Malacia
1 Nolan Lander
Notas iniciais
Então como viram o capítulo tem o nome de alguém, esse será o personagem que narra a sua história. Nas notas finais estarei disponibilizando um link para saberem como ele é, (Nesse caso se alguém souber se posso usar a imagem de alguém real ou não me avisa, eu mesma não sei já que é uma fanfic original).
Espero que gostem e a acompanhem, já aviso que é minha primeira fic, então preciso muito da ajuda de vocês para estar sempre melhorando.
Por favor, não me abandonem!
Bom, me encontro sem direção.
Me chamo Nolan... Nolan Lander. Estou começando o segundo ciclo do ensino médio, no caso, estou na quinta série, sabe... quando você começa a ter mais de um professor e fica perdido e ao mesmo tempo ansioso por estar dividindo o caderno em tantas matérias, e se perguntando o porquê disso já que antes ficava tudo junto e você se encontrava muito bem desse jeito. É só mais um daqueles casos onde os adultos tentam ser mais eficientes e só dão mais trabalho.
Está bem, não estou passando por um processo de me descobrir e blá blá blá, é que realmente estou sem direção, vou explicar por que, não tenha tanta pressa, pois vou lhe adiantar algo, essa aqui é mais uma daquelas histórias que demoram um século para acabar, mas acredito eu que não deva ser tão chata, já que é sobre a minha vida e de mais algumas pessoas não tão importantes, mas que para ser bem desenvolvida é preciso do ponto de vista de todos.
Cheguei a cidade a menos de uma semana, as aulas já começaram a um bom tempo e no caso estou entrando no segundo semestre. Nunca me imaginei entrando no meio do ano em alguma escola, para falar a verdade nem me imaginava mudando de cidade, mas o caso é que meus pais se divorciaram e como minha mãe é modelo e vive viajando, acharam melhor que eu vivesse com meu pai que decidiu se mudar para a casa que meu avô deixou para ele de herança. A casa é grande e tem um quintal enorme, mas o problema é sua localização, meu avô amava o campo, fazendas e por aí vai, então ela fica em uma cidadezinha chamada Bolteray, comparada as grandes metrópoles não é tão desenvolvida, mas tem shopping e para mim uma cidade com shopping nem pode ser considerada algo pequeno, apesar de ainda a chamar de cidadezinha.
Estamos chegando lá, vim morar então em Bolteray, mal chegamos e meu pai já me avisa que na segunda vou a escola, que tinha organizado tudo, fiquei em choque e não quis falar com ele o resto do dia, o que não durou muito visto que eu precisava dele para entender aquela casa, muitos quartos e escadas, me perdi antes mesmo de andar nela. Então me encontrei em jantares e almoços até segunda, em nenhum momento para vamos em casa, tenho muitos parentes em Bolteray e acho eu que por não ser uma cidade com muita gente eles acabam por enjoar um da cara do outro e quando chega alguém novo precisam urgentemente ver essa pessoa, nesse caso meu pai e eu.
Segunda chegou voando.
— Nem tive tempo para respirar — Foi o que meu pai me disse aquela manhã quando lembrou que iria começar a trabalhar no escritório da família. Ele é advogado, assim como grande parte de meus familiares. Já deixo claro desde já que não, não serei mais um, não sei exatamente o que quero, mas sei que sou novo e tenho tempo para decidir e além disso posso não saber o que quero, mas sei muito bem o que não quero.
Então é nesse ponto que paramos, meu pai me deixou na diretoria e saiu assim que terminou de falar com a diretora, que me levou até a secretaria onde uma moça velha me deu um papel indicando minhas aulas e o número da sala, a questão é que ela me deixou no meio de quatro corredores e eu só sabia que um levava a diretoria, e para piorar o prédio tem 4 andares mais o térreo e tem mais três prédios, agora entende por que estou sem direção. Olho para todos os lados possíveis tentando me encontrar, mas tem muita gente e não vejo direito, paro e respiro fundo, minha melhor escolha é voltar na diretoria e pedir ajuda.
Estava prestes a andar quando alguém segura meu ombro, me viro meio assustado.
— Opa... me desculpe, não queria lhe assustar – Disse um rapaz que provavelmente está na 6º série, admito, não sou bom em adivinhar essas coisas, sei que é da 6º série por que seu uniforme indica isso, mas o que me chamou atenção foi a faixa laranja em seu braço. – Sou monitor e vi que estava perdido e como nunca lhe vi na escola acredito que seja o garoto novo, Nolan Lander, estou certo? – Sorri como se estivesse muito feliz em me ver, ele é bonito, é alto, tem pele negra, quase preta, olhos verdes e um capelo cacheado, mas não chega a ser crespo. Esqueci de algo, lembra que eu disse que sei muito bem o que não quero, então também sei que hétero eu não sou. Sei que sou novo, mas pode ter certeza que muita gente sabe, desde muito cedo, qual é sua orientação sexual. Mas não diga que o achei bonito só por isso, por que sim você também o acharia.
— Sim sou eu mesmo e sim estou bem perdido – Sorri com meu melhor sorriso e claro nunca tirando meus olhos dos seus, saiba que para conquistar alguém um certo joguinho é necessário e nesse caso de primeiro contato sempre mantenha uma conversa olho no olho, não a encare de mais, seja tímida no olhar, mas mantenha o contato.
— Ótimo, assim lhe apresento a escola e ainda passo um tempo a lhe conhecer melhor. – Sempre sorridente, mantem o olhar, mas de forma natural, como se fosse algo dele e não como se estivesse como eu, tentando me conquistar, coisa que já conseguiu.
— Espere, está gostando da minha situação, estou perdido e fica feliz com isso? – Brinco sobre isso para descontrair as coisas entre nós. Dica número dois, seja brincalhão, mas saiba quando fazer isso, por favor controla os micos da vida.
— De certa forma sim. – Diz se aproximando de mim, deixando um palmo de distância entre nossos rostos, tenho vontade de rir por ele ter se abaixado para estar na minha altura. – Desculpe-me pelos meus modos. – Volta a sua postura de antes e com o sorriso que já entendi que o verei sempre que o vir. – Me chamo Micaelly Ponder. – Estica a mão em minha direção. Vou aperta-la mas paro e o encaro.
— Espera aí, Ponder? Ah, sério? – Falo demostrando claramente como fiquei chateado pela aquela descoberta. Mas ele ri.
— Por favor não fique assim, não é por sermos primos que isso nos impede. – Para de falar aí, deixando bem entendido o que quer dizer, principalmente quando se aproxima novamente de mim e me dá um beijo em minha bochecha me deixando corado, sai andando a minha frente e vira. – Não vai vir? – Sínico.
Talvez, somente talvez esse ano até seja divertido.
Notas finais
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Micaelly Ponder (Lucien Laviscount)
Link: http://ethnicelebs.com/lucien-laviscount
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