Maldição Wilde
13 Capítulo 12
Notas iniciais
A claridade machucava os olhos da janela um pouco aberta,sentiu um desconforto na cabeça e um calor sobre suas costas.Melina se sentou e olhou em volta,aquele não era sua cama,tão pouco seu quarto,onde estava?
Ouviu uma respiração pesada e se virou,ao ver a imagem sorriu,um sorriso alegre e carinhoso,mas como havia parado ali?
–Alex?–Ela balançou o ombro do garoto,que dormia tranquilamente.–Alex.
Ele balançou a cabeça e esfregou os olhos,abrindo-os em seguida.
–Você acordou.Achei que iria dormir o dia inteiro.
–Porquê faria isso?E o que diabos estou fazendo aqui?–Colocou a mão na cabeça voltando a se deitar o travesseiro.
–Acho melhor descansar,a batida foi forte.Desculpe,não foi para você.
–Como assim não foi pra mim?Se não disser o que aconteceu ,eu acabo com a sua raça.
–Ok,calma...
Um ronco alto foi ouvido e o casal percebeu que Ian acordava e olhava confuso para eles.
–Eu achei que fosse um pesadelo,sabia que ela podia acordar no meio da noite e me matar?–Ele disse se levantando e pegando uma toalha em cima da mesa perto da porta.
–Ian,se você não calar a boca,não vai ser a Melina que vai te matar e sim o papai aqui.
Ian arregalou os olhos e observou a morena rir.
–Viu eu fiz ela rir,aprenda com o mestre.
–Desculpa,Ian,mas não pensei que fosse tão babaca a ponto de usar uma cueca de patinhos.
Ian olhou para baixou e enrolou a toalha na cintura,lançando um olhar feroz para Melina antes de entrar no banheiro e trancar a porta.
–Aprenda com o mestre.–Alex imitou o amigo e se inclinou para beijar a garota que desviou e se pôs de pé.
–Nada de encostar essa boca na minha enquanto não me contar a verdade.
Ele suspirou e chamou a garota com a mão,que se sentou ao seu lado e colocou a cabeça em seu ombro.
–Ontem,de madrugada,eu estava no corredor,tinha esquecido um livro que eu ganhei quando era criança no quarto de uma amigo,fui buscar,mas então eu parei,senti uma impressão estranha,vi você...–Ela levantou a cabeça e olhou os olhos do garoto.– e me virei,mas vi seus olhos e percebi que era a Trace...
Ela levantou rapidamente e tirou a blusa,o que fez o garoto se desequilibrar em cima da cama.
–O que tem nas minhas costas?–perguntou depois de se virar.–Me diz,Alex,por favor.
Ele ficou pasmo.A garota tinha linhas negras que se destacavam na pele pálida,elas subiam pela cintura e paravam no ombro,elas formavam uma cobra.
–Melina...O que...O que é isso?
–Na segunda...segunda vez em que ela tomou posse do corpo,quando eu acordei,minhas costas ardiam...–a garota soluça,sentindo as lágrimas descerem–Eu fui ver o que era e... e eu vi que era essa coisa se formando,era como se estivesse pegando fogo,vermelho e desconfortável.
Alex secou as lágrimas da garota e beijou-lhe a testa.Acariciando seus cabelos.
–Eu vou cuidar de você.–disse.
Um flash da noite anterior.
–Melina?
A garota desligou por um instante.
–Eu não vou para aula hoje.
–Lina,você tem que ir...
–Não,eu não posso,vou ficar aqui,não vou sair,por favor,não me faça sair e entrar lá.
–Pelo menos me diz por quê?
–Eu...Eu tenho que ficar aqui,quando a marca continua é mais fácil ela assumir o controle.
Melina respirou e olhou o garoto que a mirava e lhe oferecia a mão.Ela pegou e deu um sorriso,quando sentiu seu corpo junto ao dele.Sentia-se segura,como se nada pudesse de atingir,nunca mais.
–Que coisa mais fofa.–Ian estava parado no batente da porta com a toalha no ombro.
–Cala a boca,Ian,e vê se deixa de ser tão viado.–O amigo retrucou.
–Claro tenho coisas mais interessantes para fazer,tipo,ver a Melina de sutiã.
Alex se lembrou da garota e pegou a primeira camiseta que viu jogando nela e empurrando o moreno para o banheiro com a mão.
Melina entrou em crise,ele havia visto a cobra?
Não,por favor,não.Pensou.
Depois de abotoar a camiseta de Alex,viu os amigos saírem do banheiro,Ian tinha uma cara amarrada.
–O que você disse para ele?–Ela perguntou.
