Notas iniciais
boa leitura

Capítulo 17

“Se eu pudesse escolher qual flor seria, nunca seria uma rosa vermelha, não suportaria vê-lo entregar-me a alguém, quando jurou que eu seria a única que as receberia.”


— Isabella? — eu não precisava ter escutado a voz de Edward para saber que ele havia chegado. Seu cheiro havia invadido minhas narinas no instante em que ele virara a rua em sua carruagem. Dessa vez ele não estava sozinho...


Suspirei. Havia cheiro de crianças no ar. O que significava que ele trouxera a filha dele e outra criança que eu não sabia quem era.

— Estou aqui. — sentei ereta no sofá da sala de estar, que eu mantive as janelas e cortinas fechadas para que não entrasse luz.

— Olá querida. — ele aproximou-se de mim e depositou um beijo casto em meus lábios, o qual não foi retribuído.

— Olá. — disse seca.

Ele suspirou então voltou a sorrir.

— Isabella, quero apresentar-lhe... Onde eles foram? — ele saiu pela porta e logo trouxe uma garotinha com longos cabelos loiros e olhos da cor de Edward; ela estava sendo segurada firmemente pelos ombros por Edward. Ela parecia uma bonequinha e não se parecia em nada com a mãe, pelo menos em nada além do cabelo. — Esta é Irina. Minha filha.

— Quem é ela papuska[1]? — a garotinha olhou furiosa para mim. — Arranjou uma nova amante? E por que diabos esse lugar parece um mausoléu.

— Não fale assim, Tasha. — ele suspirou exasperado. — Você não passou tanto tempo sendo educada, para agir desse jeito. E tenha mais respeito. Ela é minha mulher.

— E mamãe? Você não gosta mais dela? — ela olhou chorosa para Edward.

— Depois falamos sobre isso... — ele sussurrou para ela.

— Fale agora, Edward. — eu disse lançando-lhe um olhar irritado. — Fale na minha frente que você me pôs no mesmo teto da mulher que é sua amante e mãe de sua filha.

— Quem lhe contou? — ele me olhou surpreso.

— A própria, seu cachorro.

— Você vai deixá-la falar assim com você, papuska? — a pestinha perguntou ao pai.

Ele suspirou e passou uma mão no cabelo.

— Irina, vá procurar sua mãe e fale que quero falar com ela na biblioteca.

— Mas...

— Estou mandando você ir! — ele gritou.

— Está bem, mas mamãe deve estar uma fera por você trazer mulheres para casa. — ela saiu batendo os pés.

Eu o olhei de braços cruzados esperando sua resposta. O que mais ele inventaria?

— Quem é a outra criança que veio com você? — perguntei.

— Como sabe que veio outra criança comigo? — ele ficou surpreso. Eu amaldiçoei minha boca grande.

— Eu ouvi outra voz. Quem é criança? É mais um filho seu?

— Não, é meu sobrinho. Filho de meu irmão Adrian. — ele pausou, então voltou a abri a boca. — Isabella, escute! Sobre Tatyana...

— O que tem a dizer em sua defesa? — eu o olhei, estava muita brava e minha expressão demonstrava isso muito bem.

— Que eu te amo? — ele tentou; obviamente eu não iria amolecer meu coração assim tão fácil, pelo menos não muito.

— Boa tentativa. Agora tente de novo e dessa vez sem adulações. — falei firme.

— Bem, eu não pensei muito quando te trouxe para cá. — eu olhei para ele sentida e ele percebeu o que havia falado.

— Está arrependido de ter me trazido. — afirmei jogando-me entorpecida no sofá.

— Não, é obvio que não. — ele sentou-se no outro sofá na outra extremidade da sala e segurou a cabeça com as mãos. — Amo-te. Eu não consigo pensar direito quando estou perto de você. Eu só pensei nos momentos em que ficamos juntos, mas não em como eu faria para que nosso futuro fosse feliz. Entende?

Eu assenti.

— Avisei a Tatyana, que ela não deveria incomodar você. Essa mulher nunca me escuta. Ela está com ciúmes de mim e eu a entendo. Sabe? Nós éramos virgens quando fizemos amor pela primeira vez, desde então ela não tivera nenhum outro homem, pelo menos não que eu saiba. Ela tinha uma aparência agradável e sua inocência chamou minha atenção, mas ela sempre soube que não poderíamos ter nada sério, por nossa diferença social e por que eu não a amava...

