Mal-entendido

1 Capítulo Único


Notas iniciais
Hey!! Como vocês estão? Espero que bem!! Boa leitura e comentem para eu saber se gostaram ou não! Beijinhos!!

Mais uma vez estava ela com a cara no vaso colocando todo seu almoço para fora.

— Ginny, já é a quarta vez que você passa mal essa semana, não acha melhor irmos ao St. Mungu’s?

— Claro que não Mione! Eu estou apenas nervosa pelo ínicio da temporada, apenas isso.

— Não sei não Gin, acho melhor irmos A Toca.

— A Toca? Mas por quê?

— Se eu não estiver enganada, sua mãe vai saber exatamente o que fazer! — Ginny abriu a boca para retrucar as Hermione foi mais rápida — não adianta discutir, vamos logo.

Ela não estava entendendo, sabia que sua mãe tinha várias receitas de poções, mas aquilo não era nenhum tipo de doença era apenas nervoso pelos jogos. Estava pronta para aparatar quando Hermione a interrompeu.

— Vamos pela lareira, acho mais seguro.

Assim que chegaram a Sra Weasley já veio ao encontro delas.

— Ginny! Hermione! Como vão minhas queridas?Aconteceu alguma coisa?

— Aconteceu que Ginny vem tendo enjoo há alguns dias e eu acho que a Senhora sabe que tipo de poção ela precisa.

— Mas é claro, ainda bem que eu já tinha ela guardada, espere um minuto.

— Será que dá para vocês me dizerem o que está acontecendo?

— Tome isso aqui — disse a Sra Weasley, com uma poção transparente em mãos. Ginny não se lembrava daquela poção, mas tinha um gosto muito doce. — Agora deite-se e levante a blusa. Só precisamos esperar. — ela ficou aflita! Estava começando a entender o que acontecia, mas não poderia ser, poderia? Sua barriga começava a esquentar e uma leve cor aparecia.

— Então mãe? Me diga, eu estou grávida? — sua barriga estava em um tom avermelhado.

— Sim querida, você está! Meus parabéns! — a Sra Weasley já estava em lágrimas, assim como Ginny e Hermione.

— Por Merlin!! Isso não pode ser possível, quero dizer, eu não consigo acreditar! Eu vou ser mãe, Mãe!!! — ela já chorava e sorria, não sabia mais o que sentir. — Eu preciso falar com Harry! — estava a caminho da lareira quando disse. — Não contem a ninguém! Quero que Harry saiba primeiro.

— Tudo bem, querida! Mas vá com calma! — gritou a Sra Weasley, mas a filha já havia sumido pelas chamas.

Ela andava apressada pelos corredores, precisava urgentemente chegar a sala de Harry. Qual seria a sua reação? Será que ficaria feliz? Nunca haviam conversado sobre filhos, mas provavelmente também era a vontade dele. As coisas passavam rápidas por sua mente.

Assim que chegou a porta da sala de Harry, sentiu a raiva lhe invadir a cabeça: Cho Chang saiu da sala de seu marido com a menor roupa que ela teria no armário e um sorriso sínico no rosto.

— Oh Ginny querida! Veio saber como está o seu querido marido? Pode ficar tranquila que ele está muito bem, melhor impossível! Se é que você me entende. — ela sorriu e saiu andando.

Ginny não respondeu, apenas marchou direto para a sala do marido, onde abriu a porta de supetão. Harry estava absorto, lendo uma pilha de papéis sobre a mesa.

— Olá Senhor Potter, se divertindo bastante no trabalho? — ela estava furiosa.

— Gi, amor, o que faz aqui? — ele se levantou e foi em direção a ela, que desviou.

— Eu espero Potter que você tenha se divertido bastante com aquela oriental falsificada, porque a partir de agora sua vida viver um inferno. — ameaçou ela com raiva. Lágrimas começavam a escorrer pelo seu rosto.

— Ginny do que é que você está falando? — ele estava confuso.

— Eu vi a Chang saindo agora da sua sala. No trabalho? Não teria outro lugar mais discreto? O que será que as pessoas falam de mim por aqui? — ela riu sarcástica — Devem rir tanto de mim. Eu riria. A grande jogadora de quadribol que é enganada pelo marido. Incrível como eu fiquei idiota há alguns anos.

— Amor, eu não faço ideia do que você está falando. Se acalma e vamos conversar!

