Malditos Ingleses
2 Porque Estávamos Oficialmente Ferradas.
Notas iniciais
Esse ficou um pouquinho maior, obrigada a Júlia Duchannes e a Gabi P por terem comentado :*
Ainda estava sentada no confortável sofá do escritório do meu avô, quando ouvi alguns gritos vindos da sala de reunião. Olhei para o relógio, já fazia uma hora que meu pai tinha entrado lá. O que era um péssimo sinal, eles nunca demoravam tanto, todos os mafiosos costumavam ser rápidos e diretos, além de não terem muita paciência.
Lembro-me de uma vez em que eu e Karina fizemos meu pai nos levar para fazer compras, nós demoramos tanto que ele acabou cochilando em um banco no corredor do shopping. Quando ele acordou ficou tão irritado com a nossa demora que fez alguns seguranças entrarem na loja feminina para nos tirar de lá. Quando saímos meu pai estava com o rosto vermelho e com as marcas do banco. A última vez que eu mencionei aquele dia ele ficou tão brabo que me fez dar dez voltas no campo de treinamento. Ainda não entendi direito o porque dele ter ficado brabo, afinal nem foi ele que entrou na loja...Voltei a realidade com alguns gritos vindos da sala e o som de alguma coisa quebrando.O que será que eles estavam discutindo?Me levantei e fui em direção a porta da sala quando Theresa segurou meu braço.–Senhorita Elissa, acho melhor você não entrar ai.–E por que não?- Na maioria das vezes eu era bem educada, mas eu já estava ficando sem paciência.–Senhorita Elissa, seu avô estava muito nervoso hoje de manhã.–Me diga um dia que ele não esteve nervoso.- Isso era verdade, ele sempre estava nervoso e irritado.–Dessa vez é diferente, ele não parava quieto, ficou o tempo inteiro mexendo no computador e quado os outros generais chegaram, nenhum deles falou nada, apenas entraram na sala e ficaram lá trancados até agora.- Ok agora a coisa ficou seria, eles nunca chegariam no escritório do meu avô sem falar nada.–Você não sabe sobre o que eles podem estar discutindo?–Não tenho certeza mas ouvi alguma coisa sobre um dos tutelados do general Vekran, parece que ele roubou algum arquivo e fugiu...–Mas o que...?- Se ele roubou algum arquivo de Vekran nós estávamos com problemas. É ele quem comanda as relações de compra e venda da máfia, é ele quem tem todos os contatos de todos os fornecedores e compradores.-Você não sabe que tipo de arquivo ele roubou? Ou de qual organização ele era?–Me desculpe dona Elissa mas eu não ouvi nada além disso, e acho melhor a senhorita esperar mais um pouco para não causar mais problemas ao seu avô, por hoje ele já tem muito o que resolver.–Claro Theresa.Soltei meu braço da mão dela e voltei para o sofá desejando com toda a minha força que nenhum dos arquivos comprometesse a máfia.Meia hora depois Karina me manda uma mensagem pedindo o que tinha acontecido, normalmente meu avô só me dava um sermão e depois estava liberada para tomar sorvete enquanto treinava tiro ao alvo com a minha "equipe", o quarteto fantástico, eu, Elissa Petrover, Karina Petrover, Nathasha Berlever e Klauss Montrev.Nós fomos treinados juntos e desde então acabamos formando uma especie de equipe, íamos juntos para qualquer missão que precisasse, e até então nunca falhamos em nenhuma delas.Respondi que iria demorar e que era para irem treinar sem mim, mas que ninguém podia mexer no meu sorvete. Eu estou encrencada mas mesmo assim quero meu sorvete.Mais uma hora, um vaso quebrado na sala de reuniões, duas xícaras de café, dez unhas roídas e três idas ao banheiro (sim, eu estava muito nervosa) eles saíram da sala de reuniões, mas não falaram nada. N-A-D-A. Isso não é nem um pouco normal. Por mais que fossem sérios quando precisava tratar de negócios eles nunca perdiam a chance d fazer uma piadinha, por mais que fosse maldosa, eles nunca ficavam em silencio. Genal Veckran foi o ultimo a sair,ele estava com as bochechas muito vermelhas,o cabelo preto e a pele clara não ajudavam em nada, só faziam ele parecer mais vermelho ainda. Quando me viu no escritório veio falar comigo. Sentou ao meu lado no grande sofá de couro preto, mas sequer olhou diretamente para mim.