Maldito vampiro.
40 Livro II - Prólogo.
Notas iniciais
Há um ano e meio que minha vida mudou completamente. Tempo suficiente para que eu descobrisse como o amor poderia evocar emoções antes nunca despertas em mim e ao mesmo tempo ser tão assustador e machucar tanto. Às vezes o amor não era recíproco, ou era apenas confundido com o desejo. O problema era que quando se amava tão completamente, ficava-se vulnerável. Se eu não tivesse me apaixonado, eu provavelmente ainda estaria nas mãos de um sádico, mas meu coração não teria sido partido, assim como eu não teria tido um bebê que nunca poderia segurar em meus braços.
Edward foi o amor da minha vida, de minha eternidade. Isso nunca iria mudar, mas eu me deitaria com o próprio diabo, se isso trouxesse meu filho de volta. Era isso que eu faria agora, um mês era muito tempo para ficar longe do meu pequeno. Eu mataria por ele; morreria por ele... Acasalar-me-ia com Damon por ele. O importante não era meu coração, mas sim meu bebê. O único elo que teria com Edward para o resto de minha vida seria ele. Viveria minha vida ao lado de Damon se preciso fosse.
Eu percebi a mudança no ar quando tudo aconteceu. O barulho que os guardas fizeram quando caíram no chão em frente à cabana foi prova o suficiente para entender que algo não ia bem. Toquei neles, mas eles estavam bem apenas dormiam. Fui à direção à cabana de Damon
Eu estava em frente a sua porta, mas não havia ninguém atrás de mim para minha surpresa. A noite estava quente e úmida e com um silêncio de um cemitério. Na verdade tudo estava muito quieto na aldeia; minha pele arrepiou-se quando senti algo tremular pelo ar; era algo espesso e pesado; tal como era a pura maldade. Algo estava acontecendo na aldeia e não era bom. Eles não me deixaram sair da cabana nem uma só vez durante todo esse mês, agora eu estava aqui fora, sem ninguém reclamar ou me prender novamente. Não só os guardas de minha cabana tinham dormido, mas os outros haviam desaparecido.
— O que diabos houve aqui? — falei comigo mesma, parecia que eu estava em uma aldeia fantasma, muito parecida com as aldeias inglesas atacadas na idade medieval pelos guerreiros gauleses.
Ouvi o barulho de algo chiando e corri para ver o que era, entrei na maior cabana que havia ali na aldeia; era de onde Damon controlava tudo e onde eram feitas as refeições. Mal pude acreditar no que meus olhos viam. O chiado constante vinha de um caldeirão que estava em um forno à lenha; uma sopa estava sendo cozinhada, mas já estava totalmente seca com os legumes queimados ao fundo do caldeirão de tanto tempo que havia sido esquecida. Mas o que realmente me fez dar alguns passos para trás, assustada como o inferno, foi o fato de todos os moradores estarem espalhados pelo chão, pelas cadeiras e mesas; profundamente adormecidos também. Alguns com a cabeça enterrada em seus pratos. Damon estava sentado na mesa central, parecendo um deus adormecido em seu trono. Alguém havia os feito dormir, mas como isso era possível?
Bruxaria.
— Damon! — eu parei em frente a ele e o cutuquei, seu corpo inclinou-se para frente e o segurei antes que caísse, ele parecia um morto, mas sua respiração ainda ressonava, assim como a dos outros moradores. — Damon, acorde!
— Isabella! — Edward.
Era a voz dele, gritando meu nome. Mas como era possível? Ele não estava aqui, eu não sentia a presença dele em parte alguma. Sacudi minha cabeça tentando clarear minha mente. Estava ficando louca. Finalmente os anos de sofrimento estavam cobrando em minha sanidade. Desisti de acordar Damon e fui para fora da grande cabana. Essa era a minha chance de achar meu bebê e fugir. Ele deveria estar em uma dessas cabanas, mas em qual? Entrei em mais de uma cabana vazia, procurando meu bebê, mas havia muitas cabanas. E se eu não pudesse reconhecer meu bebê? E se tivesse muitos bebês por aqui?
— Isabella! — eu estava começando a ouvir coisas, era a única explicação possível para ouvir a voz de Edward chamando meu nome novamente de forma tão torturada.
