Notas iniciais
Muitos leitores novos. UHUUULLL! Aviso para vocês, não tenham medo de mim, eu não mordo, comentem, eu amooo ler os comentários de vocês. Estou adorando escrever os novos capítulos, muitos acontecimentos estão por vir. o/ TANANANAMMM! OBS: Procura-se leitora perdida, Marilu cadê você? Por favor compareça aos comentários sua linda!

– Acho que esse povo do ministério deve estar tudo gaga. Você já viu a quantidade de velhinhos que tem naquele lugar? – Anne disse se jogando na sua cama.

– Eu ainda acho que é algum serial killer de nascidos trouxas. – Alyx disse dando de ombros.

– Como vocês são tapadas. – Disse Romana, ela era uma das colegas de quarto, sangue puro , a típica sonserina mimada, loira com sardas nas bochechas tinha o costume de andar com o nariz empinado e fazer piadinhas com os sangues ruins. – Não é um serial killer, são os comensais da morte, é isso que ouvi falar, eles trabalham para um tal Lorde e estão exterminando os sangues ruim. – Ela deu um grande sorriso. – O Ministério só está inventando essas histórias de desaparecimento para não gerar pânico nessa escoria, não sei por que se preocupam tanto com esses sangues ruins, deveriam exterminar todos. – Ela revirou os olhos e torceu o nariz, expressão típica de Romana quando falava dos sangues ruins.

– Comensais da morte! O nome soa bem. – Alyx disse pensativa.

– Não só o nome. — Agora Romana estava eufórica. – Sabem o monitor chefe? O Malfoy? – As garotas concordaram com a cabeça. – Estão dizendo que ele é um deles. Já não bastava ser lindo ainda é um gênio. – Ela suspirou. – Acorda Romana! – Ela disse para si mesmo. – Eu só vim pegar meu material, vou lá estudar na sala comunal tentar puxar papo com o Malfoy. – Romana pegou sua mochila e saiu saltitante do quarto com um grande sorriso apaixonado. Ela era o tipo de garota tola que falava demais sem pensar. Isso as vezes era um grande problema, mas não que Anne e Alyx não tirassem proveito disso, era com ela que as garotas falavam quando precisavam descobrir algo sobre os boatos e fofocas de Hogwarts.

– Ela fala demais. – Anne resmungou da sua cama.

– Acha que é verdade? Comensais da morte? Quem se intitularia assim? E eu não sabia que existia um Lorde que seja bruxo, na verdade não sei de nenhum bruxo da realeza. Mas enfim, olha só! Enquanto você esteve aproveitando as férias eu fiquei aqui trancafiada nesse castelo e eu fiz algumas pesquisas. – Ela pulou da cama e começou a vasculhar o malão tirando dali de dentro depois de algum tempo um grande livro escrito na capa ‘ANIMAGIA’. – Eu descobri uma poção que vai nos facilitar muito a vida, ela libera o nosso animal interior e faz com que a transformação seja mais fácil e menos dolorosa. Acho que a poção não vai ser problema para você, o difícil vai ser encontrar todos os ingredientes e garantir que você vai aprender a fazer o feitiço corretamente na hora de se transformar. Que animal você acha que vai se transformar? – Ela disse com os olhos brilhando de empolgação.

– Lobisomem... – Anne falou em um sussurro.

– O quê? Você acha que vai se transformar em um lobisomem? – Ela perguntou espantada com a resposta da amiga. Não fazia sentido algum.

– Não. Lupin. Lobisomem. Almofadinhas. – Anne continuou a repetir olhando pro teto.

– Isso não faz o menor sentido. – Alyx levantou e deu alguns tapinhas no rosto de Anne. – Ei acorda!

– Calma ai! Eu tô acordada, eu só tô pensando. – Anne se sentou na cama com uma expressão pensativa.

– Você anda pensando demais, o que vindo de você é algo com que se preocupar.

Anne mostrou a língua para a amiga e voltou a seus pensamentos.

– Eu fui na ala hospitalar para ver como o Remo estava e os meninos disseram que o apelido dele é Lobisomem e também escutei eles dizerem que tinha algo que eu não deveria saber. Isso não sai da minha cabeça. Acho que ele ta escondendo alguma coisa de mim.

