Maldito vampiro.

17 De baixo do mesmo teto.


Capítulo 16


— Vocês parecem duas crianças brigando por bobagens. — Eric disse olhando-me com reprovação.

— Não sou criança e você sabe muito bem disso. Ele tem uma filha e não pensou em me contar.

— E você é uma vampira. Qual segredo você acha mais sujo? — ele deu um sorrisinho superior, estava satisfeito por ter ganhado a discussão.

— Eu... — suspirei. — Talvez você tenha razão. — dei o braço a torcer. — Mas mesmo assim ele poderia ter me contado, passamos meses naquele navio, foi tempo suficiente para ele abri a boca dele me contar.

— Eu sempre tenho razão, querida. — eu olhei para com minha sobrancelha arqueada e ele deu de ombros, então voltou a lustrar a espada que estava sobre suas pernas, parecia ser um objeto bastante antigo.

— Quantos anos você tinha quando foi transformado?

— Quarenta e três anos. — ele não estava a fim de conversa pelo visto, mas ele nunca estava mesmo.

Andei por seu quarto observando a decoração, acho que era o único lugar com móveis escuros, cortinas pretas e com animais empalhados nas paredes. Parecia muito com os quartos dos guerreiros na idade média.

— Quantos anos você tem agora, quero dizer como vampiro. — estava ficando cada vez mais curiosa sobre Eric. Ele se mantinha sempre a margem e fechado, ele escondia muitos segredos.

— Você não tem nada para fazer além de se meter onde não é chamada? — Eric bateu com a espada no chão, fazendo com que a mesma afundasse no chão de mármore, parecendo à própria Excalibur[1].

— O que custa responder? Não estou perguntando nada de mais, você mesmo me perguntou isso quando nos conhecemos.

— Eu tenho mil e quinhentos e quarenta e três anos. Quase tão velho quanto a historia. Satisfeita?

— É mesmo? Então me diga o porquê de ficar com Edward. Não me leve a mal, eu sou muito grata por você defende-lo, mas tanto cuidado é estranho. Por que o protege tanto? Qual segredo sujo você esconde?

— Isso não é da sua conta. — ele não ergueu seus olhos para me olhar, mas estava visivelmente tenso.

— Por que não? Você se intromete o tempo todo em nossas vidas. Você está apaixonado por ele?

— Eu já disse que não é da sua conta, não é nada que interfira em sua vida ou na dele. Meu trabalho é me envolver na vida de Edward, sem prejudicá-lo jamais. Você acredita mesmo que estaria na vida dele, caso eu resolvesse separá-los? Eu poderia ter usado a compulsão nele e feito com que nunca mais se lembrasse de você. E por Deus, amei uma única pessoa nesse mundo e posso lhe garantir que ela era uma mulher.

— O que aconteceu com ela?

— Está morta. E chega de perguntas.

— E por que não o impediu então? Sabe muito bem o que pode acontecer com ele caso meu mestre nos ache.

— Ele irá achá-la. Quanto mais perto você estiver dele, mais fácil será para ele encontrá-la, você poderia estar no meio de uma multidão e ele a encontraria com facilidade.

— E o que fará caso isso aconteça?

— Eu protegerei Edward.

— Por quê? — ele rosnou.

Ele levantou tão rápido que foi mais do que meus olhos puderam acompanhar. Ele foi para porta, mas corri e entrei na sua frente. Ele não sairia daqui sem me contar à verdade. A não ser que ele usasse a força, é claro, aí eu não teria a menor chance contra ele.

Ele arreganhou os dentes e prendeu sua mão em volta de meu pescoço. Eu nunca havia visto ele assim, pelo menos não durante esses meses a bordo do navio. Um rosnado baixo saiu de seu peito; eu olhei assustada. Ele não era tão poderoso quanto Dimitri, mas era suficientemente forte para acabar comigo sem nem ao menos fazer força.

— Pare. — minha voz saiu esganiçada, embora minha respiração não fosse necessária, minha cabeça no lugar era muito importante. — Eric. Peço desculpas, por favor, me solte.

