Malditos Doces
1 Capítulo Único
Notas iniciais
Malditos Doces
– Vamos Sasuke, experimente- era a quinta vez que Hinata me falava isso. Ela não entendia que eu não queria aquilo?
– Hina, eu já disse que não, entenda — falei tentando manter a calma, recebendo um olhar pidão em resposta. — Eu não gosto disso.
– Ah Sasu, qual é? Você nunca comeu, como pode dizer que não gosta? — me perguntou com um biquinho fofo. — Custa experimentar?
– Já disse não, não vou experimentar — falei convicto — E não insista.
– Ok Sasuke. Não vou mais insistir- Hinata disse enquanto se levantava da cadeira em que estava sentada — Seu chato! Só estava tentando compartilhar os meus gostos com você — falou saindo da cozinha em passos duros me direção ao quarto.
– Hina — chamei, mas ela já havia batido a porta do quarto com tudo.
Mas que diabos, por que ela ficou zangada? Não falei nada de mais.
Ela estava assim desde que descobriu a gravidez, ela havia ficado mais sensível que o normal, eu não posso falar e nem fazer nada que ela já ficava zangada ou chorava. E agora, como nas outras vezes, lá estava ele na cozinha, tentando entender o porquê da raiva de sua esposa.
Tudo isso por que ele não quis provar um maldito doce? O que tinha de mais naquele brigadeiro? Isso era loucura.
Ele ficou ali por mais alguns minutos, sua mãe havia dito que quando ela tivesse esses "ataques" de fúria, era para manter-se distante. Foi tirado de seus pensamentos pelo barulho da porta do quarto se abrindo, será que ela havia se acalmado? Espero que sim. Mas ao contrário do que eu imaginava, ela não entrou na cozinha, talvez estivesse na sala.
– Hinata? — chamei enquanto me dirigia a sala, e como previsto, lá estava ela, porém ela estava arrumada o que indica que ela vai sair — Vai sair? — perguntei
– Vou sim — falou sem me olhar — Vou à casa da TenTen e só volto na hora do jantar — falou se dirigindo a porta.
– O que? Vai sozinha? Eu posso te levar se ... — ela me interrompeu
– Não precisa, eu ainda tenho as minhas mãos e pés, posso muito bem dirigir. — falou seria e saiu.
– Mas... mas o que? Que diabos — falei já nervoso, ainda eram 14h da tarde e ela só voltaria lá pras 19 h. O que eu vou fazer para ela parar de zanga?
Fiquei algum tempo pensando em várias formas de me desculpar, mas nada me vinha a mente, até que me surgiu uma idéia que não me agradava nem um pouco, mas eu sabia que era a única forma de faze-la me desculpar. O plano eu já tinha, só não sabia se iria saber executar.
Levantei imediatamente do sofá, peguei as chaves do carro e a carteira e me dirigi a saída da casa, iria até o supermercado fazer compras.
Depois de muito tempo, muito tempo mesmo, eu finalmente terminei de colocar as compras no carrinho e segui para o caixa mais vazio. Assim que terminei de pagar, fui rapidamente ao carro, eu nunca havia feito essas coisas, então teria que aproveitar o tempo que eu tinha e fazer algo realmente bom.
Assim que cheguei em casa fui fazer umas pesquisas na Internet, com eu já disse, eu nunca havia feito essas coisas, então preciso de um auxílio. Afinal de contas, eu tenho certeza que não era nem um pouco fácil fazer esses malditos doces que a Hina tanto gosta.
– Agora é só por a mão na massa — falei olhando todas aquelas coisas, se ela gosta tanto de doces, ela vai jantar doces.
De início foi meio complicado, eu não sabia como derreter aquela droga de chocolate em barra, e acabei sujando duas panelas nessa graça, outra coisa foi o maldito ponto do brigadeiro, nunca vi coisa tão complicada, sem contar o momento de desenformar o bolo, um pouco da massa dele ficou nos lados da forma, algo realmente frustrante. Mas depois de tudo isso e mais um pouco, eu conseguir fazer o jantar da minha morena. Fiz um bolo de brigadeiro e alguns beijinhos, foi tudo o que consegui, e comprei um potão de sorvete de flocos, o preferido de Hinata. A única coisa que faltava era eu tomar um banho, porque sinceramente, eu tava precisando.
Depois de alguns minutos no banho, eu me arrumei, coloquei uma camiseta azul com gola V e uma bermuda cinza e calcei uma sandália qualquer. Fui em direção a cozinha para organizar a mesa. Depois de tudo pronto só me resta esperar. Hinata chegou exatamente às 19h e assim que entrou, passou direto por mim.
– Hina, desculpe. Eu fui grosso com você hoje mais cedo. — falei, fazendo ela se virar pra mim — Eu sei que você tá sensível, sabe, por conta da gravidez, então me desculpa. — disse por fim.
Ela ficou alguns segundos me encarando sem dizer nada, e eu já tava aguniado, será que ela não iria me perdoar? Mas todas as minhas dúvidas foram pelo ar, quando ela me deu um sorriso.
– Eu que tenho que me desculpar, Sasu- ela falou um pouco envergonhada — Além do mais, você tem todo direito de não querer comer brigadeiro e...- ela parou por um momento — Que cheiro é esse?
– Bem... Eu fiz algumas coisas como pedido de desculpas — falei me aproximando dela — Que tal ir-mos ver?
– O que você fez? Você cozinhou? Não colocou fogo em nada? — perguntou de maneira brincalhona.
– Okay, eu sei que não levo jeito, mas não precisa sacanear. Agora vamos- a puxei na direção da cozinha.
Assim que entramos, pude perceber um brilho nos olhos dela, eu realmente havia feito um bom trabalho.
– Que lindo Sasu!
– Obrigada- falei logo puxando uma cadeira para ela sentar.- Tudo para você!
– Sério- ela perguntou e respondi com um mandar de cabeça positivo. Logo ela tratou de atacar os doces que estavam na mesa. Ela parecia criança quando achava um brinquedo novo. Ela ficou um bom tempo ali comendo os doces, e aproveitei para pegar o sorvete que estava no congelador e coloquei sobre a mesa, assim que ela terminou de comer os beijinhos. Eu me sentei ao seu lado e a observei comer o sorvete com devoção, mas por algum motivo ela parou o que estava fazendo e me encarou, para depois se levantar da cadeira e sentia em meu colo, colocando os braços ao redor do meu pescoço.
– Obrigada Sasu, adorei a surpresa — falou me dando um selinho doce por conta do sorvete e de tudo que havia comido. — Você me surpreendeu, nunca imaginei que você cozinhava tão bem. – disse se acomodando melhor em meu colo.
– Que bom que gostou, mas que tal terminarmos esse pote de sorvete lá no quarto? — perguntei lhe lançando um olhar malicioso e recebendo um sorriso a altura em troca.
– Por que não? Vamos- falou pegando o pote de sorvete, e me dando um beijo apaixonado, aproveitei para levantar da cadeira com ela em me colo — Você vai finalmente comer algo doce.
Depois dessa noite, eu agradeço os malditos doces.
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