– Lobisomem e algo que você não deveria saber. – Alyx fez uma expressão pensativa, como alguém prestes a solucionar um mistério. — Acho que precisamos ir a biblioteca. – Alyx pegou Anne e começou a puxá-la pelo braço saindo do dormitório e descendo as escadas rapidamente.

A sala comunal tinha apenas uns poucos alunos que ainda terminavam suas lições, entre eles Romana e Lucius Malfoy. Ele era o monitor chefe, era do último ano, tinha cabelos claros e era tão pálido como a neve, tinha mais dinheiro que todos os alunos da lufa-lufa juntos, era irritante o suficiente para Anne o apelidar de “Branca de neve”. Malfoy se levantou imediatamente ao ver as garotas se dirigirem para a porta da masmorra.

– O que as senhoritas pretendem fazer saindo uma hora dessas? – Ele estufou o peito para que seu distintivo de monitor chefe ficasse a mostra.

– Eu estou levando a Anne para a ala hospitalar, ela não está se sentindo muito bem. Olha só como ela está branquinha. – Alyx começou apalpar o rosto de Anne e logo pegou sua mão para mostrá-la ao Malfoy. – Coitadinha está até tremendo. – Anne começou a tremer e esboçou sua melhor expressão de doente.

– Ela não parece...

– Eu sei, ela não parece estar melhorando. – Alyx falou rápido desviando do jovem e indo em direção a porta. – Tenho certeza que Madame Pomfrey tem uma boa poção. – Ela abriu a porta e saiu rápido puxando Anne por um braço e no outro segurando o livro sobre animagia.

– Essa foi por pouco. – Disse Anne.

– A branca de neve é um pé no saco. – Alyx revirou os olhos e continuou a puxar Anne.

– Afinal o que vamos fazer?

– Já disse. Biblioteca.

– Mas o quê especificamente?

– Você vai ver quando chegarmos lá.

– Aff!

Depois de alguns minutos de reclamações de Anne e alguns desvios para evitar se encontrar com pirraça ou com a gata do Filch, as duas chegaram a biblioteca. Madame Pince já estava fechando as portas, então Alyx mais uma vez teve que usar seus dotes teatrais para convencê-la de que ela precisava fazer uma pesquisa muito importante, o que não era mentira alguma. Foram necessários apenas alguns segundos para ela reabrir as portas.

– Tudo bem, só porque você tem passado muito tempo aqui Senhorita Balklock, mas sejam rápidas. – Alyx não hesitou ao ouvir as palavras de Madame Pince, saiu a procura da Seção de Defesa contra as Artes das Trevas com Anne em seu encalço.

– Criaturas mágicas e suas características. – Ela disse puxando um livro gigante da prateleira, abrindo o livro e seguindo com o dedo por todo o índice até seu dedo indicador parar na palavra “lobisomem”. – Página 181. – Ela começou a folhear o livro rapidamente. – Aqui!

LOBISOMEM– Classificação do Ministério da Magia: XXXXX (mata bruxos/impossível treinar ou domesticar)

O lobisomem é encontrado no mundo inteiro, embora se acredite que tenha se originado no norte europeu. Os humanos somente se transformam em lobisomens quando são mordidos. Não se conhece nenhuma cura para esse mal. Uma vez por mês, durante a lua cheia, o bruxo ou trouxa afetado, que em outros períodos é normal, se transforma em uma fera assassina. Uma singularidade entre as demais criaturas fantásticas, o lobisomem dá preferência a presas humanas.

– Me diz uma coisa, qual foi a última vez que ele ficou assim doente? – Ela falou o mais baixo que pode para que Madame Pince que estava esperando impaciente na sua mesa próxima a porta as ouvisse.

– Foi na última semana de aula antes das férias de Natal, já faz uma semana que voltamos a ter aula e somando as três semanas que estivemos de férias. Faz quatro semanas. Fera assassina! Isso soa um tanto dramático. Você não acha que ele... – A voz de Anne foi morrendo e sua expressão se tornando cada vez mais apavorada.

