Maldito Park Jimin!
4 Quarto
E um mês se passou desde aquele dia... O dia em que Jimin havia me beijado. Nosso relacionamento mudou bastante desde aquele dia, ‘tá, no começo eu fiquei bem constrangido, mas logo me acostumei com tudo isso. Jimin, sempre que chegávamos em casa, se despedia de mim com um beijo, parecíamos até namorados, mas não era nada disso.
Começamos uma amizade colorida depois de mais um mês, sempre em suas vindas em minha casa ou as minhas idas à sua, terminávamos na cama aos beijos, mas nunca passou disso. Neste tempo eu e Jimin já estávamos ainda mais íntimos, já chegamos perto de transarmos, mas graças a sua tão amada mãe, não deu muito certo. Eu tenho que admitir que eu ansiava por este dia.
O que não demorou muito. Meus pais disseram que iriam viajar, e odiavam me deixar sozinho, então pediram para que o Park ficasse comigo e ele prontamente aceitou, e claro, se aproveitou que era apenas eu e ele naquela casa e acabamos na cama, nus, suados e ofegantes. E eu tenho que dizer que, Park Jimin é maravilhoso na cama.
Eu ainda era virgem, bom, pelo menos atrás. Aquilo foi muito doloroso, mas ao mesmo tempo tão gostoso. Sentir Jimin se afundar em mim... Ir fundo... Ah, aquilo me levava às nuvens. Minhas coxas ficaram vermelhas com tantas tapas que Jimin desferiu ali, mas aquilo foi maravilhoso, e eu ainda tive que jogar no dia seguinte. Agora imagine, eu estava com o quadril dolorido, conseguia mal andar, eu estava todo desengonçado, minhas coxas vermelhas, minhas costas, ombros e pescoços marcados. Era obvio que meus amigos começaram a rir e zombar disso, mal sabia que quem havia feito tudo isso em mim estava entre nós.
As pessoas imediatamente me julgaram como gay, não que eu não seja, e começaram a me olhar torto, porém eu não estava me importando muito com isso. Algumas meninas tentavam-me “converter” e eu as usava para fazer ciúme para o Park, já que ele era muito ciumento. Eu dizia ser Bissexual, mas nem sequer senta excitação por garotas.
Desde quando começamos essa amizade colorida, o Park amava me provocar. Sempre que uma garota chegava perto dele e puxava assunto, Jimin colocava sua mão na cintura dela, dava aquele lindo sorriso, fazia charme, e eu? Eu era o trouxa que ficava com ciúmes e se intrometia entre eles. Mas é claro que eu não ficava para trás, Jimin odiava quando qualquer pessoa me tocasse com outra intenção, e sempre que faziam isso, eu retribuía, parecia até que eu era hetero.
— Jungkook oppa – Ah... Como eu odiava ser chamado de “oppa”. A garota se aproximou correndo e agarrou meu braço – Como vai oppa?
— Bem e você, Sun-Hee? – sorri fofo e corri meus olhos pelo campus, à procura do Park. O encontrando sentado no lugar de sempre, me encarando irritado.
— Estou ótima, oppa – ri nervoso para não manda-la para de me chamar de “Oppa”.
Geralmente Jimin se intrometia quando uma garota se aproximava de mim e me agarrava, ou me lançava um olhar de “em casa conversamos”, mas dessa vez foi diferente, ele apenas me lançou um olhar irritado e virou o rosto. O que aconteceu? Eu realmente esperava que ele viesse se intrometer e me puxar para o nosso lugar de sempre.
Quando Sun-hee foi embora, segui até Jimin, que estava com um olhar perdido. Sorri e me sentei ao seu lado, segurando sua mão discretamente. Jimin me olhou e bufou, tirando sua mão e virando o rosto novamente. Ri fraco e sussurrei rente ao seu ouvido.
— Não precisa ficar com ciúmes hyung... Você sabe que eu sou seu— vi seus pelos arrepiarem, porém ele não disse nada, apenas se levantou e entrou no colégio, me deixando com cara de tacho. O que aconteceu?
Segui o garoto e vi que ele entrara na sala, então apenas entrei também e segui para a sua mesa, puxando uma cadeira e sentando em sua frente. Estávamos apenas nós dois ali, então puxei sua mão e levantei seu rosto, recebendo um olhar irritado deste.
— Hyung, aconteceu alguma coisa? – perguntei preocupado, Jimin tirou minha mão de seu queixo e abaixou a cabeça, me deixando confuso. – Hyung... Por que está assim? O que eu fiz de errado?
Nada... Por acaso ele estava irritado por causa de Sun-hee? Resmunguei e apoiei meu queixo em meus braços, que estavam cruzados sobre a mesa. Levei minha mão à suas madeixas morenas e tive a mesma tirada com uma tapa, aquilo me magoou.
— Hyung... – não pude terminar, já que o Park me interrompeu irritado.
— Me deixa em paz – ele disse ainda de cabeça baixa.
— Mas... – tentei falar, porém parei ao ver seu olhar totalmente irritado, me fazendo encolher na cadeira.
— Eu pedi para me deixar em paz – ele disse pausadamente, mas eu não queria, queria saber o motivo de ele estar assim.
— Mas hyung... Eu só quero saber o motivo de estar tão irritado... Eu fiz algo errado? – perguntei receoso, porém me arrependi ao ouvir o que ele disse.