–Disse que a Soph não iria ficar feliz com isso.
Melina riu e entrou no banheiro,trancando a porta e se olhando no espelho.Não estava com olheiras,um bom sinal de que dormirá bem,diferente das noites interiores,mas tinha o rosto vermelho por causa do choro.
O sinal das sete soa e ela escuta alguém bater na porta.
–Lina,tenho que tomar banho.
Ela abre a porta,saí e estampava um sorriso no rosto até ver a cara de Ian.
–O que foi,Ian?Se gostou tira uma foto dura mais tempo.
Ian se sentou na própria cama de frente para mesma.
–Ian,deixa isso para depois.
Melina olhou para os dois confusa.
Alex se aproximou e sussurrou no ouvido da morena:
–Ele viu a cobra.
Ela arregalou os olhos e puxou ele pelos ombros,dando-lhe um beijo surpresa que o garoto retribuiu com fervor.A garota ao ouvir Ian fazer um som de nojo,percebeu que o plano dará certo,talvez ele pudesse esquecer do assunto se ela continuasse se atracando com Alex em sua frente.
–Vocês passaram de fofos à nojentos bem rápido.
Os dois já sem fôlego,se separaram e Melina suspirou.
–Quer saber vou ficar em outro lugar,não quero ver vocês fazendo coisas indecentes na minha frente.
Ian saiu,e a morena se deixo cair na cama.
–Que coisa foi aquela?
–Desculpa.–Ela fez bico.
–Não,foi bom...–Desvia o olhar e passa as mãos no cabelo.
Melina não corou,era difícil deixa-lá envergonhada,apenas sorriu.
–Eu queria fazer ele esquecer o assunto.
–Funcionou,de um jeito bem favorável...para mim.
Ela se aproximou e colou seus lábios aos deles,num beijo agora suave,sem pressa.
–Vai tomar banho,ou vai se atrasar.
Ele bufou e foi em direção ao banheiro.
(...)
Ela estava sozinha,os dois amigos haviam saído e provavelmente estariam no refeitório.
Ela olhava para o teto,e um tédio sem fim.
Duas batidas na porta,pareciam de uma mão pesada,então ela se escondeu embaixo da cama.
–Alex?Ian?É o Taylor.
Melina se amaldiçoou.
Merda.Pensou.
Ela saiu de debaixo da cama e caminhou lentamente até a porta.Abriu uma brecha suficiente grande para o garoto entrar e o puxou fazendo-o cair de bunda no chão.
–Melina?Que merda você faz aqui?
Ela se aproximou com um olhar feroz e sussurrou:
–Você fica idiota com o tempo ou nasceu assim?Quer que me peguem?
–Eu não sabia que você estava aqui.
–Mas tinha que dizer o meu nome a toda altura,não é?
–Desculpa.–ele sussurrou.
A porta se abriu e Melina em um rápido movimento se colocou atrás da mesa.
–Taylor?O que você está fazendo aqui.–A voz de Alex fez a garota soltar um suspiro de alívio.
–Quer me matar do coração,Lex?
Ela se aproximou e Taylor já estava posto de pé
–Desculpa,eu trouxe seu café da manhã.Foi difícil fugir da Soph,então...
–Então...?Alex?
–Alex,você está ferrado.–Taylor disse.
–Ela está lá fora.
Melina lhe socou.
–Ei,não se aproveite do meu amor pelo seus olhos verdes.
–Não acredito q...O que você disse?–ela fechou a cara.
–Que eu amo seus olhos verdes.
–Você disse que eu estava me aproveitando?Eu não me aproveito de nada,nem de ninguém.
–Desculpa.Posso chamar a Soph?
–Fala baixo,seu acéfalo.
–Ok,mas não precisa me chamar assim.–Melina deu a língua.
Ela abriu a porta e colocou a cabeça para fora.
–Melina!?Graças a Deus!!!
A morena puxou a amiga para dentro e colocou a mão sobre sua boca,impedindo-a de falar.
–Nada de citar nomes femininos.
Sophia afirmou e a mão da colega de quarto foi retirada.
–Aonde você estava,Alex não queria me falar,mas eu consegui tirar alguma coisa do Ian.
Melina bufou.
–Melina,você deixou ela voltar.–Taylor finalmente se pronunciou.
–Como você sabe?
–Trace me ameaçou.
Melina começou a respirar com dificuldade,se sentou na cama e agarrou os lençóis fortemente.
–Melina?
Alex se aproximou e pegou seu rosto entre as mãos.
Então ela grita e a agonia toma seu corpo.
Um brilho e seus olhos mudam de cor.
–Sentiram minha falta?
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