-O que foi agora? Não vai me dizer que colocou fogo no cabelo de alguma inocente de novo?
-Não tem nada a ver com isso, e aquela lá mereceu, nunca brinque com a minha comida.
-Então o que foi agora? Você não deveria estar hackeando o sistema dos israelenses?
-Esse é o problema em questão, nós subestimamos eles, não sei como, mas eles sabiam que íamos tentar fazer isso e colocaram algum agente detonando o nosso carregamento que estava passando pela fronteira russa para impedir que eu entrasse no sistema deles.
-Eles conseguiram atingir alguma coisa?
-O principal carregamento de armas.
-As armas não!
-Aceite que dói menos amiga.
-Desgraçado.
-Pegue o seu computador, e tente hackear o sistema de mísseis enquanto eu copio os dados da organização.
Assim se foi mais uma hora, até que finalmente todos os dados estivessem copiados em nosso sistema e apagados do deles e Karina tivesse bloqueado o sistema de defesa e de ataque dos israelenses.
-É assim que se faz, toca aqui loira aguada-Levantei a mão para ela bater.
-Depois de tanto tempo de amizade, você alguma vez me viu pintar o cabelo salsicha humana?-
Karina e eu somos primas, ela foi criada nos Estados Unidos e eu no nosso país de origem, a Rússia.
Nos conhecemos desde sempre, mas só ficamos amigas mesmo aos dez anos, depois que nossos pais decidiram que estava na hora de entrarmos para os negócios da família e eles voltaram para a Rússia.
Agora é a hora que você se pergunta, que tipo de pai quer que a filha entre para o negócio da família aos dez anos sendo que o negócio da família não é... digamos muito limpo, e não, nos não somos lixeiros nem nada do tipo.
A nossa família é... da máfia. Isso mesmo você não leu errado, nossa família é integrante da máfia russa eu e Karina fomos criadas para sermos grandes espiãs. Aos onze anos já sabíamos atirar. Aos doze já eramos boas hackers, aos dezesseis fomos recrutadas como espiãs da família Petrover e integrantes oficiais da máfia russa.
E desde então sempre foi assim, a loira aguada e a salsicha humana. A dupla inseparável e as espiãs mais respeitadas da Rússia.
-Elissa, o senhor Petrover quer falar com a senhorita- Era Theresa, a secretária do meu avô- E é melhor irmos rápido, ele não estava muito bem-humorado.
-Ihhhh...ô Lis o que você aprontou agora?
-Juro que dessa vez não fiz nada.
-Vai logo, não é bom deixar o vovô esperando muito, e boa sorte.
Segui Theresa até o andar do escritório do temido Emmeric Petrover. Se você pensa que eu não deveria ter medo, por ele ser meu avô você, está muito enganado, isso só me deixava com mais medo ainda. Com as pernas bambas entrei na sala dele, mas quem encontrei foi meu pai, Kerlev Petrover, o maior motivo de orgulho da máfia. E o pai mais exigente da Rússia.

-Elissa o que foi que você aprontou dessa vez?- Ele continuava andando de um lado para o outro.
-Mas que coisa, eu não fiz nada, nem sei porque ele nos chamou aqui papai.
-Pode ter certeza que foi alguma coisa muito grave.
-Como assim?
-Ele já está na sala de reuniões com os outros governantes da máfia à uma hora.- Ferrou, ferrou, ferrou. Todos os comandantes da máfia em uma sala, debatendo algo que tinha alguma relação com a minha maravilhosa e bondosa pessoa. É eu estava ferrada.
Meu avô abriu a porta da sala de reuniões e chamou meu pai. Pelo olhar que ele me lançou eu estava muito ferrada.
-E você Elissa, fique ai sentadinha, depois eu preciso conversar com você.
É eu estava oficialmente ferrada.