Seus olhos vagaram para a abertura na porta e subitamente ficaram vermelhos. Um cheiro azedo e ao mesmo tempo delicioso, incrivelmente doce invadiu minhas narinas, acompanhei seu olhar e vi pela fresta da porta uma criada nos observando. O cheiro de medo era palpável. Ela estava vendo uma cena que assustaria a qualquer um, pois Eric apertava meu pescoço com força e seus olhos não eram da cor dos olhos de um humano. Eu estava no ar, levantada, apenas pela mão em meu pescoço.

— Fique aí! — ele grunhiu.

Ela correu quando percebeu que nós a vimos, mas ela não foi rápida o suficiente. Em um minuto ele encarou meus olhos assustados e no outro eu estava no chão segurando meu pescoço, ele havia ido atrás dela. Ele a mataria? Eu poderia fazer algo para impedir?

Corri atrás dele, seguindo o cheiro da criada e os encontrei em um quarto de hospedes. Ele a segurava contra a parede, obviamente não utilizando a mesma força que usou comigo, afinal ela era apenas uma humana.

— O que vai fazer com ela? — tentei dar um passo, mas estanquei ao perceber que a janela estava aberta e raios solares entravam pela a mesma. Olhei a empregada e percebi que era a mesma que me olhara com ódio quando eu cheguei.

— Eu não vou matá-la. Edward não ficaria feliz com a morte dessa mulher. — ele segurou seu rosto e a forçou a olhar para ele. — Abra os olhos!

A mulher abriu seus olhos lentamente, mas o suficiente para ser pega pelo olhar de Eric. O mesmo olhar que transmitia a compulsão tão necessária nesses momentos.

— Por que ele não gostaria que ela morresse? — o olhar da mulher vagou para mim.

— Cale a boca. — ele puxou mais o rosto da mulher, que dessa vez não conseguiu mais afastar o olhar. — Você não viu nada aqui. Entendeu?

— Sim. — ela disse bobamente.

— Você apenas vinha perguntar a sua senhora, quando ela gostaria que servissem o almoço.

— Eu apenas ia perguntar quando minha senhora iria querer que o almoço fosse servido. — ela respondeu firmemente.

— Ótimo, agora faça o que veio fazer. — ele a soltou e sentou na cama.

Ela se estabilizou no chão, então ela andou até mim. A compulsão já havia acabado apenas sobrara à idéia plantada em sua mente. Novamente o ódio estava em seus olhos ao olhar para mim. Por que essa mulher significava alguma coisa para Edward?

— Para que horas deseja o almoço, Milady?

— Você fala inglês?

— Sim, Milady. Minha mãe era inglesa e ensinou-me.

— Ótimo, não irei almoçar. Há outras criadas aqui que falem inglês?

— Apenas eu e a garota da limpeza. — ela respondeu de má vontade.

— Você não faz a limpeza? — perguntei.

— Não, Milady. Eu cuido da casa para Edward.

— Edward... É permitido que criadas chamem um príncipe pelo nome? — eu a olhei desconfiada, ela parecia ter muita intimida com Edward para uma simples criada.

— Não, Milady.

— Então porque o chama pelo nome?

— Eu sou diferente. — ela sorriu maliciosamente.

— Diferente como? — eu a olhei ameaçadoramente.

— Diga a ela, Tatyana. — Eric gargalhou e nós duas o olhamos irritadas.

— Eu sou a mãe da filha dele e sua amante.

Eu a olhei sem entender por um segundo, então a verdade brilhou diante de meus olhos. Essa foi à gota d’água, que faltava para transbordar o copo. Além de não me dizer que possuía uma filha... ainda colocava-me para morar debaixo do mesmo teto que sua amante e mãe de sua filha. Ele pretendia continuar mantendo-a aqui como uma substituta, caso eu não quisesse dormir com ele. Noite passada quando eu não quis me deitar com ele; ele havia a procurado?

