Maldito vampiro.

21 A volta do Demônio


Capítulo 20


Edward pôs as mãos quentes em meus ombros e olhou-me apreciativamente pelo nosso reflexo no espelho. Fazíamos um par incrível de ser admirado. Estávamos especialmente bonitos nessa noite, pois hoje iríamos a um baile no Palácio de Catarina, onde o atual Czar, seu pai, vivia com sua Czarina. Seu filho mais velho, o herdeiro do trono estaria lá também, assim como suas irmãs para homenagear os pais pelo aniversario de casamento.

— Esse vestido é formoso. — disse ajeitando uma mecha de meu cabelo que havia caído para fora do penteado. Meu vestido, cor de safira, era longo e preenchia cada parte de meu corpo. Edward o havia escolhido pessoalmente para mim, o que só me fazia amá-lo ainda mais.

Era tanta felicidade que eu até duvidava. Havia duas semanas que estávamos na Rússia. E esse sentimento ruim continuava me incomodando. Algo estava vindo. Eu podia sentir.

— Você é formosa. Eu poderia prendê-la o resto da noite nesse quarto, para garantir que nenhum homem ponha os olhos cobiçosos sobre você. — ele passou a mão por meu pescoço e eu estremeci.

— Tenho certeza que haverá mulheres muito mais formosas que eu nesse baile. — eu desviei meu olhar do dele. — As russas são tão belas quanto dizem que são?

— Nenhuma comparada a você. — ele andou até a cama e pegou uma caixinha que estava repousada nela.

— O que é isso? — eu perguntei quando ele me estendeu a caixa.

— Era de minha bisavó. Eu os herdei e agora são seus. — eu abri a caixinha e nela continha um par de brincos de safira.

— São incríveis. — eu o olhei. — Tem certeza que quer dá-los para mim?

— Por que não? Você é minha mulher... e eles ficarão ótimos em você.

— Eles ficariam ótimos em qualquer mulher. — disse tirando a importância. — É você que adora ficar me adulando.

— Mulheres nunca estão satisfeitas, sabia? — ele me levantou da cadeira de madeira maciça pelos ombros e agarrou-me pela cintura. — Quando não dizemos que estão bonitas ficam com raiva e quando dizemos ficam sem graças.

— Ora, não estou sem graça. — ele sorriu e eu dei um beijo casto em seus lábios. — Agora me solte, pois você está amassando meu vestido. — eu ralhei.

— Longe de mim, querer desarrumá-la. — ele balançou as mãos em sinal de rendição.

— Vamos então. — eu pus os brincos e peguei minha bolsa também bordada por pequenas contas de safiras.

— Moya Lyubov. — ele estendeu a mão e eu a peguei.

O cocheiro veio abrir a porta da carruagem a qual havia estampado o brasão da família imperial russa. O homem de não mais que quarenta anos, estava com uma aparência horrível; os cabelos desalinhados, secreção escorria por seu nariz e tinha as bochechas avermelhadas. Ele evitou ajudar-me a subir na carruagem, provavelmente com medo de que sua doença fosse contagiosa.

— Deus, você está péssimo. — pude entender o que Edward disse, ainda com alguma dificuldade. Há uma semana e meia Eric vinha ensinando, a pedido de Edward, algumas palavras em russo.

— Desculpe-me, alteza. — o homem baixou o olhar envergonhado.

— Ele fala inglês? — eu perguntei.

— Alguma coisa eu acredito. — Edward respondeu ajudando-me a subir na carruagem.

— O que você está sentindo? — perguntei ao homem em inglês.

— É apenas uma gripe, Milady. — ele disse com um sotaque forte.

— Há alguém que possa substituí-lo? — perguntei.

— Eu estou bem.

— Não seja ridículo, você mal pode se aguentar homem. Piorará se tomar todo esse vento frio da viagem. — Edward pôs a mão no ombro do homem. — Chame alguém que esteja apto a nos levar.