–Elissa me desculpe, eu devia ter desconfiado, mas...–Opa espera ai, pode ir parando, desculpar porque? De quem você devia ter desconfiado?–olha Lis eu...-–Elissa venha aqui querida.- Meu avô estava escorado na porta me olhando pacientemente. Veckran não conseguiu falar nem mais uma palavra, quando Emmeric pede, não é um pedido, é uma ordem.Levantei do sofá e segui meu avô. Quando passei por Theresa ela moveu os lábios sem fazer som algum e me desejou boa sorte. Não respondi, apenas continuei andando e entrei na sala atrás do meu avô.A sala de reuniões da máfia russa não se diferenciava muito de uma sala de reuniões normal. Com exceção das armas penduradas na parede, e hoje, os vasos que serviam de enfeites estavam todos quebrados, uma das prateleiras das armas estava no chão e em cima da mesa, na cabeceira, onde é o lugar do meu avô, tinha um revólver. A reunião não devia ter sido muito amigável. Meu pai estava sentado na segunda cadeira da direita ao lado da cabeceira, seus cabelos ruivos como os meus estavam uma completa bagunça. Sentei em frente a ele e mesmo assim meu pai continuou encarando a parede atrás de mim. Emmeric guardou a arma em uma gaveta e se sentou também, com um olhar sério, diria até preocupado.
Ajeitei minha postura e comecei a falar:–Então vovô o senhor me chamou aqui para...–Lis eu não sei o que Theresa lhe contou mas creio que você saiba qual é o assunto.–Então é verdade? Roubaram mesmo algum arquivo? Qual arquivo? Vai comprometer Veckran? O que nos... –Elissa se acalme.- Não sei como meu avô conseguia se manter tão calmo. Ah é verdade, Emmeric podia ser o avô que me levava para patinar quando eu era pequena, que me dava doces, que sempre ia nas minhas apresentações da escola, mas também podia ser o General Emmeric, um assassino frio, o patriarca de uma das famílias mais influentes de toda a Russia, e olha que é um pais bem grande.–A questão minha querida é que o arquivo roubado era uma relação dos nomes de integrantes da máfia, mais especificamente da nossa família...–É O QUE?–Elissa acalme-se, nem tudo está perdido...–Como não? Eles tem todos os nossos nomes ele pode fazer o que quiser.- Estávamos na mão dele, eramos como fantoches para aquele desgraçado, mas quem era esse desgraçado mesmo?- Vocês já conseguiram descobrir quem roubou?–Daniel Coler, todos os dados confirmaram, ele foi aceito na máfia ano passado, era um grande espião, mas infelizmente ele trabalhava para a Camorra...–Camorra? Da Itália?–Sim mas ele foi mandado pelos que comandam a organização na Inglaterra.–O que faremos agora? Não temos nada que possa comprometer eles? Algo que os faça devolver todos os documentos?- É uma ideia bem lógica, mas mesmo antes de perguntar eu já sabia a resposta.–Infelizmente não Lis.–Estamos acabados...a máfia inteira está.- O que seria de nós agora? Seriamos presos? Ou poderíamos nos mudar para a Antártida e viver felizes traficando peixes para os penguins. Já estava levantando da mesa para ir fazer as malas quando meu avô começou a falar.–Na verdade Elissa nós ainda temos uma chance de recuperar esses arquivos.–SÉRIO? –Sim, era mais especificamente sobre isso que queríamos falar com você Lis. Continua...
Notas finais
Me digam oq acharam :*
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.
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