— Mas ela criou ilusões. — o interrompi, chegando a minhas próprias conclusões.

— Sim. — ele concordou. — Minha filha, por ter meu sangue é considerada de linhagem real, mesmo sendo uma bastarda. Ela acredita que vou casar com sua mãe. E tenho certeza de que Tatyana põe essas idéias na cabeça da menina.

— Então...

— Irei mandar Tatyana para minha outra propriedade em Mordóvia, doa a quem doer.

— E sua filha?

— O que tem minha filha? — ele levantou a sobrancelha.

— Viverá conosco?

— Não, ela vive com meus pais. O grande Alexandre Pavlóvich quer sua família próxima a ele e minha mãe disse que a tornará uma dama.

— Quantos anos ela tem?

— Dez anos. Mas às vezes acredito que são cinqüenta anos; ela parece uma velha de tão resmungona. — ele fez uma careta ao falar, mas ele amava sua filha.

— Crianças são assim mesmo. — disse maravilhada, agora que ele havia prometido mandar Tatyana para longe.

— Gosta de crianças?

— Adoro. — suspirei. — Mas nunca vou ter uma.

— Você tem certeza disso? — ele levantou e parou na minha frente.

— Tanto quanto eu tenho certeza de que eu odeio meu marido.

— Seu marido agora sou eu, Isabella. — ele segurou minha mão e puxou-me do sofá. — Pode ser que ainda não sejamos marido e mulher perante a lei, mas somos de coração.

Encostei minha cabeça em seu peito e respirei seu cheiro forte de homem. Era uma mistura de folhas de menta e tabaco, que o deixavam ainda mais sedutor. Como se não bastasse o odor adocicado de seu saboroso sangue. Meus olhos brilharam vermelhos e eu os escondi rapidamente. Eu não havia pensado no sangue dele há algum tempo, mas eu estava há uns três dias sem tomar uma boa quantidade sangue.

— Sinto muito, por parecer uma desesperada. Mas eu só tenho você no mundo. Se você não me amar mais, eu poderia morrer. Não voltaria por nada desse mundo para Dimitri. — a não ser que ele ameaçasse a vida de Edward. Eu não disse isso em voz alta, pois não queria que ele se preocupasse com o que aconteceria. Eu o protegeria com minha vida.

— Não fale bobagens. Nada nesse mundo me faria deixar de amá-la. — ele não diria isso se soubesse o que eu realmente era, ele deixaria de me amar em apenas um segundo.

Eu não disse nada, apenas o abracei. “Ele deixaria de me amar se soubesse o que sou na realidade”. Limpei as lagrimas que escorreram por meu rosto sem eu perceber, tirei minha cabeça de seu peito e sorri para ele.

— Está muito cansado por causa da viagem? — perguntei, enquanto acariciava sua nuca com meus dedos.

— O que tem em mente? — ele sussurrou em meu ouvido.

— Nós dois nus, com nossos corpos colados e trancados em nosso quarto. — disse sensualmente.

— Você está muito fogosa. Sentiu minha falta tanto assim?

— Mulheres ciumentas fazem de tudo para segurar seus homens. E eu senti tantas saudades que poderia ficar preso com você naquele quarto durante dias e noites. — disse e me afastei, puxando-o pela gola da blusa.

Não era verdade, mulheres que amavam faziam tudo, até mesmo vender seu corpo para proteger o homem que amava. Nunca contaria a ele o que fiz com Alistair, parte pela vergonha, e outra parte pelo medo de ele me desprezar.

— Dias e noites, é? — ele arqueou uma sobrancelha e com um sorriso sem vergonha, passou suas mãos em minha cintura.

— Sim. — gargalhei e corri para o quarto; pude ouvir seus passos atrás de mim, antes de ser pega por ele e ser jogada na cama.

— Você está mexendo com fogo. — ele livrou-se de suas roupas rapidamente, sorrindo maliciosamente o tempo todo. — Seduzindo-me desse modo tão atrevido. Praticamente está pedindo para ser tomada entre meus braços e chegar ao êxtase.

— Eu te desejo. — disse acariciando meus seios sedutoramente, eu queria levá-lo a loucura até que, ele não quisesse mais ninguém além de mim.