— Meu filho pode levá-los. — ele disse orgulhoso.

— Ótimo, chame-o para mim o mais rápido possível.

— Sim, alteza. — o homem andou a passos largos para os fundos do palácio onde ficava a entrada da cozinha.

Poucos minutos depois, um rapaz com um pouco mais de dezoito anos, apareceu pronto para nos levar. Ele olhou para mim com admiração. E eu ouvi um grunhido e olhei para Edward que olhava ameaçadoramente para o jovem.

— Perdeu algo dentro de minha carruagem, rapaz? — ele perguntou com a voz grossa característica presente no idioma russo.

— Nã-não, alteza. — ele se curvou diante de Edward e virou-se correndo para onde ele seguraria os arreios dos cavalos.

Edward entrou resmungando e eu lhe lancei um olhar divertido.

— O que foi isso lá fora? — a carruagem começou a se mover e ele cruzou os braços frustrado. Parecia um menino birrento, que não gostava que olhassem para o que era seu; o que só fez com que ficasse incrivelmente bonito, quase como um anjo.

— Ainda nem chegamos ao baile, e já estou tendo problemas para afastar os homens de você.

— Não seja bobo, ele é apenas um menino. — eu disse.

— Ele tem praticamente sua idade. — ele arqueou a sobrancelha.

Era lindo vê-lo com ciúmes de mim. Ele era possessivo, mas não de uma forma suja como Dimitri... Pensar nele me fez refletir algo que eu estava tentando esquecer, durante todos esses dias. Ele já deveria saber onde eu estava. Alistair deveria ter contado. Agora era só questão de tempo, até ele conseguir chegar até mim.

Eu estava com tanto medo do que ele poderia fazer com Edward. Ele não se contentaria em nos matar. Primeiro ele jogaria conosco e quando já não pudéssemos suportar mais, ele daria o xeque-mate.

— Está muito nervosa, Isabella. — ele disse olhando-me do outro banco.

— É a aflição de saber se seus pais irão gostar de mim. — eu sorri fraquinho e fiz uma careta pela a mentira.

— Eles irão amá-la, assim como eu. — ele pegou minha mão e beijou as pontas de meus dedos. — Está com frio?

— Sim. — respondi rápido.

— Não parece. Não trouxe uma capa. — inferno, eu teria que pensar rápido.

— Oh, eu... Esperava que você me aquecesse, com seu corpo.

Ele mordeu a isca. Seus olhos brilharam e ele pulou para o pequeno assento em que eu estava. Ele passou os braços em volta de mim e eu suspirei. Tanto por tê-lo tão perto, quanto por ter conseguido distraí-lo.

— Tem noção do quanto está bela nesse vestido? Eu sabia que ele ficaria lindo em você.

— São seus olhos. — respondi envergonhada. Ele poderia não aquecer meu corpo, mas ele conseguia aquecer meu coração.

— Isabella, do que você tem medo?

— Não tenho medo.

— Sim, você tem. Eu vejo em seus olhos. — ele segurou meu queixo forçando-me a olhar para ele.

Eu suspirei.

— São tantas coisas... que não importam agora, não quero estragar nossa noite.

— Promete que conversaremos depois?

Eu assenti. Deitei minha cabeça em seu peito e fiquei ali o resto do percurso, que levou apenas duas horas.

— Chegamos. — o rapaz veio nos abrir a porta. Estava com as bochechas vermelhas por causa do vento frio que bateu contra seu rosto durante a viagem. — Milady. — ele estendeu a mão para me ajudar a descer, mas Edward desceu rapidamente e entrou na frente para me ajudar.

Eu ri. Ele lançou um olhar irritado para o rapaz. Ele prendeu minha cintura possessivamente com o braço. E olhou para o rapaz.

— Qual é o seu nome?

— Arthur kivosk, Vossa Alteza.

— Eu estou de olho em você. — ele disse ameaçadoramente e Arthur engoliu em seco.