– Eu não tenho certeza... ainda. – Ela pegou o livro de e colocou o no braço junto com o de animagia e começou a andar pelas prateleiras a procura de algo. – Astronomia. Eu só preciso de um calendário lunar e vamos saber se ele é ou não.

– Por favor Senhorita Blaklock, seja rápida. – Madame Pince falou de sua mesa.

– Só mais um minuto Madame Pince. Aqui está. – Alyx puxou um pergaminho com vários números e desenhos. – Que dia é hoje?

– Dia.. 13 de janeiro. – Anne estava tentando entender o que estava acontecendo. Seu Lupin era tão inofensivo, ele não poderia machucar nem mesmo uma formiga. Ele não podia ser um lobisomem, não ele.

– Touché! Dia 14 de janeiro é dia de lua cheia, pelos meus cálculos, a última vez que ele esteve doente foi dia 16 de dezembro. – Ela vasculhou com o dedo no pergaminho o dia 16 de dezembro, em cima da data o desenho de um circulo cheio era nítido, logo ao lado estava escrito Lua Cheia.

– Não pode ser. Você deve ter visto errado. – Anne empurrou a amiga e seu dedo percorreu as datas 14 de janeiro e 16 de dezembro, não havia erro algum, eram os dias de Lua Cheia.

– Meninas por favor! – Madame Pince disse impaciente. Alyx enrolou o pergaminho e colocou o de volta na prateleira. Mais uma vez ela teve de puxar Anne, a qual os olhos já marejados, poderiam transbordar a qualquer momento.

– Vou pegar esse livro. – Alyx disse levantando o livro Criaturas Magicas e suas características, escondendo o livro Animagia entre ela e Anne. – Parece que nossas vidas aqui são sempre como uma grande fuga, fugindo dos monitores, dos professores... – Alyx reclamava pelos corredores enquanto puxava a amiga.

– A gata do Filch.

– Isso mesmo, ainda tem a gata do Filch para nos atormentar.

– Não, a gata do Filch. – Anne apontou para o outro lado do corredor, onde uma gata malhada olhava para as duas garotas com aqueles olhos brilhantes e denunciadores.

– CORRE NEGADA! – Alyx falou para Anne enquanto saía em disparada para o lado oposto do corredor. – Porcaria! Porcaria! – Ela resmungava enquanto corria o mais rápido que podia. – Corre Anne! – A amiga vinha logo ao seu encalce, mas o que Anne tinha de rápida com uma vassoura tinha de lerda com os pés.

Alyx chegou a porta da sala da sonserina depois de alguns minutos, mas Anne não estava mais atrás dela. Ela entrou na sala comunal com medo de ser pega por algum professor. A sala comunal da sonserina já estava fazia, o único barulho que podia ser ouvido era o crepitar do fogo ainda reluzante na lareira .

– Cadê você Anne?! – Depois de alguns longos minutos de espera. Anne adentrou a porta da sala como um furacão, vermelha e ofegante depois da longa corrida.

– Gata... Nojenta! – Anne disse ofegante. – Ela.. grudou na minha perna. – Ela mostrou um grande arranhão na perna direita.

– Vem, vamos subir, eu faço um feitiço pra fechar o machucado. – Alyx disse preocupada com a amiga, ela sabia o que estava por vir, aquela seria uma longa noite de choro para sua amiga.

UMA HORA DEPOIS

DORMITÓRIO DAS MENINAS

Depois de muito choro e reclamações, do tipo “EU QUERO VER ELE AGORA”, Alyx conseguiu convencer Anne de que a melhor maneira de resolver as coisas era esperar até Lupin sair da ala hospitalar ou melhor quando elas tivessem certeza de que ele não arrancaria a cabeça de ninguém. Pelo menos era isso que Alyx acreditava até acordar no meio da noite e ver que a cama onde uma hora antes se encontrava sua amiga dormindo em sono profundo estava fazia. Naquele momento ela teve certeza que aquela seria uma longa noite.

Notas finais
Algumas informações utilizadas nesse capítulo foram tiradas do livro "Animais fantásticos e onde habitam".
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.