— Eu já mandei me deixar em paz Jungkook, pare de ser chato e deixe de me incomodar. — aquilo doeu... Doeu bastante.
Eu não o contrariei, eu apenas me levantei e sentei em meu canto, quieto. Sentia meus olhos arderem e se encherem de água, por que eu estava tão triste? Suspirei e abaixei minha cabeça, permitindo que as lágrimas rolassem pelo meu rosto. Eu fiz algo errado? Foi por causa da provocação? Mas Jimin nunca havia agido desse jeito...
Enxuguei as lágrimas e funguei, levantando a minha cabeça. Odiava chorar, pois eu ficava fungando o tempo inteiro e aquilo incomodava tanto a mim, quanto as pessoas ao meu redor. Claro que eu não me importava com as pessoas ao meu redor, mas sabia o quanto isto era irritante.
Mas voltando ao que eu falava. O sino bateu e todos os alunos entraram na sala, Taehyung como sempre sorridente, porém este sorriso sumiu assim que viu o meu rosto e Jimin com a cabeça baixa, apenas ele sabia de nosso envolvimento. Ele se sentou e me encarou como se dissesse que eu teria que contar tudo o que aconteceu, tintim por tintim.
(...)
Logo o intervalo chegou e todos saíram da sala, inclusive Taehyung e Jimin, eu apenas fiquei ali, sentado em “meu cantinho da depressão”, eu não estava me entendendo, por que eu estava assim? Tão triste? Jimin e eu apenas somos amigos, não é? Nada demais, apesar de eu dizer que sou apenas dele...
Eu fiquei ali, sentado, triste. O intervalo passou e eu sequer me mexi, apenas fiquei de cabeça baixa, me perguntando o que eu fiz de errado para ele. Eu realmente não sabia o que eu fiz... Ele nunca foi de brigar assim comigo.
— Jungkook – ouvi a voz de Taehyung e levantei a cabeça, ele tinha uma sacola na mão. – Aqui, é para você – ele me entregou e eu abri, eu tinha certeza que meus olhos brilharam, era um hambúrguer.
— Foi você que comprou? – perguntei para o acastanhado, que apenas negou. – Quem foi então?
— Uma pessoa – ele riu e sentou em minha frente – Ei... O que aconteceu entre você e o Jimin? Vocês dois parecem tão tristes e distantes...
— Sinceramente, eu não sei... – suspirei cansado – Ele simplesmente ficou com raiva de mim... Assim, eu sabia que ele ficaria com raiva, mas dessa vez foi pior, ele pareceu realmente não querer falar comigo...
— O que você fez? – ele arqueou a sobrancelha.
— Ciúmes... – disse receoso. – Mas ele nunca agiu desse jeito... Ele sempre ia até mim e me puxava – ri fraco – Era fofo...
— Você fica tão fofo apaixonadinho – Taehyung riu e apertou minhas bochechas que estavam cheias de hambúrguer.
— Ei – engoli a comida – Eu não estou apaixonado – dei língua para o garoto a minha frente.
— Não? Tem certeza? – ele riu – Você parece uma menininha apaixonada falando do crush— ele gargalhou – É fofo.
Revirei os olhos e voltei a comer, Taehyung ficou tagarelando sobre Hoseok. Ah, eu me esqueci de falar, Taehyung e Hoseok namoravam, às escondidas, mas namoravam. Eram fofos juntos, como Jimin costumava chama-los, casal TaeSeok. Era fofo como Jimin amava falar isso deles, dizendo que sempre shippou eles. Taehyung dizia a mesma coisa sobre eu e Jimin... Ah... Jiminie, por que você não sai da minha cabeça? Pelo menos por um tempo.
(...)
Eu estava voltando para casa, sozinho, não vi Jimin no colégio, após sair. Deduzi que ele estava em casa, afinal, ele tinha a chave. Ao chegar, abri a porta e o chamei, não sendo respondido, subi as escadas e entrei em meu quarto, o encontrando vazio, entrei no banheiro, também vazio. Onde ele estava?
— Jiminie – chamei novamente e nada, suspirei e me sentei na cama, será que ele ainda estava em casa?
Ouvi algo batendo em minha janela e me virei, vendo Jimin na outra, sorrindo para mim. Não pude deixar de sorri também. Ele saiu dali, se apoiando na arvore que tinha entre as duas janelas e veio até a minha, abri a mesma e o deixei entrar.
— Kookie – Jimin envolveu minha cintura com seus braços fortes – Me desculpe por hoje... Tae me disse o quanto você estava triste...
— Jiminie, eu fiz algo errado? – o perguntei receoso e ele apenas riu fraco.
— Foi só meu ciúme que passou dos limites – Jimin me apertou num abraço – Eu queria me desculpar... Pensei que você estivesse com raiva de mim...
— Não... Não consigo ficar com raiva de você, e sabe disso – sorri e levei minhas mãos a sua nuca, o puxando para mais perto – Mas você precisará me dar algo para eu desculpar você – sorri safado e Jimin entendeu o que eu queria, me empurrando até a cama.
— Serve leite?— ri e envolvi sua cintura com minhas pernas.
— Com certeza, meu amor.
E assim novamente terminamos na cama, ofegantes e suados. Os cabelos colados em nossas testa e eu sujo de gozo. Aquilo havia sido maravilhoso.
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