Andamos até o portão, onde um criado bem vestido, o abriu para que entrássemos e inclinou-se diante de nós.

— Você é terrível. — eu sussurrei em seu ouvido, quando entramos no salão lotado.

E ele gargalhou.

— Príncipe Edward está aqui. — uma voz masculina gritou e nós olhamos para o homem que vinha em nossa direção.

— Adrian. Espere um segundo aqui, está bem? — ele falou para mim e eu assenti. Ele andou em direção ao homem e eles abraçaram-se. — Você não estava, quando vim visitar papai e mamãe. Levei seu filho para meu palácio.

— Estava em meu palácio na Polônia. Carlota esta grávida novamente.

— Vocês parecem coelhos, sabia? Quantos já nasceram?

— Essa será o terceiro, mas ainda virão muitos mais. — ele gargalhou.

— Essa? Como sabe que não será um varão?

— Eu sinto em meus ossos. Até por que, já tive meu herdeiro, agora quero lindas bonequinhas para embelezar meu palácio.

— Ora, nenhuma será tão bonita quanto a minha Irina. — ele falou orgulhoso, realmente a filha dele era linda. Havia puxado a beleza do pai, e agora que eu vi a mãe de Edward, a Czarina da Rússia no final do salão, eu pude ver o quanto ela era bonita e parecida com Irina.

— E quem é essa, beldade que está te acompanhado?

— Isabella, minha mulher.

— Ora, mas você não estava noivo de Rosalie Rutherford?

— Estava. Não estou mais. — ele me lançou um olhar. Ele não sabia que eu estava ouvindo cada palavra sua com seu irmão. — Estou apaixonado. — ele sibilou.

— Você? Ora, como as coisas mudam. O maior libertino de toda Rússia, apaixonado por uma única mulher. Achei que os libertinos amassem a todas ao mesmo tempo.

— Não depois de conhecer a mulher de sua vida. — Edward disse firmemente e meu coração bateu mais rápido em meu peito.

— Ela é tão deliciosa quanto parece? — Adrian perguntou avaliando-me de cima a baixo e eu corei.

— Pare de ficar olhando-a. Ela minha.

— Então deveria avisá-lo de que a concorrência será grande essa noite. — ele disse e Edward virou para trás e me encarou no momento em que um homem aproximou-se de mim. — Com licença. — Edward disse e veio em minha direção.

— Milady, está disponível para uma dança? — o homem gordo e com um bafo fétido perguntou-me. Ele falou em russo, por não saber que eu era inglesa, mas eu pude entender por serem palavras simples.

— Eu... — fui interrompida.

— Não, ela não está. — Edward pôs os ombros em volta dos meus e me puxou para longe. — Não posso deixá-la um segundo sozinha e esses urubus vem em cima de minha carniça.

— Ora, obrigada por me comparar à carniça. — ri de sua expressão carrancuda.

— Apenas eu posso devorá-la.

— Tenho certeza que sim. Você é um mandão, possessivo e encantador.

— Quem está adulando quem agora? — eu bufei. — Isso não é um gesto muito feminino.

— Não me importo, gosto de bufar como um homem. Tenho os meus direitos.

— Meu Deus. Apaixonei-me por uma liberal. — ele tremeu falsamente como se sentisse frio. — Daqui a pouco irá querer ficar em cima de mim em nossa cama.

— Não é uma má idéia...

— Um pensando bem... — ele bateu o dedo indicador nos lábios como se estivesse pensando e então sorriu maliciosamente. — Seria muito excitante. — ele levantou as sobrancelhas sugestivamente.

— Edward! — eu ralhei ao mesmo tempo em que um rubor coloria minhas bochechas. Estávamos indo em direção ao trono, onde uma mulher muito parecida com Edward e um homem estavam sentados com varias pessoas em volta deles. Algumas pessoas ouviram o que ele disse e nos olharam, algumas com expressões maliciosas e outros com reprovação. Dei de ombro. Quem ligava para o eles pensavam.