— Primeiro: não me chame de amor. e eu só entrei pra avisar que estou saindo da sua casa. Deixo a chave com Hermione. Pode levar sua vagabundazinha pra lá. — ela já chorava constantemente. — E só mais uma coisa: nunca mais nos procure. Suma de nossas vidas. — ela saiu da sala e foi direto para o elevador.

— Ginny, Ginny, volta aqui!! — ele não conseguiu alcançá-la antes do elevador sair. Ele não conseguia entender o porquê daquilo ter acontecido e o motivo dela estar tão nervosa. Precisava ir para casa. Não podia deixar que ela fosse sem conversarem.

Estava a caminho do elevador quando foi impedido por Cho Chang.

— Harry, a Ginny está bem? Ela pareceu um pouco transtornada quando saiu daqui e…

— Eu não sei o que você disse para ela Chang, mas se alguma coisa acontecer com a Gin ou com meu casamento por alguma mentira sua, eu juro que você vai pagar muito caro. — ele a respondeu a olhando nos olhos e saiu deixando uma Cho assustada pela sua reação.

Assim que chegou em casa Ginny correu para seu quarto e puxou a primeira mala que viu em seu armário e começou a jogar suas roupas lá dentro. Sua cabeça estava um turbilhão,como seria sua vida agora? Seu filho não merecia tudo isso que estava acontecendo. Harry não saberia daquela criança, ela mudaria e sumiria do mapa, ela e seu filho, somente os dois. Sua cabeça doia mas a unica coisa que ela queria era sair daquela casa que já chamou de sua.

— Ginny, o que você está fazendo? — ela estava tão perdida que nem ouviu Harry chegar.

— Estou saindo da sua casa!

— Não Ginny, você não está! — ele acenou com a varinha e fez com que a mala saisse da cama. Chegou mais perto de Ginny fazendo com que ela se sentasse e se ajoelhou de frente a ela. — O que houve Gin? O que foi aquilo que aconteceu no ministério?

Ela não respondeu nem olhou para ele.

— Ginny, você realmente acreditou que eu pudesse ter te traído? Você realmente achou que eu fosse baixo desse modo? — ela não respondeu — Olhe para mim Ginevra Potter e me diga se realmente acredita que sou esse tipo de homem. Olhe nos meus olhos e diga isso!

Ela pela primeira vez o olhou nos olhos e percebeu como aquilo estava sendo ridículo. Harry jamais dera nenhum indício de traição e sempre fizera tudo para agradá-la de todas as formas possíveis. E além do mais, ela o havia escolhido para ser seu marido exatamente porque confiava nele. Aquela ideia toda parecia extremamente absurda.

— Harry eu não… — ela não conseguia explicar o que tinha acontecido. E sentiu novamente lágrimas invadirem seus olhos. Ele apenas a abraçou e esperou que ela se acalmasse.

— Eu estava com a cabeça tão cheia e quando ela me disse aquelas coisa eu não pensei no quão absurdo isso poderia ser. Naquele momento fazia sentido. Me desculpe. — ela disse depois de quase uma hora sem uma palavra trocada entre os dois. Eles estavam deitados na cama e a cabeça de Ginny se encontrava sobre o peito de Harry que fazia carinho em seus cabelos.

— Está tudo bem Gin. Você só me deixou assustado. Nunca tinha visto você daquele jeito. — ela sorriu.

— Nunca duvide da reação de uma mulher traída. — ele deu risada de seu comentário e continuaram em silêncio.

— O que você estava fazendo no ministério Gin? — foi então que ela se lembrou que Harry ainda não sabia. Se sentou na cama de frente para ele que também arrumou a postura.

— Eu estava indo para avisar você que não poderia participar dessa temporada. Você concordará comigo que é mais seguro. — ela sorriu e ele não entendeu. Ginny sempre amou quadribol e nunca tivera nenhum tipo de medo ou receio.

— Mas Gin, você sempre amou quadribol. O que aconteceu para você desistir?

— Isso aconteceu! — ela pegou a mão dele e colocou sobre o seu ventre. Harry a olhou nos olhos como se a confusão em sua mente se dissipa-se.

— Você está…

— Vamos ter um filho Harry. Eu estou grávida! — ela sorria e seus olhos estavam úmidos. Harry abriu o maior sorriso de sua vida. Ele seria pai e teria uma família, como nunca pudera ter. Ele a puxou para um beijo tão calmo mas que ao mesmo tempo transmitia o turbilhão de sensações que ele não era capaz de transmitir em palavras.

Nada nem ninguém os separaria. Era a sua família e o único motivo pelo qual valeria a pena lutar. E eles sempre lutariam.

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!