Segui na direção da voz que continuava a me chamar e entrei em outra cabana também vazia. Deixando de lado por uns estantes a procura de meu bebê. O lugar estava tomado pelos cheiros de ervas e pela sujeira. Todos os móveis eram velhos e de madeira podre, um caldeirão jazia em um canto e em prateleiras havia pequenos vidros com pedaços de bichos mortos dentro. Um deles parecia conter olhos humanos. Uma casa de bruxa. Só uma bruxa teria uma decoração tão estranha e pavorosa.
Um brilho chamou minha atenção. Havia um espelho sobre uma parede afastada, ele brilhava estranhamente com uma luz própria, em um primeiro momento pensei que refletia a luz da lua, mas não havia nem uma janela por perto do espelho. O espelho estava encantado. Dei um passo em direção a ele, mas mudei de idéia. Eu era curiosa, mas não era idiota a ponto de pensar que esse espelho não era uma espécie de armadilha.
— Isabella! — a voz soou novamente e dessa vez entendi que vinha do espelho. Fechei meus olhos com força buscando por algum controle dentro de mim.
— Por favor, pare com isso. — as lágrimas rolaram por meu rosto, fosse quem fosse que estivesse fazendo isso queria me torturar. Acaso isso era um teste de Damon? Ele queria me testar para que eu fizesse a coisa errada e fosse até aquele espelho me comunicar com Edward. Não era real. — Eu já jurei a você que esquecerei Edward. Apenas deixe-me ver meu filho.
Joguei um pequeno vazo de barro que estava sobre a mesa contra o espelho, mas o objeto pareceu ser sugado pelo vidro.
De repente já não tinha forças para me manter em pé. O espelho continuava me chamando, mas eu o ignorei. Caí de joelhos em frente de uma cadeira e afundei minha cabeça em meus braços chorando. Talvez se eu acabasse de vez com minha vida, eu não sofreria tanto, mas eu não tinha mais essa opção, não quando meu bebê precisava de mim. Eu ainda nem havia dado um nome a ele.
— Meu Deus, por favor, tenha piedade de mim, apenas essa vez. Por meu filho, não por mim. Eu tenho que protegê-lo. Ele é só um bebê. Ele é parte de mim.
Uma mão tocou meus cabelos. Eu pulei tão longe que meu corpo bateu contra um dos armários; muitos dos potes caíram no chão de madeira liberando estranhos odores e fumaças.
— Quem diabos é você? — eu rosnei para a estranha figura parada a minha frente.
Uma mulher velha, com a pele asquerosa muito murcha e suja. Sua cabeça com os cabelos velhos e brancos, muito finos. Os dentes podres e a língua áspera passando pelos buracos entre eles. Seus olhos tinham cataratas e o vestido rasgado, velho e puído liberavam estranhas fumaças. Ela fedia a puro enxofre.
— Baba Yaga. — ela riu e seus dentes podres saltaram para fora. Sua risada parecia a de uma harpia desumana, o chocalho de uma cascavel pronta para dar o bote.
— Quem? — eu a olhei confusa, ela disse seu nome como se isso fosse fazer um total sentido para mim.
Ela estalou sua língua, com desprezo.
— Para um vampiro você não é muito culta, não verdade querida? Não saber quem sou é um erro grave. Principalmente quando sou um ser tão poderoso que poderia esmagá-la com um dedo.
— Pois então faça. A minha vida já não vale nada mesmo. — limpei minha lagrimas e a olhei desafiante. — O que quer bruxa? Foi você que fez isso aos aldeões? Veio a mando de Dimitri?
— Não sou exatamente uma bruxa, estou mais para um espírito demoníaco, mas esteja à vontade para me chamar de bruxa. Vim por que seu príncipe russo barganhou comigo para salvá-la. — ela riu ao mesmo tempo em que meu corpo congelava de medo.
— Edward a mandou? Ele não saberia fazer isso...
— Não mesmo. Seu príncipe é um homem corajoso devo admitir, mas ele tem a sensatez de me temer desde pequeno. Mas o outro vampiro que estava com ele é esperto o bastante para me temer, mas burro o suficiente para me procurar para pedir algo novamente. Lembro-me de quando séculos atrás ele veio a mim em busca de respostas para que eu dissesse, onde estava o assassino de seu filho.
— Eric teve um filho? — sacudi minha cabeça tentando me livrar das distrações dessa bruxa. — Não cairei em seus truques, bruxa do inferno. Volte de onde veio e diga a Dimitri para se afogar em seu próprio sangue. Volte antes que eu arranque seu pescoço. — blefei.