— Ora, você acha que cada um dos homens daqui não está pensando a mesma coisa sobre você. A diferença é que nenhum pode tocá-la a não ser eu.

— Você é um sem vergonha. — eu disse baixinho.

— Edward. — a mãe dele levantou do trono e abraçou seu filho. — Temos que conversar.

— Agora? — ele a olhou e ela assentiu, estava com um olhar alarmado. — Quero lhe apresentar Isabella.

— Prazer, Isabella. — ela me lançou um olhar desconfiado. — Querida, importa-se se eu tomar meu filho por alguns minutos? — ela perguntou, logo após franziu a testa.

— Não, Vossa Majestade. — eu disse inclinando-me e ela puxou Edward para longe, arrancando alguns olhares de todos.

Fiquei um pouco perdida no meio do salão, tive que negar alguns pedidos para dançar.

— Dar-me-ia a honra de dançar comigo? — virei para trás, pronta para negar mais um pedido, quando dei de cara com o irmão de Edward.

— Claro. — sorri, ele estendeu a mão e eu a segurei. Pus minha outra mão em seu ombro, enquanto íamos para o centro do salão dançar. Tocava uma musica a qual eu não reconhecia o ritmo, provavelmente era russa.

— Eu te guio. — ele falou amigavelmente. — Você faz muito bem para Edward, sabia?

— Obrigada, mas é seu irmão que me faz bem. Foi ele que mudou minha vida e trouxe-me uma razão para viver.

— Ora, então os dois se fazem bem. — ele sorriu.

— Acho que sim. — ele não se parecia muito com Edward; ele era um pouco mais velho, seus olhos eram azuis e os cabelos eram loiros, duas características puxadas de seu pai. Mas parecia ser um homem bom, afinal qual homem gostaria de ter filhas ao invés de varões.

— Ama-te, sabe? — ele disse.

— Sim. Ele me demonstra o quanto, a cada dia. Eu também o amo, não se preocupe eu não faria nada que pudesse machucá-lo.

— Eric disse que não o faria.

— Você falou com ele? — o olhei desconfiada, Eric não poderia ter contato nada para Adrian, pois ele também era igual a mim.

— Está com medo de que ele tenha me contado seu segredinho sórdido? — ele gargalhou discretamente, como se eu houvesse contado-lhe algo engraçado.

— Realmente, Alteza. Não vejo a graça que o senhor vê. — disse secamente. — Fale claramente.

— Não fique irritada. Eu sei o que ele é e o que você é. Você deve estar pensando que eu sou contra você e Edward, mas não sou.

— Edward também sabe? — perguntei receosa, mas ao mesmo tempo meu coração dava um salto, pois talvez ele soubesse e não se importasse. Doce ilusão.

— Não, isso é algo que se passa de Czar para Czar. E como eu serei o futuro herdeiro do trono... Eric deveria me proteger.

— Então por que protege Edward? — nós praticamente não dançávamos, eu apenas balançava meu corpo enquanto Adrian arrastava-me de um lado para outro naquele salão repleto da nobreza russa.

— Por que eu pedi. Meu irmão passou anos no exercito de meu pai, embora não precisasse. Ele pode não ser o herdeiro, mas ganharia muitas propriedades e ouro.

— Tenho certeza que sim. Seus pais parecem ser muito amorosos, pelo que Edward me contou. Ele falou sobre a carta que sua mãe enviou para seu pai.

— E eles são. Quando éramos pequenos nos contavam histórias sobre como se apaixonaram antes de casarem. E essa carta foi o marco do romance deles. — ele sorriu.

— Você sabe o que ela dizia? — perguntei realmente interessada.

— Está brincando? Eu usei a mesma carta para conquistar Carlota, minha esposa. Por sorte ninguém contou a ela o conteúdo da carta, se não era faria uma guerra em meu palácio e colocar-me-ia para dormir no salão, junto da criadagem. Eu apenas mudei para parecer que um homem a escreveu. — ele piscou para mim em cumplicidade.