Eu a agarrei pelo pescoço; eu estava furiosa. Eu não gostava de matar aos humanos, mas para essa aqui eu faria uma exceção. E iria me deleitar com o acontecimento. A mulher me olhou com os olhos arregalados.

— Você sabia disso? — eu perguntei a Eric, eu estava rugindo como uma leoa. Se essa coisinha insignificante chegasse a centímetros perto de Edward, eu iria matá-la lenta e dolorosamente.

— Obviamente. — ele sorriu torto. — Estou aqui para garantir que vocês não se matem. Como se ela tivesse alguma chance contra você. Mas você poderia ser boazinha e solta-la não é? Ou você prefere que eu diga a Edward que você matou a mãe da filha dele.

— Ótimo! — eu a joguei no chão. Havia marcas de meus dedos em volta de seu pescoço. Ela correu para fora do quarto e eu ouvi seus passos na grande escada que levava a porta de entrada do palácio. Era melhor que ela sentisse medo de mim mesmo. — Então diga a seu patrão, ou o que ele seja seu, que eu não ficarei nem mais um minuto nesta casa com essa vagabunda. — minha vontade era de sugar todo o sangue daquela oferecida, ela nem ao menos tentava disfarçar o sorriso sem vergonha em seus lábios.

— Não posso deixá-la ir embora, Edward pediu que a mantivesse aqui até que ele voltasse.

Virei-me furiosa e fui para meu quarto bufando. Quando passei pelo corredor, havia uma janela que estava aberta e um raio solar tocou meu braço, queimando-me um pouco.

— Maldição! — exclamei quando segurei meu braço com minha mão. — Talvez mais algumas horas, o suficiente para esse maldito sol ir embora. — Joguei um vaso que estava no corredor contra a parede, o que pela minha força causou uma rachadura no mármore.

Tranquei-me no quarto e deitei olhando para o teto. E pela primeira vez eu pensei: “Talvez se eu o transformasse... ele não mais poderia ficar com outras mulheres.” Ele seria meu.

Rapidamente apaguei essas idéias de minha mente. Eu não era Dimitri, eu não transformaria uma pessoa para forçá-la a ficar comigo. Mas também não aceitaria ser tratada novamente como uma tola imprestável. Fui pisada, humilhada e forçada a dormir com aquele desgraçado, mas nada disso doía tanto quanto o que Edward estava fazendo comigo. Ele estava ferindo meu coração. Eu não mais tinha o controle do meu coração, desde que eu o havia dado para Edward.

Começava a me perguntar se realmente era melhor ter vindo com Edward, ou se tivesse ficado com Dimitri. Tudo seria mais fácil, pois ele não teria alcançado meu coração como alcançou. E isso não era uma boa comparativa. Respirei fundo, mesmo não sendo necessário me acalmava. Eu não iria embora. Não daria o gostinho de me ver por trás àquela infeliz. Ela poderia ser a mãe do papa, mas isso não me faria ficar longe de Edward.

Meus nervos estavam à flor da pele pelos últimos acontecimentos, mas estava na hora de eu começar a relaxar e tentar ser o que eu era antes de ser transformada; uma mocinha alegre e feliz. Mesmo que eu não pudesse voltar a ser humana. Nunca mais...

Eu acabaria destruindo minha relação com Edward. Dessa forma. Eu tinha visto suficientes casais separados, com ódio um do outro por causa dos ciúmes.

[1] Excalibur é a lendária espada do Rei Artur

Notas finais
Desculpe aquelas que amam o ed. eu tambem amo, mas tem que ser um pouco safado afinal humanos também são... Quem aí viu amanhecer?
hhhhhhhá´´´´´´´´a´´aáááááááá´´a Quem gritou no cinema? Eu Eu Eu (666)
Eu fiquei maluca com o Edward. Ele tá todo safado e com um sorrisinho sem vergonha. E a dor de cutovelo da jéssica no meio do casamento foi ótima. E a bella tentando seduzir o Edward. Tá parei desculpe aquelas que não viram ainda, mas eu precisava desabafar.
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xoxo, Violet pattinson