Se ela não fosse uma bruxa poderosa talvez eu tivesse chances de fazer isso, mas se ela fosse eu estaria perdida. Ela sorriu sentindo o cheiro de meu medo e sentou em uma das cadeiras de madeira velha, olhando-me a todo o momento. Olhei para a porta calculando quais eram as chance eu escapar dessa mulher.
Um barulho soou lá fora chamando minha atenção. O sorriso dela apenas aumentou mais ainda, mas ela continuou em silencio.
— O que foi isso?
— Os mortos estão acordando. — ela riu de sua própria piada, machucando meus ouvidos com o barulho.
— O que diabos isso quer dizer? Deixe de rir.
— Os aldeões, tolinha. — ela parou de rir e levantou, indo a direção do espelho. — Venha logo! O feitiço não vai durar a vida toda, eles irão procurá-la em breve. Seu principezinho está aguardando ansiosamente sua chegada. — ela riu novamente, extraindo alguma graça de tudo o que estava acontecendo, uma graça que só ela enxergava. E eu tinha certeza de que não iria querer enxergar.
— Não posso ir, tenho que procurar meu bebê. — eu finquei meu pé no chão quando algo começou a me puxar em sua direção. Com o dedo levantado ela o mexeu como se estivesse me chamando, ou evocando algum poder. Agarrei a borda do armário, mas mesmo assim não foi suficiente; era como se cordas invisíveis estivessem me puxando, tão forte que parecia que iam arrancar minha pele do lugar. Ventava dentro da cabana. — Solte-me! — gritei.
— Baba Yaga, não aceita ordens de ninguém, vampira. Anão ser do próprio diabo é claro. E se eu não levá-la, não poderei ficar com o que me foi ofertado.
Ofertado? Edward o que você fez?
— Isabella! — a voz de Damon soou por toda aldeia, furioso e provavelmente me culpando pelo que estava acontecendo.
A velha bruxa entrou no espelho, ainda gargalhando, ela desapareceu de vista como se tivesse sido engolida por ele. Alguma força continuava a me sugar para o espelho e foi no exato momento em que a porta da cabana explodiu e Damon entrou furioso por ela, que eu fui puxada ainda mais em direção do espelho; eu estava segurando na borda do espelho com todas as minhas forças para impedir que ele me puxasse para dentro e olhei para Damon em busca de socorro.
— Ajude-me. — eu implorei. Não queria ir sem meu bebê.
— O que está acontecendo? — ele olhou desconcertado para o espelho me sugando e o vendaval que parecia estar sendo criado dentro da cabana. Os objetos voavam em todas as direções.
— Não sei.
Ele tentou dar um passo em minha direção, quando um estranho raio vindo do espelho atingiu chão em frente a seus pés, impedindo que ele se movesse, destruiu o pedaço do chão que acertou. Já estava com os braços doloridos e o olhei implorativa.
— Ajude-me, Damon! — dentro do espelho eram como se nuvens carregadas se movessem, era uma força como eu nunca tinha visto igual. Ele me puxou mais forte e a estrutura de madeira que envolvia o espelho quebrou-se sob meus dedos. Sem ter no que segurar eu fui puxada para dentro do espelho e gritei pelo calor infernal que era o buraco para o qual fui puxada. Poderia jurar que nesse momento eu passei pelo o inferno cristão. — Ajude-me! — gritei com todas as minhas forças.
— Isabella! — Damon gritou.
Tudo girou e escureceu.
Notas finais
Depois de quinhentos anos eu estou de volta. Como algumas sabem, eu larguei minha faculdade de Historia e estou fazendo pré-vestibular para tentar passar para jornalismo. Pois o que gosto mesmo é de escrever e passar informação como vcs vêem aqui na fic.
Sobre a fic.
Então gostaram do capitulo? Ele é o começo da nova temporada. Digam o que acharam e o que precisa ser melhorado. E de quebra vamos começar a deixar recomendações para o primeiro livro.
Agradeço a todas que comentaram desde o começo da fic e me acompanham não apenas nessa como também em outras só peço um pouco de paciência.
Agradeço demais a essas meninas por terem deixado recomendações tão lindas e amorosas:
Rayana Oliveira
anzampoli
Nathallya Hillebrand
isabelamarchett
Sophieblacke
even
Fernanda
July Carter
Lily Gomes
Ana
kirst
Menina Malvada
Parazita rq
Páh Cullen
LetíciaCullen13
Sweet Cherry Pie
Bina
Isabela cullen
Dianna devon
Jully Masen
obrigada e até o proximo capitulo.
xoxo
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