— Diga para mim, Edward sempre esquece. Ele se esquece de me contar muitas coisas, para falar a verdade. — revirei os olhos e sorri.

— Bem... deixe-me ver... — ele pensou um pouco e logo sorriu. — Ela dizia: "Dizes-me que tenho nas mãos a felicidade de uma certa pessoa," escreveu ela a Alexandre. "Se isso é verdade, então a sua felicidade está garantida para sempre... esta pessoa ama-me carinhosamente e eu amo-o a ele, e essa será a minha felicidade... podes ter a certeza que te amo mais do que alguma vez conseguirei dizer," acrescentou.

— São palavras formosas. Gostaria que Edward e eu fôssemos iguais aos seus pais. Eu o amo, mas não sei se ele aceitará o que sou.

— Você quer minha opinião de verdade?

Eu assenti.

— Edward não aceitaria ser enganado. Se eu fosse você contaria a verdade a ele, antes que algo aconteça e ele descubra de uma forma errada; talvez ele não vá perdoar você.

— Mas me falta a coragem. Tenho tanto medo de ele sentir nojo, ou medo de mim.

— Eu sei querida. Há coisas nessa vida que não podemos controlar. Você acredita em Deus?

— Acho que sim. Se criaturas como eu, existem, por que Deus não existiria? Só não sei o porquê de ele nunca ter se importado comigo. — disse com sinceridade.

— Uma vez ouvi uma frase que dizia: “Quer ver Deus rir? Tente controlar o destino”.

— É um bom exemplo de como me sinto agora. Como se não tivesse controle de nada nesse mundo.

— Ninguém tem. Vampira ou não, nada está facilmente ao alcance de nossas mãos. — Siga meu conselho e conte a verdade para ele.

— Obrigada, por conversar comigo. — nós nos calamos por alguns instantes, enquanto voltávamos a dançar a nova musica que tocava no salão e eu me pus a observar as pessoas em minha volta. De repente comecei a sentir um súbito mal estar. Olhei em volta do salão e não pude andar mais nenhum passo. Adrian segurou em meu braço para me firmar. Se todo o ensinamento que Eric me deu estivesse certo...

— O que está havendo? — ele me perguntou assustado.

— Há alguém aqui. — eu disse e a sensação de estar sendo vigiada foi ficando mais forte.

— O que quer dizer com isso? — eu olhei mais uma vez em volta do salão. Algumas pessoas já me olhavam de uma forma estranha, provavelmente pela minha expressão de terror.

— Um vampiro.

Procurei por todo o salão, até que encontrei o motivo de meu mal estar. Meus olhos se encontraram aos dele. Muito bonito e obscuro. Seus cabelos escuros caiam em seus olhos e sua pele pálida estava brilhando graças à luz das velas que iluminavam um canto abastado do salão. Ele olhava diretamente para mim, seus olhos duros irradiando ódio e frieza. “Morte!” Era isso que eles me diziam. Não apenas a minha como também a de todos nesse salão. E ele não viera sozinho. Eu podia sentir a maldade irradiando de muitas outras partes do salão.

Ele repuxou seus lábios sensuais, dando-me um sorriso torto e frio. Meus olhos encheram-se de lágrimas e eu não pude conter as lágrimas que escorreram por minhas bochechas. Ele me encontrara. E agora não havia mais o sonho de que poderia viver uma vida feliz ao lado de Edward. Nem ao menos havia a esperança de que eu vivesse uma vida. Por que... Tempos muito piores estavam por vir.


Notas finais
Deixem reveiws e recomendações.
Gente eu fiz um chat para a gente conversar no msn:
group1194838@groupsim.com adicionem lá.
Vocês vão me odiar no próximo capítulo. Mas juro que tudo vai dar certo no final. A situação deles é muito complicada e nem sempre o amor é um mar de rosas como nos querem fazer acreditar. Vocês entenderam a seguir.
bjsss