— Mulher... — ele mergulhou em cima de mim afoito e tomou meus lábios nos seus, enquanto suas mãos substituíam as minhas no controle de meus seios. — Como pode pensar que eu possa querer qualquer outra, que não seja você?

— Por que é isso que fazemos quando estamos apaixonados: ficamos inseguros.

Nossos rostos ficaram próximos um olhando para os olhos do outro. Como esse homem conseguia fazer com que me sentisse assim? Eu acariciei seu rosto com ternura.

— Eu poderia morrer aqui, agora. Em seus braços.

— E eu a ressuscitaria com meus beijos.

Ele levantou meu corpo para tirar meu vestido. Primeiro desceu as mangas, depositando beijos em cada lado de meus ombros. Suas mãos e beijos deixavam rastros quentes por meu corpo que fazia com que meus pelos ficassem arrepiados.

— Você promete nunca me deixar?

— Eu não seria louco... — ele tirou todo meu vestido jogando-o no chão. Seus olhos vagaram desejosos por meu corpo. — De deixar a mulher de minha vida escapar de mim.

— Então faça amor comigo, Edward. Com todas as suas forças. Como se o amanhã não existisse, ou não fosse chegar.

Ele rosnou tomando meu corpo para si novamente. Deitou-se em cima de mim, enquanto apertava-me contra seu peito. Sua mão tocou minha intimidade, fazendo com que eu visse estrelas. Arquei meu quadril friccionando-me contra sua mão. Seus dedos tocaram meu ponto sensível. Gemi vergonhosamente e ele sorriu satisfeito. Estavam cada vez mais fortes e rápidos os toques dele, pois seus dedos estavam banhados por meus sulcos que escorriam pela minha excitação. Eu nunca senti nada parecido como isso.

— Eu preciso de você, Edward.

— Precisa? — ele mordeu meu lóbulo. — Diga-me: onde é que você precisa de mim?

— Dentro de mim. De meu corpo.

— Ele não é mais seu. Ele é meu. Você é minha. — ele apertou um de meus mamilos me fazendo contorcer na cama e gemer. — Diga que você me pertence.

— Eu sou sua. — disse com a voz entrecortada.

Ele ajoelhou-se entre minhas pernas e as abriu para sua visão.

— Você está tão molhada. Isso é tudo para mim?

— Sim, só para você. Sempre foi. Era com você que eu sonhava, quando era violentada por meu marido. Era você que eu sonhava como meu príncipe encantado. O príncipe que eu rezava para que me amasse e me salvasse das mãos dele. — Edward provavelmente não entendia a profundidade de minhas palavras. Ele não sabia que eu passei séculos ao lado daquele homem, muito menos do que ele era capaz. Ou o que eu fui capaz de fazer.

Ele deixaria de me amar, eu tinha absoluta certeza.

— Nunca mais, você pertencerá a ele. Eu não vou deixar que ele te toque de novo. — ele levou seu membro para minha entrada e me penetrou lentamente, sentindo cada novo contato que havia entre nós. — Você é tão apertada...

Gemi muitas vezes antes de chegar ao êxtase, ao qual ele me levou. Os mais intensos até agora. Ele afundou sua cabeça em meu pescoço, enquanto sua semente era jogada dentro de mim. Era tão quente e úmido... Acredito que havia sido naquele momento...

Algum tempo depois ainda estávamos com nossas respirações afoitas, mas sorriamos como bobos de mãos dadas. Fiquei deitada com a cabeça em seu braço, enquanto a outra mão distribuía carinhos por meu corpo.

— Isso foi incrível. — eu disse.

— Foi muito mais que isso. — ele beijou minha nuca; ele aconchegou-se mais a minhas costas, ficamos deitados na cama, abraçados. — Foi uma explosão cósmica de amor.

— Isso foi à coisa mais idiota e bonita que alguém já me disse. — eu o fiz gargalhar.

— E você, meu amor, não passa de uma resmungona ciumenta. — eu ri também.

Eu adormeci em seus braços. E ficamos o resto dia deitados até o sol se pôr.


[1] Papai em Russo

Notas finais
DEixem de ser pão duros e deixem reviews e recomendações. E se tiver algum erro me avisem eu estou igual a um zumbi lendo escrevendo aqui.
Feliz "Dia da Conciência negra" atrazada
adiciona o chat dessa fic que eu fiz no msn:
group1194838@groupsim.com
;p xoxo